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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Em 19 de agosto de 1743 nascia Madame du Barry: A rival de Maria Antonieta e primeira vilã de Rosa de Versalhes! ✨

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!

 

Em 19 de agosto de 1743, nascia em Vaucouleurs, na França, Jeanne Bécu. O que começou como a trajetória de uma jovem de origem humilde culminou nos salões dourados de Versalhes como a última grande favorita (maîtresse-en-titre) da monarquia francesa: Madame du Barry.

Amada por Luís XV e temida por muitos na corte, sua figura transcendeu os livros de história ao eternizar-se na cultura pop. Ela é amplamente conhecida como a primeira antagonista de peso no clássico mangá e anime A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), de Riyoko Ikeda. Infelizmente, no filme animado de 2025, a personagem acabou praticamente restrita a uma breve aparição — o que nos dá a desculpa perfeita para mergulhar de cabeça na dualidade entre a realidade histórica e a ficção.


1. Origens humildes e uma beleza magnética

A vida de Jeanne foi marcada por segredos e superações desde o berço. Filha ilegítima da costureira Anne Bécu, ela nunca conheceu oficialmente seu pai biológico (embora registros históricos apontem frequentemente para o frade Jean-Baptiste Gormand de Vaubernier).

Dotada de uma beleza impressionante — cabelos loiros volumosos e marcantes olhos azuis —, Jeanne cresceu frequentando o Convento de Saint-Aure graças ao apoio financeiro do protetor de sua mãe. Contudo, na adolescência, sua beleza incomum passou a atrair inveja e problemas, fazendo com que ela e a mãe tivessem de buscar o próprio sustento em Paris.

Foi nesse cenário que ela cruzou o caminho de Jean-Baptiste du Barry, um cortesão da alta roda parisiense. Conhecida inicialmente pelo pseudônimo de Mademoiselle Lange, a jovem charmosa e inteligente logo passou a transitar pelos círculos aristocráticos, onde seu carisma natural chamou a atenção de quem faltava: o próprio Rei Luís XV.


2. O conto de fadas e as intrigas em Versalhes

Encantado com a graça de Jeanne, Luís XV quis trazê-la para o coração do poder. Para burlar as rigorosas regras da corte, o rei exigiu que ela se casasse com um membro da nobreza empobrecida. Em 1768, Jeanne uniu-se formalmente a Guillaume du Barry, irmão de seu antigo protetor, ganhando o título de Condessa du Barry e o passe livre para residir no palácio real.

Em Versalhes, ela não era a megera fria e calculista retratada nos animes; ao contrário, era descrita como uma mulher espirituosa, generosa, apaixonada por artes e com uma forte intuição política. No entanto, sua ascensão meteórica enfureceu a nobreza tradicional.

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O choque com Maria Antonieta

A tensão atingiu o ápice em 1770, com a chegada da arquiduquesa austríaca Maria Antonieta, de apenas 14 anos, para se casar com o futuro Luís XVI. A jovem princesa, recém-chegada e apegada ao rígido decoro da corte de Viena, recusava-se a reconhecer a antiga cortesã como favorita do rei.

O famoso voto de silêncio de Maria Antonieta contra Du Barry durou anos, alimentando fofocas e intrigas palacianas que a ficção de Riyoko Ikeda dramatizou brilhantemente. O gelo só foi quebrado no dia de Ano Novo de 1772, quando Antonieta proferiu a célebre frase polêmica: "Há muita gente hoje aqui em Versalhes!", direcionando-se indiretamente à condessa..

 
A rivalidade entre Maria Antonieta e a condessa du Barry no mangá Rosa de Versalhes de Riyoko Ikeda.



3. Curiosidades que poucos sabem sobre Du Barry

  • A protetora das artes: Ao contrário de outras favoritas que buscavam apenas luxo, Madame du Barry foi uma mecenas extraordinária. Ela financiou artistas, arquitetos e ajudou a consolidar o estilo neoclássico na França, sendo uma das maiores incentivadoras da porcelana de Sèvres.

