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terça-feira, 12 de maio de 2026

Feliz Aniversário Moto Hagio!!! 77 Anos de Genialidade e o Legado da "Mãe do Shoujo Moderno"

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 
 


 Hoje celebramos a vida e o legado de uma das mentes mais brilhantes do universo dos mangás:Moto Hagio (萩尾 望都). Integrante fundamental do fabuloso Grupo do Ano 24 (24年組, Nijūyo-nen Gumi), ela completa hoje 77 anos. Para quem ainda não conhece a magnitude de sua produção, Hagio é amplamente reverenciada como a 'mãe do mangá shoujo moderno' e uma das vozes mais vanguardistas da ficção científica japonesa.

Sua trajetória iniciou-se em 1969, com a publicação de Lulu to Mimi na revista Nakayoshi. Contudo, foi ao migrar para a Shogakukan, em 1971, que ela deu vida a histórias que mudariam o curso da indústria, como The November Gymnasium. Esta obra foi um marco para o público jovem e, como bem aponta a crítica, serviu de precursora para as temáticas de amor homoafetivo. Ela pavimentou o caminho para o icônico Thomas no Shinzou (O Coração de Thomas) — que, além de ser uma das minhas obras favoritas, é um dos pilares fundamentais do que viria a ser o gênero Boys Love (BL).

O reconhecimento de seu talento foi avassalador: já em 1976, ela conquistou o Prêmio Shogakukan com os clássicos Juichinin Iru! e Poe no Ichizoku (The Poe Clan). Ao longo das décadas, acumulou honrarias raras, como a Ordem do Sol Nascente e a Ordem do Mérito Cultural.

Uma curiosidade fascinante para nós, apaixonados por Lady Oscar, é a profunda amizade entre Hagio e Riyoko Ikeda. Foi esse laço que permitiu uma das homenagens mais belas da franquia: a transformação de Girodell em um vampiro em um dos gaidens recentes de A Rosa de Versalhes. Essa escolha de Ikeda é uma clara referência ao universo etéreo de The Poe Clan, unindo o talento dessas duas mestras em uma única narrativa."

 



A Revolução do Ano 24

Como figura central do icônico Grupo do Ano 24 (Nijūyo-nen Gumi), Hagio não apenas desenhou mangás; ela reescreveu as regras do que uma história para jovens mulheres poderia ser. Desde sua estreia em 1969 até sua consagração na década de 70, ela desafiou o mercado ao introduzir temas filosóficos e de ficção científica que outras editoras julgavam "complexos demais".

Obras que Definiram Eras e a Chegada ao Brasil de apenas uma.

O impacto de sua bibliografia é incalculável e, felizmente, o público brasileiro finalmente começou a ter acesso a esse tesouro:

  • Thomas no Shinzou (O Coração de Thomas): Uma de minhas obras favoritas da autora, onde o drama psicológico estabeleceu as bases para o que viria a ser o gênero Boys Love (BL).

  • The Poe Clan (Poe no Ichizoku): A belíssima saga gótica de vampiros que atravessa os séculos, uma história de beleza ímpar.

  • O 11º Tripulante (11-nin Iru!): Recentemente, este clássico do suspense espacial foi lançado no Brasil pela editora JBC. Eu já garanti a minha edição e estou encantada com a história; é uma obra que todos deveriam ler para entender a genialidade de Hagio.


Reconhecimento e a Conexão com Versailles

Hagio é uma colecionadora de honrarias, sendo a primeira mangaká mulher a ingressar na Academia de Artes do Japão e a receber a Ordem do Mérito Cultural.

Para nós, fãs de A Rosa de Versalhes, sua figura é ainda mais especial. Sua amizade de longa data com Riyoko Ikeda rendeu homenagens inesquecíveis, como a transformação de Girodell em vampiro em um dos gaidens recentes. Essa foi uma clara homenagem à obra The Poe Clan. A sintonia entre as duas é tão forte que o traço nessa história parece fundir a estética de ambas em algo magnífico.!


 

 


Um Brinde aos 77 Anos

Embora eu já esteja com o meu exemplar de "O 11º Tripulante" em mãos, continuo na torcida para que alguma editora brasileira traga também The Poe Clan para cá. Enquanto isso, ficamos de olho nos relançamentos internacionais e celebramos a sorte de viver na mesma época que esta artista.

