Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Chegamos ao dia 13 de julho. Para os estudantes de história, esta data é o prenúncio da tempestade, o estopim que incendiaria a França no dia seguinte com a Queda da Bastilha. Mas, para os corações que pulsam no ritmo de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), o 13 de julho é algo muito mais profundo: é uma ferida aberta na memória, o dia em que o destino de Oscar François de Jarjayes mudou para sempre. Hoje, não falamos apenas de política ou de feriados nacionais. Hoje, fazemos uma pausa para reverenciar André Grandier.

O Homem por trás da Lenda
Embora seja um personagem fictício — ao contrário de figuras históricas como Fersen —, André Grandier possui uma densidade que transcende o papel e a tela. Ele foi o companheiro de infância de Oscar, o elo entre a nobreza e o povo, o homem que aprendeu a esgrima e a equitação lado a lado com a heroína, sempre na sombra, guardando um sentimento que o consumia em silêncio.
No fatídico 13 de julho de 1789, a Revolução não apenas exigia cidadãos; ela exigia sacrifícios. Após uma única noite de felicidade compartilhada — uma trégua efêmera de amor após anos de desencontros — André decide lutar ao lado de Oscar. E é nesse cenário de caos e pólvora que a tragédia se concretiza: ferido gravemente por um soldado da guarda real, ele sucumbe, deixando uma nação em chamas e uma mulher em desespero.
O Impacto da Partida
A cena de sua morte é um marco cultural. Seja no mangá de Riyoko Ikeda, no anime clássico de 1979 ou na recente adaptação cinematográfica, a dor de ver André cair é universal.
No Anime de 1979: A atuação dos dubladores imortalizou o momento. O saudoso Taro Shigaki, cuja voz transmitia a agonia de um homem que morre sem ter vivido plenamente seu amor, é inesquecível. No Brasil, o talento de Silvio Giraldi nos trouxe essa dor para perto, enquanto na Itália, Massimo Rossi elevou o momento a um patamar de tragédia grega, deixando marcas profundas em gerações de fãs.
No Mangá e Novos Filmes: A brutalidade é mais explícita. André atua como um escudo humano, protegendo Oscar e sendo baleado, um sacrifício físico que espelha o sacrifício emocional que ele fez a vida inteira. A cena em que Oscar, desesperada, chama por ele e se dá conta de que o calor de sua mão se perdeu é um dos momentos mais dilacerantes da história dos mangás.
"Oscar? Por que você está chorando? Por quê? Estou prestes a morrer? Você está certa, eu não posso morrer agora. Nossa felicidade apenas começou. Agora até o amor nos une. Talvez possamos viver em um mundo melhor, Oscar. Não, não posso morrer agora."
Versões de uma Tragédia
É interessante observar como cada adaptação tratou esse adeus. O filme live-action de 1979, embora menos fiel à grandiosidade da obra original, traz uma perspectiva diferente: lá, o amor de André e Oscar é marcado pela fuga e pela incerteza, com um final que nos deixa a vagar, sem a confirmação do reencontro. Contudo, é na versão animada clássica que encontramos a quintessência da emoção, aquela que, inclusive, foi "vazada" precocemente pelo álbum de figurinhas da Panini na Itália, traumatizando (e apaixonando) milhares de crianças na década de 80.
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Vamos falar sobre o filme live-action de Lady Oscar de 1979? Embora não tenha a grandiosidade da obra original de Riyoko Ikeda e seja visivelmente mais fraco que a icônica adaptação em anime, o filme merece ser lembrado por ter chegado às telas meses antes da série animada, trazendo sua própria interpretação fascinante.
Um ponto de destaque é o André: nesta versão, ele é mais rude e menos delicado que nas outras mídias, embora seu amor por Oscar permaneça evidente. O roteiro também toma liberdades criativas marcantes: em vez de se envolverem profundamente na Revolução Francesa, o casal decide fugir. O desfecho é trágico e confuso, ocorrendo no turbilhão de 14 de julho — em vez do dia 13. Na confusão, Oscar e André se perdem na multidão; ele é atingido por um tiro e seu destino final permanece incerto, deixando Oscar desesperada à sua procura. Apesar de todas essas diferenças, o filme possui um charme singular que vale a pena conferir.
"Dentre todas as versões, o dia 13 de julho de 1789, retratado no anime de 1979, continua sendo a mais emocionante para mim — confesso que, em minha opinião, supera até mesmo o impacto do mangá original. Meu pai sempre conta que, quando o episódio foi exibido pela primeira vez na Itália, ele não pegou o público de surpresa. O motivo? O álbum de figurinhas da Panini, que, ao trazer toda a cronologia da história, acabou revelando o final da série antes mesmo de sua conclusão na TV. Mesmo com esse enorme spoiler, o episódio tornou-se um marco na memória de toda uma geração que cresceu nos anos 80. É impossível não se emocionar com o momento em que André Grandier profere suas palavras finais diante de uma Oscar em prantos."
