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quarta-feira, 18 de março de 2026

A Rosa de Versalhes: O quão incrível era André, o homem que amou Oscar com a própria vida... Revisitando o mangá original. (artigo Traduzido).

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 


Recentemente, chegou até mim um artigo fascinante do portal Futabanet. O texto, que circulava em um grupo de Facebook, chamou minha atenção de tal forma que senti que precisava traduzi-lo e compartilhá-lo com vocês.

O autor escreve sob o pseudônimo Dekai Penguin (Grande Pinguim) — um jornalista renomado e entusiasta fervoroso dos mangás shoujo clássicos da Era Showa (1926-1989). Desta vez, ele mergulha na história de um dos personagens mais icônicos de Riyoko Ikeda: André Grandier, de A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara).

O ponto de partida do artigo é o longa-metragem animado lançado em 2025 pelo estúdio MAPPA. Segundo Dekai Penguin, a produção dividiu opiniões entre as fãs. Muitas sentiram que André não teve o tempo de tela que merecia, com críticas como: "Eu queria ter visto mais do André" ou "Gostaria que tivessem retratado melhor as suas qualidades".

André Grandier não é apenas um coadjuvante; ele é o homem que apoiou a protagonista, Oscar François de Jarjayes, desde a infância, tornando-se para muitos o "homem ideal" por excelência. Por isso, o artigo propõe revisitar o André do mangá original para destacar, mais uma vez, o que o torna tão maravilhoso.


Fanart Digital de Minha autoria ( paint To Sai).


Sobre esta tradução

Gostaria de deixar um pequeno aviso: não sou fluente em japonês. Utilizei meu conhecimento básico (viva o Kumon!) com o auxílio do Google Tradutor para trazer este conteúdo para o português. Se você domina o idioma e encontrar alguma imprecisão, por favor, entre em contato para que eu possa corrigir!

Como o artigo original não possuía imagens, tomei a liberdade de ilustrar o post com imagens da série e algumas das minhas próprias fanarts digitais.

Confira a tradução abaixo e em seguida meus comentários:

A Rosa de Versalhes: O quão incrível era André, o homem que amou Oscar com a própria vida... Revisitando o mangá original. (artigo Traduzido).

BY: Dekai Penguin.


O filme em anime A Rosa de Versalhes, lançado em janeiro de 2025, tornou-se um grande sucesso, superando a marca de 500 milhões de ienes em bilheteria. Esta obra, que reproduz fielmente o original de Riyoko Ikeda, foi bem recebida tanto pelos fãs de longa data quanto por aqueles que a viram pela primeira vez, gerando uma grande repercussão.

No entanto, entre as pessoas que assistiram ao filme, houve não poucas opiniões como: "eu queria ter visto mais do André" ou "gostaria que tivessem retratado melhor as qualidades dele".

André Grandier é a figura que apoiou a protagonista, Oscar François de Jarjayes, desde a infância, sendo o "homem ideal" por excelência de Berubara. Portanto, desta vez, gostaria de revisitar quem era o André que aparece no mangá original e destacar mais uma vez o quão maravilhoso ele era.

※ Este artigo contém spoilers da obra.


■ Mesmo que Oscar amasse outro homem... O sentimento inabalável de André que vinha desde a infância

André aparece como o criado da família nobre de Oscar, os Jarjayes. Sem pais, André foi criado por sua única parente viva, sua avó, e junto com ela serviu à casa dos Jarjayes.

Desde pequeno, André foi o parceiro de esgrima de Oscar e passaram o tempo como amigos de infância, mas desde aquela época ele já nutria um amor não correspondido por ela, sofrendo com um sentimento romântico escondido devido à diferença de status social.

Mesmo quando ficou claro que Oscar estava apaixonada pelo nobre sueco Hans Axel von Fersen, André reprimiu seus próprios sentimentos e continuou a apoiá-la o tempo todo.