Feliz 77º aniversário, Moto Hagio! Que sua mente privilegiada continue a nos inspirar com a mesma delicadeza e força de suas primeiras páginas.  Finalizo com ilustrações de alguns de seus mangás.








Espero que tenham gostado! Uma boa semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.

 


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O Espelho Amargo: Inveja, "A Rosa de Versalhes" e a Declaração de Inferioridade.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!

 

O que é a inveja? Muitos dirão que é um sentimento de desgosto, tristeza ou frustração diante da felicidade, sucesso ou posses do outro, certo? Mas para mim, Inveja é a declaração da inferioridade!

Na trama magistral de A Rosa de Versalhes, Riyoko Ikeda nos apresenta esse sentimento em sua forma mais crua através de Madame du Barry. A última amante do Rei Luís XV vivia em um estado de constante incômodo com a presença de Maria Antonieta. Mas por que tamanha obsessão? A resposta é simples e cruel: por mais influência e joias que Du Barry tivesse, ela jamais teria o que a princesa austríaca possuía de berço — a legitimidade.

Enquanto Antonieta era nobre por nascimento, enviada para selar a paz entre nações, Du Barry era uma mulher que dependia do favor real para existir na corte. Para a "favorita", o brilho natural de Antonieta era um lembrete diário de sua própria precariedade. A inveja de Du Barry não era apenas pelo poder, mas por saber que, aos olhos da história e da nobreza, ela sempre seria uma intrusa tentando ocupar um espaço que não lhe pertencia por direito.

Me inspirei nessa situação — que chega a ser cômica, para não dizer trágica — para refletir sobre como esse comportamento se repete até hoje. Recentemente, uma usuária sem o menor pingo de educação ou conhecimento técnico veio até a fanpage do blog alegar que, meus textos e minhas fanarts não são de minha autoria. É o puro suco do "complexo de Du Barry": quando alguém se sente tão pequeno diante do talento alheia que sua única reação é tentar deslegitimar quem cria. Como resposta, ilustro este post com minhas artes autorais mais antigas, que já percorreram o mundo e sites italianos, provando que, enquanto uns conspiram nas sombras, quem tem luz própria continua produzindo.




A Vilania da Insegurança: Du Barry vs. Antonieta

Na trama de Ikeda, a primeira grande vilã que nos é apresentada é Madame du Barry, a última amante do Rei Luís XV. A presença de Antonieta a incomodava profundamente desde o primeiro dia. E por que esse incômodo? Simples: por mais que Du Barry tivesse influência política, joias caríssimas e o ouvido do Rei, ela jamais seria uma Princesa.

Antonieta era nobre de nascimento, uma "Sangue Azul" vinda de uma das dinastias mais poderosas da Europa. Seu papel ali era selar um tratado de paz histórico. Já Du Barry, tanto na ficção quanto na realidade, era vista como uma intrusa de origem humilde que usou de outros meios para chegar ao topo. A inveja de Du Barry, na obra de Ikeda, nasce dessa consciência de que, não importa o quanto ela brilhasse, ela sempre estaria um degrau abaixo da legitimidade de Antonieta.. 

 

Fatos Históricos vs. A Rosa de Versalhes

Riyoko Ikeda levou cerca de quatro anos pesquisando a fundo para escrever sua obra, e a tensão que vemos no mangá e no anime não é mera invenção. Na vida real, a rivalidade foi motivada por um choque de mundos: de um lado, a moralidade rígida (e influenciada pelas tias do marido) da jovem Maria Antonieta; do outro, a falta de linhagem nobre e o estilo de vida de Du Barry.

Em A Rosa de Versalhes, Ikeda coloca Du Barry como uma conspiradora ativa, alguém que tenta humilhar Antonieta para provar quem manda na corte. Na história real, o desprezo de Antonieta foi sua arma mais letal. Por ordens da etiqueta da época, uma pessoa de posição inferior não podia dirigir a palavra a alguém de posição superior sem ser solicitada. Antonieta simplesmente se recusava a falar com Du Barry. Esse "gelo" era a maior humilhação pública possível em Versalhes, pois invalidava a existência da amante do Rei perante a corte.

