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terça-feira, 17 de março de 2026

🍀 Happy St. Patrick's Day! 🍀

 

Olá, queridos, amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos! 

 


Hoje, 17 de março, celebramos o Dia de São Patrício, o padroeiro da Irlanda. Mais do que uma data religiosa, tornou-se uma celebração global da cultura, da música e, claro, da cor verde! 🇮🇪

Embora não seja um feriado nacional oficial, a força dessa tradição atravessou oceanos. No século XVIII, imigrantes levaram o costume para os EUA — com os primeiros registros em Boston (1737) e Nova York (1762) — transformando a data em um festival de patriotismo e alegria.🍀🤞

Fanart Digital de Minha autoria.


🎨 O Desenhos de Hoje

Para celebrar, decidi unir dois mundos que adoro! Fiz esse desenhos digitais no Paint Tool SAI imaginando a nossa eterna Oscar François de Jarjayes, protagonista de A Rosa de Versalhes, entrando no clima.

Desta vez, deixamos o icônico uniforme vermelho de lado para dar lugar ao verde vibrante, adornado com o tradicional trevo de quatro folhas e a famosa cartola! 🎩✨






Tradições e Curiosidades 🍺


👤 Quem foi São Patrício?

Diferente do que muitos pensam, Patrício nem era irlandês de nascimento! Ele nasceu na Grã-Bretanha romana e, aos 16 anos, foi capturado por piratas e levado para a Irlanda como escravo. Após escapar, ele retornou anos depois como missionário.

A lenda mais famosa diz que ele usava o trevo de três folhas (Shamrock) para explicar a Santíssima Trindade aos celtas. É por isso que o trevo se tornou o símbolo nacional da Irlanda e o acessório indispensável de hoje!

🌍 De Boston para o Mundo: A Evolução da Festa

Como mencionei no post anterior, a celebração como conhecemos hoje — com grandes desfiles e festas de rua — ganhou força longe da Irlanda. Foram os imigrantes nos Estados Unidos, com saudades de casa, que transformaram a data em um festival de orgulho patriótico.

  • 1737 (Boston): O primeiro registro de celebração na América.

  • 1762 (Nova York): Soldados irlandeses servindo no exército britânico desfilaram para manter viva sua identidade.

🐍 O Mito das Cobras

Diz a lenda que São Patrício expulsou todas as cobras da Irlanda para o mar. Na verdade, historiadores e cientistas afirmam que nunca existiram cobras na ilha após a Era do Gelo! A "expulsão das cobras" é, provavelmente, uma metáfora para a transição das antigas crenças pagãs para o cristianismo.

🍽️ Curiosidades Gastronômicas e Culturais

  • O Azul Original: Sabia que a cor original associada a São Patrício era o azul? O verde só se tornou a cor oficial no século XVIII, ligada ao movimento de independência irlandês e à paisagem exuberante da "Ilha Esmeralda".

  • Cerveja Verde: Em muitos bares, é tradição colocar uma gota de corante azul na cerveja amarela para que ela fique verde brilhante!

  • Corned Beef: O famoso prato de carne com repolho nasceu da necessidade. Os imigrantes irlandeses nos EUA eram vizinhos de imigrantes judeus e compravam o corned beef (carne curada) por ser uma opção barata e saborosa que lembrava o bacon de sua terra natal.

    • O Código Verde: A tradição manda usar pelo menos uma peça de roupa verde para evitar os beliscões dos duendes!

      • Celebração: Bares e tavernas se enchem de trevos e decorações festivas.


🌹 O Toque "Versailles"

Imaginar a Oscar e o André nesse cenário é fascinante. No século XVIII, a França e a Irlanda tinham fortes laços (muitos soldados irlandeses, conhecidos como "Wild Geese", serviam na França).

Consigo visualizar perfeitamente o André convencendo a Oscar a trocar a etiqueta da corte por uma noite de música folclórica e dança em uma taverna escondida em Paris, ambos usando um pequeno trevo na lapela de seus uniformes. Afinal, até os guerreiros mais sérios merecem um momento de alegria e "Slaínte"!

