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quinta-feira, 28 de maio de 2026

O Match Perfeito! Os Chocolates de 'A Rosa de Versalhes' que São Uma Obra de Arte.🌹✨

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

Se você é fã de mangás clássicos ou simplesmente ama embalagens de doces criativas, prepare o coração (e o estômago)! A famosa marca japonesa de doces Glico lançou uma colaboração de dar água na boca com o lendário mangá A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), de Riyoko Ikeda.

As imagens incríveis dessa coleção foram divulgadas pelo portal japonês de entretenimento e estilo de vida Walkerplus, e o resultado dessa parceria ficou simplesmente espetacular.



Embalagens Dramáticas e Apaixonantes

Esqueça as caixas de bombom comuns. Essa coleção foi feita para a linha de biscoitos recheados Bitte (ビッテ) e traz os personagens mais icônicos da história da Revolução Francesa estampados de forma dramática:

  • As Caixas: É possível encontrar edições especiais estampadas com a elegância de Marie Antoinette, a imponência de Oscar François de Jarjayes e o romantismo de André Grandier.

  • O Charme dos Detalhes: De acordo com os registros do Walkerplus, a melhor parte está nos pacotes individuais dentro da caixa! Cada um deles ilustra cenas e clichês clássicos dos romances dramáticos (e dos Shoujos Mangás), como o famoso "Kabedon" (aquela prensada clássica na parede), olhares fatais e momentos de "carregar no colo estilo princesa". É aquele tipo de embalagem que dá até pena de jogar fora!


Mas e o doce, como é?

Para quem não conhece, o Bitte da Glico é um biscoito do tipo sanduíche, muito crocante, recheado com um creme leve e totalmente coberto por uma camada generosa de chocolate de alta qualidade. Ele é conhecido no Japão como o acompanhamento perfeito para uma xícara de café ou chá da tarde — algo que a própria realeza de Versalhes certamente aprovaria!



Um Item de Colecionador

Essa não é a primeira vez que o Japão nos surpreende transformando lanches cotidianos em itens de colecionador, mas a expressividade e o drama característicos de A Rosa de Versalhes combinados com o chocolate Bitte criaram o equilíbrio perfeito entre o humor, a nostalgia e o sabor.

Pelo que me lembro, esse já é um lançamento antigo de alguns anos atrás, mas, pelo visto, ele apareceu novamente nas redes e portais de notícias! De qualquer modo, parece ser uma nova edição.

Quem aí também ficou com vontade de tomar um café da tarde digno da corte francesa com esses biscoitos? Conta aqui nos comentários qual embalagem você guardaria para sempre! 🌹✨

Créditos das imagens de divulgação: Walkerplus (Japão).


Espero que tenham gostado! 
 



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quarta-feira, 27 de maio de 2026

🎨 Parabéns, Valentina P. Jensen! Celebrando a arte inspirada em Lady Oscar

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 



 Hoje é um dia especial para o fandom de Lady Oscar! Graças ao maravilhoso site italiano Lady Oscar 40 Anni, administrado pela minha querida amiga Elena Romanello, fiquei sabendo que hoje, 27 de maio, é o aniversário da talentosíssima artista Valentina P. Jensen.

Para quem ainda não conhece o trabalho dela, Valentina é uma artista incrível que se dedica a criar ilustrações e pinturas belíssimas inspiradas na nossa eterna Rosa de Versalhes. É o tipo de arte que transborda paixão e respeito pela obra original.



Destaque no Concurso Una Rosa a Torino 🌹

O talento de Valentina não passa despercebido. Ela foi uma das participantes da edição de 2024 do prestigiado concurso Una Rosa a Torino, onde competiu com três obras verdadeiramente esplêndidas. Ver a nossa amada Oscar retratada com tanta sensibilidade é sempre um presente para os fãs.

"A arte de Valentina consegue capturar a essência, a força e a melancolia de Oscar de uma forma única." 

No site da Lady oscar 40 anni temos alguns de seus trabalhos 

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Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!





Fica aqui a nossa homenagem!

Desejamos a você, Valentina, um feliz aniversário repleto de inspiração! Que o seu caminho seja cheio de luz e que você colha muito sucesso em seus próximos projetos artísticos. O mundo precisa de mais cores e de mais homenagens à nossa capitã.


E você, já conhecia as artes da Valentina? Deixe um comentário abaixo dando os parabéns para ela!


Pessoal, peço desculpas porque o post de hoje acabou saindo bem tarde! Tivemos alguns probleminhas técnicos nos bastidores, mas felizmente já foi tudo resolvido e o blog segue a sua programação normal. Obrigada pela paciência de sempre! 🌹


Espero que tenham gostado! Um belíssimo feriado a todos vocês amigos da Lady Oscar.