O Ápice do Conflito: "Há muita gente hoje em Versalhes"

O momento culminante dessa guerra de nervos, tanto na obra de Ikeda quanto nos registros históricos, ocorreu no dia 1º de janeiro de 1772. Pressionada pelo próprio Rei e por sua mãe, a Imperatriz Maria Teresa (que temia que o silêncio da filha causasse uma crise diplomática), Antonieta finalmente cedeu.

Ao passar por Du Barry, ela pronunciou a famosa frase: "Há muita gente hoje em Versalhes".

Em A Rosa de Versalhes, essa cena é carregada de um drama pesado, mostrando o sacrifício do orgulho de Antonieta. Na realidade, foram as únicas palavras que ela dirigiu à rival em anos. Foi uma vitória estratégica para Du Barry, mas uma vitória vazia. Antonieta provou que, mesmo quando falava, fazia-o por obrigação e não por reconhecimento.




O Reflexo no Agora

Assim como a Du Barry de Ikeda não suportava a superioridade natural e o brilho da "Dauphine", certas pessoas hoje não suportam ver o esforço e a criatividade alheia. Tentar roubar a autoria de alguém ou acusar um criador de fraude sem provas é o último recurso de quem se sente pequeno.

No fim, a história (e a arte) nos mostra que a nobreza de espírito e o talento são dons que ninguém pode tirar. Quem tem luz própria sempre incomoda quem vive nas sombras do recalque. Assim como Antonieta permaneceu como o ícone maior daquela era, o trabalho autêntico sempre sobrevive aos ataques mesquinhos!




Cinco Anos de Devoção e a Resposta ao Recalque

Em julho, este blog completará 5 anos no ar. São cinco anos de dedicação diária, sem falhar um único dia sequer. Meus textos são frutos de pesquisa, paixão e autoria própria; desafio qualquer um a encontrar algo igual, pois não há fã brasileira tão dedicada a A Rosa de Versalhes quanto eu.

Sabemos que, no Brasil, o fandom desta obra magistral de Ikeda ainda é pequeno. O mangá só chegou oficialmente pela JBC em 2019 e a obra nunca esteve na TV aberta. Muitos "fãs" surgiram agora com o novo filme de 2025 — uma produção bonita, admito, mas que passou longe da grandiosidade do mangá original. Como fã convicta, não perdoo a exclusão de personagens essenciais, como o Cavaleiro Negro. Para quem me conhece, sabe que sou apaixonada pelo Zorro da Disney e pelo filme Tulipa Negra, com o saudoso Alain Delon. Sendo o Cavaleiro Negro um "mix" perfeito desses heróis e de Robin Hood, é claro que ele é um dos meus favoritos!

Fanart de Minha autoria 2022.


A pessoa que tentou me atacar na fanpage demonstra não ter um pingo de conhecimento sobre a obra de Ikeda e, muito menos, sobre a minha trajetória. Mas encaro isso de frente: o incômodo dela é a prova técnica do meu sucesso. Se o meu trabalho incomoda, ótimo! Significa que ele tem relevância, autoridade e alcance. Hoje, este blog não é apenas um espaço de fã; ele se tornou uma verdadeira fonte de pesquisa que recebe mais de 1.000 visitantes por dia. Em breve, farei questão de instalar um contador de acessos para que todos vejam, em números, a força da nossa comunidade.

Quanto às minhas fanarts, dedico-me há dois anos a cursos de desenho digital, aprimorando meus traços inspirada nos mestres Shingo Araki e Michi Himeno. Mas meu talento não nasceu ontem; muito antes de qualquer curso, eu já desenhava sozinha, movida pela paixão. Eu guardo cada esboço, cada camada e cada etapa do meu processo criativo. Quem acusa sem provas só revela a própria incapacidade de desenhar um simples círculo, que dirá uma Lady Oscar! Esse ataque só prova que a pessoa não entende nada de arte, nada de processos digitais e absolutamente nada sobre o universo de A Rosa de Versalhes.

