Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Eu não estava ciente desse acontecimento, mas uma amiga minha, a Regiane, me passou o link de um artigo recentemente publicado no portal japonês Nanami sobre a famosa seiyū (dubladora japonesa) Aya Hirano (平野綾), que emprestou sua voz à icônica rainha no filme de anime Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), produzido pelo estúdio MAPPA.
A história que ela revelou em um programa de rádio recente é incrível: nos bastidores da audição (o teste) para o filme, os jurados pediram uma breve autoapresentação de um minuto. Só que, levada pela paixão, ela começou a falar tanto sobre o seu amor profundo por A Rosa de Versalhes que acabou sendo interrompida pelos avaliadores por falar demais!
Bem, resolvi traduzir na íntegra a matéria e depois comentar, pois realmente isso me surpreendeu demais. Então segue abaixo, lembrando que não sou fluente em japonês, aprendo o básico no Kumon e utilizo tradutor, então pode sim conter algum erro na tradução. Caso você seja descendente de japonês ou alguém que domina o idioma e encontrar algum erro, por favor, me avise para que eu possa corrigir!
Segue a tradução e, em seguida, os meus comentários:
Título: #91 Hirano Aya-san é interrompida nas audições por falar excessivamente sobre seu amor por Berubara!? ( Artigo Traduzido).
O programa solo de rádio de estreia de Urara Nanami, a cantora paralela que transita entre o real e o virtual, chama-se "Myriad Genetics presents Urara Nanami's Parallel Room". Na transmissão de 30 de agosto, tivemos a presença da dubladora e atriz Aya Hirano. Ouvir sobre memórias do passado surpreendeu a todos — como o fato de Nanami receber energia repetidas vezes das obras em que Hirano participou, gostando especialmente da Misa Misa de Death Note a ponto de ter tirado purikura (fotos de cabine) fantasiada dela! Além disso, a partir do assunto sobre a realização do concerto sinfônico do filme em versão cinematográfica de A Rosa de Versalhes, foi possível ouvir histórias dos bastidores daquela audição.
Nanami: "Na próxima semana, em 6 de setembro, haverá um concerto sinfônico com a presença do elenco de dublagem do anime para cinema A Rosa de Versalhes. Para falar a verdade, eu assisti à transmissão da versão para o cinema em família e comentei que chorei muito! É uma obra que eu assisti sem saber que era a Aya Hirano-san."
Hirano: "Originalmente, por eu gostar muito de Takarazuka, Berubara é algo que você simplesmente estuda e faz questão de passar por cima, não é? Eu amo tanto a obra original que, quando recebi o convite para a audição, me pediram para fazer uma autoapresentação de cerca de 1 minuto antes da atuação. Acabei falando tanto sobre o quanto eu amava Berubara que fui interrompida!"
Nanami: "Você foi interrompida!?"
Hirano: "Algo como 'Já está bom, entramos em entendimento'. Fiquei em uma atmosfera super constrangedora para entrar na atuação... (risos) Pensei comigo 'Estraguei tudo', achei que não daria mais certo, mas parece que a minha paixão acabou transparecendo e deu tudo certo~. Por isso, acabou sendo um ambiente de equipe com muitas mulheres."
Nanami: "Havia muitas pessoas que gostavam [da obra] lá, né?"
Hirano: "Como havia muitas pessoas que amavam o teatro e entendiam profundamente do assunto, discutíamos sobre como colocar todo o material original dentro do tempo de tela do filme... eram lágrimas de verdadeiro arrependimento por ter que cortar coisas, e tudo isso trazido com o poder gráfico incrível do estúdio MAPPA."
Nanami: "É do estúdio MAPPA! O mesmo de Chainsaw Man e outros, né?"