Existem várias cenas memoráveis, como, por exemplo, quando Oscar, preocupada com Fersen que demorava a voltar da Guerra de Independência, acaba bebendo demais em uma taverna e causa uma briga. André, compadecido de Oscar completamente bêbada, carrega-a nos braços (estilo "carregada de noiva"), dá-lhe um beijo suave e continua caminhando com ela nos braços até o amanhecer.

Além disso, quando Oscar, incapaz de esquecer Fersen, decide vestir um vestido deslumbrante e ir a um baile como mulher para tentar cortar esse sentimento, André, surpreso com sua beleza radiante, grita mentalmente: "Minha... Oscar...!!", enquanto esconde sua própria dor por não ser correspondido.

Dessa forma, André amou Oscar de maneira dedicada em todos os momentos, permanecendo ao seu lado com toda a sua alma. Foi justamente por ter alguém como André por perto que Oscar pôde agir de forma tão livre e fiel aos seus próprios sentimentos.


Fanart Digital de Minha Autoria ( Paint To Sai).



■ De coadjuvante a protagonista...!? Mudança para um personagem imponente e másculo após o disfarce de Cavaleiro Negro

No início da história, André era um personagem que não se destacava muito, respondendo com tom leve às ordens de Oscar. Na verdade, entre tantos personagens marcantes, ele poderia até parecer um figurante.

A presença dele se fortaleceu subitamente a partir do momento em que ele se disfarçou de "Cavaleiro Negro", o ladrão que atacava os nobres. Na ocasião, André sofreu um contra-ataque do verdadeiro Cavaleiro Negro (Bernard) e feriu um dos olhos.

Nesse momento, Oscar ficou furiosa, dizendo: "Farei com ele o mesmo que fizeram com o meu André", e sinto que foi a partir daí que a relação entre os dois começou a mudar gradualmente.

Além disso, ao ver Oscar incapaz de esquecer Fersen, André, perdendo o controle de seus sentimentos, gritou: "Não me importo que me matem! Eu te amo!!", empurrando Oscar na cama e beijando-a.

Essas ações de André intensificaram a trama e, a partir desse ponto, ele se tornou um personagem crucial, o provável "homem do destino" de Oscar.

Depois disso, André frequentemente demonstrou atitudes de um verdadeiro cavaleiro (knight), como quando jogou chocolate quente no rosto de Gerodere (o pretendente de Oscar) ou quando tentou socar Alain, da Guarda Nacional, quando este beijou Oscar à força.

A transformação de André, de um jovem gentil e brincalhão para um homem forte e confiável, deveu-se certamente à sua crença inabalável baseada no amor absoluto por Oscar.

Fanart Digital de Minha Autoria Paint To Sai.



[Parte 2]

Conforme a história avançava, André tornou-se um homem viril e extremamente confiável. Ele não era apenas forte, mas possuía uma gentileza que envolvia Oscar de corpo e alma.

Quando feriu o olho ao se passar pelo Cavaleiro Negro, André disse: "Eu te daria até um dos meus olhos a qualquer momento", fazendo Oscar chorar.

Posteriormente, devido a essa ferida, André começou a perder a visão do outro olho que não estava ferido, mas ele se esforçou para viver a rotina normalmente para que Oscar não percebesse. Isso era tanto pelo desejo de não causar preocupação desnecessária a ela, quanto pelo medo de que, se não pudesse ir ao campo de batalha por causa da visão, não conseguiria protegê-la.

Na Revolução Francesa, André caiu sob o fogo de balas ao proteger Oscar e partiu deste mundo. Tomada pela tristeza, Oscar gritou desesperada pedindo que atirassem nela também, mas o que a encorajou a se reerguer foram as palavras deixadas por André: "Um oficial militar não deve agir por emoção, não importa o momento".

Com essas palavras no coração e baseada em suas próprias convicções do que era correto, Oscar ordenou o ataque à Prisão da Bastilha e assumiu o comando pessoalmente. E, após a queda triunfante, ela se foi, deixando as palavras: "França... vida... longa...!".