Este blog é um trabalho feito por amor, não ganho nada com ele. Não busco lucro financeiro, busco a satisfação de honrar o legado de Riyoko Ikeda. Por isso, continuarei escrevendo e criando, tal qual Oscar François de Jarjayes: sem temer nenhuma batalha, com honra e defendendo o que acredito. Se for para cair, que seja lutando pelo que amo!

Como resposta final a quem não tem conhecimento nem talento, seguirei o exemplo de Maria Antonieta: de hoje em diante, não dirigirei mais a palavra a pessoas invejosas. Afinal, como eu disse no início: a inveja nada mais é do que a declaração pública da própria inferioridade.

O blog continua. A arte continua. E o brilho de Versalhes por aqui jamais se apagará! Fiquem agora com algumas de minhas fanarts mais antigas, inclusive registros feitos no modo tradicional, a lápis. Ou será que são da "Madame Du Barry" invejosa? Quem sabe! O que sei é que quem faz um, faz dois, faz mil. E se me perderem a paciência, este blog ganhará "irmãos", pois meu empenho em divulgar o que amo só cresce diante de desafios.

Incomodou? Que bom. É sinal de que tem valor!

Fanart de minha autoria Lady Oscar feita em 2022



Fanart de minha autoria Lady Oscar feita em 2022


Fanart de minha autoria Lady Oscar feita em 2022


Fanart de minha autoria Lady Oscar feita em 2021


 
Fanart de minha autoria modo tradicional a lápis 2023


Fanart de minha autoria modo tradicional a lápis 2023



Fanart de minha autoria modo tradicional a lápis 2022

Fanart de Minha autoria feita de maneira tradicional a lápis. 2022


Pois é, uma situação que, se não fosse trágica, seria cômica! Na verdade, eu não preciso provar nada a essa pessoa, mas a inveja dela acabou me servindo para algo positivo: me inspirou a relembrar e analisar a situação de inveja extrema que Maria Antonieta sofreu ao chegar em Versalhes.

Tá vendo só? A vida inspira a arte, e até pessoas vazias acabam inspirando bons textos. No fim das contas, enquanto uns perdem tempo tentando apagar o brilho alheio, eu uso essa energia para criar mais conteúdo, mais arte e fortalecer ainda mais este espaço que vocês tanto acompanham. Desconheço totalmente o autor do Post, mas na certa, não é desenhista, e nem blogueira. Deve ser alguém que não produz conteúdo mais inveja dos outros.

Como diriam em Versalhes: o espetáculo continua, e para os invejosos, o silêncio é a nossa melhor resposta! Uma Ótima semana e usem arruda para afastar inveja.


Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.

Desejo  uma linda semana, amigos da Lady Oscar!


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

























domingo, 10 de maio de 2026

Feliz Dia das Mães! Uma Homenagem com as Mães de 'Rosa de Versalhes'

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!



 

Feliz dia das mães!!!!



Hoje, 10 de maio, celebramos o Dia das Mães, uma data internacional dedicada a honrar as mães de todo o mundo e sua influência perpétua na sociedade. De acordo com o site Calendarr, embora a maioria dos países ocidentais celebre no segundo domingo de maio, o Leste Europeu e a maioria dos países árabes comemoram, respectivamente, em 8 e 21 de março.

A tradição é milenar. As comemorações mais antigas têm origem na Grécia Antiga, onde a chegada da primavera era festejada em honra a Reia, a mãe dos deuses. Essa homenagem continuou com as festas dedicadas a Cibele, conhecida como Magna Mater (Grande Mãe).

No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, em 12 de maio de 1918. Oficialmente, a data foi instituída pelo presidente Getúlio Vargas em 1932, fixando o segundo domingo de maio. Mais tarde, em 1947, a data foi também incluída no calendário oficial da Igreja Católica no país.

Para celebrar este dia tão especial, resolvi dedicar um post às mães do clássico anime e mangá Rosa de Versalhes. Vamos conferir?

Fanart de Minha autoria.



Lady Jarjayes (Mãe de Lady Oscar)

Comecemos com Lady Jarjayes, a mãe de Oscar. No mangá original, Riyoko Ikeda faz questão de mostrar a forte ligação entre Oscar e sua mãe, algo que, infelizmente, não vemos na versão animada e muito menos no Live Action de 1979 (onde resolveram, injustificadamente, matá-la durante o parto). No mangá, ela é uma figura importante; na animação, aparece em pouquíssimas cenas.