Rosa de Versalhes pode não ter relação direta com a Irlanda, mas é impossível não imaginar a Oscar e o André Grandier fazendo uma pausa em suas obrigações para brindar em uma taverna animada, escondidos das formalidades da corte de Versalhes. Com certeza, o André estaria rindo e garantindo que a caneca da Oscar nunca ficasse vazia! 🍻🌹

Enfim, um post para marcar a data e compartilhar minha arte com vocês. Espero que gostem!

Sláinte! (Saúde!) 🍀🤞


Enfim, um post só para mostrar o desenho e  marcar a data. Rosa de Versalhes, nada tem haver com São Patricio, mas gosto de imaginar ela comemorando com André nas tavernas.


#SaintPatricksDay #ARosadeVersalhes #LadyOscar #AndreGrandier #DigitalArt #PaintToolSAI #RoseOfVersailles #AnimeArt #StPaddysDay


Espero que tenham Gostado! Daqui a pouco tem mais. 
 
 
 

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segunda-feira, 16 de março de 2026

Isto é imperdoável... Versões live-action estrangeiras de animes japoneses: os fracassos do século. (Artigo traduzido.)

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 



Para começar bem a semana, me deparei com um artigo instigante publicado recentemente no Yahoo! Japão. O texto aborda as adaptações de animes e mangás para live-action produzidas fora do Japão que, por diversos motivos, não caíram no gosto do público japonês.

Entre os citados, temos o polêmico Lady Oscar (1979), dirigido por Jacques Demy. Já adianto a minha opinião: eu não o considero um filme ruim! Por isso, resolvi traduzir o artigo original na íntegra, mantendo sua estrutura, para que possamos analisar e comentar esses pontos de vista.

Vale o lembrete: como estudante de japonês básico no Kumon, conto com o auxílio de ferramentas de tradução para trazer esse conteúdo. Se você domina o idioma e notar qualquer imprecisão técnica, peço a gentileza de me avisar nos comentários para que eu possa corrigir.



Segue a tradução do artigo:


Isto é imperdoável... Versões live-action estrangeiras de animes japoneses: os fracassos do século.

Fãs da obra original ignorados... Qual a causa por trás desse grande fiasco?

Os mangás e animes japoneses, que gozam de popularidade mundial, têm sido adaptados para o cinema em todo o mundo, especialmente por Hollywood. No entanto, existem muitas obras cujo resultado final é, para dizer o mínimo, desastroso. Desta vez, selecionamos um desses títulos "marcantes". Analisaremos detalhadamente o conteúdo do filme e os pontos de alteração. (Texto por: Redação)

【Sinopse da Obra】

O cenário é a Paris do século XVIII. Oscar, nascida na família Jarjayes, é criada como homem por seu pai, que desejava um herdeiro masculino. Criada como militar, Oscar ascende ao posto de Capitã da Guarda Real, responsável pela proteção de Maria Antonieta. Contudo, ela acaba se apaixonando por Fersen, o amante da rainha.

Por outro lado, André, neto da ama de leite e criado como um irmão para Oscar, sofre por um amor proibido devido à diferença de classe social. Em pouco tempo, a era mergulha na Revolução Francesa, e Oscar e seus companheiros são arrastados pelo redemoinho da história...

【Pontos de Atenção】

Com um orçamento de 1 bilhão de ienes — um valor astronômico para a época —, filmagens no próprio Palácio de Versalhes e a direção de Jacques Demy (conhecido por Os Guarda-Chuvas do Amor, 1963), além da trilha sonora do renomado compositor francês Michel Legrand, este filme gerou grandes expectativas na época de seu lançamento.

Entretanto, ao "abrir a caixa", a obra não apenas falhou em obter sucesso de bilheteria, como também recebeu as costas dos fãs do material original, terminando como uma completa decepção.

