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domingo, 10 de maio de 2026

Feliz Dia das Mães! Uma Homenagem com as Mães de 'Rosa de Versalhes'

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!



 

Feliz dia das mães!!!!



Hoje, 10 de maio, celebramos o Dia das Mães, uma data internacional dedicada a honrar as mães de todo o mundo e sua influência perpétua na sociedade. De acordo com o site Calendarr, embora a maioria dos países ocidentais celebre no segundo domingo de maio, o Leste Europeu e a maioria dos países árabes comemoram, respectivamente, em 8 e 21 de março.

A tradição é milenar. As comemorações mais antigas têm origem na Grécia Antiga, onde a chegada da primavera era festejada em honra a Reia, a mãe dos deuses. Essa homenagem continuou com as festas dedicadas a Cibele, conhecida como Magna Mater (Grande Mãe).

No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, em 12 de maio de 1918. Oficialmente, a data foi instituída pelo presidente Getúlio Vargas em 1932, fixando o segundo domingo de maio. Mais tarde, em 1947, a data foi também incluída no calendário oficial da Igreja Católica no país.

Para celebrar este dia tão especial, resolvi dedicar um post às mães do clássico anime e mangá Rosa de Versalhes. Vamos conferir?

Fanart de Minha autoria.



Lady Jarjayes (Mãe de Lady Oscar)

Comecemos com Lady Jarjayes, a mãe de Oscar. No mangá original, Riyoko Ikeda faz questão de mostrar a forte ligação entre Oscar e sua mãe, algo que, infelizmente, não vemos na versão animada e muito menos no Live Action de 1979 (onde resolveram, injustificadamente, matá-la durante o parto). No mangá, ela é uma figura importante; na animação, aparece em pouquíssimas cenas.

Mesmo com raras aparições, o anime nos presenteia com momentos memoráveis que demonstram o amor de Oscar por ela. Um exemplo é quando a Condessa du Barry, amante do rei e rival de Maria Antonieta, tenta transformar Lady Jarjayes em sua dama de companhia apenas para atrair Oscar para o seu lado. Oscar, com razão, fica furiosa. Quem permitiria que sua mãe fosse usada como peão em uma briga de poder?

Oscar é extremamente inteligente e, em outro plano maléfico de Du Barry, salva sua mãe de uma armadilha. A vilã planejava incriminar Lady Jarjayes pelo envenenamento de uma empregada. Felizmente, Oscar descobre a trama e chega a tempo de desmascarar a vilã e provar a inocência da mãe. Essa, para mim, foi a melhor aparição da mãe de Oscar na animação.

E como esquecer a tentativa de Rosalie de matar a mãe de Oscar? Sim, isso aconteceu! Rosalie buscava vingança contra a mulher de cabelos loiros e vestido específico que atropelou sua mãe adotiva. Por infelicidade, Lady Jarjayes usava uma estampa semelhante, o que levou Rosalie a confundi-la com a verdadeira culpada (a Condessa de Polignac). Oscar salva a mãe e, demonstrando seu bom coração e compreensão diante da dor da garota, acolhe Rosalie. Ela a ensina esgrima, costumes e etiqueta, cultivando em Rosalie uma profunda admiração e amor.


Maria Teresa da Áustria (Mãe de Maria Antonieta)

Deixando a ficção de lado, vamos falar de uma mãe histórica real: Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria, a primeira e única mulher a governar os domínios habsbúrgicos e a última chefe da Casa de Habsburgo.

No mangá de Riyoko Ikeda, conhecemos Maria Teresa logo nos primeiros capítulos. Ela é retratada como uma mãe preocupada em educar e preparar sua filha caçula para o seu grande destino: ser a Rainha da França. É divertido ver Maria Teresa quase "enlouquecer" com a irresponsabilidade de Antonieta, uma menina que detestava estudar e só pensava em diversão, tirando péssimas notas.

No final da década de 1760, por questões puramente políticas, Maria Teresa decide casar Antonieta com o delfim da França, Luís XVI, para selar a união entre Áustria e França. Maria Antonieta casou-se com apenas 14 anos, em abril de 1770 (seu irmão a representou na cerimônia oficial, já que o noivo tinha 15 anos). A cerimônia oficial no Palácio de Versalhes ocorreu em 16 de maio (informações do site Aventuras na História).

