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domingo, 7 de junho de 2026

A Obra que virou fenômeno social nos anos 70, "Rosa de Versalhes" é tema de destaque; aos 78 anos, a aparência da mangaká Riyoko Ikeda surpreende: "Elegância de uma estrela do Takarazuka" e "Que bom vê-la tão bem" (Artigo Traduzido).

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 


O Yahoo! Japan destacou recentemente a figura icônica de Riyoko Ikeda, a lendária mangaká responsável pela obra-prima A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) . Aos 78 anos, a autora surpreendeu o público ao surgir com uma aparência jovem e radiante em uma nova entrevista, o que gerou uma onda de comentários carinhosos nas redes sociais. Para além da estética, a matéria resgata o impacto cultural de sua obra — que marcou gerações como um fenômeno social nos anos 70 — e revela detalhes fascinantes e, por vezes, intensos sobre os bastidores da criação de um dos maiores clássicos dos mangás.

Como ainda estou trilhando meus passos no japonês através do Kumon, usei o tradutor e meus conhecimentos básicos para trazer esse texto até aqui. Se algum leitor fluente ou descendente identificar qualquer erro, ficarei muito grato pelo toque! Meu objetivo é evoluir no idioma e garantir que a tradução faça justiça à obra da Ikeda-sensei. O texto original encontra-se aqui.

(Foto: Riyoko Ikeda, cuja aparência aos 78 anos é destaque – registro de 1996)

 Obra que virou fenômeno social nos anos 70, "Rosa de Versalhes" é tema de destaque; aos 78 anos, a aparência da mangaká Riyoko Ikeda surpreende: "Elegância de uma estrela do Takarazuka" e "Que bom vê-la tão bem" ( Artigo Traduzido).

▼ "A feminilidade que não envelhece"

Nos anos 1970, "A Rosa de Versalhes" (Berusaiyu no Bara) tornou-se um verdadeiro fenômeno social. Agora, uma foto recente da mangaká Riyoko Ikeda, de 78 anos, está dando o que falar nas redes sociais. 

O perfil oficial do "NewsPicks Studios" no X (antigo Twitter) divulgou um vídeo com a participação de Ikeda, intitulado: “'Fui levada à força num carro': a lendária mangaká Riyoko Ikeda revela os bastidores caóticos de suas criações”. Na publicação, eles provocam: “Qual é a história por trás da criação desta obra-prima, que continua sendo amada meio século após o início de sua publicação? Como a autora enxerga as mudanças dos tempos?”.

No vídeo, ela compartilha memórias dos bastidores, revelando situações extremas: “Quando o prazo de entrega se aproximava, eu era mantida em confinamento. Me colocavam dentro de um carro, vestida com qualquer roupa de casa, sem maquiagem e, claro, era levada à força”.

Com o cabelo meio preso e ondulado, vestindo um elegante vestido vermelho carmesim, Ikeda recebeu inúmeros elogios: "Que bom vê-la tão bem", "Como sempre, muito inteligente e maravilhosa", "O batom vermelho lhe cai muito bem", "Possui a elegância e a beleza de uma estrela do Takarazuka", "O sorriso dela é radiante e iluminado!", "A feminilidade que não muda com o passar dos anos" e "Desejo que a sensei continue sempre com muita saúde e vida longa!".

Sobre a autora

Riyoko Ikeda estreou como mangaká em 1967, enquanto ainda era estudante na Universidade de Educação de Tóquio (atual Universidade de Tsukuba). Em 1972, publicou "A Rosa de Versalhes" na revista Weekly Margaret (Shueisha), que se tornou um sucesso estrondoso e ultrapassou a marca de 20 milhões de cópias vendidas. Em 1995, ingressou no curso de Canto da Universidade de Música de Tóquio e, desde que se formou, também atua como cantora soprano.

Uma pergunta para continuarmos: Você tem interesse na obra de Riyoko Ikeda ou gostaria de saber mais sobre o impacto cultural que "A Rosa de Versalhes" causou no Japão e no mundo?