Olhando para trás, sinto que André era uma existência indispensável para a vida de Oscar, servindo como sua bússola moral.

Além disso, André apoiou Oscar de inúmeras formas, como quando enfrentou o pai dela, o General Jarjayes, para protegê-la, ou quando a abraçou gentilmente enquanto ela estava ansiosa, dizendo: "Ficarei ao seu lado até a morte". O fato de Oscar ter podido viver uma vida brilhante como a "bela mulher em trajes masculinos" não teria sido possível sem a existência de André.

O filme lançado este ano foi maravilhoso, mas sinto que, dentro do tempo limitado de uma produção cinematográfica, foi difícil transmitir todo o encanto de André. Por que não aproveitar esta oportunidade para ler o mangá original e sentir profundamente todo o magnetismo desse personagem?



Eis a tradução, vamos aos comentários:

O sucesso estrondoso do filme de 2025, superando os 500 milhões de ienes, só prova o que nós, fãs, já sabíamos: a história de Oscar e André é eterna. Mas, como bem aponta o texto, o formato de longa-metragem sempre deixa um gostinho de "quero mais" quando o assunto é o desenvolvimento do André.

1. O André "Invisível" vs. O André "Indispensável"

No começo da trama, o André é quase um coadjuvante de luxo. Ele está ali, nas sombras, com aquele tom leve e brincalhão. Mas a beleza do mangá da Riyoko Ikeda — e que o filme tenta resumir — é mostrar que essa "leveza" era, na verdade, um escudo. Ver o André carregar a Oscar embriagada ou sofrer em silêncio enquanto ela se vestia de mulher para o Fersen, dói em qualquer fã. É um amor que não pedia nada em troca, algo raro de se ver retratado com tanta nobreza hoje em dia.

2. A Grande Mudança do Filme: O Arco do Cavaleiro Negro e a Perda da Visão

Aqui precisamos fazer uma observação importante: o arco do Cavaleiro Negro foi cortado no novo filme animado de 2025. Isso causou uma mudança significativa na narrativa, alterando inclusive a maneira como o André perde a visão. No mangá, como o texto base descreve, ele fere o olho em um confronto direto com o verdadeiro Cavaleiro Negro (Bernard). Essa cena é o ponto de virada visual e emocional mais forte, onde a Oscar se enfurece dizendo "Farei com ele o mesmo que fizeram com o meu André". Sem essa figura do vilão, o filme teve que reescrever esse momento crucial. Embora a adaptação tenha buscado outra forma de justificar o ferimento e a subsequente cegueira progressiva, nós, fãs que conhecemos o original, sentimos falta da intensidade e do simbolismo da luta contra o Cavaleiro Negro, que marcava o início da transformação do André de coadjuvante em protagonista.

3. A Masculinidade e o Sacrifício

Independentemente da causa do ferimento, o texto original foca na consequência: a perda da visão do outro olho. É angustiante ver o André fingindo normalidade para não preocupar a Oscar. Ele não queria ser um fardo; ele queria ser o escudo dela até o último suspiro. E aquele momento na Revolução... as palavras que ele deixa como herança moral para ela ("Um oficial não deve agir por emoção") são o que dão força para a Oscar tomar a Bastilha. Sem o André, a Oscar teria desmoronado muito antes.

4. O Traço e a Alma (Minha Visão de Artista)

Enquanto eu fazia minhas fanarts no Paint Tool SAI, tentei captar justamente essa transição que o texto menciona: do jovem gentil ao homem viril e imponente. O filme de 2025 é lindo, tem uma animação de ponta, mas a complexidade do olhar do André, especialmente após o ferimento, é algo que só o mangá consegue detalhar em cada hachura e cada sombra, permitindo-nos acompanhar sua jornada de forma gradativa.