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terça-feira, 26 de maio de 2026

Jeanne de Valois: Entre a Realidade e a Ficção de A Rosa de Versalhes.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


No ultimo Post falei sobre Rosalie, uma personagem de Rosa de Versalhes que de fato existiu e foi a ultima serva de Maria Antonieta até o dia de sua morte na guilhotina durante o Terror da revolução Francesa. Dando continuidade, hoje falarei de Jeanne de Valois Saint Rémy, que na ficção de Ikeda, foi a irmã adotiva de Rosalie, lembrando que isso é apenas fantasia de Riyoko Ikeda, pois apesar de Rosa de Versalhes ter como pano de fundo a revolução francesa e muitos acontecimentos historicos reais, vale lembrar que Ikeda mescla uma fantasia com a realidade ok? Então vamos fazer um post entre a realidade e a ficção.

Se você assistiu ou leu A Rosa de Versalhes ,(ベルサイユのばら provavelmente desenvolveu um ranço histórico profundo por Jeanne. No anime/mangá, ela é retratada como uma alpinista social implacável, fria e ambiciosa, capaz de trair a própria família adotiva e orquestrar um dos maiores escândalos da monarquia francesa.

Mas como era a Jeanne da vida real? Prepare-se, porque a realidade não fica nem um pouco atrás da ficção — e, em alguns pontos, a verdadeira Jeanne foi ainda mais audaciosa.




O Sangue Azul na Miséria: Fato ou Ficção?

Tanto na obra de Riyoko Ikeda quanto nos livros de história, a origem de Jeanne é estritamente real. Ela realmente era uma descendente bastarda do Rei Henrique II de França. Ou seja: ela tinha sangue real da dinastia Valois correndo nas veias, mas vivia na mais absoluta miséria, mendigando pelas ruas.

  • Na Ficção: Jeanne e Rosalie são criadas por uma mãe adotiva pobre. Jeanne odeia a pobreza, quer o luxo a todo custo e acaba abandonando a família para ser acolhida pela nobreza após impressionar a Marquesa de Boulainvilliers.

  • Na Realidade: Rosalie nunca foi irmã de Jeanne (isso foi uma licença poética genial de Ikeda para ligar as pontas da trama). Porém, a parte de mendigar e ser salva pela Marquesa de Boulainvilliers é 100% real. A Marquesa ficou com pena daquela criança que pedia esmolas dizendo ser uma "princesa de sangue" e, após investigar, descobriu que a linhagem de Jeanne era legítima! Graças a isso, Jeanne conseguiu uma pensão real do governo.


O Golpe do Século: O Caso do Colar de Diamantes

O estopim que destrói a reputação de Maria Antonieta na vida real (e acelera a Revolução Francesa) foi o famoso Caso do Colar de Diamantes. Aqui, a ficção e a realidade andam quase de mãos dadas, mas com dinâmicas de bastidores ligeiramente diferentes.

          [ O Mecanismo do Golpe Real ]
Cardeal de Rohan  <--->  Jeanne de Valois  <--->  Joalheiros Reais
(Desejava o favor       (A intermediária          (Queriam vender o
 da Rainha)              falsa)                    colar caríssimo)
           \                 /
            \               /
          [ Cúmplice Retif de la Bretonne ]
          (Forjava as cartas da Rainha)
  • Na Ficção: Jeanne se aproxima do ingênuo Cardeal de Rohan, finge ser a confidente íntima de Maria Antonieta e o convence a comprar o colar mais caro do mundo em nome da rainha. Ela chega a contratar uma sósia da rainha (Nicole Oliva) para um encontro noturno secreto nos jardins de Versalhes para enganar o Cardeal.

  • Na Realidade: Foi exatamente assim, mas com requintes de crueldade ainda maiores. A verdadeira Jeanne não agiu sozinha; ela tinha um marido (o autoproclamado Conde de La Motte) e um amante (Retif de la Bretonne), que era um falsificador profissional. Foi o amante quem escreveu as cartas falsas assinadas como "Maria Antonieta de França" (um erro bobo que o Cardeal, cego de paixão e ambição, não notou, já que a realeza assinava apenas o primeiro nome). O encontro nos jardins com a sósia também aconteceu e é considerado um dos momentos mais bizarros da história francesa.


