Letreiro com titúlo de postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Adeus, André: O 13 de julho que mudou o destino de Lady Oscar.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 


Chegamos ao dia 13 de julho. Para os estudantes de história, esta data é o prenúncio da tempestade, o estopim que incendiaria a França no dia seguinte com a Queda da Bastilha. Mas, para os corações que pulsam no ritmo de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), o 13 de julho é algo muito mais profundo: é uma ferida aberta na memória, o dia em que o destino de Oscar François de Jarjayes mudou para sempre. Hoje, não falamos apenas de política ou de feriados nacionais. Hoje, fazemos uma pausa para reverenciar André Grandier.



O Homem por trás da Lenda

Embora seja um personagem fictício — ao contrário de figuras históricas como Fersen —, André Grandier possui uma densidade que transcende o papel e a tela. Ele foi o companheiro de infância de Oscar, o elo entre a nobreza e o povo, o homem que aprendeu a esgrima e a equitação lado a lado com a heroína, sempre na sombra, guardando um sentimento que o consumia em silêncio.

No fatídico 13 de julho de 1789, a Revolução não apenas exigia cidadãos; ela exigia sacrifícios. Após uma única noite de felicidade compartilhada — uma trégua efêmera de amor após anos de desencontros — André decide lutar ao lado de Oscar. E é nesse cenário de caos e pólvora que a tragédia se concretiza: ferido gravemente por um soldado da guarda real, ele sucumbe, deixando uma nação em chamas e uma mulher em desespero.


O Impacto da Partida

A cena de sua morte é um marco cultural. Seja no mangá de Riyoko Ikeda, no anime clássico de 1979 ou na recente adaptação cinematográfica, a dor de ver André cair é universal.

  • No Anime de 1979: A atuação dos dubladores imortalizou o momento. O saudoso Taro Shigaki, cuja voz transmitia a agonia de um homem que morre sem ter vivido plenamente seu amor, é inesquecível. No Brasil, o talento de Silvio Giraldi nos trouxe essa dor para perto, enquanto na Itália, Massimo Rossi elevou o momento a um patamar de tragédia grega, deixando marcas profundas em gerações de fãs.

  • No Mangá e Novos Filmes: A brutalidade é mais explícita. André atua como um escudo humano, protegendo Oscar e sendo baleado, um sacrifício físico que espelha o sacrifício emocional que ele fez a vida inteira. A cena em que Oscar, desesperada, chama por ele e se dá conta de que o calor de sua mão se perdeu é um dos momentos mais dilacerantes da história dos mangás.

"Oscar? Por que você está chorando? Por quê? Estou prestes a morrer? Você está certa, eu não posso morrer agora. Nossa felicidade apenas começou. Agora até o amor nos une. Talvez possamos viver em um mundo melhor, Oscar. Não, não posso morrer agora."




Versões de uma Tragédia

É interessante observar como cada adaptação tratou esse adeus. O filme live-action de 1979, embora menos fiel à grandiosidade da obra original, traz uma perspectiva diferente: lá, o amor de André e Oscar é marcado pela fuga e pela incerteza, com um final que nos deixa a vagar, sem a confirmação do reencontro. Contudo, é na versão animada clássica que encontramos a quintessência da emoção, aquela que, inclusive, foi "vazada" precocemente pelo álbum de figurinhas da Panini na Itália, traumatizando (e apaixonando) milhares de crianças na década de 80.

.



.

Vamos falar sobre o filme live-action de Lady Oscar de 1979? Embora não tenha a grandiosidade da obra original de Riyoko Ikeda e seja visivelmente mais fraco que a icônica adaptação em anime, o filme merece ser lembrado por ter chegado às telas meses antes da série animada, trazendo sua própria interpretação fascinante.

Um ponto de destaque é o André: nesta versão, ele é mais rude e menos delicado que nas outras mídias, embora seu amor por Oscar permaneça evidente. O roteiro também toma liberdades criativas marcantes: em vez de se envolverem profundamente na Revolução Francesa, o casal decide fugir. O desfecho é trágico e confuso, ocorrendo no turbilhão de 14 de julho — em vez do dia 13. Na confusão, Oscar e André se perdem na multidão; ele é atingido por um tiro e seu destino final permanece incerto, deixando Oscar desesperada à sua procura. Apesar de todas essas diferenças, o filme possui um charme singular que vale a pena conferir.




"Dentre todas as versões, o dia 13 de julho de 1789, retratado no anime de 1979, continua sendo a mais emocionante para mim — confesso que, em minha opinião, supera até mesmo o impacto do mangá original. Meu pai sempre conta que, quando o episódio foi exibido pela primeira vez na Itália, ele não pegou o público de surpresa. O motivo? O álbum de figurinhas da Panini, que, ao trazer toda a cronologia da história, acabou revelando o final da série antes mesmo de sua conclusão na TV. Mesmo com esse enorme spoiler, o episódio tornou-se um marco na memória de toda uma geração que cresceu nos anos 80. É impossível não se emocionar com o momento em que André Grandier profere suas palavras finais diante de uma Oscar em prantos."


  



 


A história de amor Lady Oscar e André Grandier.