Notas de rodapé e reflexão pessoal

O vídeo ao qual o artigo se refere faz parte de uma entrevista concedida por Ikeda em uma edição especial do aclamado programa japonês WEEKLY OCHIAI. Conduzido pelo renomado cientista de mídia e pensador Yoichi Ochiai, o debate foi transmitido em 20 de maio de 2026 pela plataforma NewsPicks (você pode conferir o vídeo aqui).


Vale destacar que, na mesma época, a página italiana Lady Oscar Fan Club Italian realizou um resumo detalhado dessa conversa, dividido em três partes. Para quem se interessa pelo conteúdo, deixo abaixo os links para os registros dessa tradução (de japonês para italiano e para Português):

De fato, é impossível não se impressionar com a vitalidade de Riyoko Ikeda. Ela não apenas mantém uma beleza atemporal, como parece envelhecer de forma extraordinariamente lenta. Ao compararmos suas entrevistas atuais com registros de apenas quatro anos atrás, percebemos que sua energia e aparência permanecem praticamente inalteradas.

Essa "imortalidade" visual parece refletir a própria longevidade de sua obra. Ikeda-sensei é, como sua Rosa de Versalhes, um clássico que desafia a passagem do tempo, mantendo-se sempre atual, inspiradora e, acima de tudo, elegante. É um privilégio ver uma autora de sua magnitude continuar tão ativa, lúcida e dona de uma presença tão magnética.


Espero que tenham gostado!
 Um ótimo domingo e uma linda de semana para todos vocês amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 


sábado, 6 de junho de 2026

16 anos de um encontro lendário: Riyoko Ikeda e a Itália.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

 

Hoje não é dia de #TBT, mas uma data tão especial quanto esta não poderia passar em branco. Como muitos dos leitores fiéis deste blog estão na Itália, é hora de celebrarmos um marco inesquecível para os fãs de A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら). 

Exatamente há 16 anos, em 06 de junho de 2010, a lendária mangaká Riyoko Ikeda visitava a Itália para participar do festival literário Collisioni, em Novello, na região de Langhe. O evento foi histórico por um motivo muito específico: o encontro entre a criadora da obra e Clara Serina, a voz inesquecível do grupo I Cavalieri del Re, responsáveis pela primeira e icônica abertura italiana do anime de 1979.

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Um momento para dissipar mitos

A escritora Elena Romanello, autora do site Lady Oscar 40 Anni — uma referência que admiro profundamente —, esteve presente no evento e compartilhou a experiência emocionante de ver Ikeda Sensei ao vivo.

Aproveito este momento para esclarecer um ponto recorrente entre os fãs brasileiros: a ideia de que Riyoko Ikeda "detesta" o anime de 1979 não passa de um mito. Em minhas constantes pesquisas e traduções de entrevistas com a autora, nunca encontrei qualquer declaração que sustentasse isso. Pelo contrário: Ikeda tem total consciência de que foi o anime Lady Oscar o grande responsável por catapultar a obra ao sucesso absoluto na Europa.



Registro histórico

Nas imagens e vídeos abaixo, vocês podem conferir esse encontro emocionante no palco. Todo o material foi gentilmente cedido pelo site de Elena Romanello, a quem deixo aqui os meus sinceros créditos e agradecimentos.













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"Oscar é uma lenda"

Para encerrar, tomo emprestadas as belas palavras de Elena Romanello sobre o legado da nossa protagonista:

“Somos as histórias que amamos; as histórias da imaginação nos influenciam mais do que muitos fatos. Certos personagens fazem parte de nós como se realmente existissem (e, no fim das contas, existem). Oscar é maior que a vida, Oscar é uma lenda.”

Espero que tenham gostado de relembrar este momento. Fiquem ligados, pois daqui a pouco tem mais conteúdo por aqui!

Um ótimo final de semana para todos vocês, amigos da Lady Oscar.




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 


sexta-feira, 5 de junho de 2026

Uma nova maravilha em couro para As Rosas de Versalhes!

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

 



 O portal italiano Ryoko Ikeda fan site partilhou a notícia de que a incrível colaboração entre A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) e a Kashiwa Leather continua a presentear-nos com artigos imperdíveis.

Após uma série de lançamentos de grande sucesso nos últimos meses, chega agora uma nova e refinadíssima sobrecapa em couro que fará bater mais forte o coração de todos os fãs..

