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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

🌹 O Canto de André: Homenagem, Poesia e Curiosidades em Clima de Aniversário!💙💖

Olá,queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!




E conforme eu havia prometido, até o dia do aniversário do André, trago um post especial, dedicado ao par romântico de Oscar e também ao segundo personagem mais amado pelas fãs de A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara / ベルサイユのばら). Bem, por ser algo comemorativo, pré-aniversário do Herói, decidi não fazer um post longo, mas uma análise aconchegante para nos fazer lembrar desse personagem tão querido. E nada melhor do que mergulhar na musicalidade dedicada a ele, certo?




Análise Profunda: "Canto di André" e o Brilho de Riccardo Zara em La storia di Lady Oscar

Quando falamos da adaptação de A Rosa de Versalhes na Itália, é impossível não destacar o impacto cultural gerado pela banda I Cavalieri del Re. Mais do que apenas assinar a abertura televisiva que marcou a infância e a juventude de milhares de fãs, o grupo liderado por Riccardo Zara fez um trabalho de imersão artística raro na época. O ápice dessa dedicação criativa foi o lançamento, em 1982, do álbum monográfico La storia di Lady Oscar (selo RCA).

Diferente de trilhas sonoras tradicionais que apenas compilavam temas de fundo, este disco funcionava como uma narrativa musical paralela. Zara assumiu a composição, os arranjos, a produção e os vocais, desenhando um panorama sonoro maduro, repleto de influências do rock progressivo italiano, melodias sinfônicas e baladas dramáticas. E é exatamente dentro desse conceito que surge "Canto di André".



A Perspectiva de André na Condução de Riccardo Zara

Compor uma faixa centrada exclusivamente em André Grandier exigia sensibilidade. Afinal, como traduzir em notas musicais o homem que vive à sombra da glória de Oscar, dividindo-se entre a rigidez da Guarda Real e um amor secreto e doloroso?

Riccardo Zara conseguiu capturar essa essência com maestria técnica e poética:

  • A Construção Melódica: Os arranjos de Zara evitam o triunfalismo vazio. Em vez disso, utilizam progressões melancólicas e harmonias vocais cuidadosas — executadas pelos próprios membros do grupo — que refletem a lealdade inabalável e o fardo emocional do personagem.

  • A Voz como Instrumento Dramático: Ao contrário do que alguns desavisados pensam, não existe um "cantor solo representando o André"; é a sensibilidade interpretativa do próprio I Cavalieri del Re que empresta alma ao cavaleiro. Cada verso transmite a atmosfera de quem observa a mulher que ama de perto, mas que, ao mesmo tempo, parece separada por barreiras intransponíveis de classe e dever.

  • O Diálogo com a Obra de Riyoko Ikeda: A faixa dialoga diretamente com os momentos mais introspectivos do mangá e do anime. Zara conseguiu traduzir musicalmente o peso dos sacrifícios de André, transformando o sentimento de devoção silenciosa em uma verdadeira obra-prima do pop/rock melódico europeu dos anos 80. 




Analisar "Canto di André" é perceber como a paixão de Riccardo Zara pela história transcendeu a simples encomenda comercial de uma gravadora. Ele deu ao público italiano — e aos fãs de todo o mundo que redescobrem a obra — um presente atemporal que humaniza e eterniza o nosso herói de Versalhes.

Deixo abaixo o vídeo com essa linda canção italiana dedicada ao nosso André, nós próximos dias:



Me aguardem nós próximos posts.

Espero que tenham gostado!


Uma Boa  semana a todos vocês amigos da Lady Oscar!

ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 



domingo, 23 de agosto de 2026

Em 23 de agosto de 1754 nascia Luís XVI: Conheça o homem por trás da coroa e seu papel inesquecível em Rosa de Versalhes 👑🤴

 

Olá, queridos amigos de Lady Oscar, sejam Bem Vindos!