  • A verdade sobre o famoso colar: O Rei Luís XV encomendou a joia luxuosa diretamente para ela, como um presente para exaltar seu status. Com a morte repentina do rei em 1774 antes que a peça fosse paga, o colar encalhou com os joalheiros e, anos mais tarde, virou o pivô do golpe que destruiu injustamente a reputação de Maria Antonieta.

4. A Queda e o Fim Trágico na Revolução

Com a morte de Luís XV em 1774, o reinado de Du Barry em Versalhes desabou instantaneamente. O novo rei, Luís XVI, e Maria Antonieta ordenaram seu exílio imediato para um convento em Pont-aux-Dames. Anos mais tarde, ela recuperou sua liberdade e passou a viver em sua luxuosa residência, o Castelo de Louveciennes.

Infelizmente, a Revolução Francesa não perdoou seu passado aristocrático. Em 8 de dezembro de 1793, aos 50 anos, Madame du Barry foi condenada à morte sob acusações absurdas (incluindo a de enviar dinheiro para inimigos da República).

Correção Histórica Importante: Diferente de relatos antigos que a pintavam como covarde no cadafalso — dizendo que ela teria implorado por misericórdia ou traído amigos —, historiadores modernos provaram que ela enfrentou a execução com desespero humano legítimo, mas com altivez. Suas últimas palavras reais foram um apelo emocionado ao carrasco: "Um momento, senhor carrasco, só mais um momentinho!" ("Encore un moment, monsieur le bourreau, un petit moment!"). Seu corpo foi lançado em uma vala comum no Cemitério de Madeleine.

Du Barry na Ficção: Do Mangá ao Cinema

Se em A Rosa de Versalhes ela cumpre o papel dramático de primeira grande vilã — protagonizando conspirações clássicas, como a tentativa de incriminar a mãe de Lady Oscar —, a história real nos mostra uma mulher complexa, sobrevivente de um mundo machista e implacável. Essa faceta mais humana e tridimensional pode ser vista recentemente na atuação estelar de Noémie Merlant ao lado de Johnny Depp no filme Jeanne du Barry (2023).

No fim das contas, seja na genialidade dos mangás de Riyoko Ikeda ou nos registros empoeirados dos arquivos franceses, a Condessa du Barry continua a fascinar, provando que sua história é muito maior do que qualquer rótulo de "vilã".


Finalizo com alguns vídeos relacionados e algumas imagens da Madame Du Barry em Rosa de Versalhes:
 
 

 


 
 
 

 
 




 

 







 

 


 
E se acharam o Post longo, esperem só para ver o especial de Aniversário do nosso André Grandier que terá duas partes e vídeo.

 Espero que tenham Gostado! Daqui a Pouco tem mais.

Uma ótima semana para todos vocês, amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 







terça-feira, 18 de agosto de 2026

O Eterno Guardião: Por que André Grandier de Rosa de Versalhes Ainda Nos Faz Suspirar em 2026?

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!




Estamos na contagem regressiva para o aniversário de André Grandier, o inesquecível par romântico de Oscar François de Jarjayes em Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), obra-prima atemporal de Riyoko Ikeda. Como a data está chegando, resolvi que, até lá, farei alguns posts aleatórios (não seguidos, mas cheios de carinho) comentando sobre esse personagem que marcou gerações. E a grande questão que não quer calar é: por que, em pleno 2026, André ainda consegue emocionar tantas meninas, garotas e fãs de todas as idades?



O Fascínio de um Amor Real em Tempos de IA e Distância

Com mais de meio século desde a sua criação no mangá, Rosa de Versalhes continua a ser redescoberta por novas gerações de leitores e fãs de anime. Em uma era de conexões ultra-rápidas e romances efêmeros, o amor de André por Oscar é o exato oposto: paciente, profundo, leal e disposto a qualquer sacrifício.

André não é o príncipe encantado tradicional montado em um cavalo branco. Ele é humano, falível, comete erros, tem ciúmes, mas acima de tudo, enxerga Oscar em sua totalidade — como mulher, como comandante e como ser humano lutando em meio às turbulências da Revolução Francesa. É justamente essa vulnerabilidade combinada com uma devoção inabalável que faz com que o público se apaixone por ele repetidas vezes.


