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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Hoje é o Dia Internacional da Amizade: Top 5 Melhores Amizades em A Rosa de Versalhes

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!



Hoje é 30 de julho, data em que se comemora o Dia da Amizade em vários países do mundo. Instituída pela ONU em 27 de abril de 2011 por iniciativa do médico paraguaio Ramón Artemio Bracho — fundador da Cruzada Mundial da Amizade —, a celebração tem como objetivo promover a cultura da paz, a diversidade cultural e o respeito mútuo entre os povos. É o momento perfeito para trocar mensagens de carinho, agradecer pelo companheirismo e celebrar aqueles que estão sempre ao nosso lado.

Vale lembrar que a amizade também ganha destaque em outras datas ao longo do ano, como em 18 de abril (data muito popular no Brasil) e em 20 de julho (o Dia do Amigo e Internacional da Amizade, originado na Argentina).

Mas, como este é um espaço dedicado ao universo de Lady Oscar, resolvi abrir este post para celebrar os laços que marcam um dos maiores clássicos dos mangás e animes: A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara). Afinal, a obra de Riyoko Ikeda é um verdadeiro hino à amizade e ao amor verdadeiro.

Abaixo, preparei um Top 5 com as principais amizades de Rosa de Versalhes — algumas genuínas e inspiradoras, outras nem tanto!




1. Oscar e André: Uma amizade de infância que evoluiu para o amor verdadeiro

Quando pensamos em grandes parceiros na história, a primeira imagem que vem à mente é a relação inseparável entre Oscar e André. Muitos lembram imediatamente do romance, mas convém destacar que, antes de tudo, eles foram melhores amigos por toda a vida.

André é um rapaz humilde, honesto e trabalhador que perdeu os pais cedo. Criado na imponente mansão dos Jarjayes — onde sua avó trabalhava como governanta e babá —, ele cresceu junto de Oscar, sendo apenas um ano mais velho que a comandante. Atuando como seu pajem e sombra leal, André aprendeu esgrima e equitação ao lado dela, compartilhando aventuras e brincadeiras na infância.

Com o passar dos anos e a maturidade, o abismo social entre eles aumentou, especialmente quando Oscar se tornou capitã da Guarda de Maria Antonieta. Embora profundamente apaixonado por Oscar, André guardava esse sentimento em segredo devido às diferenças de classe, contentando-se em ser seu protetor e confidente. Nem mesmo as desilusões amorosas de Oscar — como a paixão não correspondida por Fersen — abalaram essa lealdade.

A própria autora, Riyoko Ikeda, já revelou em entrevistas que planejava manter André apenas como amigo de Oscar. No entanto, diante do carisma do personagem junto aos leitores, ela decidiu transformar essa sólida amizade de infância em um romance adulto e proibido. Uma escolha narrativa inesquecível para o Dia da Amizade.

2. Oscar e Maria Antonieta: Uma amizade verdadeira, mas marcada pelo destino

Outro vínculo de grande destaque é o que une Oscar e Maria Antonieta. Nascidas no mesmo período, elas possuíam destinos completamente opostos: Antonieta foi preparada desde cedo para se tornar Rainha da França, enquanto Oscar foi criada como homem para seguir a carreira militar.

Apesar das diferenças, as duas construíram uma amizade sincera que durou até a separação imposta pelos rumos da história. Oscar era, na prática, a única amiga genuína de Antonieta na corte de Versalhes, protegendo-a com a própria vida e jamais aceitando favores ou interesses financeiros. No entanto, a ingenuidade da rainha, aliada a companhias duvidosas e ao crescente senso de justiça de Oscar diante do sofrimento do povo francês, acabou provocando o distanciamento e o fim melancólico dessa relação.


 

3. Condessa de Polignac e Maria Antonieta: Quando os amigos não são quem parecem

Nem tudo em Versalhes é lealdade. A trágica trajetória de Maria Antonieta na corte é marcada pela figura da Condessa de Polignac, apresentada inicialmente como uma mulher gentil e acolhedora para quem se sentia solitária.

Infelizmente, Polignac revelou-se uma das grandes antagonistas da história: manipuladora, dissimulada e centralizadora de planos terríveis para prejudicar a própria rainha e minar a segurança de Oscar. Um lembrete doloroso de que nem toda amizade anunciada é verdadeira.

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4. Fersen e Oscar: A dor do amor não correspondido transformada em respeito

Axel von Fersen, o nobre aristocrata sueco que viveu um romance proibido com a Rainha Maria Antonieta, também é peça central nas emoções de Oscar. Embora a comandante tenha nutrido sentimentos profundos por ele, a paixão não foi correspondida da mesma forma.

Ainda que muitos fãs guardem ressalvas por conta do sofrimento amoroso que ele causou à heroína, Fersen foi o único homem na corte — além de André — a despertar o interesse romântico de Oscar. Mesmo sem retribuir o amor de forma idêntica, ele sempre a enxergou com profundo respeito e amizade duradoura.


