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segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Viagem da Princesa: Maria Antonieta e Luís Augusto visitaram Paris pela primeira vez, em 8 de junho de 1773. Comentando as diferenças entre anime e mangá.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

 


Marcar datas históricas é essencial para compreender a trajetória de figuras tão complexas quanto Maria Antonieta e Luís Augusto (o futuro Luís XVI). Em 8 de junho de 1773, o jovem casal realizou sua primeira entrada oficial em Paris como Delfins da França. O evento foi um marco, com a população parisiense saudando os herdeiros do trono com um entusiasmo que, na época, ainda ocultava as tensões que culminariam na Revolução.

Este momento icônico foi imortalizado na obra-prima de Riyoko Ikeda, A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), mas o tratamento dado ao episódio varia significativamente entre o mangá original e a adaptação em anime de 1979.



A Visita na Ficção: Anime vs. Mangá

No anime de 1979, o episódio 6, "A Viagem da Princesa", transforma o evento em uma narrativa clássica de "capa e espada". Enquanto no mangá a visita serve como um pano de fundo para o desenvolvimento psicológico dos personagens e a introdução da desigualdade social, o anime injeta elementos de suspense e conspiração.

  • O Contexto do Anime: A trama foca no desejo de Maria Antonieta de conhecer Paris, exacerbado pela frustração de quatro anos de um casamento ainda não consumado. A narrativa torna-se aventureira, com Oscar precisando proteger o casal real de atentados orquestrados pelos inimigos da coroa, conferindo um tom de urgência cinematográfica.

  • O Contexto do Mangá: Ikeda utiliza a visita para contrastar o fausto da carruagem real com a dura realidade do povo. É durante este passeio que a Delfina entra em contato visual direto com a miséria extrema da capital, um choque cultural que serve como catalisador para a melancolia crescente da personagem.

  • A Ausência no Novo Filme: É curioso notar que, no recente projeto cinematográfico animado, essa viagem foi omitida. A ausência desse momento altera a percepção do espectador sobre a transição de Antonieta de uma jovem deslumbrada para uma rainha consciente (embora tardiamente) do abismo que a separava de seu povo.



 
Oscar dizendo a princesa a importância de sua visita a Paris.

Antonieta parece só pensar em diversão.


O Ponto de Encontro: Rosalie e Jeanne

Independente da versão, o episódio é fundamental para a introdução de personagens que moverão as engrenagens da trama: Rosalie Lamorlière, representando a pureza e a vulnerabilidade do povo; sua mãe adotiva, que encarna a sobrevivência desesperada; e a ambiciosa Jeanne de Valois-Saint-Rémy, cujas maquinações seriam o estopim para o escândalo do Colar da Rainha.

O sucesso da recepção, com cerca de 200 mil pessoas nas ruas de Paris, foi um raro momento de comunhão entre o povo e a monarquia antes que o desencanto transformasse a saudação em revolta.

 


Curiosidades: histórica, a visita de 1773 foi, de fato, um triunfo de relações públicas. A Delfina Maria Antonieta era extremamente popular em seus primeiros anos; sua beleza e juventude encantaram os parisienses. No entanto, o "atentado" mencionado no anime é uma licença dramática. Embora houvesse críticas severas à monarquia nos bastidores, a segurança da família real em 1773 era garantida pela fascinação que a figura da "princesa austríaca" exercia sobre as massas.


A Jovem princesa Maria Antonieta visitando Paris pela primeira vez.


 Lembrando também, lá para o final da série,a o dia que o casal real visitou Paris será lembrado pelo pintor quando ele vai à mansão dos Jarjayes pintar o retrato de Oscar. Claro que ele a pinta de uma forma bem diferente e parece não agradar nossa amada heroína.


 

Sabemos bem, que Riyoko Ikeda costura fatos históricos reais com uma maravilhosa fantasia, porem na história real, em 8 de junho de 1773, Maria Antonieta realmente conheceu a capital de seu novo país e uma multidão entusiasmada saudou a entrada oficial dos herdeiros ao trono da França em Paris. E segundo o Wikipédia festival atingiu o seu clímax quando os delfins surgiram à noite na varanda das Tulherias.


