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terça-feira, 21 de abril de 2026

Por que as protagonistas de Riyoko Ikeda se parecem tanto com a Lady Oscar?

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!


 


 Recentemente, recebi uma pergunta muito interessante da seguidora Miriam dos Santos. Ela notou algo que muitos fãs também percebem: por que tantas personagens da mestra Riyoko Ikeda parecem compartilhar o "DNA visual" da nossa eterna Oscar François de Jarjayes?

Segundo a Miriam, embora cada uma tenha sua própria história, figuras como Julius, Claudine e Oscar possuem traços e comportamentos muito similares.




O "Elenco Fixo" de Riyoko Ikeda

A impressão que dá é que todas essas personagens são interpretadas pela mesma atriz que viveu a Oscar. Assim como o "Pai do Mangá", Osamu Tezuka, Ikeda utiliza algo parecido com um "Star System". É como se ela tivesse um elenco de atores fixos que interpretam diferentes papéis em diferentes histórias.

Quando vemos o design da Oscar em Julius (A Janela de Orfeu), em Rei Asaka (Oniisama e...) ou em Claudine, a autora está usando esse arquétipo visual para sinalizar ao leitor certas características, como nobreza, angústia e complexidade de gênero.




Brincadeiras à parte, vamos explicar os motivos reais por trás desse estilo:

  • A Inspiração Real (Björn Andrésen): Ikeda baseou as feições de Oscar no ator sueco Björn Andrésen (Morte em Veneza). Esse visual — traços delicados com uma aura de força — tornou-se a "marca registrada" de seus protagonistas e foi replicado em outras obras.

  • Estilo Shojo dos Anos 70: Nessa época, Ikeda e o grupo "Ano 24" revolucionaram a estética dos mangás. O uso de traços refinados e olhos expressivos buscava uma beleza que transmitisse emoção pura, essencial para os temas que a autora explora.

  • Foco na Androginia: A figura da mulher forte e visualmente refinada permitiu que Ikeda discutisse identidade e romances proibidos de uma forma única, mantendo um padrão de estética que as leitoras já identificavam e amavam.


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Minha Opinião: Embora elas pareçam ter "a mesma cara" à primeira vista, é nos detalhes e na alma de cada história que a Ikeda as diferencia. A semelhança visual acaba servindo como um selo de qualidade: quando vemos esses traços, já sabemos que seremos apresentados a uma personagem forte, profunda e, acima de tudo, inesquecível.




Conclusão

Em última análise, a semelhança entre as protagonistas de Riyoko Ikeda é um tributo à força de um ícone que ela mesma ajudou a criar. Ver o rosto da Oscar em outras personagens não é falta de originalidade, mas sim uma assinatura artística que une toda a sua obra. É como se visitássemos um multiverso onde essa figura forte e andrógina assume novas vidas, enfrentando diferentes dramas históricos, mas sempre mantendo aquela nobreza e intensidade que nos conquistaram desde a primeira vez.

Seja no campo de batalha em Versalhes ou nos corredores de um conservatório na Alemanha, essa "atriz principal" de Ikeda continua a ser o símbolo máximo de uma revolução estética que mudou o mundo dos mangás para sempre.

Uma maravilhosa  de semana a todos Vocês amigos da Lady Oscar.
 
 
 
 
 

lady oscar identitàady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser!



 
 
 
 
 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O Coração do Fandom Italiana: Celebrando a Arte das Cels e o Aniversário de um Grande Colecionador.

 

Olá,queridos amigos da Lady Oscar Sejam Bem Vindos!





Uma parte essencial e vibrante do fandom  Italiano de Lady Oscar é formada por nós: os colecionadores. Ao longo das décadas, muitos de nós se dedicaram a reunir materiais que preservam a memória da série, incluindo itens que hoje são considerados verdadeiros tesouros.

Entre os objetos mais preciosos estão as cels e rodovetres (os acetatos originais da animação). O que na época da produção era visto apenas como material de trabalho, hoje se tornou peça única, carregando o traço direto dos mestres que deram vida à nossa Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら).

Fiquei sabendo de uma celebração muito especial através do site Lady Oscar 40 anni, da minha querida amiga italiana Elena Romanello, que trouxe essa informação preciosa: hoje é o aniversário de Cà Jervo.

Ele é um dos maiores colecionadores da Itália — e do mundo — quando o assunto são cels originais, possuindo peças absolutamente exclusivas da nossa Oscar. Tive inclusive a honra de participar de uma live com ele através do canal Comics Gear, e posso confirmar que ele é uma pessoa única e fascinante.

Ficam aqui os meus parabéns ao Cà Jervo! Feliz aniversário e parabéns por proteger e homenagear a história da Oscar, conservando documentos tão valiosos para todos nós.



Uma parte essencial e vibrante do fandom de Lady Oscar é formada por nós: os colecionadores. Ao longo das décadas, muitos de nós se dedicaram a reunir materiais que preservam a memória da série, incluindo itens que hoje são considerados verdadeiros tesouros.

Entre os objetos mais preciosos estão as cels e rodovetres (os acetatos originais da animação). O que na época da produção era visto apenas como material de trabalho, hoje se tornou peça única, carregando o traço direto dos mestres que deram vida à nossa Rosa de Versalhes.