O mangá mostra que Maria Antonieta era mimada e fazia o que queria. Maria Teresa foi, a seu modo, uma boa mãe, mas as exigências políticas a obrigaram a casar a filha tão jovem. Em minha opinião, sabendo das limitações e da imaturidade de Antonieta, Maria Teresa talvez não devesse tê-la enviado para uma corte tão complexa..


Nicole Lamorlière (Mãe Adotiva de Rosalie)

Mães adotivas também são mães, e Nicole Lamorlière é um belo exemplo. Uma mulher pobre, porém honesta e trabalhadora, Nicole lutou muito para criar Rosalie e sua irmã adotiva, Jeanne. Infelizmente, ela é atropelada pela carruagem da Condessa de Polignac. Em seus últimos momentos, ela revela a Rosalie que não é sua mãe biológica, mas sim filha de uma nobre chamada Martine Gabrielle, a própria Condessa de Polignac.

Curiosidade: A Rosalie de Rosa de Versalhes foi inspirada em uma mulher real que foi a última serva de Maria Antonieta e que, na história, também foi mãe.

 

 


Maria Antonieta (A Rainha-Mãe)

Maria Antonieta, figura histórica real, também foi mãe. Apesar de todas as suas irresponsabilidades como rainha, que contribuíram para a miséria do povo, não podemos dizer que ela foi uma mãe ruim. Afinal, quando teve a chance de fugir e escapar de um destino terrível, decidiu ficar por causa de seus filhos.

Maria Antonieta e Luís XVI tiveram quatro filhos, mas, infelizmente, quase todos faleceram muito cedo. Apenas a primogênita, Maria Teresa, chegou à idade adulta. Ela nasceu em 1778, após um trabalho de parto difícil de 12 horas.

Segundo o site Aventuras na História, ao se recuperar, a rainha teria dito: "Pobre garotinha, você não é o que era desejado, mas não é menos querida por isso. Um filho teria sido propriedade do Estado. Você só será minha".

Três anos depois, nasceu o primeiro herdeiro varão, Luís José, cujo nascimento trouxe grande alegria à França. Em Rosa de Versalhes, o pequeno príncipe tem uma "queda" por Lady Oscar, chegando a se declarar e a "roubar" um beijinho. Os outros filhos foram Luís Carlos (1785) e Sofia (1786), que faleceu no primeiro ano de vida. Luís José, o delfim, também faleceu precocemente de tuberculose. As crianças aparecem no mangá e no anime, mas Luís José tem mais destaque devido ao seu carinho por Oscar.





A Vilã Também é Mãe: Condessa de Polignac

Sei que muitos não concordarão com sua presença nesta lista, mas, na história criada por Riyoko Ikeda, a megera Condessa de Polignac também é mãe. Ela é a mãe biológica de Rosalie e também da pequena Charlotte. E, para mim, ela é a pior vilã da história, justamente pelo que fez a suas filhas.

Essa mulher desprezível foi a culpada pelo triste fim de Charlotte. Polignac queria forçar a menina a se casar com o Duque de Guiche, um homem monstruoso e muito mais velho que nunca a amou. Que tipo de mãe entrega sua filha a um monstro? Sem contar que ela abandonou Rosalie com uma plebeia (que, por sorte, foi uma mãe exemplar). Mesmo com toda a sua maldade, ela é mãe e, por isso, sua presença é notada.


Vovó é Mãe Duas Vezes: Marron Glacé

Para fechar nossa homenagem, não poderíamos esquecer Marron Glacé, a nossa querida Nanny e avó de André. Dizem que "avó é mãe duas vezes", e a bondosa senhora prova isso. Ela é a única parente viva de André e foi quem o criou com todo amor.

Mãe não é apenas quem gera, mas quem cuida, cria e ama. E Marron Glacé também é a babá de Oscar, muitas vezes agindo como sua segunda mãe. Ela se preocupa com a comandante e cuida dela com o mesmo carinho dedicado a André.



Este foi um post comemorativo, uma pequena homenagem a todas as mães que acompanham este blog. Finalizo com imagens da mãe da nossa heroína, Lady Oscar.






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 Espero que tenham Gostado! Um bom domingo e uma ótima semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.


