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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Feliz aniversário para o Conde Fersen! Em 4 de setembro de 1755 nascia nascia na Suécia o conde Hans Axel de Fersen.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem vindos!




Hoje, 4 de setembro, celebramos o aniversário de nascimento de  Hans Axel de Fersen, o célebre Conde Fersen, nascido neste exato dia em 1755. Nobre, diplomata e militar sueco, seu nome ficou indissoluvelmente ligado à trágica e fascinante figura da Rainha Maria Antonieta de França. Para marcar a data, a conta oficial da nova adaptação em anime de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) divulgou uma ilustração especial: uma recriação emocionante da cena em que a soberana chora em segredo atrás de uma árvore ao descobrir que Fersen — o único homem que amou de verdade — está prestes a se casar, seguida pelo abraço e beijo apaixonado no jardim sob a direção sensível de Ai Yoshimura.

Aproveitando a data, vamos mergulhar na dualidade entre o Fersen da ficção criado por Riyoko Ikeda e o verdadeiro aristocrata sueco que desafiou os perigos da Revolução Francesa.



O Conde Fersen no Universo de Riyoko Ikeda

Diferente de Oscar François de Jarjayes e de André Grandier, que são criações fictícias, Fersen foi uma figura histórica real cujo peso político e proximidade com a coroa francesa serviram de alicerce para a genialidade dramática de Ikeda.

Na obra, o conde sueco é o motor de uma das paixões mais devoradoras da literatura mangá: o amor proibido com Maria Antonieta. No entanto, sua presença em Versalhes gera um efeito colateral marcante na vida de Oscar. A comandante da guarda, criada como homem e totalmente alheia aos sentimentos românticos até então, vê-se profundamente apaixonada por Fersen.

Para Oscar, essa paixão funciona como um rito de passagem doloroso. Fersen, no entanto, enxerga Oscar estritamente como uma grande amiga e um estimado colega de armas — chegando a acreditar genuinamente, por um bom período, que ela fosse um homem. Quando a situação com a rainha atinge níveis perigosos e os mexericos da corte ameaçam manchar a honra de todos, Oscar corajosamente se afasta. Anos depois, já consolidada como coronel e acreditando ter superado a fase militar, ela decide ceder às convenções femininas pela primeira vez: usa um vestido de gala e comparece a um baile mascarada como uma duquesa desconhecida apenas para dançar com Fersen. É nesse momento que ela recebe o golpe final em seu coração, percebendo que, por mais deslumbrante que estivesse, os olhos e os pensamentos do conde pertenciam unicamente à rainha da França.



Diferenças entre Adaptações: Mangá, Clássico de 1979 e Novos Filmes

A antológica cena do baile e a desilusão amorosa de Oscar ganham tratamentos bem distintos dependendo da mídia que você consome:

  • No Mangá: A preparação para o baile traz momentos impagáveis de comédia e humanidade. Oscar pragueja e revolta-se contra o desconforto de vestir um espartilho pela primeira vez na vida. André, observando tudo, revolta-se ainda mais, incapaz de aceitar que a mulher que ele ama em segredo precise se moldar aos padrões da corte apenas para chamar a atenção de outro homem.


  • No Anime Clássico (1979): Direcionado com maestria, o episódio 25 (Coração de Mulher: O Minueto do Amor Não Correspondido) eternizou a cena em que Oscar cede à sua faceta feminina. A trilha sonora e o tempo dramático permitem que o espectador sinta o peso exato de cada passo de dança rumo à desilusão.

  • Nas Adaptações Recentes: Na nova trilogia de filmes cinematográficos, passagens internas profundas como essa acabam sofrendo cortes ou resumos drásticos em formato de montagens musicais rápidas, deixando de lado o monólogo interno da protagonista — o que reforça o apego dos fãs puristas à obra-prima televisiva de Osamu Dezaki e Tadao Nagahama. 


 

Curiosidades e Mitos sobre Fersen na Ficção

  • O mal-entendido do Live-Action: Na adaptação cinematográfica com atores reais (Lady Oscar, de 1979, dirigido por Jacques Demy), a dinâmica de Fersen com a identidade de Oscar ganha contornos curiosos. Ele chega a ironizar o fato de algumas damas da corte imitarem o estilo de vestimenta de Oscar, comentando que se contasse isso ao pai, seria tomado por louco — sem perceber que a própria comandante estava do outro lado da mesa vivendo exatamente sob essa dualidade.


    O Verdadero Hans Axel von Fersen (1755–1810)

    Nascido em Estocolmo em 4 de setembro de 1755, Axel von Fersen o Jovem vinha de uma das famílias mais poderosas e influentes da aristocracia sueca, sendo filho do marechal de campo Fredrik Axel von Fersen.



