Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!
Ontem, a minha grande amiga Regiane me mostrou um artigo fantástico publicado em 2023 no site Anime Feminist. Para quem ainda não conhece, trata-se de uma plataforma e veículo de mídia independente criado em 2016, totalmente dedicado a analisar, criticar e recomendar animes, mangás e a cultura pop japonesa sob uma perspectiva feminista, progressista e interseccional.
Desta vez, fomos presenteados com uma análise profunda sobre A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら ), a obra-prima de Riyoko Ikeda que, por si só, já se consolida como um pilar fundamental da ficção feminista. Como o tema aborda uma das obras mais emblemáticas da história dos quadrinhos japoneses e é de extrema importância para o nosso público — e assumindo aqui o meu papel como uma das lideranças do fandom brasileiro de Lady Oscar —, fiz questão de traduzir o texto na íntegra, com máxima precisão e qualidade, para que toda a nossa comunidade possa ter acesso a esse debate essencial.
Acompanhe a tradução completa a seguir:
“Uma Revolução Interna das Mulheres Japonesas”: A Rosa de Versalhes como ficção histórica feminista ( Artigo Traduzido).
História
Por: Mehitabel Glenhaber
Não é exagero dizer que A Rosa de Versalhes, de Ikeda Riyoko, é um dos mangás shoujo mais influentes de todos os tempos. A ficção histórica em 18 volumes recontou a história da Revolução Francesa sob o olhar de diversas protagonistas femininas, incluindo Maria Antonieta e a personagem fictícia Lady Oscar. Muitos historiadores de mangás shoujo o consideram um texto fundador do meio, e Ikeda é frequentemente creditada por popularizar os traços suntuosos e as expressões estilísticas pelas quais o mangá shoujo é mais conhecido hoje.
Lamentavelmente, o mangá shoujo — como a maioria das mídias voltadas para mulheres e meninas — costuma ser descartado como fútil e apolítico, o que significa que A Rosa de Versalhes é muitas vezes ignorado como uma obra de ficção histórica feminista. No entanto, A Rosa de Versalhes é, na verdade, notavelmente bem pesquisado, e fica claro que Ikeda se dedicou a educar suas leitoras sobre a história da Revolução Francesa ao centralizar as mulheres em sua narrativa. De forma semelhante a sucessos comerciais em língua inglesa como Titanic e Hamilton, A Rosa de Versalhes utiliza a estrutura da ficção de gênero para permitir que o público moderno se conecte com a história. A obra defende o argumento de que a vida das mulheres e o gênero do romance podem ser radicais e revolucionários — e que, de fato, sempre foram centrais para os movimentos revolucionários.
A Vida e a Política de Ikeda Riyoko
Ikeda sempre se descreveu como socialista e feminista, e ao longo de toda a sua carreira como mangaká esteve engajada em movimentos políticos de esquerda. Quando era uma jovem estudante universitária, cursou filosofia e estudou principalmente Marx e Lênin. Na década de 1960, ela se juntou à Liga da Juventude Democrática do Japão e participou de grandes protestos estudantis que eventualmente ficaram conhecidos como a "Nova Esquerda". A historiadora e tradutora de mangás Rachel Thorn observou que, como resultado das experiências pessoais de Ikeda com movimentos de esquerda, temas de consciência de classe, revolução e anti-autoritarismo figuram com destaque em sua obra. Além disso, a representação de lésbicas e personagens com não-conformidade de gênero feita por Ikeda ajudou a pavimentar o caminho para a diversidade de expressão de gênero no gênero shoujo. Não se pode subestimar o quão impactante o trabalho de Ikeda foi ao discutir classe, questões queer e a libertação das mulheres em um meio facilmente acessível para mulheres e meninas.
Durante sua trajetória na política de esquerda, Ikeda por vezes se lembrou de sua frustração com o julgamento severo que as mulheres enfrentavam dentro dos movimentos comunistas do Japão. Em uma entrevista, ela recorda: “Quando fui a uma reunião [da Liga da Juventude Democrática do Japão] usando um terno vermelho vivo, disseram que eu parecia uma burguesa ou uma aristocrata, e quase tentaram me punir me expulsando da organização.” À luz dessa anedota de sua vida política, podemos interpretar que talvez seu trabalho no mangá shoujo seja uma reação ao que ela percebia como uma misoginia dominante e um controle de acesso (gatekeeping) contra as mulheres, mesmo dentro dos movimentos de esquerda.
A decisão de Ikeda de ambientar essa história de romance durante a Revolução Francesa esteve longe de ser uma escolha apolítica. Nas palavras da própria Ikeda, sua intenção com A Rosa de Versalhes não era apenas falar sobre a história da Revolução Francesa, mas sim promover “a revolução interna das mulheres japonesas”. Isto é, ela não pretendia necessariamente que suas leitoras começassem a empunhar guilhotinas, mas sim que encontrassem algo pessoalmente libertador nessa história revolucionária — e que o mangá ajudasse mulheres e meninas a compreenderem que elas também têm um lugar nos movimentos radicais.