Conclusão: O filme é um espetáculo e uma homenagem necessária, mas ele serve como um convite. Se você quer entender por que o André é o "homem ideal", você precisa mergulhar nas páginas do original. É lá que a alma dele brilha com toda a intensidade e onde sua história, incluindo o crucial arco do Cavaleiro Negro, é contada com a profundidade que merece.



Aviso sobre a Autoria das Ilustrações

Gostaria de deixar um aviso importante: todas as ilustrações deste artigo foram inteiramente imaginadas e executadas por mim. Desde o cenário e o design dos personagens até cada detalhe de luz, sombra e composição, tudo passou pelas minhas mãos.

A minha versão da Oscar e do André é fielmente inspirada nos traços clássicos do anime de 1979 ( Shingo Araki e Michi Himeno), que é o estilo que eu prefiro e que mais me emociona! Portanto, nenhuma dessas ilustrações pertence a outros artistas; elas são, sim, de minha total autoria. Aqui não há montagens, nem uso de imagens de terceiros e nem nada do tipo.

Para que não restem dúvidas, deixo abaixo os prints do meu processo de criação no Paint Tool SAI. Faço questão de postar isso porque, infelizmente, outro dia surgiu uma senhora  (De outro País), alegando ser a dona de meus desenhos, o que é uma mentira absoluta! Da próxima vez que alguém tentar se apropriar do meu esforço, terá que provar, pois o meu processo criativo está todo documentado aqui.









 Espero que tenham gostado!



ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 



terça-feira, 17 de março de 2026

🍀 Happy St. Patrick's Day! 🍀

 

Olá, queridos, amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos! 

 


Hoje, 17 de março, celebramos o Dia de São Patrício, o padroeiro da Irlanda. Mais do que uma data religiosa, tornou-se uma celebração global da cultura, da música e, claro, da cor verde! 🇮🇪

Embora não seja um feriado nacional oficial, a força dessa tradição atravessou oceanos. No século XVIII, imigrantes levaram o costume para os EUA — com os primeiros registros em Boston (1737) e Nova York (1762) — transformando a data em um festival de patriotismo e alegria.🍀🤞

Fanart Digital de Minha autoria.


🎨 O Desenhos de Hoje

Para celebrar, decidi unir dois mundos que adoro! Fiz esse desenhos digitais no Paint Tool SAI imaginando a nossa eterna Oscar François de Jarjayes, protagonista de A Rosa de Versalhes, entrando no clima.

Desta vez, deixamos o icônico uniforme vermelho de lado para dar lugar ao verde vibrante, adornado com o tradicional trevo de quatro folhas e a famosa cartola! 🎩✨






Tradições e Curiosidades 🍺


👤 Quem foi São Patrício?

Diferente do que muitos pensam, Patrício nem era irlandês de nascimento! Ele nasceu na Grã-Bretanha romana e, aos 16 anos, foi capturado por piratas e levado para a Irlanda como escravo. Após escapar, ele retornou anos depois como missionário.

A lenda mais famosa diz que ele usava o trevo de três folhas (Shamrock) para explicar a Santíssima Trindade aos celtas. É por isso que o trevo se tornou o símbolo nacional da Irlanda e o acessório indispensável de hoje!

🌍 De Boston para o Mundo: A Evolução da Festa

Como mencionei no post anterior, a celebração como conhecemos hoje — com grandes desfiles e festas de rua — ganhou força longe da Irlanda. Foram os imigrantes nos Estados Unidos, com saudades de casa, que transformaram a data em um festival de orgulho patriótico.

  • 1737 (Boston): O primeiro registro de celebração na América.

  • 1762 (Nova York): Soldados irlandeses servindo no exército britânico desfilaram para manter viva sua identidade.

🐍 O Mito das Cobras

Diz a lenda que São Patrício expulsou todas as cobras da Irlanda para o mar. Na verdade, historiadores e cientistas afirmam que nunca existiram cobras na ilha após a Era do Gelo! A "expulsão das cobras" é, provavelmente, uma metáfora para a transição das antigas crenças pagãs para o cristianismo.