Enfim esse post era para sair ontem, porem tivemos uma queda de energia elétrica devido a forte chuva e a luz só voltou quase meia-noite. Entretanto, não pude deixar de comentar sobre essa data ainda e mostrar as diferenças entre o anime e o mangá original Rosa de Versalhes. Finalizo com mais algumas imagens do episódio 6 A viagem da Princesa do anime Rosa de Versalhes ou Lady Oscar, deixo logo abaixo:
 



 
 
Antes que eu me esqueça, ontem também foi aniversário da morte de Luís Carlos ou LOUIS CHARLES, o filho mais jovem de Maria Antonieta e Luís XVI  morreu em 8 de junho de 1795, tem post no blog, para quem quiser dar uma olhada basta clicar no link.
 

Espero que tenham gostado! 

ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

Relembrando o Pequeno Rei Maltratado: 231 anos da morte de Luís Carlos de França

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

Em 8 de junho de 1795, falecia na Torre do Templo o príncipe Luís Carlos de França. Chamado pelos monarquistas de Luís XVII, embora nunca tenha chegado a exercer o poder de fato, ele foi a vítima mais inocente da Revolução Francesa. Filho de Luís XVI e Maria Antonieta, sua vida foi marcada por uma sucessão de tragédias: cresceu vendo seus pais serem guilhotinados e submetido a maus-tratos psicológicos cruéis.

Para quem acompanha o mangá e o anime "A Rosa de Versalhes"(ベルサイユのばら), a figura do pequeno Luís Carlos é sempre envolta em uma aura de melancolia. Ele aparece poucas vezes na obra clássica e quase nada no novo filme animado, mas sua presença, ainda que breve, é um lembrete do custo humano daquela era. Decidi abrir este post hoje — dia em que completamos 231 anos de sua morte — para homenagear o pequeno rei que sofreu sem merecer.




Príncipe Luís Carlos da França: A infância interrompida

O terceiro filho de Luís XVI com Maria Antonieta era, inicialmente, uma criança animada e saudável, bem diferente de seu irmão mais velho, o Delfim Luís José, que sofria de tuberculose óssea (Mal de Pott). Ao nascer, o jovem príncipe tinha tudo para uma vida próspera, recebendo o título de Duque da Normandia. Foi batizado com toda a pompa da monarquia, um contraste absoluto com o destino solitário que o esperava.

Boatos e as "Fake News" da época

A gestação de Maria Antonieta foi cercada de mistérios e boatos cruéis. Dizia-se que o verdadeiro pai seria o aristocrata sueco Hans Axel von Fersen. Maria Antonieta foi uma das maiores vítimas de fake news da história, com panfletos circulando pela França para deslegitimar a monarquia.

Em A Rosa de Versalhes, a autora Ikeda retrata esse drama: a Rainha é acusada de trair o rei com Fersen. No mangá e no novo filme, há cenas intensas onde o Rei Luís XVI chora ao ler cartas que sugerem a ilegitimidade do filho. Embora Antonieta confessasse seu amor por Fersen, não há provas históricas de que tenha traído seu marido fisicamente, mas a calúnia foi um dos fatores que contribuiu para o trágico fim da família real.

 
Maria Antonieta acusada de traição.


 
 
Maria Antonieta confessa que ama Fersen porem nunca traiu seu marido.


Da infância despreocupada ao cárcere

Em Versalhes, Luís Carlos teve os primeiros anos despreocupados, desenvolvendo uma paixão pela jardinagem. Contudo, após a morte de seu irmão mais velho em 1789, ele tornou-se o novo Delfim. O cenário mudou com a Revolução: em 1789 ele deixou Versalhes para o Palácio das Tulherias e, após a frustrada Fuga de Varennes (1791), a família foi aprisionada.

Após a execução de seu pai, Luís XVI, Luís Carlos foi separado de sua mãe em 3 de julho de 1793. A educação do menino foi confiada a Antoine Simon, um sapateiro analfabeto que tinha a tarefa de corromper o menino e fazê-lo depor contra Maria Antonieta no julgamento. O príncipe foi mantido em condições desumanas, sofrendo abusos que levaram a sua morte em 8 de junho de 1795.

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O príncipe Luís Carlos com o sapateiro Antoine Simon.


O triste fim de LOUIS CHARLES.

Mitos e Realidade: Luís Carlos na "Rosa de Versalhes" vs. História

AspectoNo Mangá/Anime (Rosa de Versalhes)Fatos Históricos
PaternidadeFoco dramático na acusação de traição com Fersen.Não há evidências de traição física; foi uma Fake News política.
PersonalidadeAparece pouco, como símbolo de inocência.Era uma criança dócil, animada e amava jardinagem.
A Fuga de VarennesMomento de tensão extrema.O evento marcou o fim da monarquia constitucional.
Martírio FinalA morte é mencionada de forma melancólica.Sofrimento de dois anos, isolamento e desnutrição.
O Coração de Luís XVIINão abordado na obra.A relíquia científica confirma sua identidade.