O maior motivo para o filme ter sido considerado um fracasso reside, provavelmente, no roteiro. Diferente da obra original, neste filme Oscar e André não lutam na Revolução Francesa, e a morte de Oscar sequer é retratada. Além disso, tentar condensar os 10 volumes do mangá original em apenas duas horas de duração resultou em um ritmo inevitavelmente apressado.

Apesar disso, por ter sido filmado no Palácio de Versalhes, as imagens são, de fato, belíssimas. Em particular, a cena que mostra os arredores de Versalhes no dia da Revolução em um único plano sequencial demonstra a genialidade do mestre Demy. Se assistido hoje em dia, o filme pode se revelar surpreendentemente interessante.

Fim.



Bem, essa foi a tradução, vamos aos comentários com minhas observações e opiniões pessoais.

Para começar, precisamos fazer justiça a essa obra. Embora o artigo japonês seja rigoroso (o que é compreensível, vindo de uma cultura que preza pela fidelidade extrema ao material original), o live-action de 1979, dirigido por Jacques Demy, tem um valor que muitas vezes é ignorado: ele é uma preciosa coprodução nipo-francesa e o primeiro grande esforço de levar uma obra desse porte para o cinema com atores reais fora do Japão.

O Valor da Autenticidade Visual

O artigo critica o ritmo, mas admite que "as imagens são belíssimas". E como não seriam? Ter o privilégio de ver uma história baseada em Berubara filmada nos corredores reais do Palácio de Versalhes é algo que CGI nenhum no mundo consegue replicar com a mesma alma. A fotografia aproveita a luz natural da França, dando um tom de "pintura viva" que combina muito com a estética setentista.

Uma Perspectiva Diferente (e Válida)

É verdade que o filme "tira a Oscar da ação" e foca muito mais no romance e nos dramas de corte do que nas batalhas épicas da Revolução. No entanto, se pensarmos no contexto de Jacques Demy — um diretor mestre em musicais e dramas românticos —, faz sentido que ele tenha escolhido focar no lado humano e melancólico dos personagens.

  • A Oscar de Catriona MacColl: Pode não ter a "grandiosidade" da Oscar do anime, mas traz uma vulnerabilidade interessante, especialmente no conflito interno sobre sua identidade e o amor por Fersen.

  • O André de Barry Stokes: Ele entrega um André protetor e sofrido que, visualmente, parece ter saído diretamente dos traços de Riyoko Ikeda.



A Importância Histórica

Não podemos esquecer que esse filme foi um marco. Ver investidores japoneses e produtores franceses se unindo em 1979 para adaptar um mangá shoujo mostra o quão gigante a obra da mestre Ikeda já era na época. O filme serviu como uma ponte cultural, levando a estética japonesa para o coração da Europa.

Conclusão

Sim, o roteiro corre para comprimir 10 volumes em 2 horas. Sim, sentimos falta do clímax épico da Tomada da Bastilha com a participação direta da Oscar. Mas, como entretenimento e peça histórica, o filme é muito bom e divertido. Ele funciona como uma "visão alternativa" ou um tributo poético à história que tanto amamos.

Para quem é fã de carteirinha, assistir a essa versão com os olhos de quem aprecia o cinema clássico francês é uma experiência única. Pode não substituir o mangá ou o anime, mas com certeza os complementa com charme e elegância.



Uma Linda semana todos Vocês amigos da Lady Oscar.



ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 



domingo, 15 de março de 2026

🌹 Feliz Aniversário, Enzo Draghi: A Voz por trás de "Una Spada per Lady Oscar"

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 



Hoje o mundo dos animes celebra uma data marcante. No dia 15 de março de 1952, em Voghera, nascia Vincenzo "Enzo" Draghi, um mestre da música italiana cuja trajetória se funde com a memória afetiva de muitos fãs de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら). Hoje, ele completa 74 anos de uma carreira brilhante como compositor, arranjador e cantor.

Fanart de minha autoria com a foto colada de Enzo.