🍽️ Curiosidades Gastronômicas e Culturais

  • O Azul Original: Sabia que a cor original associada a São Patrício era o azul? O verde só se tornou a cor oficial no século XVIII, ligada ao movimento de independência irlandês e à paisagem exuberante da "Ilha Esmeralda".

  • Cerveja Verde: Em muitos bares, é tradição colocar uma gota de corante azul na cerveja amarela para que ela fique verde brilhante!

  • Corned Beef: O famoso prato de carne com repolho nasceu da necessidade. Os imigrantes irlandeses nos EUA eram vizinhos de imigrantes judeus e compravam o corned beef (carne curada) por ser uma opção barata e saborosa que lembrava o bacon de sua terra natal.

    • O Código Verde: A tradição manda usar pelo menos uma peça de roupa verde para evitar os beliscões dos duendes!

      • Celebração: Bares e tavernas se enchem de trevos e decorações festivas.


🌹 O Toque "Versailles"

Imaginar a Oscar e o André nesse cenário é fascinante. No século XVIII, a França e a Irlanda tinham fortes laços (muitos soldados irlandeses, conhecidos como "Wild Geese", serviam na França).

Consigo visualizar perfeitamente o André convencendo a Oscar a trocar a etiqueta da corte por uma noite de música folclórica e dança em uma taverna escondida em Paris, ambos usando um pequeno trevo na lapela de seus uniformes. Afinal, até os guerreiros mais sérios merecem um momento de alegria e "Slaínte"!

Rosa de Versalhes pode não ter relação direta com a Irlanda, mas é impossível não imaginar a Oscar e o André Grandier fazendo uma pausa em suas obrigações para brindar em uma taverna animada, escondidos das formalidades da corte de Versalhes. Com certeza, o André estaria rindo e garantindo que a caneca da Oscar nunca ficasse vazia! 🍻🌹

Enfim, um post para marcar a data e compartilhar minha arte com vocês. Espero que gostem!

Sláinte! (Saúde!) 🍀🤞


Enfim, um post só para mostrar o desenho e  marcar a data. Rosa de Versalhes, nada tem haver com São Patricio, mas gosto de imaginar ela comemorando com André nas tavernas.


#SaintPatricksDay #ARosadeVersalhes #LadyOscar #AndreGrandier #DigitalArt #PaintToolSAI #RoseOfVersailles #AnimeArt #StPaddysDay


Espero que tenham Gostado! Daqui a pouco tem mais. 
 
 
 

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segunda-feira, 16 de março de 2026

Isto é imperdoável... Versões live-action estrangeiras de animes japoneses: os fracassos do século. (Artigo traduzido.)

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 



Para começar bem a semana, me deparei com um artigo instigante publicado recentemente no Yahoo! Japão. O texto aborda as adaptações de animes e mangás para live-action produzidas fora do Japão que, por diversos motivos, não caíram no gosto do público japonês.

Entre os citados, temos o polêmico Lady Oscar (1979), dirigido por Jacques Demy. Já adianto a minha opinião: eu não o considero um filme ruim! Por isso, resolvi traduzir o artigo original na íntegra, mantendo sua estrutura, para que possamos analisar e comentar esses pontos de vista.

Vale o lembrete: como estudante de japonês básico no Kumon, conto com o auxílio de ferramentas de tradução para trazer esse conteúdo. Se você domina o idioma e notar qualquer imprecisão técnica, peço a gentileza de me avisar nos comentários para que eu possa corrigir.



Segue a tradução do artigo:


Isto é imperdoável... Versões live-action estrangeiras de animes japoneses: os fracassos do século.

Fãs da obra original ignorados... Qual a causa por trás desse grande fiasco?