Em 23 de agosto de 1754, nascia em Versalhes Luís Augusto de Bourbon, o futuro rei Luís XVI. Recebendo inicialmente o título de Duque de Berry, ele era o quarto filho de Luís, Delfim da França, e de Maria Josefa da Saxônia, além de neto do rei Luís XV. A morte repentina de seu pai em 1765 mudou completamente o seu destino, colocando-o na linha de sucessão direta ao trono.👑

Mais do que o último monarca do Antigo Regime antes da tempestade da Revolução Francesa, Luís XVI é uma figura de imensa importância para os fãs de A Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら), a obra-prima de Riyoko Ikeda — que, vale lembrar, o considerava um de seus personagens masculinos favoritos.

Abaixo, mergulhamos na fascinante dualidade entre o homem real da história e sua representação na ficção que conquistou gerações.



O Monarca Real: Inteligência, Reformas e o Peso de uma Coroa

Luís XVI reinou como Rei da França e Navarra de 1774 até 1791, e posteriormente como Rei dos Franceses até ser deposto em 1792. Contrariando a imagem simplista de um rei tolo, ele era um homem culto e inteligente, profundamente influenciado pelos ideais iluministas.

A primeira fase de seu reinado foi marcada por tentativas corajosas de modernizar a França. Ele tentou abolir a servidão, remover impostos opressivos como a taille e aumentar a tolerância religiosa em relação aos protestantes. No entanto, encontrou uma muralha de hostilidade por parte da nobreza, que se opôs com sucesso a qualquer perda de privilégios. Externamente, sua decisão de apoiar ativamente os colonos norte-americanos em sua busca por independência — consolidada no Tratado de Paris de 1783 — foi um triunfo geopolítico, mas agravou severamente as finanças da coroa.

A crise financeira escalou para o colapso com a convocação dos Estados Gerais em 1789. Visto injustamente como o símbolo máximo da tirania ao lado da rainha Maria Antonieta, a indecisão política de Luís selou seu destino. A tentativa de fuga frustrada da família real em Varennes (1791) destruiu o resto de sua credibilidade pública.

Com a proclamação da Primeira República Francesa, o antigo soberano foi julgado pela Convenção Nacional, considerado culpado de alta traição e executado na guilhotina em 21 de janeiro de 1793, sob o nome civil de "Cidadão Luís Capeto". Ele foi o único rei na história da França a sofrer tal destino, encerrando mais de mil anos de monarquia contínua. (Nota curiosa: se estivesse vivo hoje, o monarca estaria apagando 273 velhinhas!).

 

Retrato de Luís XVI



Casamento e Alianças: A União com Maria Antonieta

Assim como retratado no anime e mangá de Riyoko Ikeda, o casamento de Luís XVI com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo (sua tia-avó por parte de linhas secundárias e prima de segundo grau) foi puramente estratégico. Após a Guerra dos Sete Anos, França e Áustria selaram uma trégua política unindo os dois jovens. Antonieta tinha apenas 14 anos quando foi enviada para a corte francesa, após uma cerimônia por procuração em Viena onde Luís foi representado pelo cunhado da noiva.

Em 16 de maio de 1770, o Palácio de Versalhes testemunhou as bodas oficiais, celebradas com suntuosos banquetes, joias deslumbrantes e fogos de artifício. Com a morte de Luís XV em 1774, o jovem casal assumiu o trono.

Enquanto Luís tentava governar, Maria Antonieta encontrou refúgio nas excentricidades do Petit Trianon, promovendo festas, bailes mascarados e gastando somas colossais. Seus hábitos extravagantes tornaram-se o estopim da revolta de um povo mergulhado na fome — um contraste perfeitamente capturado por Ikeda em sua narrativa, onde a ficção se mescla de forma tão vívida à realidade que quase podemos ver a Capitã Oscar caminhando pelos corredores do palácio.



Do matrimônio real, nasceram quatro filhos:

  • Maria Teresa Carlota (1778–1851): A única filha a alcançar a vida adulta.

  • Luís José (1781–1788): Delfim que faleceu na infância (e que, em Rosa de Versalhes, protagoniza momentos marcantes de admiração por Oscar).

  • Luís Carlos de França (1785–1795): O trágico Luís XVII, que morreu encarcerado aos 10 anos.

  • Sofia Helena Beatriz (1786): Viveu apenas alguns meses.