Uma Vida Dedicada à Música

O talento de Enzo manifestou-se cedo. Aos quatro anos, ele já estreava nos palcos do norte da Itália com um acordeão presenteado pelos pais. Aos cinco, já decifrava os primeiros rudimentos da escrita musical. Essa base sólida o levou a estudar piano clássico e jazz por uma década com o maestro Giuseppe Accorsi.

Nos anos 60, em plena efervescência do rock, fundou a banda de blues rock Bloody Fire, onde começou a mostrar sua versatilidade como guitarrista e vocalista.

 

O Mistério e a Beleza de "Una Spada Per Lady Oscar"

Em 1990, a Itália recebeu uma nova canção-tema para a nossa eterna Oscar François de Jarjayes. Substituindo a clássica abertura do grupo I Cavalieri del Re (por questões de direitos autorais), surgia "Una Spada Per Lady Oscar".

A primeira versão desta música foi gravada pelos Gli Amici di Lady Oscar, liderados justamente por Enzo Draghi. É uma interpretação belíssima e potente, mas que carrega uma aura de raridade: ela foi utilizada por pouco mais de um mês em 1990, sendo logo substituída pela versão de Cristina D'Avena. Por muito tempo, o registro da voz de Enzo nessa abertura foi considerado uma verdadeira "relíquia" entre colecionadores..

 

Nostalgia e Curiosidades

É verdade que muitos fãs da "velha guarda" — incluindo meu pai! — guardam um carinho insuperável pela primeira abertura dos anos 80. Aquela melodia é tão icônica que atravessou fronteiras, sendo utilizada também na dublagem alemã do anime, apenas com a letra traduzida.


Para mim, todas as versões italianas de Lady Oscar são maravilhosas. Cada uma captura um aspecto da nobreza e do drama da obra de Riyoko Ikeda.

Tanti Auguri, Enzo! Obrigada por emprestar seu talento para tornar a lenda da Rosa de Versalhes ainda mais inesquecível.Deixo abaixo alguns vídeos com a canção Una Spada Per Lady Oscar na voz de Enzo Draghi e algumas imagens do anime. 


 
 













Espero que tenham gostado!



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sábado, 14 de março de 2026

Feliz White Day: O Dia Branco e uma Rosa para Oscar e André com minha Fanarts Digitais.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


Hoje é 14 de março, conhecido como White Day (Dia Branco) em diversos países da Ásia, como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China.

Essa data funciona como uma resposta ao Dia dos Namorados (Valentine's Day), celebrado um mês antes, em 14 de fevereiro. Diferente do costume ocidental, onde a troca de presentes é mútua, no Japão são as mulheres que dão chocolates aos homens no Dia dos Namorados. O White Day é o momento em que os homens retribuem o gesto presenteando as mulheres.



Tradicionalmente, os homens oferecem chocolates brancos, marshmallows, cookies ou doces. Atualmente, também é comum presentear com joias, roupas brancas, perfumes e acessórios. Existe até uma tradição implícita de que o presente de retribuição deve ter um valor superior (muitas vezes o triplo) ao que o homem recebeu no mês anterior.

A cor branca foi escolhida para representar a pureza e por ser a cor do açúcar, ingrediente base dos primeiros doces comercializados para a data pela indústria de confeitaria japonesa no final da década de 1970.

Uma Rosa no Dia Branco: Imaginação Sem Fronteiras

E como o imaginário de nós fãs de A Rosa de Versalhes vai além das páginas do mangá, hoje decidi criar fanarts digitais, feitas e imaginadas por mim, com o nosso casal favorito. Como seria se André Grandier presenteasse Oscar François de Jarjayes com flores e chocolates, comemorando o Dia Branco?

Imaginem uma cena de ternura contida, longe dos olhares da corte. André, com seu conhecimento profundo sobre os gostos de Oscar, não escolheria algo comum. Em vez dos típicos marshmallows, talvez ele preparasse chocolates brancos artesanais com toques de lavanda ou bergamota, sabores que remetem à natureza e à elegância de Oscar. E, claro, as flores não poderiam faltar. No lugar de uma rosa vermelha, símbolo da paixão, eu escolhi uma rosa branca, a "Rosa de Versalhes" em sua forma mais pura e serena, refletindo o simbolismo do Dia Branco.