Os mangás e animes japoneses, que gozam de popularidade mundial, têm sido adaptados para o cinema em todo o mundo, especialmente por Hollywood. No entanto, existem muitas obras cujo resultado final é, para dizer o mínimo, desastroso. Desta vez, selecionamos um desses títulos "marcantes". Analisaremos detalhadamente o conteúdo do filme e os pontos de alteração. (Texto por: Redação)

【Sinopse da Obra】

O cenário é a Paris do século XVIII. Oscar, nascida na família Jarjayes, é criada como homem por seu pai, que desejava um herdeiro masculino. Criada como militar, Oscar ascende ao posto de Capitã da Guarda Real, responsável pela proteção de Maria Antonieta. Contudo, ela acaba se apaixonando por Fersen, o amante da rainha.

Por outro lado, André, neto da ama de leite e criado como um irmão para Oscar, sofre por um amor proibido devido à diferença de classe social. Em pouco tempo, a era mergulha na Revolução Francesa, e Oscar e seus companheiros são arrastados pelo redemoinho da história...

【Pontos de Atenção】

Com um orçamento de 1 bilhão de ienes — um valor astronômico para a época —, filmagens no próprio Palácio de Versalhes e a direção de Jacques Demy (conhecido por Os Guarda-Chuvas do Amor, 1963), além da trilha sonora do renomado compositor francês Michel Legrand, este filme gerou grandes expectativas na época de seu lançamento.

Entretanto, ao "abrir a caixa", a obra não apenas falhou em obter sucesso de bilheteria, como também recebeu as costas dos fãs do material original, terminando como uma completa decepção.

O maior motivo para o filme ter sido considerado um fracasso reside, provavelmente, no roteiro. Diferente da obra original, neste filme Oscar e André não lutam na Revolução Francesa, e a morte de Oscar sequer é retratada. Além disso, tentar condensar os 10 volumes do mangá original em apenas duas horas de duração resultou em um ritmo inevitavelmente apressado.

Apesar disso, por ter sido filmado no Palácio de Versalhes, as imagens são, de fato, belíssimas. Em particular, a cena que mostra os arredores de Versalhes no dia da Revolução em um único plano sequencial demonstra a genialidade do mestre Demy. Se assistido hoje em dia, o filme pode se revelar surpreendentemente interessante.

Fim.



Bem, essa foi a tradução, vamos aos comentários com minhas observações e opiniões pessoais.

Para começar, precisamos fazer justiça a essa obra. Embora o artigo japonês seja rigoroso (o que é compreensível, vindo de uma cultura que preza pela fidelidade extrema ao material original), o live-action de 1979, dirigido por Jacques Demy, tem um valor que muitas vezes é ignorado: ele é uma preciosa coprodução nipo-francesa e o primeiro grande esforço de levar uma obra desse porte para o cinema com atores reais fora do Japão.

O Valor da Autenticidade Visual

O artigo critica o ritmo, mas admite que "as imagens são belíssimas". E como não seriam? Ter o privilégio de ver uma história baseada em Berubara filmada nos corredores reais do Palácio de Versalhes é algo que CGI nenhum no mundo consegue replicar com a mesma alma. A fotografia aproveita a luz natural da França, dando um tom de "pintura viva" que combina muito com a estética setentista.

Uma Perspectiva Diferente (e Válida)

É verdade que o filme "tira a Oscar da ação" e foca muito mais no romance e nos dramas de corte do que nas batalhas épicas da Revolução. No entanto, se pensarmos no contexto de Jacques Demy — um diretor mestre em musicais e dramas românticos —, faz sentido que ele tenha escolhido focar no lado humano e melancólico dos personagens.

  • A Oscar de Catriona MacColl: Pode não ter a "grandiosidade" da Oscar do anime, mas traz uma vulnerabilidade interessante, especialmente no conflito interno sobre sua identidade e o amor por Fersen.

  • O André de Barry Stokes: Ele entrega um André protetor e sofrido que, visualmente, parece ter saído diretamente dos traços de Riyoko Ikeda.