Vamos falar sobre o filme live-action de Lady Oscar de 1979? Embora não tenha a grandiosidade da obra original de Riyoko Ikeda e seja visivelmente mais fraco que a icônica adaptação em anime, o filme merece ser lembrado por ter chegado às telas meses antes da série animada, trazendo sua própria interpretação fascinante.
Um ponto de destaque é o André: nesta versão, ele é mais rude e menos delicado que nas outras mídias, embora seu amor por Oscar permaneça evidente. O roteiro também toma liberdades criativas marcantes: em vez de se envolverem profundamente na Revolução Francesa, o casal decide fugir. O desfecho é trágico e confuso, ocorrendo no turbilhão de 14 de julho — em vez do dia 13. Na confusão, Oscar e André se perdem na multidão; ele é atingido por um tiro e seu destino final permanece incerto, deixando Oscar desesperada à sua procura. Apesar de todas essas diferenças, o filme possui um charme singular que vale a pena conferir.
"Dentre todas as versões, o dia 13 de julho de 1789, retratado no anime de 1979, continua sendo a mais emocionante para mim — confesso que, em minha opinião, supera até mesmo o impacto do mangá original. Meu pai sempre conta que, quando o episódio foi exibido pela primeira vez na Itália, ele não pegou o público de surpresa. O motivo? O álbum de figurinhas da Panini, que, ao trazer toda a cronologia da história, acabou revelando o final da série antes mesmo de sua conclusão na TV. Mesmo com esse enorme spoiler, o episódio tornou-se um marco na memória de toda uma geração que cresceu nos anos 80. É impossível não se emocionar com o momento em que André Grandier profere suas palavras finais diante de uma Oscar em prantos."
A história de amor Lady Oscar e André Grandier.
"Oscar François de Jarjayes é a caçula de uma tradicional família nobre, leal à Coroa da França. Criada pelo pai como um homem e educada rigorosamente nas artes militares, ela ascende à capitania da Guarda Real, tornando-se a principal confidente e protetora de Maria Antonieta. Ao seu lado está André Grandier, um jovem órfão de origem humilde, criado sob os cuidados de sua avó, a governanta da mansão Jarjayes. Apenas um ano mais velho que Oscar, André cresceu ao lado dela, cultivando um laço que transcendeu a amizade de infância e as rígidas barreiras sociais, florescendo em um dos romances mais marcantes da ficção."
É justamente esse amor que leva Oscar a questionar seu papel no mundo, negando sua origem nobre e rompendo definitivamente com a Guarda Real. Por muito tempo, ela não enxergou os sentimentos de André; para Oscar, ele era o irmão de toda uma vida, a sombra protetora que sempre esteve lá. André, por sua vez, suportou a série inteira o peso de um amor não correspondido, sendo levado pela desilusão a unir-se aos revolucionários. A partir daí, os eventos se precipitam para um desfecho inevitável. Justamente quando Oscar finalmente confessa seus sentimentos e o casal está pronto para viver esse amor, a história é interrompida pelo caos: em 13 de julho de 1789, em meio aos confrontos em Paris, André se sacrifica para proteger a mulher que amou durante toda a vida. Se Oscar e André tivessem realmente existido, hoje, 13 de julho, estaríamos relembrando o momento desse sacrifício e as lágrimas de Lady Oscar, que completam exatos 237 anos às vésperas do estopim da Revolução Francesa."
"Oscar François de Jarjayes é a caçula de uma tradicional família nobre, leal à Coroa da França. Criada pelo pai como um homem e educada rigorosamente nas artes militares, ela ascende à capitania da Guarda Real, tornando-se a principal confidente e protetora de Maria Antonieta. Ao seu lado está André Grandier, um jovem órfão de origem humilde, criado sob os cuidados de sua avó, a governanta da mansão Jarjayes. Apenas um ano mais velho que Oscar, André cresceu ao lado dela, cultivando um laço que transcendeu a amizade de infância e as rígidas barreiras sociais, florescendo em um dos romances mais marcantes da ficção."
É justamente esse amor que leva Oscar a questionar seu papel no mundo, negando sua origem nobre e rompendo definitivamente com a Guarda Real. Por muito tempo, ela não enxergou os sentimentos de André; para Oscar, ele era o irmão de toda uma vida, a sombra protetora que sempre esteve lá. André, por sua vez, suportou a série inteira o peso de um amor não correspondido, sendo levado pela desilusão a unir-se aos revolucionários. A partir daí, os eventos se precipitam para um desfecho inevitável. Justamente quando Oscar finalmente confessa seus sentimentos e o casal está pronto para viver esse amor, a história é interrompida pelo caos: em 13 de julho de 1789, em meio aos confrontos em Paris, André se sacrifica para proteger a mulher que amou durante toda a vida. Se Oscar e André tivessem realmente existido, hoje, 13 de julho, estaríamos relembrando o momento desse sacrifício e as lágrimas de Lady Oscar, que completam exatos 237 anos às vésperas do estopim da Revolução Francesa."