 


  

Uma homenagem à infância de Oscar e André

Para este novo lançamento, foi escolhida uma ilustração muito especial: os pequenos Oscar e André, retratados num momento de ternura que nos transporta para as origens da sua lendária história.

A sobrecapa estará disponível em três formatos diferentes, para se adaptar perfeitamente a qualquer coleção:

  • A4

  • A6

  • B6

Detalhes do lançamento

A nova coleção, disponível a partir de 02 de junho de 2026, é proposta ao preço de 2750 Ienes (cerca de R$ 89,00).

Uma peça única para celebrar a beleza intemporal desta obra magistral.

🔗 Quer saber mais? Pode admirar e adquirir as criações diretamente no site oficial da colaboração Nuizaemon Kashiwa x Le Rose di Versailles.



Espero que tenham gostado!




ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 



quinta-feira, 4 de junho de 2026

Há 237 anos, a França Perdia Seu Herdeiro: A Trágica Vida (e os Erros Médicos) do Filho de Maria Antonieta

Olá,queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!

 


Em 4 de junho de 1789, há exatos 237 anos, a França testemunhava um dos eventos mais melancólicos que antecederam a queda de sua monarquia: o falecimento de Louis-Joseph (Luís José), o Delfim da França. Primeiro filho homem do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, o pequeno herdeiro da coroa — cujo nascimento havia trazido imensa alegria e esperança ao povo francês — partia precocemente de tuberculose, com apenas sete anos de idade.

Esse acontecimento histórico, tão comovente quão definitivo, foi retratado com maestria em Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら). Por isso, este texto é uma homenagem à memória do jovem príncipe, cuja vida real e versão ficcional se cruzam de forma tão tocante.

 

O Príncipe Promissor e as Intrigas da Corte

Louis-Joseph era, na verdade, o segundo filho do casal real (a primogênita era a princesa Maria Teresa). Como o primeiro varão, ele carregava o título de Delfim e o peso da sucessão dinástica dos Bourbon. Seu pai, o rei Luís XVI, batizou o menino em homenagem ao seu próprio irmão mais velho (Luís, Duque da Borgonha), cuja morte aos 10 anos de idade havia marcado profundamente a sua juventude.

Naquela época, a corte de Versalhes era um ninho de intrigas. Libelos e periódicos satíricos espalhavam rumores cruéis de que o Delfim não seria filho do rei, mas sim fruto de algum romance secreto de Maria Antonieta, atacando a reputação da rainha. Alheio a isso, o pequeno príncipe demonstrava uma inteligência precoce e brilhante. Se ele tivesse sobrevivido e a monarquia persistido, Louis-Joseph tinha tudo para ser um grande monarca. Seus pais não pouparam esforços em sua educação: Luís XVI chegou a encomendar recursos pedagógicos avançados para o filho, incluindo um inovador globo terrestre destacável, que mostrava as áreas continentais e submersas, além de pinturas pedagógicas feitas em couro de bisão para expandir os conhecimentos geográficos do menino.

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A Doença e os Erros da Medicina Real

Infelizmente, o destino do aguardado herdeiro foi traçado por uma saúde extremamente frágil. Aos cinco anos, o príncipe começou a sofrer de febres intermitentes e os primeiros terríveis sintomas do Mal de Pott (a tuberculose que ataca as vértebras da coluna). Para piorar a situação, a junta médica da corte cometeu um erro de diagnóstico fatal: acreditando que o garoto sofria de escoliose, submeteram-no a tratamentos tortuosos com espartilhos metálicos pesados, o que acabou gerando graves lesões e rachaduras em suas vértebras.

A historiografia aponta que a tuberculose teria sido transmitida ao príncipe por sua ama de leite, Geneviève Poitrine. Embora não se possa verificar esses dados médicos com absoluta precisão hoje em dia, sabe-se que ela adoeceu após amamentar Louis-Joseph e seu irmão mais novo. A doença debilitou o corpo do menino rapidamente e, exatamente como é retratado na obra de Riyoko Ikeda, ele faleceu no Castelo de Meudon no dia 4 de junho de 1789 — ironicamente, no mesmo período em que os Estados Gerais se reuniam em Versalhes, paralisando seus pais pelo luto no pior momento político possível.