O Rei Luís XVI na Lente de Riyoko Ikeda

Para os fãs de Lady Oscar, a chegada de Maria Antonieta a Versalhes é inesquecível. No mangá de Ikeda, a jovem austríaca sente uma ponta de melancolia ao perceber que precisa abandonar gradualmente seus hábitos e traços de sua terra natal. É nesse momento que avista pela primeira vez a imponente carruagem escoltada por Lady Oscar — descobrindo, estupefata, que a brilhante capitã da Guarda Real é, na verdade, uma mulher.

Há diferenças fascinantes entre o mangá original e a adaptação em anime de 1779:

  • A Aventura na Caverna: No anime, a jornada de Maria Antonieta para a França ganha contornos de suspense épico. Conspirações inimigas tentam sequestrá-la, levando-a a trocar de roupas com uma sósia. Cabe a Oscar resgatá-la em uma eletrizante luta de espadas dentro de uma caverna — um elemento exclusivo da animação, que aproveitou a moda da época por duelos de capa e espada. No mangá de Ikeda, a transição é muito mais sóbria e focada nos dilemas políticos e psicológicos.

 
  • O Primeiro Encontro: Tanto no papel quanto na tela, o príncipe herdeiro é retratado como um jovem tímido, desajeitado e visivelmente despreparado para a imponência do casamento. O primeiro beijo do casal deixa a jovem arquiduquesa visivelmente frustrada com a frieza do noivo.



  • O Casamento: O famoso detalhe histórico e dramático de Antonieta borrando a assinatura no termo de casamento por nervosismo é fielmente retratado como um sinal de mau agouro.

  • A Queda de Luís XV: O arco da morte de Luís XV por varíola (Episódios 9 e 10 do anime) é magistralmente conduzido. Enquanto a corte inteira e a Condessa Du Barry entram em desespero para não perder seus privilégios, a jovem Oscar chora discretamente, pressentindo o fim de uma era, logo antes de Luís XVI ser coroado na Catedral de Reims sob imensas expectativas populares.


Morte do rei Luís XV no anime Rosa de Versalhes 1979.

Considerações Finais

Mais do que simples figuras de um livro de história, Luís XVI e sua corte ganharam uma dimensão humana inesquecível através da genialidade de Riyoko Ikeda. Compreender o homem por trás da coroa — suas boas intenções sufocadas pela incapacidade de lidar com a hercúlea crise do Antigo Regime — enriquece ainda mais a experiência de revisitar A Rosa de Versalhes.



Fontes de pesquisa: Wikipédia, algumas imagem são do Lady Oscar 40 Anni.

E você, qual é a sua lembrança favorita de Luís XVI e da corte francesa, seja nos livros de história ou nas páginas de Rosa de Versalhes?















Espero que tenham gostado! Um Bom Domingo e Uma ótima semana a todos!!!!


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sábado, 22 de agosto de 2026

O Encontro Perfeito entre Lady Oscar e o Rock. Recomendação de vídeo do Youtube.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!



 Hoje, o YouTube me recomendou um vídeo curioso e interessante, feito por um fã de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら)e postado no canal ArcadeLab. É uma versão rock and roll da abertura italiana do anime Lady Oscar, do grupo I Cavalieri del Re — que, por sinal, é a mais famosa e a mais amada na Itália! Não resisti e tive que trazer para cá, com todos os créditos ao artista.



Tradução do Texto Original

"Esta é a minha versão em inglês, pop-rock, da primeira abertura de Lady Oscar – As Rosas de Versalhes.

Minha versão transforma a abertura original em uma abertura pop-rock em inglês, enérgica e moderna: guitarras brilhantes, bateria incisiva e um refrão pensado como um verdadeiro hino à escolha de seguir o próprio caminho, mesmo quando o preço é alto.

O coração da música continua o mesmo: a solidão silenciosa de Oscar, o peso do papel, o olhar voltado para um futuro que ninguém jamais decidiu por ela.

Quis manter intacto o respeito pela obra original, mas reinterpetá-la através de um estilo diferente, com uma linguagem musical mais atual e internacional, imaginando esta abertura como se Lady Oscar voltasse hoje... com uma nova voz.

Este vídeo é um tributo, não oficial e sem fins comerciais, dedicado a uma das heroínas mais complexas e fascinantes da animação japonesa."