5. Oscar e Rosalie: Uma grande, doce e protetora amizade

Por fim, temos a delicada relação entre Oscar e Rosalie Lamorlière. Após perder a mãe adotiva em um trágico atropelamento e buscar inicialmente vingança contra a aristocracia, Rosalie é acolhida por Oscar como se fossem irmãs.

Sob a tutela da comandante, Rosalie aprende esgrima, boas maneiras e história, desenvolvendo uma admiração profunda e transformando-se em uma das amigas mais doces e leais da trajetória de nossa heroína.

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Outros laços e reflexões finais

O universo de Rosa de Versalhes transborda conexões marcantes. Personagens como Girodelle (que demonstra lealdade, apesar de atritos passados) e Ailan (companheiro de armas de André) enriquecem ainda mais esse painel de afetos.

Mais do que uma ficção, Lady Oscar construiu pontes reais no nosso mundo. Através deste blog, tive o privilégio de fazer grandes amigos — inclusive na Itália, como a querida Elena Romanello, que conheci virtualmente graças à nossa paixão em comum pela obra de Riyoko Ikeda. Para muitos de nós, Oscar e André tornaram-se companheiros de longa data, quase como amigos reais com quem compartilhamos nossas vidas.

Um abraço afetuoso a todos os amigos do Brasil e da Itália que acompanham este espaço! Um Feliz Dia Internacional da Amizade a todos vocês, amigos da Lady Oscar! Espero que tenham gostado!



Finalizando com algumas imagens que demonstram a linda amizade entre os personagens de Rosa de Versalhes:
 


 




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Um feliz dia internacional da amizade a todos vocês, amigos da Lady Oscar!
Espero que tenham gostado!



ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 







quarta-feira, 29 de julho de 2026

Rosa de Versalhes marca presença na exposição "Marie Antoinette Style" em Yokohama: Oscar assume como Chefe da Guarda de Apoio com brindes e produtos exclusivos!

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!

 


Quem é fã de Rosa de Versalhes e acompanha as notícias de lançamento de produtos aqui no blog sabe bem que quase sempre temos alguma novidade ou colaboração anunciada no Japão. Como eu já vinha comentando em  um post anterior, teremos no país a aguardada exposição "Marie Antoinette Style" (que será realizada no Museu de Arte de Yokohama de 1º de agosto a 23 de novembro de 2026). Para esta grande ocasião, foi anunciada uma colaboração especial com Rosa de Versalhes: a nossa inconfundível Oscar François de Jarjayes assumirá oficialmente o cargo de "近衛応援隊長" (Chefe da Guarda de Apoio da Exposição).

Com uma novidade desse porte, era mais do que lógico esperar o lançamento de produtos colaborativos exclusivos. Pois bem: recentemente, o portal japonês artexhibition divulgou todas as novidades, e é claro que um blog dedicado a Rosa de Versalhes com meia década no ar não podia deixar de trazer tudo mastigadinho para vocês!



Itens, brindes exclusivos e pontos fotográficos de 'Rosa de Versalhes' chegam à exposição "Marie Antoinette Style" em Yokohama

Com abertura marcada para 1º de agosto no Museu de Arte de Yokohama, a exposição "Marie Antoinette Style" traz uma colaboração imperdível com a obra-prima atemporal de Riyoko Ikeda, Rosa de Versalhes. A nobre e corajosa Oscar assume o título de "Chefe da Guarda de Apoio" para incentivar o público a prestigiar o evento.

Produtos Exclusivos da Loja da Exposição

A lojinha temporária montada no evento contará com itens licenciados e totalmente temáticos para os visitantes levarem para casa:

  • Espelho acrílico: traz gravado o olhar marcante e apaixonante da Oscar (880 ienes).

  • Conjunto de bottons (pins): com um efeito holográfico belíssimo destacando a Oscar e a Rainha Maria Antonieta (1.100 ienes).

  • Pastaクリアファイル (Clear File): com a identidade visual oficial da exposição (550 ienes). (Nota: Todos os valores já incluem os impostos. Verifique mais detalhes e diretrizes de compra no site oficial da exposição.)


Brindes Originais (Noveltys) Limitados

Serão distribuídos adesivos exclusivos divididos em três modelos diferentes, com tiragem limitada por ordem de chegada:

  • Quem pode retirar: Visitantes que entrarem na exposição nas datas estipuladas abaixo (limitado aos primeiros 1.000 visitantes por dia).

  • Onde: Entrada da exposição "Marie Antoinette Style" no Museu de Arte de Yokohama.

  • Regras: Restrito a um adesivo por pessoa, enquanto durarem os estoques do dia (exceto nos dias em que o museu estiver fechado).