A Importância Histórica

Não podemos esquecer que esse filme foi um marco. Ver investidores japoneses e produtores franceses se unindo em 1979 para adaptar um mangá shoujo mostra o quão gigante a obra da mestre Ikeda já era na época. O filme serviu como uma ponte cultural, levando a estética japonesa para o coração da Europa.

Conclusão

Sim, o roteiro corre para comprimir 10 volumes em 2 horas. Sim, sentimos falta do clímax épico da Tomada da Bastilha com a participação direta da Oscar. Mas, como entretenimento e peça histórica, o filme é muito bom e divertido. Ele funciona como uma "visão alternativa" ou um tributo poético à história que tanto amamos.

Para quem é fã de carteirinha, assistir a essa versão com os olhos de quem aprecia o cinema clássico francês é uma experiência única. Pode não substituir o mangá ou o anime, mas com certeza os complementa com charme e elegância.



Uma Linda semana todos Vocês amigos da Lady Oscar.



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domingo, 15 de março de 2026

🌹 Feliz Aniversário, Enzo Draghi: A Voz por trás de "Una Spada per Lady Oscar"

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 



Hoje o mundo dos animes celebra uma data marcante. No dia 15 de março de 1952, em Voghera, nascia Vincenzo "Enzo" Draghi, um mestre da música italiana cuja trajetória se funde com a memória afetiva de muitos fãs de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら). Hoje, ele completa 74 anos de uma carreira brilhante como compositor, arranjador e cantor.

Fanart de minha autoria com a foto colada de Enzo.


Uma Vida Dedicada à Música

O talento de Enzo manifestou-se cedo. Aos quatro anos, ele já estreava nos palcos do norte da Itália com um acordeão presenteado pelos pais. Aos cinco, já decifrava os primeiros rudimentos da escrita musical. Essa base sólida o levou a estudar piano clássico e jazz por uma década com o maestro Giuseppe Accorsi.

Nos anos 60, em plena efervescência do rock, fundou a banda de blues rock Bloody Fire, onde começou a mostrar sua versatilidade como guitarrista e vocalista.

 

O Mistério e a Beleza de "Una Spada Per Lady Oscar"

Em 1990, a Itália recebeu uma nova canção-tema para a nossa eterna Oscar François de Jarjayes. Substituindo a clássica abertura do grupo I Cavalieri del Re (por questões de direitos autorais), surgia "Una Spada Per Lady Oscar".

A primeira versão desta música foi gravada pelos Gli Amici di Lady Oscar, liderados justamente por Enzo Draghi. É uma interpretação belíssima e potente, mas que carrega uma aura de raridade: ela foi utilizada por pouco mais de um mês em 1990, sendo logo substituída pela versão de Cristina D'Avena. Por muito tempo, o registro da voz de Enzo nessa abertura foi considerado uma verdadeira "relíquia" entre colecionadores..

 

Nostalgia e Curiosidades

É verdade que muitos fãs da "velha guarda" — incluindo meu pai! — guardam um carinho insuperável pela primeira abertura dos anos 80. Aquela melodia é tão icônica que atravessou fronteiras, sendo utilizada também na dublagem alemã do anime, apenas com a letra traduzida.


Para mim, todas as versões italianas de Lady Oscar são maravilhosas. Cada uma captura um aspecto da nobreza e do drama da obra de Riyoko Ikeda.

Tanti Auguri, Enzo! Obrigada por emprestar seu talento para tornar a lenda da Rosa de Versalhes ainda mais inesquecível.Deixo abaixo alguns vídeos com a canção Una Spada Per Lady Oscar na voz de Enzo Draghi e algumas imagens do anime. 


 
 













Espero que tenham gostado!



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sábado, 14 de março de 2026

Feliz White Day: O Dia Branco e uma Rosa para Oscar e André com minha Fanarts Digitais.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


Hoje é 14 de março, conhecido como White Day (Dia Branco) em diversos países da Ásia, como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China.