LOUIS CHARLES junto ao seu irmão mais velho no anime Rosa de Versalhes.

O Coração de um Rei e os falsos sobreviventes

Philippe-Jean Pelletan, responsável pela autópsia, removeu o coração do menino e o guardou. Após anos de mistério e a aparição de vários "falsos delfins" (como Karl Wilhelm Naundorff e o enigmático Pierre Benoît na Argentina), a ciência deu a palavra final. Em 1975, o coração foi colocado na Basílica de Saint-Denis e, no ano 2000, testes de DNA realizados por especialistas compararam o órgão com amostras de Maria Antonieta, confirmando que o menino morreu, de fato, na Torre do Templo..


Enfim, o Titulo do post, veio do Vídeo o Pequeno Rei Maltratado que nunca pode reinar, é interessante, pois fala um pouco sobre a triste e curta vida do garoto, que sofreu tanto e sem merecer. Para quem quiser deixo abaixo:







Espero que tenham gostado da homenagem ao principezinho. 




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

domingo, 7 de junho de 2026

A Obra que virou fenômeno social nos anos 70, "Rosa de Versalhes" é tema de destaque; aos 78 anos, a aparência da mangaká Riyoko Ikeda surpreende: "Elegância de uma estrela do Takarazuka" e "Que bom vê-la tão bem" (Artigo Traduzido).

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 


O Yahoo! Japan destacou recentemente a figura icônica de Riyoko Ikeda, a lendária mangaká responsável pela obra-prima A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) . Aos 78 anos, a autora surpreendeu o público ao surgir com uma aparência jovem e radiante em uma nova entrevista, o que gerou uma onda de comentários carinhosos nas redes sociais. Para além da estética, a matéria resgata o impacto cultural de sua obra — que marcou gerações como um fenômeno social nos anos 70 — e revela detalhes fascinantes e, por vezes, intensos sobre os bastidores da criação de um dos maiores clássicos dos mangás.

Como ainda estou trilhando meus passos no japonês através do Kumon, usei o tradutor e meus conhecimentos básicos para trazer esse texto até aqui. Se algum leitor fluente ou descendente identificar qualquer erro, ficarei muito grato pelo toque! Meu objetivo é evoluir no idioma e garantir que a tradução faça justiça à obra da Ikeda-sensei. O texto original encontra-se aqui.

(Foto: Riyoko Ikeda, cuja aparência aos 78 anos é destaque – registro de 1996)

 Obra que virou fenômeno social nos anos 70, "Rosa de Versalhes" é tema de destaque; aos 78 anos, a aparência da mangaká Riyoko Ikeda surpreende: "Elegância de uma estrela do Takarazuka" e "Que bom vê-la tão bem" ( Artigo Traduzido).

▼ "A feminilidade que não envelhece"

Nos anos 1970, "A Rosa de Versalhes" (Berusaiyu no Bara) tornou-se um verdadeiro fenômeno social. Agora, uma foto recente da mangaká Riyoko Ikeda, de 78 anos, está dando o que falar nas redes sociais. 

O perfil oficial do "NewsPicks Studios" no X (antigo Twitter) divulgou um vídeo com a participação de Ikeda, intitulado: “'Fui levada à força num carro': a lendária mangaká Riyoko Ikeda revela os bastidores caóticos de suas criações”. Na publicação, eles provocam: “Qual é a história por trás da criação desta obra-prima, que continua sendo amada meio século após o início de sua publicação? Como a autora enxerga as mudanças dos tempos?”.

No vídeo, ela compartilha memórias dos bastidores, revelando situações extremas: “Quando o prazo de entrega se aproximava, eu era mantida em confinamento. Me colocavam dentro de um carro, vestida com qualquer roupa de casa, sem maquiagem e, claro, era levada à força”.

Com o cabelo meio preso e ondulado, vestindo um elegante vestido vermelho carmesim, Ikeda recebeu inúmeros elogios: "Que bom vê-la tão bem", "Como sempre, muito inteligente e maravilhosa", "O batom vermelho lhe cai muito bem", "Possui a elegância e a beleza de uma estrela do Takarazuka", "O sorriso dela é radiante e iluminado!", "A feminilidade que não muda com o passar dos anos" e "Desejo que a sensei continue sempre com muita saúde e vida longa!".