Por que André Continua Atual?

  • Amor Baseado na Igualdade e no Respeito: Ele respeita a força e a independência de Oscar, nunca tentando diminuí-la ou colocá-la em uma redoma de vidro.

  • Profundidade Emocional: A jornada de André — que vai desde o amigo de infância silencioso até o parceiro de vida e de luta — entrega um peso dramático raro nas narrativas modernas.

  • A Tragédia e a Beleza da Entrega: O romance deles não é fácil; ele é marcado por barreiras sociais, guerras e o destino implacável da história. Essa intensidade lírica toca fundo no coração de quem lê.

Como vimos, André Grandier não é apenas um personagem coadjuvante; ele é o coração pulsante que equilibra a rigidez e o heroísmo de Oscar François de Jarjayes. Em pleno 2026, ele nos lembra que o amor verdadeiro é construído na lealdade, na paciência e na coragem de estar ao lado de quem amamos, não importa os desafios — seja contra os preconceitos da aristocracia ou contra os ventos da Revolução Francesa.

A sua devoção silenciosa e a sua humanidade ressoam profundamente, provando que, por mais que o mundo ao nosso redor mude, a necessidade de um amor profundo e verdadeiro nunca sai de moda.

Até o próximo post da contagem regressiva!


Espero que tenham gostado!




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

 




segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Feliz Aniversário aniversário de Michi Himeno! Uma das mais importantes designers de animação japonesa da história, Completou ontem 70 anos.


Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!




Ontem foi é aniversário de  Michi Himeno, uma das mais importantes designers de animação japonesa da história! Nascida na província de Hyogo em 16 de agosto de 1956, a leonina está completando 70 anos. Feliz aniversário! 🎂✨

Quando jovem, Himeno emocionou-se ao assistir a Babel II (1973) e decidiu ingressar no estúdio Araki Pro. Sua estreia oficial ocorreu em UFO Robot Grendizer (1975). Desde então, ela trabalhou ao lado do saudoso e eterno Shingo Araki, formando uma das duplas mais brilhantes do character design e da direção de animação dos animes clássicos.

Entre os seus principais trabalhos estão obras inesquecíveis como A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばらBerusaiyu no Bara / Lady Oscar), Angel, a Menina das Flores (Hana no Ko Lunlun) e Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya).


Arte do Anime Rosa de Versalhes no traço de Michi Himeno

Uma parceria lendária e traços inconfundíveis

Himeno também participou de outras produções de grande sucesso, como Sangokushi (1991), de Mitsuteru Yokoyama, GeGeGe no Kitaro (1996) e Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (2000), entre outros. Além de Cavaleiros do Zodíaco, ela esteve à frente de animações baseadas em outras obras de Masami Kurumada, como Fuma no Kojiro (1989) e a série Ring ni Kakero 1 (2004), sem falar no marcante character design desenvolvido para as máquinas de Pachinko de Saint Seiya.

O design de abertura, de encerramento e da primeira fase da série animada de A Rosa de Versalhes foi inteiramente assinado por Michi Himeno e Shingo Araki. Uma curiosidade interessante sobre a divisão de trabalho entre eles é que Himeno costumava desenhar as personagens femininas, enquanto Araki cuidava dos traços masculinos.

Isso podia ser percebido nitidamente em Cavaleiros do Zodíaco: nos primeiros episódios, os cavaleiros tinham corpos mais musculosos — marca registrada de Shingo Araki —, enquanto na fase seguinte, com silhuetas mais esbeltas e elegantes, o traço de Himeno ganhava mais destaque, conforme apontam artigos especializados.