Mesmo com raras aparições, o anime nos presenteia com momentos memoráveis que demonstram o amor de Oscar por ela. Um exemplo é quando a Condessa du Barry, amante do rei e rival de Maria Antonieta, tenta transformar Lady Jarjayes em sua dama de companhia apenas para atrair Oscar para o seu lado. Oscar, com razão, fica furiosa. Quem permitiria que sua mãe fosse usada como peão em uma briga de poder?

Oscar é extremamente inteligente e, em outro plano maléfico de Du Barry, salva sua mãe de uma armadilha. A vilã planejava incriminar Lady Jarjayes pelo envenenamento de uma empregada. Felizmente, Oscar descobre a trama e chega a tempo de desmascarar a vilã e provar a inocência da mãe. Essa, para mim, foi a melhor aparição da mãe de Oscar na animação.

E como esquecer a tentativa de Rosalie de matar a mãe de Oscar? Sim, isso aconteceu! Rosalie buscava vingança contra a mulher de cabelos loiros e vestido específico que atropelou sua mãe adotiva. Por infelicidade, Lady Jarjayes usava uma estampa semelhante, o que levou Rosalie a confundi-la com a verdadeira culpada (a Condessa de Polignac). Oscar salva a mãe e, demonstrando seu bom coração e compreensão diante da dor da garota, acolhe Rosalie. Ela a ensina esgrima, costumes e etiqueta, cultivando em Rosalie uma profunda admiração e amor.


Maria Teresa da Áustria (Mãe de Maria Antonieta)

Deixando a ficção de lado, vamos falar de uma mãe histórica real: Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria, a primeira e única mulher a governar os domínios habsbúrgicos e a última chefe da Casa de Habsburgo.

No mangá de Riyoko Ikeda, conhecemos Maria Teresa logo nos primeiros capítulos. Ela é retratada como uma mãe preocupada em educar e preparar sua filha caçula para o seu grande destino: ser a Rainha da França. É divertido ver Maria Teresa quase "enlouquecer" com a irresponsabilidade de Antonieta, uma menina que detestava estudar e só pensava em diversão, tirando péssimas notas.

No final da década de 1760, por questões puramente políticas, Maria Teresa decide casar Antonieta com o delfim da França, Luís XVI, para selar a união entre Áustria e França. Maria Antonieta casou-se com apenas 14 anos, em abril de 1770 (seu irmão a representou na cerimônia oficial, já que o noivo tinha 15 anos). A cerimônia oficial no Palácio de Versalhes ocorreu em 16 de maio (informações do site Aventuras na História).

O mangá mostra que Maria Antonieta era mimada e fazia o que queria. Maria Teresa foi, a seu modo, uma boa mãe, mas as exigências políticas a obrigaram a casar a filha tão jovem. Em minha opinião, sabendo das limitações e da imaturidade de Antonieta, Maria Teresa talvez não devesse tê-la enviado para uma corte tão complexa..


Nicole Lamorlière (Mãe Adotiva de Rosalie)

Mães adotivas também são mães, e Nicole Lamorlière é um belo exemplo. Uma mulher pobre, porém honesta e trabalhadora, Nicole lutou muito para criar Rosalie e sua irmã adotiva, Jeanne. Infelizmente, ela é atropelada pela carruagem da Condessa de Polignac. Em seus últimos momentos, ela revela a Rosalie que não é sua mãe biológica, mas sim filha de uma nobre chamada Martine Gabrielle, a própria Condessa de Polignac.

Curiosidade: A Rosalie de Rosa de Versalhes foi inspirada em uma mulher real que foi a última serva de Maria Antonieta e que, na história, também foi mãe.

 

 


Maria Antonieta (A Rainha-Mãe)

Maria Antonieta, figura histórica real, também foi mãe. Apesar de todas as suas irresponsabilidades como rainha, que contribuíram para a miséria do povo, não podemos dizer que ela foi uma mãe ruim. Afinal, quando teve a chance de fugir e escapar de um destino terrível, decidiu ficar por causa de seus filhos.