O Toque de Mestre de Riyoko Ikeda: O Amor por Oscar

Riyoko Ikeda, uma artista brilhante e de talento inigualável, dedicou dois anos de sua vida a uma pesquisa histórica minuciosa para construir o pano de fundo de Rosa de Versalhes. A genialidade da autora está em costurar a realidade documental com a fantasia dramática de forma impecável. No universo da obra, o pequeno Louis-Joseph nutre um amor platônico, puro e comovente por Oscar François de Jarjayes. Sabendo que sua vida seria curta por conta de sua saúde debilitada, o principezinho protagoniza momentos de extrema doçura.

Tanto no mangá quanto no anime, ele confessa seu sentimento à nossa heroína. Em uma cena memorável e poética, o menino fala sobre a reencarnação: ele deseja que, em uma próxima vida, possa nascer um homem forte, saudável e bonito, para finalmente poder se casar com Oscar. No anime, essa despedida ganha um tom ainda mais terno e inocente quando ele rouba um beijo na bochecha da comandante. Embora Ikeda não se aprofunde nos termos médicos da tuberculose, a fragilidade do garoto deixa claro o seu triste fim.

No mangá, a morte de Louis-Joseph consegue ser ainda mais impactante visualmente. Ikeda utiliza uma metáfora artística devastadora: a imagem de um passarinho frágil sendo abatido por uma imensa e escura ave de rapina (como um falcão ou águia), simbolizando a morte levando o herdeiro e a própria sombra da Revolução engolindo a França. A dor de Oscar é palpável; ela sofre profundamente e chora a perda do pequeno príncipe montada em seu cavalo, criando uma das sequências mais emocionantes da reta final do mangá.

 
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O Delfim nas Diferentes Adaptações: Do Cinema às Telas

A forma como o trágico fim do príncipe é abordada varia muito entre as versões de Rosa de Versalhes:

  • O Live-Action de 1979 (dirigido por Jacques Demy): O filme em carne e osso mostra o amor do principezinho por Oscar, mas peca ao retratar sua morte sem a devida carga dramática. Um detalhe que chama muito a atenção e causa estranhamento é o funeral: ninguém na corte está vestindo as tradicionais roupas pretas de luto, algo impensável para o protocolo real da época.

  • O Novo Filme Animado: Se o filme de Jacques Demy ao menos registrou o triste fim do garoto, a nova produção cinematográfica em animação fez questão de excluí-lo. Nessa nova versão, quase não vemos os filhos de Maria Antonieta, que são reduzidos a uma simples aparição figurativa, brincando no jardim ao lado da mãe.

  • O Anime Clássico: Na série de TV (especificamente no emocionante episódio 34), o drama é muito bem trabalhado. É nítida a preocupação e o carinho de Oscar para com seu pequeno pretendente; ela sabe que o estado dele é gravíssimo e sofre por ver uma criança de sete anos encarar o fim de forma tão madura..

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A morte do príncipe acontece no episódio 34, deixo abaixo um trecho em italiano, encontrado no YouTube. Lembrando que o vídeo não é meu, só estou compartilhando.



Notas Finais

Vale reforçar que falar sobre o falecimento do príncipe Louis-Joseph não é um spoiler do anime ou do mangá, mas sim um fato histórico real e de domínio público. Trazer o romance platônico dele por Oscar apenas enriquece a nossa experiência de leitura, sem estragar as surpresas para quem ainda não teve a oportunidade de conferir a obra.

Rosa de Versalhes foi publicada magistralmente no Brasil em 2019 pela Editora JBC, em uma coleção de 5 volumes que é leitura obrigatória para qualquer amante de história e de grandes narrativas. O amor inocente do pequeno Delfim pela nossa loira favorita continua sendo um dos momentos mais puros e inesquecíveis da cultura pop.


Finalizo com algumas imagens do Príncipe junto a nossa loira favorita, em algumas cenas do anime e mangá.













 

Essa foi nossa homenagem ao Luís José, Delfim da França espero que tenham gostado! Daqui a pouco volto a comentar mais sobre o principezinho.




 
 

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