  • 1º Período: De 24 a 29 de agosto. ⭐ Destaque: O dia 29 de agosto é comemorado o "Dia de Berubara" (Rosa de Versalhes)! (Atenção: O museu estará fechado na quinta-feira, 27 de agosto).

  • 2º Período: De 28 de setembro a 2 de outubro. (Atenção: Fechado na quinta-feira, 1º de outubro).

  • 3º Período: De 26 a 30 de outubro e em 2 de novembro. ⭐ Destaque: O dia 2 de novembro marca o aniversário de Maria Antonieta! (Atenção: Fechado na quinta-feira, 29 de outubro).

Espaço Fotográfico (Photo Spot)

Um painel e cenário temático exclusivo da parceria estará montado dentro da exposição. É a oportunidade perfeita para registrar a sua visita ao lado de Maria Antonieta e da comandante Oscar!

  • Período: De 1º de agosto a 23 de novembro (feriado de segunda-feira).

  • Local: Área interna da mostra "Marie Antoinette Style".

  • (Nota: O acesso é exclusivo para quem adquirir o ingresso da exposição — não é permitido visitar apenas a área de fotos separadamente. O local pode sofrer alterações ou restrições temporárias em momentos de pico).

Informações Gerais do Evento

  • Título: Exposição "Marie Antoinette Style" (マリー・アントワネット・スタイル)

  • Período: 1º de agosto (sábado) a 23 de novembro de 2026 (segunda-feira, feriado)

  • Local: Museu de Arte de Yokohama (3-4-1 Minatomirai, Nishi-ku, Yokohama-shi, Kanagawa)

  • Horário de funcionamento: Das 10h00 às 18h00 (Estendido até as 20h00 nos dias 21 e 22 de novembro). A entrada é permitida até 30 minutos antes do fechamento.

  • Dias de fechamento: Quintas-feiras. (Exceção: O museu abrirá normalmente nos dias 13 de agosto, 24 de setembro e 19 de novembro).

Ingressos e Valores:

  • Geral: 2.500 ienes (2.300 ienes na compra antecipada).

  • Estudantes universitários: 1.600 ienes (1.400 ienes na antecipada).

  • Estudantes do ensino fundamental II e médio: 1.000 ienes (800 ienes na antecipada).

  • Gratuidades: Crianças abaixo do ensino fundamental, portadores de carteira de deficiência física/mental e um acompanhante (apresentando a caderneta ou o aplicativo Mirairo ID).

  • Estudantes devem apresentar documento escolar/carteirinha na bilheteria do evento.

  • Atenção especial: No dia 3 de setembro (quinta-feira), haverá uma ação de entrada gratuita voltada para universitários chamada "Canon Museum Campus" (consulte detalhes e horários no site oficial).


Mais uma vez, Rosa de Versalhes prova que sua majestade atemporal continua mais viva do que nunca nos corações dos fãs japoneses — e dos leitores aqui do blog! Ver a nossa inesquecível Oscar assumindo o posto de "Chefe da Guarda de Apoio" em uma exposição de grande porte como a "Marie Antoinette Style" é a prova de que a genialidadade de Riyoko Ikeda cruza gerações e se mistura perfeitamente com a alta cultura e a história.

Se você estiver de viagem marcada para o Japão entre agosto e novembro de 2026, essa é uma parada absolutamente obrigatória no Museu de Arte di Yokohama para garantir os colecionáveis e vivenciar de perto o esplendor dessa era. Para quem vai acompanhar tudo do Brasil, continue ligado aqui no blog, porque qualquer nova onda de novidades sobre Berubara você fica sabendo em primeira mão!



Espero que tenham gostado!





lady oscar identitàady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser!










terça-feira, 28 de julho de 2026

O Fim de Robespierre e Saint-Just: A Queda das Duas Almas Sombrias da Revolução.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 


Em 28 de julho de 1794 — há exatos 232 anos —, falecia na Place de la Concorde (Praça da Concórdia) Maximilien François Marie Isidore de Robespierre. Advogado, político e uma das figuras mais complexas e importantes da Revolução Francesa, ele teve um fim brutal: foi guilhotinado com o rosto desfigurado por uma mandíbula estilhaçada por um tiro (cuja autoria exata até hoje divide os historiadores entre uma tentativa de suicídio ou um disparo durante sua prisão).

Mas Robespierre não foi o único grande nome a cair naquele dia fatídico. Seu fiel aliado, Louis Antoine de Saint-Just, compartilhou do mesmo destino na guilhotina. Como ambos desempenham papéis marcantes no universo de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), este é o momento perfeito para relembrarmos a trajetória dessas figuras históricas e como elas foram adaptadas na obra de Riyoko Ikeda!

 


Quem foi Maximilien Robespierre?