Maria Antonieta e Luís XVI tiveram quatro filhos, mas, infelizmente, quase todos faleceram muito cedo. Apenas a primogênita, Maria Teresa, chegou à idade adulta. Ela nasceu em 1778, após um trabalho de parto difícil de 12 horas.

Segundo o site Aventuras na História, ao se recuperar, a rainha teria dito: "Pobre garotinha, você não é o que era desejado, mas não é menos querida por isso. Um filho teria sido propriedade do Estado. Você só será minha".

Três anos depois, nasceu o primeiro herdeiro varão, Luís José, cujo nascimento trouxe grande alegria à França. Em Rosa de Versalhes, o pequeno príncipe tem uma "queda" por Lady Oscar, chegando a se declarar e a "roubar" um beijinho. Os outros filhos foram Luís Carlos (1785) e Sofia (1786), que faleceu no primeiro ano de vida. Luís José, o delfim, também faleceu precocemente de tuberculose. As crianças aparecem no mangá e no anime, mas Luís José tem mais destaque devido ao seu carinho por Oscar.





A Vilã Também é Mãe: Condessa de Polignac

Sei que muitos não concordarão com sua presença nesta lista, mas, na história criada por Riyoko Ikeda, a megera Condessa de Polignac também é mãe. Ela é a mãe biológica de Rosalie e também da pequena Charlotte. E, para mim, ela é a pior vilã da história, justamente pelo que fez a suas filhas.

Essa mulher desprezível foi a culpada pelo triste fim de Charlotte. Polignac queria forçar a menina a se casar com o Duque de Guiche, um homem monstruoso e muito mais velho que nunca a amou. Que tipo de mãe entrega sua filha a um monstro? Sem contar que ela abandonou Rosalie com uma plebeia (que, por sorte, foi uma mãe exemplar). Mesmo com toda a sua maldade, ela é mãe e, por isso, sua presença é notada.


Vovó é Mãe Duas Vezes: Marron Glacé

Para fechar nossa homenagem, não poderíamos esquecer Marron Glacé, a nossa querida Nanny e avó de André. Dizem que "avó é mãe duas vezes", e a bondosa senhora prova isso. Ela é a única parente viva de André e foi quem o criou com todo amor.

Mãe não é apenas quem gera, mas quem cuida, cria e ama. E Marron Glacé também é a babá de Oscar, muitas vezes agindo como sua segunda mãe. Ela se preocupa com a comandante e cuida dela com o mesmo carinho dedicado a André.



Este foi um post comemorativo, uma pequena homenagem a todas as mães que acompanham este blog. Finalizo com imagens da mãe da nossa heroína, Lady Oscar.






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 Espero que tenham Gostado! Um bom domingo e uma ótima semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 





Adeus, Majestade: A Morte de Luís XV entre a História e a Rosa de Versalhes.

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 

 




 Em 10 de maio de 1774, falecia aos 64 anos o rei Luís XV, vítima de varíola no Palácio de Versalhes (ベルサイユのばら)., o mesmo local onde nasceu. Também conhecido como "O Bem-Amado", Luís XV foi o Rei da França e Navarra de 1715 até sua morte. Ele é também um dos personagens centrais que aparecem no anime e mangá A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara). A sua morte é um acontecimento histórico crucial, mostrado com dramaticidade tanto no mangá original de Riyoko Ikeda quanto na animação, e por isso não poderíamos deixar de comentar um pouco sobre o monarca sob a lente da realidade e da ficção.

A imagem que abre este post é uma colagem feita por mim, capturando o momento do rei no mangá.



Entre a História e os Traços de Riyoko Ikeda

O Rei Luís XV governou a França por impressionantes 59 anos. Forçado a suceder o trono de seu bisavô (Luís XIV) com apenas cinco anos, em 1715, ele viveu uma infância sob regência até alcançar a maioridade. Na vida real, Luís XV foi um homem complexo: culto e inteligente, mas frequentemente melancólico e criticado por sua vida privada escandalosa e pelas crises econômicas que começavam a assombrar o reino.

No universo de A Rosa de Versalhes, Ikeda utiliza a figura do Rei para estabelecer a atmosfera de decadência e etiqueta rígida da corte francesa.