Curiosidade:
"Para encerrar este post especial de 13 de julho, deixo aqui uma curiosidade imperdível: se você sempre sonhou com o casamento de Oscar e André — algo que não acontece no mangá original —, saiba que a própria Riyoko Ikeda decidiu presentear os fãs com esse final feliz. Em 2014, a autora escreveu e ilustrou uma história exclusiva para a Zexy, a principal revista japonesa de moda noiva e organização de casamentos. A edição, que trazia essa aguardada união, foi um sucesso absoluto e esgotou rapidamente em todo o Japão.
Confesso que tenho essa edição aqui comigo! Mesmo ainda estando no nível básico do Kumon em japonês, é impossível não se emocionar ao ver, através das ilustrações da própria Ikeda, a felicidade desse casal que tanto amamos. E engana-se quem pensa que isso é apenas 'coisa de fã': por ter sido escrito e desenhado pela criadora da obra, esse conteúdo é, sim, oficial. Podemos dizer, sem medo, que Riyoko Ikeda finalmente oficializou o casamento que todos nós sempre desejamos."
Enfim, esse foi nosso post especial para marcar esse dia 13 de julho, amanhã, queda da Bastilha, o aniversário da Luta de Lady Oscar a favor do sofrido povo da França, uma data de extrema importância para os franceses e também para a obra máxima de Riyoko Ikeda a Rosa de Versalhes, teremos um post especial.
.
Espero que tenham Gostado! Amanhã teremos um post enorme comemorativo a queda da Bastilha, já deixo avisado que será em duas partes, e sairá vídeo novo que já está prontinho. Falarei um pouco sobre, a Importância da data para Os fãs da Rosa de Versalhes, trarei algumas curiosidades, falo também sobre o novo filme animado entre outras coisas, então aguardem!
"Para encerrar este post especial de 13 de julho, deixo aqui uma curiosidade imperdível: se você sempre sonhou com o casamento de Oscar e André — algo que não acontece no mangá original —, saiba que a própria Riyoko Ikeda decidiu presentear os fãs com esse final feliz. Em 2014, a autora escreveu e ilustrou uma história exclusiva para a Zexy, a principal revista japonesa de moda noiva e organização de casamentos. A edição, que trazia essa aguardada união, foi um sucesso absoluto e esgotou rapidamente em todo o Japão.
Confesso que tenho essa edição aqui comigo! Mesmo ainda estando no nível básico do Kumon em japonês, é impossível não se emocionar ao ver, através das ilustrações da própria Ikeda, a felicidade desse casal que tanto amamos. E engana-se quem pensa que isso é apenas 'coisa de fã': por ter sido escrito e desenhado pela criadora da obra, esse conteúdo é, sim, oficial. Podemos dizer, sem medo, que Riyoko Ikeda finalmente oficializou o casamento que todos nós sempre desejamos."
Enfim, esse foi nosso post especial para marcar esse dia 13 de julho, amanhã, queda da Bastilha, o aniversário da Luta de Lady Oscar a favor do sofrido povo da França, uma data de extrema importância para os franceses e também para a obra máxima de Riyoko Ikeda a Rosa de Versalhes, teremos um post especial.
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Espero que tenham Gostado! Amanhã teremos um post enorme comemorativo a queda da Bastilha, já deixo avisado que será em duas partes, e sairá vídeo novo que já está prontinho. Falarei um pouco sobre, a Importância da data para Os fãs da Rosa de Versalhes, trarei algumas curiosidades, falo também sobre o novo filme animado entre outras coisas, então aguardem!
236 Anos depois...
Se André Grandier tivesse existido, hoje ele completaria 236 anos de um sacrifício que ainda reverbera. Oscar, a militar que jurou jamais se casar, acabou se tornando a eterna viúva de um amor que atravessou as classes sociais e a própria história.
Enquanto nos preparamos para o feriado de amanhã, o 14 de julho que mudou o mundo, hoje reservamos nosso respeito a ele. André não foi apenas um coadjuvante; foi a alma que deu sentido à jornada da "Rosa de Versalhes".…
Amanhã, voltaremos com um post especial dedicado à Queda da Bastilha e ao papel histórico de Lady Oscar na luta pelo povo francês. Até lá, guardamos o luto e o amor por André.
Fiquem Ligados.
Fiquem Ligados.





























