Nascido em Arras em 6 de maio de 1758, Robespierre vinha de uma família da pequena burguesia. Sua infância foi marcada por perdas: perdeu a mãe muito cedo e acabou sendo abandonado pelo pai. Graças ao seu talento acadêmico, conquistou uma bolsa de estudos em Paris e, em 1781, formou-se em Direito, voltando para sua cidade natal para exercer a advocacia com sucesso.

  • Ascensão Política: Em abril de 1789, foi eleito deputado pelo Terceiro Estado pela região de Artois. Revelando-se um exímio e inflamado orador, entrou para o Clube dos Jacobinos em abril de 1790, alinhando-se à ala mais radical dos revolucionários e associando permanentemente seu nome aos rumos da Revolução.

  • O "Incorruptível": Em 1791, liderou a insurreição popular do Campo de Marte. Sua postura rígida e a fama de incorruptível perante o povo lhe renderam o famoso apelido.

  • A Queda da Monarquia: Robespierre foi um dos grandes articuladores da condenação de Luís XVI (marido de Maria Antonieta), guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Meses depois, assumiu o controle do Comitê de Salvação Pública, instaurando o temido "Regime do Terror", período de intensa perseguição a opositores políticos e inimigos da revolução.

  • O Trágico Fim: O excesso de radicalismo começou a isolá-lo. Após enviar aliados para a guilhotina em abril de 1794, o próprio Robespierre foi derrubado durante a famosa conspiração do Termidor. Numa sessão tumultuada da Convenção Nacional em 27 de julho, foi ferido, preso e executado no dia seguinte.


E o "Arcanjo da Morte": Louis Antoine de Saint-Just

Assim como Robespierre, Louis Antoine de Saint-Just encontrou seu fim na guilhotina no dia 28 de julho de 1794. Conhecido por sua beleza gélida, inteligência afiada e discursos implacáveis, Saint-Just era o braço direito de Robespierre no Comitê de Salvação Pública.

Apenas cinco anos mais jovem que Robespierre, Saint-Just foi um dos principais teóricos do Terror, defendendo que "aqueles que fazem revoluições pela metade não fazem mais do que cavar os seus próprios túmulos". Ele foi preso junto com Robespierre no 9 de Termidor e, demonstrando uma serenidade assustadora até seus últimos segundos, caminhou para a execução de cabeça erguida, morrendo com apenas 26 anos de idade.




Robespierre e Saint-Just em A Rosa de Versalhes

A importância desses dois líderes para a Revolução Francesa garantiu a ambos um espaço de destaque tanto no mangá clássico quanto nas adaptações audiovisuais de A Rosa de Versalhes.

1. No Mangá e no Anime de 1979

Na obra original de Riyoko Ikeda e na clássica adaptação em anime de 1979, Robespierre é retratado inicialmente como um jovem estudante inflamado por ideias revolucionárias.

  • O Encontro em Arras: Na série animada, Oscar e André encontram Robespierre durante uma viagem a Arras. Lá, Oscar é confrontada por ele e se lembra de que o rapaz havia sido o estudante responsável por discursar durante a coroação de Luís XVI anos antes. É a partir desse momento que a nossa comandante começa a abrir os olhos de vez para a insatisfação profunda do povo contra a Rainha Maria Antonieta.

  • Confrontos Diretos: Conforme a trama avança para os momentos mais tensos da revolução, Robespierre toma um caminho de confronto direto com a aristocracia, chegando a atirar contra o pai de Oscar, General Jarjayes (que sobrevive ao ferimento) e a ameaçar a própria vida de Oscar. No mangá, ele ganha uma personalidade ainda mais intensa, sendo retratado como um rebelde bastante esquentado e obstinado.

  • A Presença de Saint-Just: Saint-Just também dá as caras na reta final da saga, refletindo a atmosfera sombria e o radicalismo crescente que tomou conta de Paris, mostrando como a admiração cega por ideais revolucionários moldou figuras frias e determinadas dentro da história contada por Ikeda.

2. No Filme Live-Action de 1979

Para quem curte as curiosidades da franquia, Robespierre também marca presença no famoso filme live-action franco-japonês dirigido por Jacques Demy em 1979.

Nesta versão para as telonas, ele aparece pela primeira vez em um bar, onde cruza o caminho de Oscar e André. Começa a proferir ofensas abertas à monarquia, o que irrita profundamente a orgulhosa Oscar, que não tolera ser feita de chacota. O resultado é o início de uma briga de bar memorável — considerada por muitos fãs um dos momentos mais divertidos e inesperados do filme!.


 

Para comemorar este 28 de julho e relembrar o legado dessas figuras tão fascinantes da história real e dos animes, deixo abaixo algumas imagens e vídeos especiais sobre as aparições deles na franquia!


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Espero que tenham gostado!

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

“Uma Revolução Interna das Mulheres Japonesas”: A Rosa de Versalhes como ficção histórica feminista. ( Artigo Traduzido).