    Sua trajetória real é digna de um épico de aventura e tragédia:

    • O impacto em Versalhes: Após concluir sua Grand Tour pela Europa para refinar sua educação, Fersen chegou à corte francesa em 1774. Com sua altura impressionante, porte aristocrático e discrição impecável, ele imediatamente chamou a atenção. O embaixador sueco na França, Conde de Creutz, escreveu ao Rei Gustavo III da Suécia relatando que Fersen havia conquistado a alta roda francesa com uma postura incrivelmente sóbria e digna.

    • O encontro com a Rainha: Os caminhos de Fersen e Maria Antonieta cruzaram-se oficialmente em 30 de janeiro de 1774 em um baile de máscaras na Ópera de Paris. Quando ele retornou à França em 1778 após uma temporada na Suécia, a rainha — que não o havia esquecido — exclamou publicamente: "Ah! Um velho conhecido!", gerando fofocas instantâneas em toda a corte de Versalhes.

    • Herói na Guerra de Independência Americana: Movido pelo espírito de aventura, Fersen cruzou o Atlântico para lutar ao lado das tropas francesas comandadas pelo Conde de Rochambeau. Ele distinguiu-se bravamente, atuando como ajudante de campo e participando ativamente do decisivo Cerco de Yorktown em 1781. Sua bravura rendeu-lhe honrarias militares e o respeito do próprio General Washington.

    • O resgate fracassado e a Fuga de Varennes: Enquanto no mangá a relação tem um tom puramente romântico e trágico, na realidade histórica Fersen tornou-se o cérebro operacional e o leal protetor da família real durante os horrores da Revolução Francesa. Foi ele quem planejou meticulosamente a audaciosa tentativa de fuga da família real em junho de 1791, disfarçando-se de cocheiro para guiar a carruagem real rumo à fronteira — uma tentativa que terminou na fatídica captura em Varennes.

    • Um fim trágico: Anos após a execução de Maria Antonieta na guilhotina (um golpe devastador para Fersen, que nunca se casou e guardou luto pelo resto da vida), ele retornou à Suécia, onde ascendeu ao posto de Grande Marechal do Reino. Infelizmente, sua vida teve um desfecho brutal em 20 de junho de 1810, quando foi assassinado por uma multidão enfurecida em Estocolmo, que erroneamente o acusava de ter envenenado o príncipe herdeiro sueco Carlos Augusto.

    Conhecer tanto a versão idealizada por Riyoko Ikeda quanto a biografia real de Axel von Fersen nos permite entender por que essa paixão transcendeu os séculos, transformando-se em um dos maiores mitos românticos da história mundial.


  •  Finalizo com imagens e vídeos relacionados:

     

     









     

     






















    Espero que tenham gostado!
     



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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

#TBT: Relembrando A noite em que Oscar vestiu-se de mulher para dançar com Fersen em "Coração de Mulher"

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!



Hoje é quinta-feira, dia de #TBT por aqui, e eu resolvi recordar um dos episódios mais amados e inesquecíveis de A Rosa de Versalhes: "Coração de Mulher".

Esse marco da história mexe com o coração de qualquer fã porque mostra a nossa Oscar deixando a farda de lado para ir a um baile usando, pela primeira e única vez, um vestido de mulher, realizando o doloroso sonho de dançar com o Conde de Fersen. E para deixar a data ainda mais especial, resolvi trazer este clássico hoje porque amanhã é aniversário do nosso querido conde sueco, inaugurando uma sequência de posts totalmente dedicada a ele!

Vamos relembrar como foi esse momento icônico e ver como ele se reflete no mangá de Riyoko Ikeda?


O TBT do Episódio: A Noite em que a Farda Caiu

A premissa desse momento é de partir o coração. Consumida por um amor secreto por Hans Axel von Fersen — que por sua vez é perdidamente apaixonado pela Rainha Maria Antonieta —, Oscar toma uma decisão corajosa e desesperada. Com a ajuda de sua avó, ela veste um traje feminino deslumbrante, usa maquiagem e uma peruca para esconder sua habitual feição militar, e comparece a um baile da alta nobreza como uma dama.

O ponto alto ocorre na pista de dança. Fersen, sem absolutamente nenhuma pista de que aquela misteriosa e elegante nobre é, na verdade, sua estimada colega da Guarda Real e leal confidente, aproxima-se e a convida para dançar.