O momento da entrega do presente seria íntimo e carregado de significado. Uma troca de olhares que dispensa palavras. A fanart retrata Oscar recebendo o presente com uma expressão que mistura surpresa e ternura, revelando a faceta mais vulnerável da personagem que se esconde sob a farda. André, por sua vez, olha para ela com uma devoção que transcende o tempo e as circunstâncias, um amor que se baseia em amizade, respeito e lealdade.

Criar essas fanarts foi uma forma de celebrar não apenas o White Day, mas também a beleza de uma das histórias de amor mais icônicas da ficção. É uma oportunidade de imaginar um momento de paz e felicidade para esse casal que tanto sofreu, um interlúdio romântico em meio ao caos da Revolução Francesa. Espero que essas imagens tenham tocado seus corações tanto quanto tocaram o meu ao criá-las.

Vejam minhas fanarts digitais abaixo:











Enfim, estas fanarts foi como abrir uma janela para um momento de paz e doçura na vida de Oscar e André. Em um mundo muitas vezes cruel e tumultuado, imaginar André presenteando Oscar com a pureza da rosa e outras flores branca e a doçura dos chocolates artesanais é um lembrete de que o amor verdadeiro, mesmo quando silencioso e contido, possui uma força avassaladora e eterna. Que essa imagem, inspirada na tradição do White Day, aqueça seus corações e os lembre da beleza das conexões sinceras e dos gestos feitos com alma.

Por fim, gostaria de fazer um pequeno parêntese sobre o processo de criação destas imagens. Como vocês podem notar pelo estilo, não se trata de montagens digitais ou colagens. Desenho no Paint há muitos anos e utilizo as ferramentas e a fonte do próprio programa para escrever e dar vida às minhas visões. Cada traço, cada cor e cada palavra foram colocados com carinho e dedicação, um tributo pessoal a essa história que tanto nos fascina.

Desejo a todos os seguidores do blog um Feliz Dia Branco! Que esta data, independentemente de onde vocês estejam, seja uma oportunidade para celebrar o amor, a retribuição e a beleza dos laços que nos unem. Que o branco desta data simbolize não apenas a pureza, mas a luz que o amor traz para as nossas vidas.

Espero que tenham gostado!

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sexta-feira, 13 de março de 2026

"Maria Antonieta: A Verdadeira Face da Rainha entre a Realidade e a Ficção de Versailles no Bara"

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


Quem acompanha a trajetória de Versailles no Bara sabe que o aço da espada de Oscar não brilha sozinho; ele reflete as intrigas, os perfumes e as ambições das mulheres que realmente caminharam pelos corredores da França setecentista.

Hoje, inauguro uma série de imersão aqui no blog: As Mulheres Reais de Oscar. Nossa missão será resgatar as figuras históricas que deram alma à obra de Riyoko Ikeda — da astúcia vulcânica de Madame du Barry à influência magnética de figuras como a Condessa de Polignac.

Para abrir as cortinas desse teatro de poder, não poderíamos começar por outra pessoa senão a figura central desse sistema solar: Maria Antonieta, a última Rainha da França. Mas quem foi, de fato, a mulher de carne e osso por trás dos penteados monumentais e do destino trágico?




Maria Antonieta: Da Áustria ao Ninho de Cobras

Maria Antonieta não nasceu francesa.  Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena era uma arquiduquesa austríaca, a décima quinta filha da poderosa Imperatriz Maria Teresa. Em 1770, com apenas 14 anos, ela foi enviada a Versalhes para um casamento estritamente político com o herdeiro Luís Augusto.

Imagine o choque: uma adolescente vibrante, acostumada a uma corte austríaca muito mais informal, jogada subitamente no protocolo sufocante de Versalhes, onde cada movimento era vigiado e cada silêncio era julgado.