Fiquei sabendo de uma celebração muito especial através do site Lady Oscar 40 anni, da minha querida amiga italiana Elena Romanello, que trouxe essa informação preciosa: hoje é o aniversário de Cà Jervo.

Ele é um dos maiores colecionadores da Itália — e do mundo — quando o assunto são cels originais, possuindo peças absolutamente exclusivas da nossa Oscar. Tive inclusive a honra de participar de uma live com ele através do canal Comics Gear, e posso confirmar que ele é uma pessoa única e fascinante.

Ficam aqui os meus parabéns ao Cà Jervo! Feliz aniversário e parabéns por proteger e homenagear a história da Oscar, conservando documentos tão valiosos para todos nós. Que a paixão por essa obra continue nos unindo através das fronteiras!

Para fechar com chave de ouro, convido todos a assistirem a este bate-papo incrível sobre o universo de Lady Oscar, que conta com a participação de grandes nomes do fandom italiano, incluindo a querida Elena Romanello e o nosso aniversariante Cà Jervo:

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Auguri Ca’ Jervo!!!!







Uma maravilhosa  de semana a todos Vocês amigos da Lady Oscar.
 
 
 
 
 

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domingo, 19 de abril de 2026

O Brilho Eterno da Estrela de Versalhes: Por que o Anime Clássico Lady Oscar de 1979 permanece Insuperável"

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 




Considerado uma das maiores obras-primas da história dos mangás e animes, A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら Berubara) ocupa um lugar peculiar na cultura pop global. No Brasil, a obra de Riyoko Ikeda carrega um ar de "tesouro escondido", cercada de perguntas sobre por que uma história tão grandiosa nunca chegou a ocupar as tardes da nossa TV aberta.

O Hiato Brasileiro: VHS e a Sombra de Atena

Diferente de outros clássicos da mesma época, a série animada de 1979 nunca foi exibida na televisão brasileira. O contato do público local com a obra nos anos 90 foi extremamente limitado, restringindo-se a alguns volumes lançados em VHS.

Esses lançamentos foram uma tentativa de surfar na "era de ouro" da Rede Manchete, impulsionada pelo sucesso estrondoso de Os Cavaleiros do Zodíaco. Como ambas as obras compartilhavam o traço icônico de Shingo Araki e Michi Himeno, acreditava-se que o público de Seiya aceitaria bem a história de Oscar François de Jarjayes. No entanto, sem a vitrine da TV aberta, a série permaneceu um item de nicho para colecionadores.





Contraste Global: Fracasso no Japão vs. Fenômeno Italiano

É fascinante notar como a recepção da obra variou drasticamente:

  • No Japão: O anime de 1979 foi considerado um fracasso de audiência em sua exibição original. O público japonês da época, muito apegado à fidelidade absoluta ao mangá, estranhou as liberdades criativas tomadas pela equipe de animação.

  • Na Europa (especialmente Itália): Sob o título de Lady Oscar, a série tornou-se um fenômeno cultural sem precedentes. Os italianos abraçaram a carga dramática, a trilha sonora épica e a estética rococó, elevando a animação ao status de cult que perdura até hoje. Para muitos europeus, a animação clássica é a versão definitiva, superando até mesmo a experiência de leitura do mangá.





1979 vs. 2025: O Renascimento pelo Estúdio MAPPA

Em 2025, o estúdio MAPPA lançou uma nova adaptação cinematográfica que finalmente parece ter conquistado o coração dos japoneses. A diferença de recepção pode ser explicada por alguns fatores:

  1. Ritmo e Modernização: O filme de 2025 utiliza técnicas modernas de narrativa e uma estética que, embora respeite a obra original, se comunica melhor com a audiência atual do Japão.

  2. Fidelidade ao Material Base: Onde o anime clássico ousou mudar tons e focos, o novo filme buscou uma proximidade maior com o espírito do mangá de Ikeda, algo que o público japonês preza historicamente.



A Polêmica: Feminismo no Mangá vs. Visão do Anime

Existe um debate fervoroso entre historiadores de anime sobre a ideologia da série. Enquanto o mangá de Riyoko Ikeda é celebrado como uma obra extremamente feminista, quebrando barreiras de gênero na década de 70, a animação clássica sofre críticas por certas mudanças.

Muitos estudiosos apontam que a segunda metade do anime, após a troca de diretores (com a entrada de Osamu Dezaki), assumiu um tom mais melancólico e, para alguns, machista. Nesta fase, a figura de Oscar, por vezes, parece ser mais passiva ou definida por seus sofrimentos amorosos e relação com André, em contraste com a Oscar mais política e assertiva das páginas de Ikeda.



O Que Pensa Riyoko Ikeda?

Muitos se perguntam se a autora "odeia" a versão de 1979. A realidade é mais matizada. Ikeda já expressou em diversas ocasiões seu descontentamento com certas liberdades narrativas e mudanças de personalidade que Oscar sofreu na TV. No entanto, ela reconhece o papel fundamental que a animação teve na internacionalização de sua obra, especialmente no mercado europeu.