Rainhas, Plebeias, Vigaristas e Revolucionárias: As Personagens Femininas em A Rosa de Versalhes
Na historiografia popular do período da Revolução Francesa, costuma haver uma ênfase em intelectuais e revolucionários masculinos, como Maximilien Robespierre e o Marquês de Lafayette. Infelizmente, as contribuições das mulheres para a Revolução Francesa — seja como intelectuais, combatentes ou cidadãs comuns envolvidas na política revolucionária — são frequentemente negligenciadas e ignoradas.
No entanto, no mangá de Ikeda, todas as personagens principais da Revolução Francesa são mulheres de diferentes classes sociais. Os homens geralmente aparecem como personagens secundários, e grandes figuras masculinas do período, como Napoleão Bonaparte, são reduzidas a breves aparições especiais.
De fato, Ikeda criou Lady Oscar para preencher espaços dos quais as mulheres eram historicamente excluídas — como a guarda real —, permitindo que o mangá cobrisse todas as vertentes da revolução sob a perspectiva feminina. A Rosa de Versalhes rejeita o apagamento das mulheres da história e tenta recentralizá-las ao examinar suas experiências multifacetadas à medida que viviam vidas públicas e domésticas, faziam sacrifícios heróicos, apaixonavam-se e debatiam política.

A maioria das personagens femininas de A Rosa de Versalhes corresponde a figuras históricas reais e bem conhecidas, como a Madame du Barry, a Duquesa de Polignac e, claro, Maria Antonieta. A história começa focando em Maria Antonieta e em sua influência política na corte real francesa, bem como nas articulações de outras mulheres para desestabilizar sua posição. Por exemplo, em um dos primeiros arcos do mangá, Madame du Barry, ex-amante do falecido rei, desempenha um papel crucial ao manchar a reputação de Maria Antonieta e semear o descontentamento contra ela por ser uma estrangeira austríaca.
Madame du Barry toma tais atitudes porque enxerga Maria Antonieta (a esposa legítima do herdeiro do trono, Luís XVI) como uma ameaça ao seu poder limitado, já que não era legalmente reconhecida como amante real principal devido à sua origem humilde. Ikeda lida com esse relacionamento complexo dando grande atenção à forma como as dinâmicas de gênero influenciavam a corte real francesa.
Apesar de a ambição feminina ser frequentemente retratada de forma vilanesca, Ikeda sempre encontra empatia por essas mulheres e retrata suas ações com realismo emocional e político. Madame du Barry, por exemplo, não é uma vilã unidimensional, apesar de sua antagonia a Maria Antonieta: ela explica a Lady Oscar que teve uma infância miserável e que tudo o que desejava era uma vida digna, a despeito das dificuldades econômicas da França. Ao longo do mangá, Ikeda se interessa em explorar como as mulheres navegavam pela espinhosa política de Versalhes e como foram suas ações — e não as dos homens — que desempenharam um papel crucial nos eventos que instigaram a Revolução Francesa.
Além dos eventos centrais da corte, Ikeda se dedica a mostrar como até mesmo membros da nobreza, como Lady Oscar, passam por um processo de radicalização e adesão ao pensamento revolucionário. Ao longo de sua jornada em direção à consciência de classe, Oscar conhece várias mulheres das classes populares — incluindo Rosalie Lamorlière — e testemunha suas motivações pessoais para se rebelarem contra a monarquia.
Quando Rosalie é apresentada, vive na pobreza com sua mãe adotiva, que certo dia é brutalmente atropelada pela carruagem de um nobre e deixada para morrer na rua. Rosalie jura vingar a morte da mãe e se infiltra em Versalhes para encontrar e assassinar o proprietário do veículo. Lady Oscar a auxilia ensinando-lhe esgrima e etiqueta da corte para que possa se integrar ao ambiente real. É por meio da amizade com Rosalie, uma mulher da classe trabalhadora, e não do contato com uma figura revolucionária masculina como Maximilien Robespierre, que Oscar começa a compreender as lutas dos plebeus e se engaja nos ideais da Revolução Francesa.