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!



Ontem, a minha grande amiga Regiane me mostrou um artigo fantástico publicado em 2023 no site Anime Feminist. Para quem ainda não conhece, trata-se de uma plataforma e veículo de mídia independente criado em 2016, totalmente dedicado a analisar, criticar e recomendar animes, mangás e a cultura pop japonesa sob uma perspectiva feminista, progressista e interseccional.

Desta vez, fomos presenteados com uma análise profunda sobre A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら ), a obra-prima de Riyoko Ikeda que, por si só, já se consolida como um pilar fundamental da ficção feminista. Como o tema aborda uma das obras mais emblemáticas da história dos quadrinhos japoneses e é de extrema importância para o nosso público — e assumindo aqui o meu papel como uma das lideranças do fandom brasileiro de Lady Oscar —, fiz questão de traduzir o texto na íntegra, com máxima precisão e qualidade, para que toda a nossa comunidade possa ter acesso a esse debate essencial.



Acompanhe a tradução completa a seguir:



“Uma Revolução Interna das Mulheres Japonesas”: A Rosa de Versalhes como ficção histórica feminista ( Artigo Traduzido).

História

Por: Mehitabel Glenhaber

Não é exagero dizer que A Rosa de Versalhes, de Ikeda Riyoko, é um dos mangás shoujo mais influentes de todos os tempos. A ficção histórica em 18 volumes recontou a história da Revolução Francesa sob o olhar de diversas protagonistas femininas, incluindo Maria Antonieta e a personagem fictícia Lady Oscar. Muitos historiadores de mangás shoujo o consideram um texto fundador do meio, e Ikeda é frequentemente creditada por popularizar os traços suntuosos e as expressões estilísticas pelas quais o mangá shoujo é mais conhecido hoje.

Lamentavelmente, o mangá shoujo — como a maioria das mídias voltadas para mulheres e meninas — costuma ser descartado como fútil e apolítico, o que significa que A Rosa de Versalhes é muitas vezes ignorado como uma obra de ficção histórica feminista. No entanto, A Rosa de Versalhes é, na verdade, notavelmente bem pesquisado, e fica claro que Ikeda se dedicou a educar suas leitoras sobre a história da Revolução Francesa ao centralizar as mulheres em sua narrativa. De forma semelhante a sucessos comerciais em língua inglesa como Titanic e Hamilton, A Rosa de Versalhes utiliza a estrutura da ficção de gênero para permitir que o público moderno se conecte com a história. A obra defende o argumento de que a vida das mulheres e o gênero do romance podem ser radicais e revolucionários — e que, de fato, sempre foram centrais para os movimentos revolucionários.



A Vida e a Política de Ikeda Riyoko

Ikeda sempre se descreveu como socialista e feminista, e ao longo de toda a sua carreira como mangaká esteve engajada em movimentos políticos de esquerda. Quando era uma jovem estudante universitária, cursou filosofia e estudou principalmente Marx e Lênin. Na década de 1960, ela se juntou à Liga da Juventude Democrática do Japão e participou de grandes protestos estudantis que eventualmente ficaram conhecidos como a "Nova Esquerda". A historiadora e tradutora de mangás Rachel Thorn observou que, como resultado das experiências pessoais de Ikeda com movimentos de esquerda, temas de consciência de classe, revolução e anti-autoritarismo figuram com destaque em sua obra. Além disso, a representação de lésbicas e personagens com não-conformidade de gênero feita por Ikeda ajudou a pavimentar o caminho para a diversidade de expressão de gênero no gênero shoujo. Não se pode subestimar o quão impactante o trabalho de Ikeda foi ao discutir classe, questões queer e a libertação das mulheres em um meio facilmente acessível para mulheres e meninas.

Durante sua trajetória na política de esquerda, Ikeda por vezes se lembrou de sua frustração com o julgamento severo que as mulheres enfrentavam dentro dos movimentos comunistas do Japão. Em uma entrevista, ela recorda: “Quando fui a uma reunião [da Liga da Juventude Democrática do Japão] usando um terno vermelho vivo, disseram que eu parecia uma burguesa ou uma aristocrata, e quase tentaram me punir me expulsando da organização.” À luz dessa anedota de sua vida política, podemos interpretar que talvez seu trabalho no mangá shoujo seja uma reação ao que ela percebia como uma misoginia dominante e um controle de acesso (gatekeeping) contra as mulheres, mesmo dentro dos movimentos de esquerda.

A decisão de Ikeda de ambientar essa história de romance durante a Revolução Francesa esteve longe de ser uma escolha apolítica. Nas palavras da própria Ikeda, sua intenção com A Rosa de Versalhes não era apenas falar sobre a história da Revolução Francesa, mas sim promover “a revolução interna das mulheres japonesas”. Isto é, ela não pretendia necessariamente que suas leitoras começassem a empunhar guilhotinas, mas sim que encontrassem algo pessoalmente libertador nessa história revolucionária — e que o mangá ajudasse mulheres e meninas a compreenderem que elas também têm um lugar nos movimentos radicais.