 

Análise Rápida

  • Identidade e Modernidade: O autor do projeto faz um excelente trabalho ao traduzir a essência dramática de Oscar para uma roupagem pop-rock moderna, provando que temas clássicos sobre liberdade e identidade continuam totalmente atemporais.

  • Respeito à Obra: É notável o cuidado em preservar o peso emocional da personagem (como a "solidão silenciosa") mesmo alterando o idioma e o gênero musical.

  • Conexão Cultural: Misturar o imaginário japonês com a paixão italiana pelas trilhas sonoras clássicas e dar a isso uma letra em inglês cria uma ponte cultural fantástica para os fãs de anime ao redor do mundo.

O que você achou dessa versão roqueira da nossa eterna comandante? Deixe sua opinião nos comentários!


Espero que tenham gostado! 
 



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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Lady Oscar e a eternidade das nossas paixões: por que nunca devemos nos desculpar pelo que amamos

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 


 Conforme eu havia comentado aqui no blog em um post anterior, o anime Lady Oscar está novamente sendo reprisado na TV italiana, no canal Italia 2 (talvez em um formato de episódio duplo!).

Aproveitando o momento, no grupo do Facebook "Lady Oscar and André Grandier, an endless love", o membro Franco Verardi publicou uma reflexão que achei simplesmente impecável:



"Assistindo a esses episódios pela enésima vez, pensei em como essa obra era excepcional.

Já a revi inúmeras vezes, e ainda assim a emoção e o prantos que essa história transmite permanecem intactos; nunca me canso. A passagem inexorável do tempo não mancha a imagem, nem nos desenhos, nem na história.

Ikeda continua sendo uma escritora magnífica, mas ela está errada em subestimar esta obra-prima da animação de Nagahama e Dezaki, que ajudaram a imortalizá-la.

Quanta influência essa história teve na sua infância?"

Eu não poderia ter escrito melhor. E, obviamente, muitos de nós concordamos, lembrando o quanto essa obra nos marcou e emocionou. Simona Sau, em particular, deixou um depoimento tocante que resume o que muitos sentem:

"Eu também pensava que era a única a vivenciar essa história com tanto envolvimento. Em 2022, porém, descobri que existia um mundo de entusiastas. Lembro-me de que, nos anos 80, no início de cada episódio, eu me sentia realmente 'mal', como nos sentimos quando estamos apaixonados — mal e bem ao mesmo tempo, euforia e saudade. Era uma emoção persistente, como se o que estivesse acontecendo fizesse parte de mim.

Amo Lady Oscar acima de tudo por seus aspectos formativos, educativos e introspectivos. Os aspectos que dizem respeito aos seres humanos, suas questões de significado, ideais e o propósito último da existência. No fim, é isso que importa. O resto passa."

O peso dos julgamentos e a redescoberta de si mesma

Lady Oscar teve uma influência gigante na minha adolescência; afinal, meu amor por ela começou ali. Mas há um porém.

Quando era pequena, fui influenciada por certas pressões e comentários ao meu redor: diziam-me que, embora gostar de desenhos animados fosse normal, eu deveria pensar em "fazer outras coisas" — muitas vezes coisas que eu detestava, como frequentar uma escola que eu odiava, crescer, buscar outros interesses supostamente maduros, e que tudo aquilo seria apenas uma fase passageira.

Infelizmente, eu realmente acreditei nisso por um tempo. E, mesmo quando me reaproximei dos animes com uma abordagem mais madura, sempre sentia essas interferências disfarçadas de conselhos, com frases como:

  • "Quadrinhos são apenas um hobby, você precisa encontrar algo sério para fazer"

  • ou "Ok, mas você é muito segmentada, deveria tentar outros interesses", além de outras gentilezas do tipo.

Enfim, tentavam o tempo todo me podar, exigindo que eu fosse "mais madura" e abandonasse o universo dos animes. Spoiler: eu nunca fiz isso, e nem farei jamais!

Se viver a minha felicidade, criar, desenhar e falar sobre o que amo é ser vista como imatura, então escolho com orgulho o título de eterna imatura assumida. Para mim, recusar o que nos faz bem não é crescer; o nome disso é ignorância. A verdadeira maturidade está em ter a coragem de ser quem a gente é.Esse é meu pensamento e não mudará.