A Rosa de Versalhes também lança luz sobre mulheres no papel de criminosas e vigaristas. A irmã adotiva de Rosalie, Jeanne de Valois-Saint-Rémy, é uma golpista histórica real que extorquiu a corte real francesa em um escândalo equivalente a 15 milhões de dólares, no evento que ficou conhecido como o Caso do Colar de Diamantes. Na história real, esse episódio foi decisivo para desestabilizar a monarquia francesa e representou o golpe final na reputação de Maria Antonieta. A releitura de Ikeda sobre o caso enquadra o evento como um confronto épico entre duas mulheres poderosas, cada uma lutando por sua própria sobrevivência. Embora Jeanne seja retratada com contornos quase caricatos de vilania e tenha um fim trágico, Ikeda claramente se delicia com a habilidade dessa mulher em enganar com maestria tanto a nobreza francesa quanto a Igreja Católica. Ela celebra como essa figura ambiciosa e imperfeita se tornou um símbolo heróico para a população em geral, que se sentia impotente diante da nobreza.

É preciso reconhecer que a política de classe em A Rosa de Versalhes não é perfeita. Os cenários deslumbrantes de Versalhes e a atenção minuciosa aos figurinos podem deixar a impressão de que a própria Ikeda não conseguiu evitar o fascínio pelo brilho e pelo glamour da corte, a despeito de suas convicções anti-autoritárias. O mangá também retrata Lady Oscar e outros nobres como salvadores heróicos dos plebeus, em vez de fazer uma crítica mais severa ao seu próprio poder e privilégios. Por fim, a narrativa adota uma postura um tanto apologética sobre o papel de Maria Antonieta na opressão do povo francês, apresentando-a como uma jovem de bom coração, porém alienada; embora, na realidade, ela e o marido fossem monarcas profundamente conservadores que exploravam o povo sem remorsos. Apesar disso, a obra realiza um trabalho impressionante ao equilibrar as cenas na corte com a vida das mulheres mais pobres, evidenciando como os aristocratas viviam em um mundo isolado em Versalhes, alheios à crescente tensão no país.
Ikeda certamente se toma liberdades artísticas em relação às suas personagens femininas, mas fica evidente sua paixão por contar essas histórias para destacar o protagonismo político das mulheres. As mulheres da classe trabalhadora francesa foram as primeiras a sentir o impacto da crise financeira, já que eram responsáveis pelas tarefas domésticas e pelo cuidado das famílias. Foi a frustração e o desespero que as motivaram a marchar até Versalhes para confrontar a monarquia diretamente. Houve inúmeras mulheres reais que contribuíram imensamente para a luta revolucionária, mas suas histórias raramente são contadas. Por isso foi tão significativo para as mulheres dos anos 1970 (e continua sendo hoje) que Ikeda tenha focado tanto nas vidas interpessoais de suas personagens, retratando experiências tão diversas e permitindo que as leitoras se enxergassem na história, lembrando-as de que elas sempre tiveram um papel na construção do mundo.
O Romance como Revolução
Além de sustentar que a vida das mulheres é central para as revoluções, A Rosa de Versalhes argumenta que a ficção romântica é fundamental para os movimentos revolucionários. Embora o romance seja frequentemente visto como algo trivial ou menor, Ikeda não subestima o poder político do gênero, e isso fica evidente no Capítulo 39 do mangá.
Nesse capítulo, que se passa às vésperas da Revolução, todas as personagens estão lendo o novo romance de Rousseau, Júlia ou A Nova Heloísa (1761): um melodrama romântico sobre o amor proibido entre uma nobre e um homem de classe baixa. Embora Rousseau seja mais conhecido por suas obras políticas célebres, como o Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens ou O Contrato Social, Ikeda opta por destacar suas obras românticas. Ela lembra que, em sua época, foram justamente os romances de Rousseau que se tornaram grandes sucessos de vendas. De fato, A Nova Heloísa teve 70 edições antes de 1800, sendo o livro mais vendido de sua era. Ikeda utiliza a popularidade desse romance histórico para rebater a ideia contemporânea de que o romance não tem importância, expressando isso pela voz de suas próprias personagens — nas palavras de Lady Oscar: “Bons livros atraem as pessoas independentemente das diferenças de classe. É natural do ser humano desejar lê-los!”

No mangá, vemos diferentes personagens reagindo a A Nova Heloísa de acordo com suas posições sociais e ideológicas. Quando Victor Clément de Girodelle, um nobre monarquista, descobre a paixão de André por Lady Oscar, ele usa o livro para argumentar que um amor entre classes diferentes jamais funcionaria, descartando a obra como “apenas uma história de amor bobinha”. Essa atitude leva André a ler o livro por conta própria — e o que Girodelle considerava insignificante toca André tão profundamente que o faz chorar. Saber que aquele romance radical era tão popular na França faz com que André perceba que não está sozinho em sua frustração contra a brutal hierarquia de classes do país.
Mais adiante no capítulo, André se aproxima de outro plebeu, Alain de Soissons, através dos temas revolucionários do livro. Apesar das divergências passadas, ver André lendo A Nova Heloísa deixa Alain à vontade para expressar sua opinião: “A vida é ridícula. Quem decidiu essa coisa de posição social? Ninguém escolhe como nasce.” A leitura de um romance permite que dois homens da classe trabalhadora compartilhem sua indignação contra a estrutura hierárquica e sonhem com um mundo sem distinção de classes.