Enquanto giram pelo salão, Oscar experimenta o ápice da alegria e a profundidade da angústia: ela está finalmente nos braços do homem que ama, sendo tratada por ele não como uma oficial de farda, mas como uma mulher desejável. No entanto, a ilusão dura pouco. Fersen passa boa parte da dança desabafando justamente sobre o tormento de seu amor proibido pela Rainha. Ouvir aquilo nos braços dele destrói Oscar por dentro, forçando-a a fugir antes que a máscara caia completamente, deixando Fersen intrigado e sem saber quem era a dona daquele olhar melancólico.

Comparação com o Mangá de Riyoko Ikeda

Embora a essência emocional seja fiel em ambas as mídias, existem nuances fascinantes na forma como o enredo se desenrola no papel e na tela:

  • O Contexto do Baile: No mangá de Riyoko Ikeda, a sequência do baile e o impacto do vestido em Oscar fluem com o ritmo clássico dos shoujos dos anos 70. O traço de Ikeda enfatiza muito o conflito psicológico interno: a rigidez da farda de general/oficial que ela foi forçada a vestir desde a infância pelo pai desaba fisicamente sobre o corpo dela ao vestir tecidos leves e femininos.

  • A Atmosfera Visual: O anime (especialmente com a direção artística e o traço inconfundível de Shingo Araki) potencializa a dança do minueto como uma verdadeira obra de arte trágica. A trilha sonora dramática, os close-ups nos olhos marejados de Oscar e a fluidez dos passos de dança dão ao episódio um tom operístico que expande o lirismo original dos quadros em preto e branco do mangá.

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Enquanto no papel a descoberta funciona como um marco literário da transição e da dor de Oscar, na animação o episódio ganha status de tragédia lírica, eternizando o dia em que a nossa "Rosa de Versalhes" permitiu-se sangrar por amor sob pétalas de cetim. Enfim, finalizo com um belo vídeo desse inesquecível e amado episódio do anime clássico.

E fiquem ligadas(os), porque amanhã tem mais: o especial de aniversário do conde sueco vai começar com tudo aqui no blog!

 Espero que tenham gostado!

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O Grande Amor de Maria Antonieta: Véspera de Aniversário do Conde Axel von Fersen

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!






dia 4  é aniversário do conde sueco Axel de Fersen — o provável grande amor de Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena, a última rainha da França. Como Fersen também é um dos protagonistas centrais do mangá A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara) de Riyoko Ikeda, resolvi aproveitar a véspera da data para comentar sobre as correspondências secretas trocadas entre ele e a soberana. Trata-se de um material que foi parcialmente desvendado pela ciência moderna, mas que continua dividindo historiadores sobre a verdadeira natureza do laço que unia os dois..

 


O suposto romance entre Maria Antonieta e o conde Axel von Fersen é um dos motores dramáticos mais potentes da obra de Riyoko Ikeda, mas a cultura pop muito antes já havia se apropriado dessa lenda. O relacionamento foi tema de diversos livros e filmes de peso, incluindo a célebre biografia escrita por Antonia Fraser, que serviu de inspiração direta para o estilizado filme Maria Antonieta (2006), dirigido por Sofia Coppola. As cartas trocadas entre eles — que sofreram intensa censura em época posterior e só puderam ser decifradas recentemente — revelam um nível impressionante de intimidade emocional, embora ainda alimentem o debate acadêmico sobre se a relação permaneceu no campo do platonismo profundo ou se chegou a se consumar fisicamente.


 

A maior parte dos biógrafos tradicionais da soberana, a exemplo de Antonia Fraser e Stefan Zweig, defende que Antonieta de fato manteve relações íntimas com o nobre em momentos específicos, respaldando-se nas volumosas trocas epistolares que escaparam da destruição ou do extravio. Grande parte dessa documentação sobrevivente, datada de junho de 1791 a agosto de 1792 — período que abrange os meses mais dramáticos que antecederam a derrocada e a morte da rainha —, está hoje preservada e digitalizada no portal dos Arquivos Nacionais Franceses (Archives Nationales), acessível para qualquer entusiasta que queira mergulhar na fonte primária.

Nobre sueco de berço ilustre, Fersen integrou o círculo de amizades mais íntimo da família real em Versalhes e transformou-se em um porto seguro e confidente absoluto de Maria Antonieta conforme a Revolução Francesa avançava para os seus anos mais sombrios. O envolvimento emocional ultrapassou a diplomacia comum, fazendo todo o sentido histórico se lembrarmos que a rainha jamais se casara por afeto, mas por puras contingências de aliança política entre a Áustria e a França. Ter um confidente e um grande amor fora de um matrimônio arranjado era quase uma praxe na corte, e Fersen despontava como o único homem a quem ela dedicou tal devoção.