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sábado, 9 de maio de 2026

Rosa e Acciaio: O Épico de Lady Oscar Reimaginado por Inteligência Artificial

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 

 



 O mundo da criação digital acaba de ganhar um novo capítulo emocionante. Combinando a nostalgia dos clássicos e a vanguarda da tecnologia, o vídeo italiano "Rosa e Acciaio" (Rosa e Aço) surge como uma homenagem profunda e visualmente deslumbrante ao universo de A Rosa de Versalhes.

Totalmente criado através de ferramentas de Inteligência Artificial, este projeto não é apenas um vídeo musical; é uma narrativa completa que reimagina o sacrifício e a paixão sob as luzes e sombras da Revolução Francesa.





O vídeo não usa apenas imagens; ele apresenta uma música original italiana composta especialmente para este tributo. A escolha do idioma italiano traz uma carga de dramaticidade lírica que combina perfeitamente com o cenário da revolução.

O que torna este tributo único é como a IA foi direcionada pelos criadores para destacar:

  • A Dualidade Estética: O vídeo contrasta a delicadeza da "Rosa" (o lado humano e romântico) com a frieza do "Aço" (a armadura e o dever militar), tudo através de cenas geradas que parecem saídas de um filme de época de alto orçamento.

  • O Olhar de André: A narrativa musical e visual é construída como uma memória eterna, um sentimento absoluto que sobrevive mesmo em meio ao caos das barricadas.


Tecnologia a Serviço do Fandom

Este projeto é um exemplo fascinante de como a tecnologia de IA pode ser usada para homenagear obras clássicas. Em vez de apenas replicar o que já existe, os criadores italianos criaram conteúdo 100% original:

  1. Imagens Inéditas: Uma interpretação visual que respeita o design original, mas adiciona texturas e luzes realistas.

  2. Composição Musical Digital: Uma trilha sonora que evoca o épico e o romântico, transportando o espectador diretamente para os corredores de Versalhes.

  3. Homenagem de Fã para Fã: Fica claro que, por trás dos algoritmos, existe um profundo conhecimento da obra e um carinho imenso pela história de amor trágica dos protagonistas. Deixo logo abaixo:



Por que esse vídeo é um marco?

Muitas vezes, a IA é vista com receio, mas em "Rosa e Acciaio", ela serve como o pincel para uma nova pintura de um clássico amado. Para os fãs que sempre quiseram ver Lady Oscar e André sob uma lente mais realista e sombria, este tributo italiano é um presente visual e sonoro indispensável.

Mais do que uma simples animação, é o reconhecimento de que a lealdade de Oscar e André não era apenas a um trono, mas um ao outro — uma mensagem que ressoa forte até hoje.



A Mente por Trás do Projeto: Anakin76

Embora a IA tenha sido a ferramenta de execução, a alma do projeto tem nome e sobrenome. O lançamento oficial da faixa completa revela o trabalho minucioso de Alessandro Baldi (conhecido como Anakin76), que atuou como o "maestro" digital desta obra.

Ficha Técnica do Lançamento:

  • Título: Rosa e Acciaio

  • Artista principal: Anakin76

  • Data de Lançamento: 29 de abril de 2026

  • Composição e Letra: Alessandro Baldi

  • Programação e Engenharia de Masterização: Alessandro Baldi

Esses detalhes mostram que não foi apenas um "clique em um botão", mas sim um processo de curadoria, composição e masterização profissional para garantir que a música tivesse o peso emocional que a saga de Oscar exige.


O Que Torna Este Vídeo Especial?

Em vez de apenas resumir a trama que todos já conhecemos, o vídeo de Anakin76 foca na atmosfera. É uma experiência sensorial que utiliza a IA para criar:

  • Visual Hiper-realista: Uma interpretação que nos faz sentir dentro de Versalhes, com texturas de tecidos, o brilho das espadas e a dramaticidade das luzes de época.

  • Narrativa Musical: A letra e a melodia de Baldi guiam o espectador pelo conflito interno de Oscar — dividida entre o "Aço" do seu dever militar e a "Rosa" da sua humanidade e amor por André.

  • O Auge do Conflito: O vídeo culmina na tensão das barricadas revolucionárias, onde a lealdade ao trono é finalmente substituída pela lealdade ao coração.