Por fim, André vê Lady Oscar lendo a mesma obra e percebe que ela compartilha dos mesmos pensamentos que ele. O livro funciona como um dos catalisadores que levam Oscar e André a declararem seu amor um pelo outro — no exato momento em que a Revolução eclode. Não é coincidência que as duas narrativas corram em paralelo: enquanto Oscar e André quebram as barreiras de classe que os separavam, o povo francês derruba as barreiras que lhe negavam liberdade, igualdade e fraternidade.
Ao incluir A Nova Heloísa na narrativa, Ikeda defende que as histórias de romance possuem força tanto pessoal quanto política. Ela demonstra que romances são lidos e movimentam pessoas de todas as classes sociais, inclinações políticas e gêneros. Romances podem dar início a conversas radicais e mostrar a pessoas oprimidas que elas são dignas de amor e respeito, independentemente de sua posição social. Se filósofos revolucionários como Rousseau escreveram romances que ajudaram a acender a centelha da Revolução Francesa, não deveríamos também levar o mangá shoujo a sério como uma forma legítima de crítica política?
A Rosa de Versalhes é uma obra de ficção histórica que combate o apagamento sistemático do papel das mulheres na história e reconta um acontecimento crucial inteiramente centrado na vida feminina. Embora possa não ser uma obra feminista perfeita sob todos os aspectos, sustainedmente defende que as ações das mulheres — sejam heroicas ou vilanescas — são determinantes para os movimentos revolucionários. Ikeda deixa claro que as narrativas de romance sempre foram capazes de debater questões centrais como desigualdade de classe e gênero. Ela deseja não apenas que mulheres e meninas se reconheçam em suas personagens, mas que se lembrem de que sempre terão um lugar na história.
Fim.
Comentários e Análise do Artigo
O artigo de Mehitabel Glenhaber é de uma lucidez admirável ao capturar a essência da obra de Riyoko Ikeda e traduzir com precisão a relevância histórica do Year 24 Group (24-nen gumi), grupo de autoras do qual Ikeda faz parte e que revolucionou o mangá shoujo na década de 1970.
A Desconstrução da "Futilidade" do Shoujo: Glenhaber toca em um ponto crucial que nós, leitores e pesquisadores da obra de Ikeda, enfrentamos há décadas: o preconceito velado da crítica cultural contra produções voltadas para o público feminino. Tratar Berusaiyu no Bara apenas como um "melodrama romântico" é ignorar a densidade historiográfica de Ikeda, que se baseou profundamente na biografia de Maria Antonieta escrita por Stefan Zweig e em pesquisas teóricas de esquerda para construir sua narrativa.
A "Revolução Interna" das Leitoras: O conceito de que a obra visava uma "revolução interna nas mulheres japonesas" se encaixa perfeitamente no contexto do Japão dos anos 70. O país vivia o ápice da discussão sobre os papéis tradicionais de gênero e o modelo da Ryōsai Kenbo ("Boa esposa, sábia mãe"). Ao apresentar Oscar François de Jarjayes — uma mulher que performa a masculinidade, comanda exércitos e escolhe o próprio destino ideológico e afetivo —, Ikeda não estava apenas criando entretenimento, mas oferecendo um modelo pedagógico de emancipação para uma geração de jovens leitoras.
O Romance como Instrumento Político (A Nova Heloísa): A análise que o artigo faz do Capítulo 39 é brilhante. Apontar o uso que Ikeda faz de Rousseau demonstra a genialidade estrutural do mangá. O romance em Berubara não serve como mera fuga da realidade, mas sim como o motor de conscientização de classe. A ponte que liga a consciência social de André à de Alain através do livro expõe como o afeto, a empatia e a literatura de massa podem ser ferramentas subversivas contra sistemas opressores.
A Complexidade do Feminismo de Ikeda: O artigo acerta ao não idealizar a obra de forma ingênua. A contradição entre o glamour aristocrático e a crítica à nobreza existe e é um reflexo do próprio formato comercial dos mangás shoujo da época, que exigiam estéticas deslumbrantes. Contudo, essa contradição torna o texto ainda mais rico: Ikeda humaniza figuras históricas antagônicas (como Jeanne Valois e Madame du Barry), analisando suas vilanias não como desvios de caráter inatos, mas como estratégias desesperadas de sobrevivência em uma sociedade patriarcal e desigual.
Essa análise do Anime Feminist reforça o que o nosso fandom defende há anos: A Rosa de Versalhes não é apenas um clássico saudosista, mas um monumento da ficção histórica e do pensamento progressista mundial.
Espero que tenham gostado! Uma ótima semana a todos vocês Amigos da Lady Oscar.
ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.