O Peso da Coroa e a Busca pela Fuga

A vida real de Antonieta foi marcada por uma pressão desumana. Durante sete anos, seu casamento não foi consumado, o que a tornou alvo fácil de fofocas cruéis e panfletos difamatórios — as "fake news" do século XVIII.

Para suportar a solidão, ela buscou refúgio no Petit Trianon (seu palácio particular onde podia fingir que não era rainha) e em amizades intensas que, embora lhe dessem conforto, custaram caro à sua reputação. Ela se tornou um ícone de moda e excesso, mas muito disso era uma tentativa de preencher o vazio de uma vida onde ela tinha toda a visibilidade do mundo, mas nenhum poder real de escolha.



A Queda: De Rainha a "Viúva Capeto"

A Revolução Francesa de 1789 transformou o símbolo do esplendor no maior bode expiatório de uma nação faminta. Após a abolição da monarquia e a execução de Luís XVI, ela enfrentou o seu golpe mais duro: a separação de seus filhos.

Em 16 de Outubro de 1793, aos 37 anos, Maria Antonieta subiu ao cadafalso. Relatos da época dizem que ela manteve uma dignidade absoluta até o fim, mantendo a postura de quem, mesmo perdendo o trono, nunca perdeu a própria essência.


A Maria Antonieta de Riyoko Ikeda: Entre o Mito e a Humanidade

Se a história nos dá os fatos, a Sensei Ikeda nos deu a alma. Em Versailles no Bara, Antonieta não é apenas uma rainha em um livro de história; ela é uma personagem vibrante que passa por uma das transformações mais profundas da narrativa.



O Florescer de uma Jovem

No início da obra, Ikeda retrata Antonieta como uma força da natureza: impulsiva, alegre e perigosamente ingênua. É essa vivacidade que conquista o leitor, mas que também planta as sementes de sua queda. A visão da autora é clara: Antonieta não era má, ela era apenas uma criança em um mundo de adultos cruéis. Sua recusa em falar com a Madame du Barry, por exemplo, é mostrada não apenas como um conflito de corte, mas como a rebeldia de uma jovem defendendo seus princípios morais.

A Dualidade com Lady Oscar

A sacada de mestre da Ikeda foi colocar Oscar como o contraponto de Antonieta. Enquanto Oscar é o dever, a lógica e a proteção, Antonieta é o desejo, a emoção e a vulnerabilidade. Oscar é a única pessoa que verdadeiramente vê Antonieta sem os filtros da nobreza ou do ódio revolucionário. Essa amizade (e o amor compartilhado, de formas diferentes, por Hans Axel von Fersen) humaniza a rainha. Através dos olhos de Oscar, nós perdoamos as futilidades de Antonieta porque entendemos a sua solidão.

O Amadurecimento Trágico

O que torna a versão da Ikeda tão inteligente é como ela desenha o amadurecimento da rainha. À medida que a Revolução se aproxima, os traços de Antonieta mudam. Ela perde a leveza e ganha uma aura de melancolia e resignação. A Ikeda nos mostra que, ao perder tudo — o trono, o status e, eventualmente, seus amigos mais próximos —, Antonieta finalmente encontra sua força interior.

Na visão de Ikeda, a morte de Antonieta não é apenas um evento político, é a conclusão de um arco de redenção. Ela morre como uma verdadeira soberana, não porque governa um país, mas porque finalmente governa a si mesma.



Uma Rosa que ainda floresce

A Maria Antonieta de A Rosa de Versalhes é, talvez, a versão mais amada da rainha em todo o mundo. Ela nos ensina que a história é feita de pessoas reais, com medos e falhas, e que mesmo sob a sombra da guilhotina, a dignidade pode prevalecer.

Próxima parada: Madame du Barry

Gostou dessa introdução ao universo real de Oscar? No próximo post, vamos descer um pouco o nível da etiqueta e falar sobre o vulcão que foi a Madame du Barry, a rival da  jovem Antonieta.



Espero que tenham gostado!

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