"Oscar François de Jarjayes é a caçula de uma tradicional família nobre, leal à Coroa da França. Criada pelo pai como um homem e educada rigorosamente nas artes militares, ela ascende à capitania da Guarda Real, tornando-se a principal confidente e protetora de Maria Antonieta. Ao seu lado está André Grandier, um jovem órfão de origem humilde, criado sob os cuidados de sua avó, a governanta da mansão Jarjayes. Apenas um ano mais velho que Oscar, André cresceu ao lado dela, cultivando um laço que transcendeu a amizade de infância e as rígidas barreiras sociais, florescendo em um dos romances mais marcantes da ficção."


 

É justamente esse amor que leva Oscar a questionar seu papel no mundo, negando sua origem nobre e rompendo definitivamente com a Guarda Real. Por muito tempo, ela não enxergou os sentimentos de André; para Oscar, ele era o irmão de toda uma vida, a sombra protetora que sempre esteve lá. André, por sua vez, suportou a série inteira o peso de um amor não correspondido, sendo levado pela desilusão a unir-se aos revolucionários. A partir daí, os eventos se precipitam para um desfecho inevitável. Justamente quando Oscar finalmente confessa seus sentimentos e o casal está pronto para viver esse amor, a história é interrompida pelo caos: em 13 de julho de 1789, em meio aos confrontos em Paris, André se sacrifica para proteger a mulher que amou durante toda a vida. Se Oscar e André tivessem realmente existido, hoje, 13 de julho, estaríamos relembrando o momento desse sacrifício e as lágrimas de Lady Oscar, que completam exatos 237 anos às vésperas do estopim da Revolução Francesa."

 

 Curiosidade:

 "Para encerrar este post especial de 13 de julho, deixo aqui uma curiosidade imperdível: se você sempre sonhou com o casamento de Oscar e André — algo que não acontece no mangá original —, saiba que a própria Riyoko Ikeda decidiu presentear os fãs com esse final feliz. Em 2014, a autora escreveu e ilustrou uma história exclusiva para a Zexy, a principal revista japonesa de moda noiva e organização de casamentos. A edição, que trazia essa aguardada união, foi um sucesso absoluto e esgotou rapidamente em todo o Japão.

Confesso que tenho essa edição aqui comigo! Mesmo ainda estando no nível básico do Kumon em japonês, é impossível não se emocionar ao ver, através das ilustrações da própria Ikeda, a felicidade desse casal que tanto amamos. E engana-se quem pensa que isso é apenas 'coisa de fã': por ter sido escrito e desenhado pela criadora da obra, esse conteúdo é, sim, oficial. Podemos dizer, sem medo, que Riyoko Ikeda finalmente oficializou o casamento que todos nós sempre desejamos."


Enfim, esse foi nosso post especial para marcar esse dia 13 de julho, amanhã, queda da Bastilha, o aniversário da Luta de Lady Oscar a favor do sofrido povo da França, uma data de extrema importância para os franceses e também para a obra máxima de Riyoko Ikeda a Rosa de Versalhes, teremos um post especial.

 




.












Espero que tenham Gostado! Amanhã teremos um post enorme comemorativo a queda da Bastilha, já deixo avisado que será em duas partes,  e sairá vídeo novo que já está prontinho. Falarei um pouco sobre, a Importância da data para Os fãs da Rosa de Versalhes, trarei algumas curiosidades, falo também sobre o novo filme animado entre outras coisas, então aguardem!

236 Anos depois...

Se André Grandier tivesse existido, hoje ele completaria 236 anos de um sacrifício que ainda reverbera. Oscar, a militar que jurou jamais se casar, acabou se tornando a eterna viúva de um amor que atravessou as classes sociais e a própria história.

Enquanto nos preparamos para o feriado de amanhã, o 14 de julho que mudou o mundo, hoje reservamos nosso respeito a ele. André não foi apenas um coadjuvante; foi a alma que deu sentido à jornada da "Rosa de Versalhes".


Amanhã, voltaremos com um post especial dedicado à Queda da Bastilha e ao papel histórico de Lady Oscar na luta pelo povo francês. Até lá, guardamos o luto e o amor por André.

 

Fiquem Ligados.

 
Um ótimo final de semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 








domingo, 12 de julho de 2026

❤️12 de Julho: 236 Anos de uma Noite De Amor em 'Rosa de Versalhes'❤️

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 

❤️ Em 12 de julho de 1789, enquanto a França fervilhava à beira do abismo, um momento de calmaria eterna se selava nos corações de Oscar François de Jarjayes e André Grandier.

Se Oscar e André fossem figuras históricas palpáveis, estaríamos hoje celebrando o 236º aniversário da noite em que, finalmente, o amor proibido entre a nobreza e o povo rompeu as barreiras de classe. Para nós, fãs de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), essa data é sagrada. É o momento em que a lealdade incondicional de André e a descoberta tardia, mas arrebatadora, de Oscar, tornaram-se um dos símbolos mais poderosos do shoujo mangá❤️



O Legado de um Amor Impossível❤️

Riyoko Ikeda, a mente genial por trás da obra, confessou em entrevistas que, originalmente, não via André como um par romântico para Oscar. No entanto, a voz das leitoras foi ouvida. Elas clamavam por alguém que fosse o "verdadeiro herói da classe trabalhadora" — nas palavras da crítica Helen McCarthy — um homem sensível, leal e capaz de apoiar as escolhas de sua companheira, mesmo enquanto enfrentava o sofrimento de um amor não correspondido e a dura realidade de sua posição social.