Um dos marcos históricos mais emblemáticos dessa lealdade extrema aconteceu precisamente no coração da crise revolucionária, quando Fersen desempenhou o papel principal na arriscada e malograda tentativa de fuga da família real em direção a Varennes, em junho de 1791, a bordo de uma carrilhã disfarçada.


A correspondência entre eles foi alvo de uma forte autocensura e mutilação posterior, executada na maior parte das vezes pelo próprio sobrinho-neto de Fersen, que utilizou tinta preta sobre as linhas para proteger a honra e a memória da família da devassa pública. Esse bloqueio físico ocultou por séculos a extensão exata dos sentimentos expressos no papel.

É célebre a passagem escrita por Hans Axel de Fersen à rainha prisioneira no Palácio das Tulheiras, em Paris:

“Eu vivo somente para amar você”

Essas mensagens românticas, endereçadas à rainha em meio ao cerco revolucionário, costumavam ser redigidas com o auxílio de cifras complexas ou tinta invisível, impedindo que os próprios mensageiros ou criados compreendessem a gravidade do que transportavam. Naqueles anos de caos, Fersen atuava incansavelmente como um dos principais agentes monarquistas da Europa, articulando resgates e alianças estrangeiras. Contudo, apesar do tom confessional das cartas trocadas desde 1782, a linha exata entre a amizade devota e o adultério consumado permanece sob um véu de dúvida, alimentado pelos mexericos das cortes europeias da época, que já davam o caso como absoluto.

As inovações tecnológicas mudaram parcialmente esse panorama quando pesquisadores aplicaram técnicas avançadas, como a espectroscopia de fluorescência de raios-X e algoritmos de processamento digital de imagem, para atravessar as camadas de tinta escura aplicadas nas rasuras. O projeto científico liderado pelo Arquivo Nacional Francês conseguiu resgatar palavras como “amado”, “terno amigo”, “adorar” e “loucamente”..

 


Apesar de a mídia e alguns portais terem alardeado que a ciência finalmente "comprovou" que os dois foram amantes, os próprios especialistas por trás do estudo freiam conclusões precipitadas. O vocabulário afetuoso atesta a profundidade dos sentimentos da rainha e o grau de confiança extrema que depositava em Fersen, mas não serve como certidão material de um envolvimento carnal. Como bem aponta a arquivista e pesquisadora Isabelle Aristide, o tom inflamado pode refletir o paroxismo emocional de duas pessoas acuadas pelo terror da guillotina e pela iminência da morte, onde o afeto e a camaradagem ganhavam contornos hiperbólicos. É a história sendo contada através da urgência do desespero, e não de manuais de alcova.

A Representação na Cultura Pop

Literatura

  • Maria Antonieta: A Viagem (Antonia Fraser): A biografia que redefiniu o olhar moderno sobre a soberana, destrinchando com precisão documental a solidão do trono e a complexidade afetiva que a ligava ao conde sueco.

Cinema e Animação

  • Maria Antonieta (2006): Dirigido por Sofia Coppola e estrelado por Kirsten Dunst, o filme utiliza a obra de Antonia Fraser para retratar a vida abafada da rainha, destacando a figura magnética de Fersen (interpretado por Jamie Dornan) como o refúgio romântico em meio ao tédio e ao protocolo sufocante de Versalhes.

  • Lady Oscar (filme live-action de 1979): Baseado diretamente na obra de Riyoko Ikeda e dirigido por Jacques Demy, explora o mesmo período histórico, mas coloca o foco na dinâmica entre a protagonista Oscar François de Jarjayes e o próprio Fersen, cujo coração, no entanto, permanece inalcançável por estar devotado à rainha.


  • A Rosa de Versalhes (filme animado de 2025): Produzido pelo estúdio MAPPA, este longa-metragem musical revisitou a tragédia clássica com uma estética visual deslumbrante, entregando clipes poéticos e abstratos que celebram o amor impossível e doloroso entre Fersen e Maria Antonieta.

O Debate Histórico

A discussão continua em aberto. Enquanto o imaginário popular e os romancistas preferem a certeza da paixão consumada, a historiografia crítica e os projetos científicos recentes — como os exames de raios-X do Arquivo Nacional Francês — preferem a prudência. As cartas revelam esperança, pânico, confiança absoluta e uma devoção mútua inegável, mas a consumação física permanece no campo da probabilidade, nunca da certeza matemática.

Amanhã teremos um post especial dedicado ao aniversário do conde Fersen por aqui, então encerro por hoje deixando essa reflexão sobre uma das correspondências mais fascinantes e trágicas da história europeia.

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 Espero que tenham gostado!

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