Rainhas, Plebeias, Vigaristas e Revolucionárias: As Personagens Femininas em A Rosa de Versalhes

Na historiografia popular do período da Revolução Francesa, costuma haver uma ênfase em intelectuais e revolucionários masculinos, como Maximilien Robespierre e o Marquês de Lafayette. Infelizmente, as contribuições das mulheres para a Revolução Francesa — seja como intelectuais, combatentes ou cidadãs comuns envolvidas na política revolucionária — são frequentemente negligenciadas e ignoradas.

No entanto, no mangá de Ikeda, todas as personagens principais da Revolução Francesa são mulheres de diferentes classes sociais. Os homens geralmente aparecem como personagens secundários, e grandes figuras masculinas do período, como Napoleão Bonaparte, são reduzidas a breves aparições especiais.

De fato, Ikeda criou Lady Oscar para preencher espaços dos quais as mulheres eram historicamente excluídas — como a guarda real —, permitindo que o mangá cobrisse todas as vertentes da revolução sob a perspectiva feminina. A Rosa de Versalhes rejeita o apagamento das mulheres da história e tenta recentralizá-las ao examinar suas experiências multifacetadas à medida que viviam vidas públicas e domésticas, faziam sacrifícios heróicos, apaixonavam-se e debatiam política.



A maioria das personagens femininas de A Rosa de Versalhes corresponde a figuras históricas reais e bem conhecidas, como a Madame du Barry, a Duquesa de Polignac e, claro, Maria Antonieta. A história começa focando em Maria Antonieta e em sua influência política na corte real francesa, bem como nas articulações de outras mulheres para desestabilizar sua posição. Por exemplo, em um dos primeiros arcos do mangá, Madame du Barry, ex-amante do falecido rei, desempenha um papel crucial ao manchar a reputação de Maria Antonieta e semear o descontentamento contra ela por ser uma estrangeira austríaca.

Madame du Barry toma tais atitudes porque enxerga Maria Antonieta (a esposa legítima do herdeiro do trono, Luís XVI) como uma ameaça ao seu poder limitado, já que não era legalmente reconhecida como amante real principal devido à sua origem humilde. Ikeda lida com esse relacionamento complexo dando grande atenção à forma como as dinâmicas de gênero influenciavam a corte real francesa.

Apesar de a ambição feminina ser frequentemente retratada de forma vilanesca, Ikeda sempre encontra empatia por essas mulheres e retrata suas ações com realismo emocional e político. Madame du Barry, por exemplo, não é uma vilã unidimensional, apesar de sua antagonia a Maria Antonieta: ela explica a Lady Oscar que teve uma infância miserável e que tudo o que desejava era uma vida digna, a despeito das dificuldades econômicas da França. Ao longo do mangá, Ikeda se interessa em explorar como as mulheres navegavam pela espinhosa política de Versalhes e como foram suas ações — e não as dos homens — que desempenharam um papel crucial nos eventos que instigaram a Revolução Francesa.

Além dos eventos centrais da corte, Ikeda se dedica a mostrar como até mesmo membros da nobreza, como Lady Oscar, passam por um processo de radicalização e adesão ao pensamento revolucionário. Ao longo de sua jornada em direção à consciência de classe, Oscar conhece várias mulheres das classes populares — incluindo Rosalie Lamorlière — e testemunha suas motivações pessoais para se rebelarem contra a monarquia.

Quando Rosalie é apresentada, vive na pobreza com sua mãe adotiva, que certo dia é brutalmente atropelada pela carruagem de um nobre e deixada para morrer na rua. Rosalie jura vingar a morte da mãe e se infiltra em Versalhes para encontrar e assassinar o proprietário do veículo. Lady Oscar a auxilia ensinando-lhe esgrima e etiqueta da corte para que possa se integrar ao ambiente real. É por meio da amizade com Rosalie, uma mulher da classe trabalhadora, e não do contato com uma figura revolucionária masculina como Maximilien Robespierre, que Oscar começa a compreender as lutas dos plebeus e se engaja nos ideais da Revolução Francesa.