A Nova Era dos Tributos

"Rosa e Acciaio" é um marco para o fandom. Ele prova que ferramentas de IA, quando guiadas por artistas talentosos como Alessandro Baldi, podem expandir universos clássicos de forma respeitosa e emocionante. É um presente para quem cresceu admirando a coragem de Oscar e a devoção silenciosa de André.

Espero que tenham gostado!




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sexta-feira, 8 de maio de 2026

"Um ano de sucesso: Filme de A Rosa de Versalhes continua rendendo lucros e anuncia nova coleção exclusiva."

Olá queridos, amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!




 Se você achou que as novidades sobre o novo filme de A Rosa de Versalhes (lançado no Japão em janeiro de 2025) iam parar por aí, prepare o coração (e o bolso)! Recentemente, a empresa CRUX divulgou um teaser visual que está deixando os fãs da Oscar e do André em polvorosa.

A imagem promocional revela que uma nova linha de produtos, baseada em ilustrações inéditas criadas especialmente para o filme, está programada para chegar ao mercado em julho de 2026.A Informação foi compartilhada nesse perfil do X.




O que podemos esperar?

Embora os personagens principais apareçam como silhuetas na imagem, o estilo artístico já entrega a elegância moderna que o estúdio MAPPA trouxe para este reboot. O que sabemos até agora:

  • Ilustrações Exclusivas: O texto no topo diz "新規描き下ろしイラスト" (Ilustrações recém-desenhadas), o que significa que não serão apenas cenas do filme, mas artes feitas sob medida para esses itens.

  • Identidade Visual: Vemos a Oscar em um tom azulado clássico e o André com um fundo dourado, mantendo a dualidade e a sofisticação da série original de Riyoko Ikeda.

  • Linha de Produtos: Geralmente, colaborações com a CRUX envolvem itens colecionáveis de alta qualidade, como acrylic stands, posters metálicos, papelaria de luxo e, possivelmente, acessórios de moda.

Por que o lançamento só em 2026?

Muita gente estranhou a data de julho de 2026, já que o filme saiu no início de 2025. Isso mostra que a franquia está planejando um "longo fôlego". Com a chegada do longa às plataformas de streaming globais (como a Netflix), a demanda por produtos oficiais deve explodir fora do Japão, e esse lançamento parece estar cronometrado para surfar nessa segunda onda de popularidade.

De acordo com informações da prestigiada página Lady Oscar Fan Club Italia, o movimento em torno da franquia não para por aqui. Rumores indicam que até a noite de hoje poderemos ter ainda mais novidades — possivelmente a revelação completa dessas ilustrações que, por enquanto, vimos apenas como silhuetas. Fiquem de olho, pois tudo indica que a divulgação oficial da CRUX está apenas começando e o design final dos personagens para essa coleção promete ser deslumbrante!

Enfim, o anúncio desta nova linha de produtos é a prova definitiva do sucesso absoluto desta nova versão de A Rosa de Versalhes. Mesmo tendo completado um ano de seu lançamento original, o filme continua gerando lucros expressivos tanto para o estúdio MAPPA quanto para o comitê de produção.

O que vemos aqui é o resultado de uma estratégia de revitalização impecável: ao unir a nostalgia dos fãs antigos com a estética moderna que atrai o público jovem, a franquia provou que a história de Oscar François de Jarjayes é atemporal. O fato de ainda estarem investindo em ilustrações inéditas e licenciamentos para 2026 mostra que o retorno financeiro superou as expectativas, garantindo que a "Rosa" continue florescendo no topo da cultura pop japonesa por muito mais tempo.


Espero que tenham gostado!

 


 


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quinta-feira, 7 de maio de 2026

"Para Além da Limerência: A Anatomia do Amor de André Grandier — Devoção ou Obsessão?"

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!





 Hoje, eu me deparei com uma discussão em um grupo da Lady Oscar italiano do Facebook comentando um artigo no site Al femminile, que discute a chamada limerência, ou seja, estar perdidamente apaixonado ou obcecado por alguém, sem ter certeza da reciprocidade do sentimento. Em resumo, a discussão começou quando uma pessoa disse que André, de  A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら)tem uma espécie de amor obsessivo por Oscar, e mencionou como exemplo para esse artigo.