Por que o Clássico Ainda Reina na Itália?

A preferência italiana pela animação de 79, mesmo após o novo filme, reside na nostalgia e na identidade visual. O trabalho de Shingo Araki criou uma estética de "beleza trágica" que se fundiu com a memória afetiva de uma geração. Para os fãs italianos, a Oscar de 1979 não é apenas um desenho; é um ícone de resistência e paixão que a perfeição técnica do digital dificilmente conseguirá substituir.



Para finalizar, é importante destacar que, embora o novo filme de 2025 traga o brilho da tecnologia atual, muitos fãs — incluindo esta que vos escreve — mantêm o coração ancorado na versão de 1979. Para mim, quando o assunto é adaptação, o anime clássico permanece insuperável.

A Estética e o Ritmo Imbatíveis

O primeiro motivo é visual: o traço de Shingo Araki e Michi Himeno era simplesmente magistral. Há uma elegância e uma expressividade naquelas linhas que ninguém conseguiu replicar com a mesma alma; para mim, são os traços mais lindos da história da animação. Além disso, o formato de série com 40 episódios permitiu que a história de Ikeda respirasse. O anime clássico conseguiu aprofundar a trama de uma forma que um filme de longa-metragem jamais conseguiria.

O Vazio Deixado pelo Filme de 2025

O ponto que mais me decepcionou na nova versão foi a exclusão de figuras fundamentais que o anime de 79 soube aproveitar tão bem. O filme de 2025 deixou de fora nomes como:

  • O Cavaleiro Negro (um dos meus personagens favoritos!);

  • Madame du Barry e a Condessa de Polignac;

  • Jeanne e a própria Rosalie.

Sobre Rosalie, o erro foi ainda mais gritante. No filme novo, ela aparece apenas em uma cena curta, sem qualquer ligação profunda com Oscar e André, sem tempo de tela e sem o desfecho de seu casamento com Bernard. Para mim, essas omissões são falhas narrativas terríveis, muito piores do que qualquer mudança feita na versão de 1979.



A Batalha das Trilhas Sonoras

É justo reconhecer que o filme de 2025 possui músicas belíssimas, mas, ainda assim, elas não alcançam o patamar da trilha sonora original do anime clássico. Aquela composição é impecável, atemporal e consegue evocar a tragédia e o romance da Revolução Francesa de uma maneira que toca a alma.

No fim das contas, a obra de 1979 não é apenas uma animação; é um monumento artístico que, apesar de suas liberdades, entendeu a magnitude de cada personagem e a importância de cada detalhe da corte de Versalhes.


Enfim, este foi apenas um post para comentar as impressões sobre essas duas adaptações tão distintas.

Hoje de manhã, conversando com meu pai — que é um grande entusiasta de A Rosa de Versalhes — ele comentou que, embora deteste musicais, achou o novo filme muito bem feito tecnicamente. No entanto, para ele, os cortes de personagens e a mudança na forma como André perde a visão foram pontos imperdoáveis na narrativa.

Como todo bom italiano que preza pela tradição e pela carga dramática original, ele não tem dúvidas: a versão de 1979 continua sendo a sua favorita e a preferida da nossa família. 

Finalizo com vídeos relacionados.






Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.

Desejo um lindo Domingo  e uma semana maravilhosa a todos vocês, amigos da Lady Oscar!


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sábado, 18 de abril de 2026

"A Rosa de Versalhes" tem todos os capítulos liberados gratuitamente apenas hoje no Piccoma.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!






 Estamos nos aproximando de um marco muito especial: o primeiro aniversário da estreia mundial do filme animado A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) (2025) na Netflix. Para celebrar essa trajetória de sucesso e a imortalidade desta obra, trazemos uma notícia exclusiva vinda direto do Japão!

O renomado portal Comic Natalie anunciou que, hoje, os fãs em solo japonês receberam um presente único. 

A obra-prima de Riyoko Ikeda, "A Rosa de Versalhes", foi disponibilizada com todos os seus capítulos para leitura gratuita exclusivamente durante este dia 18 de abril.




Atenção: É importante notar que esta ação é voltada para o público japonês e está disponível nas plataformas de leitura digital do país, servindo como uma belíssima homenagem à longevidade da série.

 

Um Legado Além do Papel A história nos transporta para o auge da Revolução Francesa, acompanhando as vidas e os amores intensos de Oscar François de Jarjayes, a destemida comandante que vive em trajes masculinos, e da Rainha Maria Antonieta, em uma narrativa de amor e sacrifício. A saga, que já passou pelo teatro Takarazuka, TV e cinema, ganhou ainda mais força com o aclamado novo filme lançado em 2025 que conquistou o mundo via streaming.

A Edição Digital A versão liberada para os japoneses hoje é a reedição dividida em 9 volumes, oferecendo uma experiência completa e revitalizada desta narrativa histórica tão querida por nós.

"Iniciativas como essa do Piccoma mostram a força eterna de A Rosa de Versalhes no Japão. Fiquem ligados aqui no blog para mais traduções e novidades fresquinhas sobre o universo de Riyoko Ikeda. Até a próxima postagem!"


Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.


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