A Rosa de Versalhes também lança luz sobre mulheres no papel de criminosas e vigaristas. A irmã adotiva de Rosalie, Jeanne de Valois-Saint-Rémy, é uma golpista histórica real que extorquiu a corte real francesa em um escândalo equivalente a 15 milhões de dólares, no evento que ficou conhecido como o Caso do Colar de Diamantes. Na história real, esse episódio foi decisivo para desestabilizar a monarquia francesa e representou o golpe final na reputação de Maria Antonieta. A releitura de Ikeda sobre o caso enquadra o evento como um confronto épico entre duas mulheres poderosas, cada uma lutando por sua própria sobrevivência. Embora Jeanne seja retratada com contornos quase caricatos de vilania e tenha um fim trágico, Ikeda claramente se delicia com a habilidade dessa mulher em enganar com maestria tanto a nobreza francesa quanto a Igreja Católica. Ela celebra como essa figura ambiciosa e imperfeita se tornou um símbolo heróico para a população em geral, que se sentia impotente diante da nobreza.



É preciso reconhecer que a política de classe em A Rosa de Versalhes não é perfeita. Os cenários deslumbrantes de Versalhes e a atenção minuciosa aos figurinos podem deixar a impressão de que a própria Ikeda não conseguiu evitar o fascínio pelo brilho e pelo glamour da corte, a despeito de suas convicções anti-autoritárias. O mangá também retrata Lady Oscar e outros nobres como salvadores heróicos dos plebeus, em vez de fazer uma crítica mais severa ao seu próprio poder e privilégios. Por fim, a narrativa adota uma postura um tanto apologética sobre o papel de Maria Antonieta na opressão do povo francês, apresentando-a como uma jovem de bom coração, porém alienada; embora, na realidade, ela e o marido fossem monarcas profundamente conservadores que exploravam o povo sem remorsos. Apesar disso, a obra realiza um trabalho impressionante ao equilibrar as cenas na corte com a vida das mulheres mais pobres, evidenciando como os aristocratas viviam em um mundo isolado em Versalhes, alheios à crescente tensão no país.

Ikeda certamente se toma liberdades artísticas em relação às suas personagens femininas, mas fica evidente sua paixão por contar essas histórias para destacar o protagonismo político das mulheres. As mulheres da classe trabalhadora francesa foram as primeiras a sentir o impacto da crise financeira, já que eram responsáveis pelas tarefas domésticas e pelo cuidado das famílias. Foi a frustração e o desespero que as motivaram a marchar até Versalhes para confrontar a monarquia diretamente. Houve inúmeras mulheres reais que contribuíram imensamente para a luta revolucionária, mas suas histórias raramente são contadas. Por isso foi tão significativo para as mulheres dos anos 1970 (e continua sendo hoje) que Ikeda tenha focado tanto nas vidas interpessoais de suas personagens, retratando experiências tão diversas e permitindo que as leitoras se enxergassem na história, lembrando-as de que elas sempre tiveram um papel na construção do mundo.

O Romance como Revolução

Além de sustentar que a vida das mulheres é central para as revoluções, A Rosa de Versalhes argumenta que a ficção romântica é fundamental para os movimentos revolucionários. Embora o romance seja frequentemente visto como algo trivial ou menor, Ikeda não subestima o poder político do gênero, e isso fica evidente no Capítulo 39 do mangá.

Nesse capítulo, que se passa às vésperas da Revolução, todas as personagens estão lendo o novo romance de Rousseau, Júlia ou A Nova Heloísa (1761): um melodrama romântico sobre o amor proibido entre uma nobre e um homem de classe baixa. Embora Rousseau seja mais conhecido por suas obras políticas célebres, como o Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens ou O Contrato Social, Ikeda opta por destacar suas obras românticas. Ela lembra que, em sua época, foram justamente os romances de Rousseau que se tornaram grandes sucessos de vendas. De fato, A Nova Heloísa teve 70 edições antes de 1800, sendo o livro mais vendido de sua era. Ikeda utiliza a popularidade desse romance histórico para rebater a ideia contemporânea de que o romance não tem importância, expressando isso pela voz de suas próprias personagens — nas palavras de Lady Oscar: “Bons livros atraem as pessoas independentemente das diferenças de classe. É natural do ser humano desejar lê-los!”



No mangá, vemos diferentes personagens reagindo a A Nova Heloísa de acordo com suas posições sociais e ideológicas. Quando Victor Clément de Girodelle, um nobre monarquista, descobre a paixão de André por Lady Oscar, ele usa o livro para argumentar que um amor entre classes diferentes jamais funcionaria, descartando a obra como “apenas uma história de amor bobinha”. Essa atitude leva André a ler o livro por conta própria — e o que Girodelle considerava insignificante toca André tão profundamente que o faz chorar. Saber que aquele romance radical era tão popular na França faz com que André perceba que não está sozinho em sua frustração contra a brutal hierarquia de classes do país.

Mais adiante no capítulo, André se aproxima de outro plebeu, Alain de Soissons, através dos temas revolucionários do livro. Apesar das divergências passadas, ver André lendo A Nova Heloísa deixa Alain à vontade para expressar sua opinião: “A vida é ridícula. Quem decidiu essa coisa de posição social? Ninguém escolhe como nasce.” A leitura de um romance permite que dois homens da classe trabalhadora compartilhem sua indignação contra a estrutura hierárquica e sonhem com um mundo sem distinção de classes.



