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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Em 2 de fevereiro de 1848 morria Rosalie Lamorlière, a mulher que inspirou Riyoko Ikeda a criar a protegida de Lady Oscar no mangá Rosa de Versalhes

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 


 

No dia 2 de fevereiro de 1848, partia Rosalie Lamorlière,, uma figura histórica cuja vida foi marcada pela lealdade e pela tragédia. Para os fãs de cultura pop, ela é imortalizada como a protegida de Lady Oscar no mangá e anime Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara), de Riyoko Ikeda.

Com a recente estreia do novo filme de animação no Japão (31/01), não há momento melhor para homenagear essa mulher que foi o último conforto de Maria Antonieta na prisão da Conciergerie.




 

A Rosalie da Ficção: Entre a Nobreza e a Vingança

No universo de Riyoko Ikeda, Rosalie é introduzida como uma jovem doce e pobre que vive com sua mãe adotiva e sua irmã de criação, a ambiciosa Jeanne Valois. Após a morte trágica de sua mãe, atropelada por uma carruagem nobre, Rosalie jura vingança e acaba cruzando o caminho de Lady Oscar.

Oscar a acolhe, ensinando-lhe etiqueta e esgrima. Embora muitos leitores busquem nuances de um romance yuri na relação, Ikeda retrata o vínculo como uma profunda admiração e amor fraternal. Na trama, a reviravolta dramática é a descoberta de que Rosalie é, na verdade, filha biológica da Condessa de Polignac — uma das maiores vilãs da obra, cujas intrigas cercam a Rainha Maria Antonieta.


 

A Realidade Histórica: A Última Serva da Rainha

Apesar da inspiração, a Marie-Rosalie Delamorlière real teve uma trajetória diferente da ficção:

  • Origem Humilde: Ela não era filha da Condessa de Polignac nem irmã de Jeanne Valois. Nasceu em 1768, filha do sapateiro François de Lamorlière. Perdeu a mãe aos 12 anos e passou a trabalhar como doméstica para sustentar a família.

  • O Encontro com a História: Rosalie entrou para a história como a serva que cuidou de Maria Antonieta em seus últimos dias na Conciergerie. Ela oferecia à rainha gestos de humanidade, como trocar suas roupas sujas e tentar alimentá-la, apesar da vigilância severa dos revolucionários.

  • Legado: Rosalie chegou a ter uma filha na vida real e viveu o suficiente para ver a restauração da monarquia e o subsequente declínio dos Bourbon, falecendo em um asilo para idosos em Paris.

 
 
 

A Realidade por trás do Traço: Quem foi Marie-Rosalie?

Embora Riyoko Ikeda tenha construído uma narrativa emocionante, é importante lembrar que a Rosalie histórica e a da ficção trilharam caminhos bem distintos. Na vida real, ela jamais teve parentesco com a ambiciosa Jeanne Valois e, muito menos, era a filha secreta da Condessa de Polignac. Na verdade, essas mulheres nunca chegaram a se cruzar.

A verdadeira face por trás da personagem era Marie-Rosalie Delamorlière. Nascida em 19 de março de 1768, ela teve uma origem marcada pela simplicidade e pelo trabalho duro. Filha do sapateiro François de Lamorlière e de Marguerite Charlotte Vaconsin, Rosalie conheceu a dor da perda muito cedo: sua mãe faleceu quando ela tinha apenas 12 anos, forçando a menina a amadurecer precocemente para enfrentar as dificuldades da época.

Longe dos duelos de esgrima e dos salões de Versalhes, a verdadeira Rosalie conquistou seu lugar na história através da compaixão, tornando-se o último raio de humanidade na vida de uma rainha que já havia perdido tudo.

 
   
 
A verdadeira Rosalie Lamorlière.



Embora a Rosalie de Riyoko Ikeda seja uma personagem central no mangá — convivendo diariamente com Lady Oscar e André e participando ativamente da trama política — os fãs que esperam vê-la brilhar no novo filme de animação podem se decepcionar um pouco.

Nesta nova versão cinematográfica, a importância de Rosalie foi drasticamente reduzida. Ela aparece apenas em uma pequena cena, sendo deixada de lado em favor do ritmo acelerado do longa. Além disso, uma mudança que mexe diretamente com o cânone que conhecemos é a sua vida amorosa: no filme, ela sequer é casada com Bernard Châtelet, o "Cavaleiro Negro".


O Contraste com a Realidade Histórica

Essa "solidão" da personagem no filme, de certa forma, a aproxima da realidade histórica, já que a verdadeira Rosalie nunca conviveu com figuras fictícias como Oscar.

A verdadeira Marie-Rosalie Delamorlière (nascida em 19 de março de 1768) teve uma origem muito mais humilde do que os roteiros sugerem. Filha do sapateiro François de Lamorlière e de Marguerite Charlotte Vaconsin, ela não possuía laços de sangue com a nobreza. Na vida real, ela jamais foi filha da Condessa de Polignac ou irmã de Jeanne Valois; na verdade, essas mulheres sequer se conheceram.

A vida de Marie-Rosalie foi marcada pela resiliência. Após perder a mãe aos 12 anos, ela seguiu o caminho do trabalho doméstico que a levaria, anos depois, aos portões da Conciergerie para servir Maria Antonieta em seus momentos finais.


 







Finalizo com alguns vídeos e fotos com os melhores momentos de Rosalie da Rosa de Versalhes ao lado da nossa Lady Oscar.

 

 


 

 
 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

 
 
 
 
 
 
Espero que tenham gostado!




 
 
 
 
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