Encontrando o próprio lugar

Somente nos últimos anos é que encontrei uma maneira de realmente viver essa paixão por  Lady Oscar (e por tantas outras histórias e universos criativos que amo), repensando meus valores, prioridades, aspirações e objetivos. E aprendi a mandar educadamente para longe qualquer um que venha incomodar, seja quem for.

Oscar influenciou toda a minha vida e também teve influência na vida do meu pai. Às vezes tenho mais consciência disso, outras vezes menos, mas o importante é que encontrei o meu lugar e o meu papel, e essa história foi crucial nesse processo — assim como foi libertador descobrir que existe um mundo inteiro de outras pessoas que compartilham dessa mesma paixão. E esse lugar é aqui nesse blog, liderando a fandom Brasileira de Rosa de Versalhes, durante esses 5 anos.

Recentemente, me chamou a atenção uma publicação no Instagram de uma garota que, após uma experiência frustrante, decidiu sufocar temporariamente seu amor pela beleza e pelo romance, embarcando em jornadas espirituais, até finalmente redescobrir seu verdadeiro eu através de uma viagem a Paris.



Refletindo sobre isso, percebo que existem muitas almas dentro de mim: a alma nerd, a alma de desenhista a alma criativa e a alma romântica. Nenhuma dessas partes deve ser apagada ou negada, como fiz equivocadamente em certos momentos da minha trajetória.

Posso dizer com toda a certeza que Oscar desempenha um papel fundamental na união de todas essas facetas, que coexistem em harmonia dentro de mim, sem conflito algum.

Quando criei este blog, não faltou quem tentasse acabar com ele, quem tentasse me desencorajar a seguir em frente. Mas eu não tenho medo, não perco a coragem — e a prova viva disso está aqui: um espaço com cinco anos no ar, firme e forte, mantendo viva e liderando praticamente sozinha a fandom de A Rosa de Versalhes aqui no Brasil.

E por aí? Como foi (ou tem sido) a influência de Lady Oscar e de suas grandes paixões artísticas na sua vida? Você conheceu a obra agora? ou já conhecia? Se quiser comentem.

Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.

Desejo a todos um lindo final de semana, amigos da Lady Oscar!


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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Dois Anos sem Alain Delon #TBT: Entre Zorro, A Tulipa Negra e o Cavaleiro Negro de Versalhes.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!



Homenagem ao Eterno Ícone do Cinema

Há dois anos, em 18 de agosto de 2024, o cinema mundial perdia uma de suas maiores lendas: o ator e empresário franco-suíçoAlain Fabien Maurice Marcel Delon  . Demorei a escrever este tributo, mas sinto que é sempre tempo de celebrar a memória desse artista magnético que marcou gerações. 

E como hoje é quinta-feira, dia de #TBT, além de muitas curiosidades, vamos relembrar a carreira de sucesso, incluindo o filme A Tulipa Negra e muito mais! Vem conferir! 🌷✨


Créditos da Imagem : Lady Oscar 40 Anni Elena Romanelle

Um Ícone do Cinema:

Conhecido por sua beleza impressionante e atuações intensas, Delon construiu uma carreira com mais de cem filmes, tornando-se o rosto definitivo do cinema europeu nas décadas de 1950 a 1970. Embora Hollywood nunca tenha conseguido capturar totalmente sua essência, ele recebeu a Palma de Ouro Honorária no Festival de Cannes em 2019.

 Antes de se tornar um ícone das telonas, Alain Delon teve uma infância bastante conturbada e chegou a servir na Marinha Francesa durante a Guerra da Indochina antes de ser descoberto em festivais de cinema devido à sua aparência magnética incomparável. 


 

A Confusão nas Redes Sociais: Delon é o Live-Action de "La Seine no Hoshi"?

Pois bem, com a morte de Delon, alguns posts começaram a surgir na rede social X (antigo Twitter) com a imagem do filme O Tulipa Negra, e muitos me enviaram mensagens perguntando se o longa protagonizado por Alain Delon seria uma espécie de live-action do anime La Seine no Hoshi (A Estrela do Sena), também conhecida na Europa como Tulipano Nero (Tulipa Negra).