Hirano: "Exatamente~. Nas imagens que vão fluindo, nas imagens que deslizes, tudo cabe em questão de segundos. O episódio do caso do colar e tudo mais passam em segundos! E eu pensava 'Ah~ lá se foi, a Madame de Polignac também já foi (risos)'. Fazer algo que dura segundos com essa qualidade gráfica foi o que fez os fãs aprovarem e se convenceram!"
Além disso, conversamos sobre outras histórias com os colegas de elenco e, na segunda metade, sobre o show de aniversário que será realizado no Cotton Club nos dias 15 e 29 de setembro. Aguardem ansiosos por mais conversas na próxima semana!
O programa está aceitando e-mails de vocês! Envie suas impressões sobre o programa, perguntas para a Nanami-san ou qualquer outra coisa. O endereço é: 773@1242.com! Aguardo também suas postagens no X (antigo Twitter) com a hashtag #ParallelRoom♪
📝 Eis a tradução. Agora, vamos aos comentários!
Quando me deparei com esse relato, confesso que soltei um misto de risada e profunda identificação. Ser interrompida na audição para um papel por falar demais sobre o quanto ama a obra é algo que só poderia acontecer com alguém que carrega a alma de fã no centro da própria carreira. Estamos falando de Aya Hirano, uma lenda viva da dublagem que não é apenas uma profissional talentosa, mas uma verdadeira acadêmica e entusiasta apaixonada da cultura pop e do teatro musical.
O que torna essa história fascinante é o contexto que a envolve. A Rosa de Versalhes (Berubara) não é apenas um mangá ou anime comum; é um monumento cultural que moldou gerações, dialogando diretamente com a estética grandiosa e dramática do teatro Takarazuka Revue (uma das maiores paixões de quem ama o gênero). Quando Hirano diz que Berubara é algo que "você precisa estudar e passar por cima", ela traduz exatamente o peso histórico que a obra de Riyoko Ikeda possui no Japão. Não é sobre apenas dublar um personagem; é sobre prestar reverência a um pilar da história dos mangás shoujo.
O detalhe hilário e constrangedor do painel de jurados dizendo "Já está bom, entendemos" por causa de sua empolgação transbordante durante a autoapresentação do teste mostra o perigo — e a beleza — de trabalhar com o que se ama. Por alguns segundos, ela deixou de ser a profissional fria fazendo um teste e se transformou em uma fã fervorosa defensora da Revolução Francesa. O alívio de saber que a paixão genuína pesou a favor na hora da escolha mostra que a autenticidade ainda é o melhor cartão de visitas.
Além disso, o comentário dela sobre o trabalho do estúdio MAPPA toca em um ponto muito divertido e realista sobre adaptações. Transformar um épico histórico gigantesco e cheio de intrigas em um filme exige um ritmo ágil, e Hirano brinca com a velocidade com que cenas icônicas — como o famoso Caso do Colar e aparições da Madame de Polignac — desfilam pela tela em frações de segundo! Ela mesma se espantava assistindo e pensando "Olha lá, já passou!", mas elogiando como a qualidade gráfica impecável do MAPPA conseguiu condensar tanta informação de forma dinâmica, fazendo com que os fãs se sintam totalmente representados na tela grande.
Aya Hirano nos lembra por que amamos tanto essas obras clássicas: porque por trás de cada voz icônica, há alguém cujo coração bate no ritmo da história. E você, o que achou dessa audição quase "sabotada" pelo excesso de amor à obra? Deixe nos comentários!
"Enfim, em minha opinião, foi uma total falta de tato com a profissional! Afinal, não há absolutamente nada de errado em transbordar amor por algo que é tão especial para você. Foi justamente por essa paixão incontrolável por A Rosa de Versalhes — e pela falta de espaços em português que dessem a devida atenção a essa obra-prima de Riyoko Ikeda — que este blog nasceu. Já se passou meia década no ar, e continuamos aqui, falando pelos cotovelos sobre o nosso amor por Berubara. E quer saber? Sim, continuarei falando sobre essa paixão! ;)"




















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