Eu diria que Oscar experimenta limerência quando se apaixona por Fersen, idealizando-o e sonhando com ele, mas então se depara com o fato de que ele não pode retribuir, mesmo ficando quase chateado quando ela chama André de "meu André". Será que André sente limerência por Oscar? Acho que não. O amor dele é profundo, devotado e incondicional, alimentado pela alegria de estar com ele e cuidar de sua amada, e diante desse amor, até mesmo Oscar não consegue resistir. Houve, sem dúvida, uma paixão inicial, mas ela passou rapidamente, suplantada pela maturidade de um sentimento que nunca se dissipou e que persistiu mesmo sem ser recíproco, pelo menos superficialmente, embora eu sempre tenha tido a convicção de que Oscar sempre amou André, inconscientemente. Porque ele era tudo o que ela precisava... ❤️




O Amor de André: Devoção ou Obsessão?

A análise do sentimento de André Grandier por Oscar François de Jarjayes exige que olhemos além da superfície do "triângulo amoroso" clássico. Quando falamos em limerência, falamos de um estado mental involuntário que beira a obsessão, caracterizado por pensamentos intrusivos e uma necessidade desesperada de reciprocidade. Mas, ao observarmos a trajetória de André, percebemos que o que ele sente não se encaixa nessa caixa estreita e, muitas vezes, angustiante.

1. A Diferença entre Limerência e Devoção

A limerência, como no caso de Oscar por Fersen, é alimentada pela incerteza e pela distância. Oscar cria um ídolo; ela sofre por um homem que representa um ideal de feminilidade e romance que ela foi proibida de viver. Já André não vive de fantasias. Ele conhece Oscar em sua forma mais humana: conhece seu suor, sua fúria, suas fraquezas e sua coragem.

O amor de André é ancorado na realidade. Ele não ama uma imagem de Oscar; ele ama a pessoa com quem dividiu a vida desde a infância. Se fosse apenas uma obsessão, ele teria se quebrado diante da indiferença dela ou se tornado amargo. Em vez disso, ele escolheu ser a sombra que protege, o suporte que não cede.



2. O Episódio do Vinho e a Maturidade do Sentimento

Muitos que defendem a tese da "obsessão" citam momentos de desespero de André (como a polêmica cena do vinho ou o confronto no quarto). No entanto, esses momentos são explosões de uma humanidade sufocada por décadas de silêncio e pela barreira intransponível de classes sociais.

Longe de ser um padrão de comportamento obsessivo, esses episódios marcam a transição da paixão juvenil para a maturidade. André compreende que não pode "possuir" Oscar, mas decide que estar ao lado dela é mais importante do que qualquer validação romântica. O amor incondicional é aquele que sobrevive à ausência de retorno, e André prova isso ao arriscar a vida (e a visão) repetidas vezes por ela, sem exigir nada em troca.


3. Oscar e o Amor Inconsciente

A teoria de que Oscar sempre amou André inconscientemente faz todo o sentido quando analisamos sua reação à perda. Quando ela finalmente "acorda" para os sentimentos de André, não é como se ela estivesse conhecendo um estranho, mas sim como se estivesse admitindo uma verdade que sempre esteve ali, sob a farda.

André era o seu porto seguro, o único lugar onde ela não precisava ser nem o "Coronel" nem a "Dama", mas apenas Oscar. Ele fornecia o equilíbrio emocional que Fersen nunca poderia oferecer. Enquanto a paixão de Oscar por Fersen era um fogo de palha que a queimava, o amor de André era a luz constante que a guiava.



Conclusão

Rotular o sentimento de André como "amor obsessivo" ou "limerência" é ignorar a profundidade do sacrifício e da lealdade. A obsessão consome o outro; a devoção de André, pelo contrário, sustentou Oscar nos momentos mais sombrios da Revolução. No fim, não foi a obsessão que os uniu sob as estrelas, mas a compreensão de que, em um mundo desmoronando, eles eram a única constante um do outro.

André não era um homem obcecado; ele era um homem que compreendeu, muito antes de Oscar, que a alma deles já estava entrelaçada desde o primeiro duelo de espadas na infância.



Portanto, definir André através da lente da obsessão seria simplificar uma das construções afetivas mais ricas da literatura e do anime. Enquanto a limerência é um labirinto de espelhos onde só enxergamos nossos próprios desejos, o amor de André foi uma janela aberta para a liberdade de Oscar. Ele não a amou para possuí-la, mas para que ela pudesse, finalmente, ser ela mesma. No cair das cortinas da história, o que resta não é o rastro de uma mente obcecada, mas a prova de que o amor mais puro é aquele que sabe esperar o tempo do outro, transformando o silêncio de anos no mais profundo e eterno "sim".