Sobre a autora

Riyoko Ikeda estreou como mangaká em 1967, enquanto ainda era estudante na Universidade de Educação de Tóquio (atual Universidade de Tsukuba). Em 1972, publicou "A Rosa de Versalhes" na revista Weekly Margaret (Shueisha), que se tornou um sucesso estrondoso e ultrapassou a marca de 20 milhões de cópias vendidas. Em 1995, ingressou no curso de Canto da Universidade de Música de Tóquio e, desde que se formou, também atua como cantora soprano.

Uma pergunta para continuarmos: Você tem interesse na obra de Riyoko Ikeda ou gostaria de saber mais sobre o impacto cultural que "A Rosa de Versalhes" causou no Japão e no mundo?


Notas de rodapé e reflexão pessoal

O vídeo ao qual o artigo se refere faz parte de uma entrevista concedida por Ikeda em uma edição especial do aclamado programa japonês WEEKLY OCHIAI. Conduzido pelo renomado cientista de mídia e pensador Yoichi Ochiai, o debate foi transmitido em 20 de maio de 2026 pela plataforma NewsPicks (você pode conferir o vídeo aqui).


Vale destacar que, na mesma época, a página italiana Lady Oscar Fan Club Italian realizou um resumo detalhado dessa conversa, dividido em três partes. Para quem se interessa pelo conteúdo, deixo abaixo os links para os registros dessa tradução (de japonês para italiano e para Português):

De fato, é impossível não se impressionar com a vitalidade de Riyoko Ikeda. Ela não apenas mantém uma beleza atemporal, como parece envelhecer de forma extraordinariamente lenta. Ao compararmos suas entrevistas atuais com registros de apenas quatro anos atrás, percebemos que sua energia e aparência permanecem praticamente inalteradas.

Essa "imortalidade" visual parece refletir a própria longevidade de sua obra. Ikeda-sensei é, como sua Rosa de Versalhes, um clássico que desafia a passagem do tempo, mantendo-se sempre atual, inspiradora e, acima de tudo, elegante. É um privilégio ver uma autora de sua magnitude continuar tão ativa, lúcida e dona de uma presença tão magnética.


Espero que tenham gostado!
 Um ótimo domingo e uma linda de semana para todos vocês amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 


sábado, 6 de junho de 2026

16 anos de um encontro lendário: Riyoko Ikeda e a Itália.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

 

Hoje não é dia de #TBT, mas uma data tão especial quanto esta não poderia passar em branco. Como muitos dos leitores fiéis deste blog estão na Itália, é hora de celebrarmos um marco inesquecível para os fãs de A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら). 

Exatamente há 16 anos, em 06 de junho de 2010, a lendária mangaká Riyoko Ikeda visitava a Itália para participar do festival literário Collisioni, em Novello, na região de Langhe. O evento foi histórico por um motivo muito específico: o encontro entre a criadora da obra e Clara Serina, a voz inesquecível do grupo I Cavalieri del Re, responsáveis pela primeira e icônica abertura italiana do anime de 1979.

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Um momento para dissipar mitos

A escritora Elena Romanello, autora do site Lady Oscar 40 Anni — uma referência que admiro profundamente —, esteve presente no evento e compartilhou a experiência emocionante de ver Ikeda Sensei ao vivo.

Aproveito este momento para esclarecer um ponto recorrente entre os fãs brasileiros: a ideia de que Riyoko Ikeda "detesta" o anime de 1979 não passa de um mito. Em minhas constantes pesquisas e traduções de entrevistas com a autora, nunca encontrei qualquer declaração que sustentasse isso. Pelo contrário: Ikeda tem total consciência de que foi o anime Lady Oscar o grande responsável por catapultar a obra ao sucesso absoluto na Europa.



Registro histórico

Nas imagens e vídeos abaixo, vocês podem conferir esse encontro emocionante no palco. Todo o material foi gentilmente cedido pelo site de Elena Romanello, a quem deixo aqui os meus sinceros créditos e agradecimentos.













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"Oscar é uma lenda"

Para encerrar, tomo emprestadas as belas palavras de Elena Romanello sobre o legado da nossa protagonista:

“Somos as histórias que amamos; as histórias da imaginação nos influenciam mais do que muitos fatos. Certos personagens fazem parte de nós como se realmente existissem (e, no fim das contas, existem). Oscar é maior que a vida, Oscar é uma lenda.”

Espero que tenham gostado de relembrar este momento. Fiquem ligados, pois daqui a pouco tem mais conteúdo por aqui!

Um ótimo final de semana para todos vocês, amigos da Lady Oscar.




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.