Também me perguntaram por qual motivo o protagonista era um homem e não uma mulher, já que a estrela da animação é uma jovem mascarada. Pessoal, já fiz um post sobre o assunto e a resposta é: não. O filme protagonizado por Delon não é um live-action de La Seine no Hoshi. Na verdade, não há nenhuma ligação entre eles, a não ser o fato de o personagem ser semelhante ao Cavaleiro Negro criado por Riyoko Ikeda e também ao próprio Tulipa Negra, pois ambos beberam da mesma fonte de inspiração nas obras de Alexandre Dumas.


 


O Verdadeiro Livro de Alexandre Dumas: "A Tulipa Negra"

Conforme já mencionado, a trama deste clássico do cinema apenas empresta o título de um romance de Alexandre Dumas, embora guarde semelhanças temáticas com O Pimpinela Escarlate de Emma Orczy — obra ambientada na Revolução Francesa, com a diferença de que o mascarado luta a favor dos pobres, como Robin Hood, e não para defender os aristocratas, embora sua estética visual se aproxime do Zorro. Para quem não sabe, O Pimpinela Escarlate é um romance histórico e de aventura publicado originalmente em 1905, contando a história de vinte nobres ingleses, liderados por Percy Blakeney, que salvavam nobres franceses da guilhotina durante a Fase do Terror.

Já o livro A Tulipa Negra, escrito por Alexandre Dumas e publicado originalmente em três volumes em 1850 sob o título La Tulipe noire (pela Baudry, em Paris), conta uma história que se passa no ano de 1672 sobre o botânico Cornélio Van Baerle e a bonita Rosa..



O Enredo da Obra Literária

A cidade de Haarlem, nos Países Baixos, abre um concurso oferecendo um prêmio de 100.000 moedas de ouro para o cientista que conseguir produzir uma tulipa negra. Isso gera uma competição acirrada entre os melhores botânicos do país. O jovem burguês Cornélio Van Baerle quase consegue o feito, mas é de repente jogado na prisão. Lá, ele conhece a bonita Rosa, filha do carcereiro, que se torna seu conforto, sua ajuda e, no final, sua salvação.

O livro não é somente uma excitante novela de um período dramático, mas também uma bela história de amor. O protagonista é injustiçado por questões políticas quando seu vizinho e concorrente, Isaac Boxtel, decide investigá-lo ao descobrir sua relação com o odiado e perseguido Cornélio de Witt. A inveja de um homem que deseja os brotos da tulipa negra conduz o enredo à tensão entre o prisioneiro e seus inimigos, fazendo com que a obra se assemelhe, nesse ponto, a O Conde de Monte Cristo, outra obra mítica do autor.



Homenagem à Lenda: Quem foi Alain Delon?

Antes de comentar profundamente sobre o filme, vamos falar um pouco do ator que deu vida ao Tulipa Negra, afinal, a principal razão de eu abrir este espaço é prestar minha homenagem a ele.

Alain Delon foi um ator, produtor, roteirista, cantor e empresário francês falecido em 18 de agosto de 2024, aos 88 anos. Ele é considerado uma verdadeira lenda viva do cinema europeu, com uma carreira marcada por mais de cem filmes.

  • Carreira: Começou a trabalhar como ator na década de 1950 e rapidamente se tornou um ícone incontestável do cinema europeu. Ficou eternizado por papéis magistrais em obras-primas como O Sol por Testemunha, Rocco e Seus Irmãos e O Leopardo. Recebeu a Palma de Ouro Honorária no Festival de Cannes em 2019 por sua longa e distinta trajetória. Apesar de todo o sucesso estrondoso na Europa, ele nunca buscou ativamente ou alcançou o mesmo nível de fama em Hollywood.

  • Vida Pessoal: Nasceu em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, França. Teve uma infância conturbada marcada pelo divórcio dos pais e dificuldades escolares. Casou-se duas vezes, com Nathalie Delon e Rosalie van Bremen, tendo quatro filhos. Nos últimos anos, sua saúde se deteriorou após sofrer um AVC em 2019, período em que chegou a manifestar o desejo pelo suicídio assistido. Sua família protagonizou conflitos públicos sobre a disputa de herança e seus cuidados médicos, mas ele acabou falecendo pacificamente em sua casa em Douchy, cercado pelo afeto dos seus em 18 de agosto de 2024.