O arco de André é um dos mais trágicos e belos da literatura japonesa: a perda gradativa da visão, o amor nutrido nas sombras e a persistência em proteger Oscar, mesmo sob o risco da própria vida. Quando, às vésperas da Revolução, Oscar finalmente o convida para seus aposentos e declara seu amor, Ikeda não precisou de cerimônias de casamento. O que ela criou foi algo muito mais poético: a consagração de um sentimento que já existia no olhar e na entrega mútua..❤️

 

Do Mangá às Telas: As Faces da Declaração❤️

A forma como essa confissão chega ao público varia conforme a adaptação:

  • O Anime de 1979: Memorável pela atmosfera quase mística. Em meio ao caos revolucionário, o casal encontra refúgio em uma floresta iluminada por vaga-lumes. É uma das cenas mais icônicas da animação mundial, ainda que na Itália, por exemplo, tenha sofrido cortes substanciais.




  • O Live-Action de 1979:
    Dirigido por Jacques Demy, traz uma abordagem mais direta e contida, situando o encontro no estábulo, focando na crueza daquele momento histórico.


  • A Nova Adaptação (2025): O recente filme na Netflix, dirigido por Ai Yoshimura, trouxe uma abordagem fascinante. Com uma roupagem de musical e claras inspirações no teatro Takarazuka Revue, a obra se esforça para ser mais fiel à estética poética de Ikeda. A cena da confissão, que causou burburinho até em trailers, reafirma que Rosa de Versalhes nunca foi — e nunca será — uma obra infantil. É um épico sobre maturidade, política e paixão.




O Amor que Transcende o Tempo (e a Intolerância)❤️

 Hoje o dia foi dedicado a recordar essa cena que, décadas atrás, causou um verdadeiro escândalo ao ser publicada em um mangá voltado para jovens. E é inacreditável que, em pleno século XXI, ela ainda seja alvo de polêmica. Sim, a noite de amor de Oscar e André continua gerando ruído, como aconteceu antes mesmo da estreia do novo filme na Netflix, quando um trailer especial exibido na TV japonesa foi o suficiente para levantar questionamentos desnecessários.

Sinceramente, não entendo o motivo de tanta discussão. Para mim, trata-se apenas do momento em que Oscar, finalmente, despoja-se de sua armadura para reconhecer o amor de André e escolher viver como sua esposa — nada mais, nada menos que a consagração de um sentimento genuíno. É claro que não se trata de uma obra infantil, mas Rosa de Versalhes é, essencialmente, um shoujo mangá; uma obra feita para adolescentes que acompanham a maturidade de seus personagens.

Recentemente, li o comentário de uma espectadora que descreveu a cena como "nojenta", alegando constrangimento ao assistir com a família. É um posicionamento que me espanta: por que a pureza de uma conexão que evolui de uma amizade de infância causaria tal desconforto? Vivemos em uma era em que produções televisivas exibem conteúdos muito mais explícitos sem que esse mesmo público questione. Por que, então, a delicadeza de Oscar e André incomoda tanto?

O amor deles é puro. Começa como uma amizade, quase como a de irmãos, e amadurece diante dos nossos olhos até a tão esperada declaração. Para mim, eles são a representação máxima do amor verdadeiro, e não há absolutamente nada de errado nisso. Aos intolerantes, deixo um conselho: não assistam e não busquem pelo mangá original, pois lá a cena é retratada com a mesma beleza e entrega.

Para mim, a fidelidade à visão de Riyoko Ikeda foi um dos maiores acertos deste novo filme. Embora a versão de 1979 tenha sido linda e inesquecível, ela se distanciou, em certos pontos, da obra original. Já nesta nova animação, a equipe técnica teve a coragem de seguir fielmente o desenrolar poético e emocionante da noite romântica de Oscar e André, transformando cenas antes estáticas em pura poesia visual. Que possamos continuar celebrando a força dessa história, sem ceder às vozes que insistem em não compreender a grandiosidade de um amor tão eterno.

Enfim, este é o nosso post de 12 de julho. Amanhã, dia 13, teremos um texto especial sobre a morte de André, um homem capaz de dar a própria vida pela mulher que amou. E no dia 14, data histórica da Queda da Bastilha, faremos um super post abordando a linha tênue entre a realidade e a ficção, a bravura de Oscar e a importância política dessa revolução.

Finalizo esta homenagem com algumas imagens da declaração de amor do nosso casal favorito. Fiquem ligados, pois a semana ainda reserva muitas emoções para os verdadeiros conhecedores da obra de Riyoko Ikeda!














.

 










Espero que tenham Gostado!

 
Um ótimo Domingo e uma linda  semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.