Infelizmente, na segunda metade de A Rosa de Versalhes, houve uma troca na direção: Osamu Dezaki assumiu o comando e trouxe consigo o artista Akio Sugino. Embora Sugino tenha um traço belíssimo, o estilo era bem diferente, fazendo com que o anime perdesse um pouco da delicadeza visual original de Himeno e Araki, além daquele brilho marcante nos olhos dos personagens. Para muitos fãs, e para mim também, essa dupla é simplesmente insuperável! Shingo Araki nos deixou saudades, mas Michi Himeno continua viva, e seus traços permanecem absolutamente imbatíveis.

Curiosidade: Uma matéria que li há algum tempo revelou que a marcante cena da abertura de A Rosa de Versalhes, em que Lady Oscar aparece presa entre os espinhos como uma verdadeira rosa, foi criada por ele (Shingo Araki). Sem dúvida, um dos momentos mais memoráveis da animação!

O impacto global e a febre no Brasil

Falando sobre A Rosa de Versalhes, vale lembrar que a obra fez um sucesso estrondoso na Europa — com destaque especial para a Itália. Embora não tenha sido um fenômeno de bilheteria no Japão em sua exibição original, a série nunca foi odiada pelos japoneses, como muitos costumam afirmar. Pelo contrário: em 1980, a animação passou por um forte revival no país, impulsionada justamente pelo sucesso estrondoso de Cavaleiros do Zodíaco.

No Brasil, Cavaleiros do Zodíaco foi uma verdadeira febre nos anos 1990 graças à exibição histórica pela Rede Manchete. Foi embalados por essa onda que tivemos doze episódios da série clássica e o longa-metragem (que resumía os 40 episódios iniciais) lançados em VHS no país pela Europinha.


Seiya com armadura de Sagitário, ilusração de Michi Himeno.

 

Os Cavaleiros do Zodíaco  A Batalha de Abel Traços de Michi Himeno.


 


Feliz aniversário, Michi Himeno! E muito obrigada por dar vida a A Rosa de Versalhes, Cavaleiros do Zodíaco, Lupin III, Hana no Ko Lunlun e a tantas outras obras-primas que marcaram para sempre a infância (e a vida) de tanta gente. 💖

Arte do anime Rosa de Versalhes no traço de Michi Himeno

Finalizo este post com a abertura, algumas imagens do anime e vídeos especiais relacionados:















Feliz aniversário mestra Michi Himeno e  Obrigado Por Lady Oscar e Cavaleiros do Zodíaco. 



Espero que tenham gostado! Daqui a Pouco tem mais!

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domingo, 16 de agosto de 2026

Madonna faz aniversário hoje e, relembrando as imagens da diva do pop vestida de Maria Antonieta, não resisti e tive que trazer para cá!

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 



Hoje, 16 de agosto, é o aniversário de Madonna, a icônica Rainha do Pop. Aproveitando a data e o fato de eu ter visto circulando na internet imagens curiosas da diva vestida como Maria Antonieta — que também é uma das grandes personagens de Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) —, decidi trazer essa curiosidade para cá!


Como não sou da época do surgimento de Madonna, fui pesquisar a fundo e descobri que a cantora adotou essa estética em momentos marcantes:

  • MTV Video Music Awards (VMA) de 1990: Sua apresentação histórica de "Vogue", com um figurino de época e peruca volumosa, tornou-se lendária e ajudou a popularizar a estética de Maria Antonieta na cultura pop, influenciando diversas produções e artistas posteriores.

  • Oscar de 2024: Trinta e quatro anos após o VMA, Madonna coapresentou a festa pós-Oscar (The Party) revivendo o visual, em uma homenagem emocionante ao seu próprio legado de estilo, mas com novas nuances.

A icônica performance de "Vogue" em 1990 é amplamente considerada um dos pontos altos da carreira da artista, tanto pela sonoridade quanto pela grandiosidade visual. Já a aparição no Oscar reafirmou sua atemporalidade, provando que sua influência estética continua viva e inspiradora.. 

Deixo abaixo mais fotos e vídeos relacionados para conferirmos juntos!










Encontrei esse vídeo feito por Fã da Diva do Pop, ao som das canções de Rosa de Versalhes.




Enfim, espero que tenham gostado! Um Bom Domingo e uma ótima semana Amigos da Lady Oscar.


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