O Filme: "A Tulipa Negra" (1964)

O filme protagonizado por Alain Delon, embora carregue o nome do romance de Dumas, segue uma direção totalmente diferente no roteiro.

  • A Tulipa Negra (La Tulipe Noire) é uma coprodução franco-hitaliano-espanhola de 1964 dirigida por Christian-Jaque. É uma aventura eletrizante com fortes elementos de romance e ação de capa e espada.

  • A História: O enredo se passa em 1789, no alvorecer da Revolução Francesa. Alain Delon interpreta Guillaume de Saint-Preux, um nobre audacioso que, sob a identidade secreta do mascarado "Tulipa Negra", protege os habitantes de Roussillon da opressão aristocrática. Quando Guillaume é ferido no rosto, seu irmão gêmeo covarde e pacato, Julian, é forçado a assumir seu lugar como Tulipa Negra, contando com o apoio fulcral de Rosa, a filha do carcereiro.

  • Curiosidades de Produção: O longa foi inteiramente filmado em locações na Espanha, utilizando cenários reais de palácios e cidades antigas. A trilha sonora é vibrante e contribui imensamente para o clima de capa e espada. Embora tenha sido um enorme sucesso de público e crítica, curiosamente foi lançado no mesmo ano que outro grande sucesso do gênero estrelado por Jean-Paul Belmondo. Anos mais tarde, em 1975, Delon voltaria a vestir uma máscara para interpretar um personagem muito semelhante em Zorro, também dirigido por Christian-Jaque.




"La Seine no Hoshi" (A Estrela do Sena) vs. "Rosa de Versalhes"

Portanto, o filme de Delon não é um live-action de La Seine no Hoshi (La Stella della Senna / Tulipano Nero), e ninguém colocou um homem para interpretar a mocinha Simone, como alguns acreditavam erroneamente. Vamos agora analisar os dois animes focados na Revolução Francesa com justiceiros mascarados que buscaram inspiração no Zorro e em Alexandre Dumas. Adianto que La Seine no Hoshi bebeu muito da atmosfera histórica de Rosa de Versalhes.



La Seine no Hoshi (1975)

Muitos acreditam que a animação La Seine no Hoshi foi inspirada no filme A Tulipa Negra simplesmente porque na Itália ela foi comercializada sob o título Il Tulipano Nero. Contudo, a protagonista mascarada não tem relação com o filme de Delon. Na época do auge do mangá Versailles no Bara (Rosa de Versalhes ou Lady Oscar), escrito por Riyoko Ikeda nos anos 1970, havia uma pressão gigantesca do público para uma adaptação em anime. No entanto, Ikeda recusava veementemente a ideia na época, pois não queria ver sua obra adaptada para a televisão naquele formato (o anime oficial só viria mais tarde, em 1979).

Sem permissão para adaptar o sucesso de Ikeda, a Sunrise se uniu à Fuji TV e criou sua própria série animada com uma justiceira mascarada que usava um body (collant) e vivia acontecimentos históricos inspirados na atmosfera de Rosa de Versalhes. Lançada no Japão em 1975, a série teve roteiro de Mitsuro Kaneko, direção do lendário Yoshiyuki Tomino (criador de Gundam) e trilha sonora de Shunsuke Kikuchi. É uma aventura clássica de capa e espada, muito popular na época, embora seja considerada bem mais infantil e menos realista do que Rosa de Versalhes.

  • O Enredo de Simone: A protagonista é Simone Lorène, nascida em Paris em uma noite de inverno, sendo a única filha ilegítima de uma cantora de ópera e do duque de Lorena (pai de Maria Antonieta), que estava em missão diplomática. Sem poder criá-la devido ao casamento com a Imperatriz Maria Teresa da Áustria, o duque a confia ao Conde de Vaudreuil, que por sua vez a entrega ao modesto florista Paul Lorène e sua esposa para criá-la longe da corrupção da corte. Após perder os pais adotivos pelas mãos de assassinos de Madame Catherine, Simone é adotada pelo conde e enviada ao Convento de Panthémont, onde aprende esgrima secretamente à noite.