Por fim, André vê Lady Oscar lendo a mesma obra e percebe que ela compartilha dos mesmos pensamentos que ele. O livro funciona como um dos catalisadores que levam Oscar e André a declararem seu amor um pelo outro — no exato momento em que a Revolução eclode. Não é coincidência que as duas narrativas corram em paralelo: enquanto Oscar e André quebram as barreiras de classe que os separavam, o povo francês derruba as barreiras que lhe negavam liberdade, igualdade e fraternidade.

Ao incluir A Nova Heloísa na narrativa, Ikeda defende que as histórias de romance possuem força tanto pessoal quanto política. Ela demonstra que romances são lidos e movimentam pessoas de todas as classes sociais, inclinações políticas e gêneros. Romances podem dar início a conversas radicais e mostrar a pessoas oprimidas que elas são dignas de amor e respeito, independentemente de sua posição social. Se filósofos revolucionários como Rousseau escreveram romances que ajudaram a acender a centelha da Revolução Francesa, não deveríamos também levar o mangá shoujo a sério como uma forma legítima de crítica política?

A Rosa de Versalhes é uma obra de ficção histórica que combate o apagamento sistemático do papel das mulheres na história e reconta um acontecimento crucial inteiramente centrado na vida feminina. Embora possa não ser uma obra feminista perfeita sob todos os aspectos, sustainedmente defende que as ações das mulheres — sejam heroicas ou vilanescas — são determinantes para os movimentos revolucionários. Ikeda deixa claro que as narrativas de romance sempre foram capazes de debater questões centrais como desigualdade de classe e gênero. Ela deseja não apenas que mulheres e meninas se reconheçam em suas personagens, mas que se lembrem de que sempre terão um lugar na história.



Fim.


Comentários e Análise do Artigo

O artigo de Mehitabel Glenhaber é de uma lucidez admirável ao capturar a essência da obra de Riyoko Ikeda e traduzir com precisão a relevância histórica do Year 24 Group (24-nen gumi), grupo de autoras do qual Ikeda faz parte e que revolucionou o mangá shoujo na década de 1970.

  1. A Desconstrução da "Futilidade" do Shoujo: Glenhaber toca em um ponto crucial que nós, leitores e pesquisadores da obra de Ikeda, enfrentamos há décadas: o preconceito velado da crítica cultural contra produções voltadas para o público feminino. Tratar Berusaiyu no Bara apenas como um "melodrama romântico" é ignorar a densidade historiográfica de Ikeda, que se baseou profundamente na biografia de Maria Antonieta escrita por Stefan Zweig e em pesquisas teóricas de esquerda para construir sua narrativa.

  2. A "Revolução Interna" das Leitoras: O conceito de que a obra visava uma "revolução interna nas mulheres japonesas" se encaixa perfeitamente no contexto do Japão dos anos 70. O país vivia o ápice da discussão sobre os papéis tradicionais de gênero e o modelo da Ryōsai Kenbo ("Boa esposa, sábia mãe"). Ao apresentar Oscar François de Jarjayes — uma mulher que performa a masculinidade, comanda exércitos e escolhe o próprio destino ideológico e afetivo —, Ikeda não estava apenas criando entretenimento, mas oferecendo um modelo pedagógico de emancipação para uma geração de jovens leitoras.

  3. O Romance como Instrumento Político (A Nova Heloísa): A análise que o artigo faz do Capítulo 39 é brilhante. Apontar o uso que Ikeda faz de Rousseau demonstra a genialidade estrutural do mangá. O romance em Berubara não serve como mera fuga da realidade, mas sim como o motor de conscientização de classe. A ponte que liga a consciência social de André à de Alain através do livro expõe como o afeto, a empatia e a literatura de massa podem ser ferramentas subversivas contra sistemas opressores.

  4. A Complexidade do Feminismo de Ikeda: O artigo acerta ao não idealizar a obra de forma ingênua. A contradição entre o glamour aristocrático e a crítica à nobreza existe e é um reflexo do próprio formato comercial dos mangás shoujo da época, que exigiam estéticas deslumbrantes. Contudo, essa contradição torna o texto ainda mais rico: Ikeda humaniza figuras históricas antagônicas (como Jeanne Valois e Madame du Barry), analisando suas vilanias não como desvios de caráter inatos, mas como estratégias desesperadas de sobrevivência em uma sociedade patriarcal e desigual.

Essa análise do Anime Feminist reforça o que o nosso fandom defende há anos: A Rosa de Versalhes não é apenas um clássico saudosista, mas um monumento da ficção histórica e do pensamento progressista mundial.



Espero que tenham gostado! Uma ótima semana a todos vocês Amigos da Lady Oscar.
 




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.