Espero que tenham Gostado!
 
 
 

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Versalhes em Festa: O Aniversário do Palácio que Definiu uma Era

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!




Hoje, 6 de maio, celebramos uma data fundamental para a história da França e para todos os entusiastas da cultura setecentista: o aniversário do Palácio de Versalhes. Foi neste dia, em 1682, que o rei Luís XIV transferiu oficialmente a corte e o governo francês de Paris para Versalhes.

Para nós, fãs da obra de Riyoko Ikeda, essa data tem um sabor especial. Afinal, o majestoso palácio não é apenas um monumento histórico, mas o palco principal onde se desenrolam as intrigas, os romances e os dramas de A Rosa de Versalhes.


De Pavilhão de Caça a Centro do Absolutismo

O que hoje conhecemos como o maior palácio do mundo começou de forma modesta. Originalmente, era apenas um pavilhão de caça utilizado por Luís XIII em uma aldeia rural. Foi seu sucessor, o "Rei Sol" (Luís XIV), quem decidiu transformar o local no epicentro do poder absoluto.

Traumatizado pelos tumultos da "Fronda" (a guerra civil ocorrida em Paris durante sua infância), o monarca buscou um refúgio onde pudesse controlar a nobreza de perto. Ao exigir que os aristocratas vivessem sob seus olhos em Versalhes, Luís XIV neutralizou rebeliões regionais e estabeleceu uma etiqueta rigorosa, como o famoso Levée — os rituais matinais de acordar do rei, divididos entre o petit lever (para os mais íntimos) e o grand lever (para o restante da corte)..

Números que Impressionam

A grandiosidade de Versalhes é traduzida em números que até hoje assustam os visitantes:

  • 2.153 janelas e 1.250 lareiras;

  • 700 quartos e 67 escadas;

  • 700 hectares de jardins e parques meticulosamente planejados..


A construção contou com os maiores talentos da época: o arquiteto Louis Le Vau, o paisagista André Le Nôtre (responsável pelos jardins icônicos) e o decorador Charles Le Brun. Juntos, eles criaram um modelo de residência real que foi imitado por monarquias em toda a Europa por mais de um século.

O Palácio de Versalhes sob o traço de Riyoko Ikeda

O Palácio de Versalhes não é apenas um local histórico; ele é o coração pulsante de A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara), mangá icônico de Riyoko Ikeda publicado na revista Margaret entre 1972 e 1973.

Curiosamente, a fidelidade visual que vemos nas páginas nem sempre foi fruto de visitas presenciais. Em entrevistas, Ikeda confessou que só teve a oportunidade de visitar a França após o início da obra. Ela admitiu, com bom humor, ter cometido alguns erros de perspectiva: "Eu não imaginava que o teto do Palácio de Versalhes fosse tão alto!", revelou a autora ao se deparar com a escala monumental da residência real. Mesmo assim, sua capacidade de transmitir o luxo e a opressão da corte através do papel é, até hoje, considerada magistral.




Caiu de paraquedas? Conheça a história:

Se você ainda não conhece essa obra-prima (também famosa pelo anime Lady Oscar), aqui está um breve resumo:

Ambientada no crepúsculo da monarquia francesa, a trama começa acompanhando a chegada da jovem Maria Antonieta à corte. No entanto, o protagonismo logo se divide com a inesquecível Oscar François de Jarjayes.

Oscar é a caçula de seis filhas de um general que, desesperado por um herdeiro masculino, decide criá-la como um homem. Treinada na esgrima e na equitação, ela se torna a comandante da Guarda Real. Ao seu lado está André Grandier, neto de sua babá e seu eterno companheiro. O que começa como uma amizade harmoniosa e treinos de combate — onde Oscar quase sempre leva a melhor — desabrocha, em meio ao caos da Revolução Francesa, em um dos romances mais trágicos e belos da ficção.:


Galeria e Vídeo

Para celebrar este 6 de maio, selecionei algumas imagens memoráveis do palácio conforme representado no anime Lady Oscar e um vídeo que mostra a magnificência real desse patrimônio mundial da UNESCO:









Espero que tenham gostado!

 


 


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