Essa data funciona como uma resposta ao Dia dos Namorados (Valentine's Day), celebrado um mês antes, em 14 de fevereiro. Diferente do costume ocidental, onde a troca de presentes é mútua, no Japão são as mulheres que dão chocolates aos homens no Dia dos Namorados. O White Day é o momento em que os homens retribuem o gesto presenteando as mulheres.



Tradicionalmente, os homens oferecem chocolates brancos, marshmallows, cookies ou doces. Atualmente, também é comum presentear com joias, roupas brancas, perfumes e acessórios. Existe até uma tradição implícita de que o presente de retribuição deve ter um valor superior (muitas vezes o triplo) ao que o homem recebeu no mês anterior.

A cor branca foi escolhida para representar a pureza e por ser a cor do açúcar, ingrediente base dos primeiros doces comercializados para a data pela indústria de confeitaria japonesa no final da década de 1970.

Uma Rosa no Dia Branco: Imaginação Sem Fronteiras

E como o imaginário de nós fãs de A Rosa de Versalhes vai além das páginas do mangá, hoje decidi criar fanarts digitais, feitas e imaginadas por mim, com o nosso casal favorito. Como seria se André Grandier presenteasse Oscar François de Jarjayes com flores e chocolates, comemorando o Dia Branco?

Imaginem uma cena de ternura contida, longe dos olhares da corte. André, com seu conhecimento profundo sobre os gostos de Oscar, não escolheria algo comum. Em vez dos típicos marshmallows, talvez ele preparasse chocolates brancos artesanais com toques de lavanda ou bergamota, sabores que remetem à natureza e à elegância de Oscar. E, claro, as flores não poderiam faltar. No lugar de uma rosa vermelha, símbolo da paixão, eu escolhi uma rosa branca, a "Rosa de Versalhes" em sua forma mais pura e serena, refletindo o simbolismo do Dia Branco.

O momento da entrega do presente seria íntimo e carregado de significado. Uma troca de olhares que dispensa palavras. A fanart retrata Oscar recebendo o presente com uma expressão que mistura surpresa e ternura, revelando a faceta mais vulnerável da personagem que se esconde sob a farda. André, por sua vez, olha para ela com uma devoção que transcende o tempo e as circunstâncias, um amor que se baseia em amizade, respeito e lealdade.

Criar essas fanarts foi uma forma de celebrar não apenas o White Day, mas também a beleza de uma das histórias de amor mais icônicas da ficção. É uma oportunidade de imaginar um momento de paz e felicidade para esse casal que tanto sofreu, um interlúdio romântico em meio ao caos da Revolução Francesa. Espero que essas imagens tenham tocado seus corações tanto quanto tocaram o meu ao criá-las.

Vejam minhas fanarts digitais abaixo:











Enfim, estas fanarts foi como abrir uma janela para um momento de paz e doçura na vida de Oscar e André. Em um mundo muitas vezes cruel e tumultuado, imaginar André presenteando Oscar com a pureza da rosa e outras flores branca e a doçura dos chocolates artesanais é um lembrete de que o amor verdadeiro, mesmo quando silencioso e contido, possui uma força avassaladora e eterna. Que essa imagem, inspirada na tradição do White Day, aqueça seus corações e os lembre da beleza das conexões sinceras e dos gestos feitos com alma.

Por fim, gostaria de fazer um pequeno parêntese sobre o processo de criação destas imagens. Como vocês podem notar pelo estilo, não se trata de montagens digitais ou colagens. Desenho no Paint há muitos anos e utilizo as ferramentas e a fonte do próprio programa para escrever e dar vida às minhas visões. Cada traço, cada cor e cada palavra foram colocados com carinho e dedicação, um tributo pessoal a essa história que tanto nos fascina.

Desejo a todos os seguidores do blog um Feliz Dia Branco! Que esta data, independentemente de onde vocês estejam, seja uma oportunidade para celebrar o amor, a retribuição e a beleza dos laços que nos unem. Que o branco desta data simbolize não apenas a pureza, mas a luz que o amor traz para as nossas vidas.

Espero que tenham gostado!

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