  • Mais tarde, amparada por conselhos do próprio Tulipa Negra (que lhe entrega o famoso collant azul, a máscara vermelha, o manto e a espada), ela assume a identidade da heroína mascarada Estrela do Sena para lutar por justiça. No desfecho, após a queda da monarquia, ela ajuda a proteger os filhos de Maria Antonieta antes de deixar a França para construir uma nova vida longe da turbulência revolucionária.

Rosa de Versalhes (Lady Oscar)

Em contrapartida, Rosa de Versalhes é uma obra infinitamente mais profunda, dramática e realista. A história se passa na França antes e durante a Revolução. Riyoko Ikeda pretendia inicialmente focar na jovem arquiduquesa Maria Antonieta, mas o eixo central logo mudou para a figura inesquecível de Oscar François de Jarjayes. Desesperado por não ter gerado um herdeiro homem após seis filhas, o General Jarjayes decide criar a caçula como um homem, treinando-la rigorosamente na esgrima, equitação e táticas militares. Oscar treina e duela frequentemente com seu leal amigo, companheiro e servo André Grandier, neto de sua governanta, com quem compartilha uma amizade profunda que, perto do trágico fim, desabrocha em um amor mútuo arrebatador.

Oscar não usa máscara e não tem parentesco secreto com a rainha. A narrativa mescla personagens fictícios com figuras históricas reais como Madame du Barry, o Conde de Fersen e Maria Antonieta. Aos 14 anos, Oscar assume o comando da Guarda Real para proteger a soberana, mas passa a sofrer com a tomada de consciência sobre a miséria do povo francês. O mangá e o anime clássico encerram-se de forma devastadora com a execução de Maria Antonieta na guilhotina e o linchamento de Fersen pela multidão.

Fanart de Minha Autoria.

O Cavaleiro Negro de "Rosa de Versalhes"

Embora A Estrela no Sena e Rosa de Versalhes não tenham nenhuma ligação direta com o filme A Tulipa Negra de 1964, o icônico Cavaleiro Negro presente na obra de Riyoko Ikeda lembra demais o herói interpretado por Alain Delon. Ambos atuam mascarados como defensores dos oprimidos e dos necessitados. Será que Ikeda se inspirou no filme de Delon ao criar o Cavaleiro Negro? Pode ser que sim, pode ser que não, mas uma coisa é irrefutável: ambos carregam o DNA misto do Zorro e de Robin Hood, roubando dos ricos para entregar aos pobres.






Conclusão

Tulipano Nero foi o título que La Seine no Hoshi recebeu na Itália. Embora exista um personagem com esse nome na série, ele não tem absolutamente nada a ver com o filme estrelado por Alain Delon, que infelizmente nos deixou no último dia 18 de agosto. O anime da Estrela do Sena não é ruim, mas nem de longe alcançou o impacto cultural e o sucesso estrondoso de Rosa de Versalhes. A obra de Riyoko Ikeda foi um dos mangás mais influentes dos anos 1970 — e continua sendo até hoje —, gerando adaptações consagradas para os musicais da Takarazuka Revue e um filme live-action em 1979.

Tivemos recentemente uma nova adaptação animada de Rosa de Versalhes na forma de um filme comemorativo produzido pelo Estúdio Mappa. No entanto, infelizmente, o Cavaleiro Negro ficou totalmente de fora dessa animação, o que resultou em uma mudança ruim na forma como André Grandier perde a visão na trama. O Cavaleiro Negro é extremamente importante para a narrativa e para o desenvolvimento da história, e a sua exclusão (junto com o escanteamento do jornalista revolucionário Bernard Chatelet, futuro marido de Rosalie, que faz apenas uma aparição rápida e sem o devido destaque ao alter-ego mascarado) me desagradou profundamente.

O filme novo está disponível nas plataformas para quem quiser conferir; ele é esteticamente bonito e musical, mas eu ainda continuo preferindo o anime clássico de Lady Oscar de 1979. Embora muitos possam me criticar por isso, essa é a minha opinião sincera de fã! 









Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais!


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