Príncipe Luís Fernando (Louis Ferdinand; Versalhes)

1. A Varíola: O Inimigo Invisível

Tanto na história real quanto na ficção, a morte de Luís XV é retratada como um momento de horror e isolamento. A varíola era uma doença devastadora e altamente contagiosa.

  • Na Realidade: O corpo do rei deteriorou-se tão rapidamente que o palácio foi tomado por um odor insuportável, forçando uma sucessão e um funeral apressados. 


  • Na Obra: Ikeda utiliza este momento para ilustrar a súbita fragilidade do poder absoluto. O "Bem-Amado" termina seus dias temido não mais pela sua autoridade real, mas pelo perigo invisível do contágio. É uma transição cruel: enquanto os nobres se afastam apressadamente pelos corredores de Versalhes, voltando seus olhos (e interesses) para o jovem casal, Luís XVI e Maria Antonieta, o Rei é deixado à própria sorte.

    No mangá, o traço de Riyoko Ikeda não poupa o leitor do horror da doença. As ilustrações mostram o monarca completamente deformado e irreconhecível sob as pústulas da varíola. Essa representação visual é poderosa, pois desmitifica a aura de divindade do rei, reduzindo o homem que governou a França por décadas a uma figura fragilizada e desfigurada diante da morte.










2. O Conflito com Madame du Barry

Um dos pontos altos da narrativa de Rosa de Versalhes é a rivalidade entre a jovem Maria Antonieta e a favorita do rei, Madame du Barry.

  • Ficção: O rei é mostrado como um homem dominado pelos encantos de sua amante, o que gera tensões diplomáticas e sociais. A morte do rei significa a queda imediata de Du Barry.

  • Realidade: De fato, no leito de morte, Luís XV foi obrigado a confessar seus pecados e afastar Du Barry para receber a extrema-unção. No mangá, essa despedida ganha um tom melancólico e quase trágico, marcando o fim de uma era de excessos..

     
    Maria Antonieta ao ver Madame Du Barry pela primeira vez.

3. O Legado da "Duge de Versailles"

A morte de Luís XV em 10 de maio de 1774 é o divisor de águas na trama. É o momento em que Oscar François de Jarjayes vê a transição do poder para um rei inseguro e uma rainha estrangeira que ainda não compreendia a fúria do povo.

"Le Roi est mort, vive le Roi!" (O Rei está morto, longa vida ao Rei!)

Essa frase, que ressoa nos corredores de Versalhes tanto nos livros de história quanto nas páginas de Ikeda, selou o destino da França. Luís XV deixou um trono instável e uma dívida astronômica. Se na realidade ele previu que "depois de mim, o dilúvio" (Après moi, le déluge), na ficção de Rosa de Versalhes, nós testemunhamos as primeiras gotas dessa tempestade que culminaria na Revolução Francesa.

Ao revisitarmos essa data, percebemos como a obra de Riyoko Ikeda não é apenas um romance, mas uma ponte emocional que nos faz sentir o peso da história através da arte.

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Antes de encerrar, para os apaixonados pela história da França, deixo uma recomendação imperdível: o filme "Jeanne Du Barry" (2023). A produção mergulha na trajetória real da última e mais polêmica amante do Rei Luís XV na corte de Versalhes.

Nesta versão, o monarca é interpretado por Johnny Depp. O "eterno Capitão Jack Sparrow" traz uma camada interessante ao papel, equilibrando a imponência de um soberano com o lado excêntrico e levemente cômico que já é marca registrada do ator. É uma excelente oportunidade para ver, sob uma estética cinematográfica moderna, os escândalos amorosos e a etiqueta rígida que também serviram de pano de fundo para as tramas de Rosa de Versalhes.

 


Considerações Finais

Em suma, Luís XV foi muito mais do  personagem que vemos no mangá; ele foi uma figura histórica fundamental, cujas decisões e estilo de vida moldaram os rumos da França e prepararam o terreno para o que viria a ser a Revolução. Esta é a minha singena homenagem a esse monarca tão complexo e fascinante.

Finalizo o post com um vídeo e uma galeria de imagens de Luís XV em A Rosa de Versalhes::

 

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Espero que tenham gostado!




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