O Fim de Jeanne: Julgamento e Destino

Riyoko Ikeda precisava dar um desfecho dramático para a vilã em sua obra, mas o destino da Jeanne real conseguiu ser ainda mais caótico. Veja como o desfecho de cada uma se diferencia:

Jeanne na Ficção (Rosa de Versalhes)

Na obra de Ikeda, ela é julgada pelo caso do colar e publicamente marcada no peito com a letra V (Voleuse - Ladrã). Mais tarde, ela consegue fugir da prisão com a ajuda de aliados poderosos. Num ato final de desespero, loucura e vingança, ela acaba morrendo em uma explosão/incêndio junto com seu marido, encontrando seu fim ainda jovem e no auge do escândalo.



Jeanne na Vida Real (A Condessa de La Motte)

O tribunal real também a condenou a ser chicoteada publicamente e marcada com o V no peito (mas ela se debateu tanto que a marca em brasa acabou sendo feita no ombro!).

A fuga da prisão real foi digna de filme: ela escapou disfarçada de homem e fugiu para Londres. Lá, em segurança, publicou suas "Memórias", cheias de mentiras destruidoras sobre Maria Antonieta que alimentaram profundamente o ódio do povo pela rainha. Jeanne morreu em 1791, em Londres, após cair da janela de um hotel — alguns dizem que fugia de cobradores de dívidas, outros que foi assassinada por agentes franceses.



O Veredito: Vilã na TV e na História

Riyoko Ikeda não precisou inventar quase nada para transformar Jeanne de Valois em uma megera inesquecível. A Jeanne real era ambiciosa, inteligente, manipuladora e oportunista. A grande diferença é que, na realidade, ela nunca cruzou o caminho de uma espadachim chamada Oscar François de Jarjayes, e sua "irmã" Rosalie estava bem longe de seus golpes.

O maior crime da verdadeira Jeanne não foi roubar o colar (que ela desmontou e vendeu as pedras no mercado negro), mas sim ter destruído a pouca reputação que restava a Maria Antonieta, pavimentando o caminho da família real direto para a guilhotina.

Conclusão: Entre Telas e Páginas

O escândalo do colar, feito por Riyoko Ikeda, é tão maravilhoso que chega até a nos confundir com a realidade que de fato foi diferente. Porém, essa passagem do mangá continua sendo uma de minhas favoritas e é imperdoável ter ficado de fora do filme animado de A Rosa de Versalhes de 2025.

Por isso digo, com todos os erros e mudanças, o anime clássico Lady Oscar de 1979 da TMS continua sendo a melhor adaptação animada em minha opinião. Espero que Riyoko Ikeda futuramente autorize uma nova série animada de A Rosa de Versalhes com mais qualidade.



Deixo abaixo, um vídeo sobre o escândalo do colar:.  


 

 Espero que tenham gostado!




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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Rosalie Lamorlière: Entre A Rosa de Versalhes e a Crua Realidade da Revolução

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 



Em Rosa de Versalhes, o clássico shoujo mangá de Riyoko Ikeda, temos como pano de fundo uma história real, a velha França e a revolução francesa. Sendo assim, a maioria dos acontecimentos históricos são reais. Oscar e André são fictícios, mas muitos personagens nessa obra maravilhosa são de fato figuras históricas que de fato existiram. Hoje irei falar de Rosalie, a protegida de Oscar.

Na ficção, Rosalie é o epítome da pureza e da resiliência. Uma jovem que passa da miséria extrema das ruas de Paris aos salões luxuosos da aristocracia, equilibrando-se entre o amor platônico por sua salvadora, Oscar François de Jarjayes, e os laços de sangue secretos que a ligavam à controversa Condessa de Polignac. No entanto, o ápice emocional de sua jornada ocorre na segunda metade da obra, quando ela se torna a última camareira, confidente e testemunha ocular da queda de Maria Antonieta na prisão da Conciergerie.

Mas quem foi a verdadeira mulher por trás desse nome? Onde termina a genial liberdade poética de Riyoko Ikeda e onde começa a verdadeira e melancólica história de Rosalie Lamorlière?



A Rosalie da Ficção: O Elo entre Dois Mundos

No mangá e no anime de 1979, Rosalie desempenha um papel narrativo crucial: ela é a ponte que conecta a opulência cega de Versalhes à fúria faminta do povo de Paris.

Sua história na ficção é recheada de reviravoltas melodramáticas típicas do shoujo clássico. Criada pela bondosa Nicole Lamorlière, Rosalie acredita ser uma plebeia legítima até que sua mãe adotiva é atropelada pela carruagem da Condessa de Polignac. Em busca de vingança, ela acaba sob a proteção de Oscar, que a ensina a manejar a espada, a se vestir e a se comportar como uma dama da alta corte.


Mais tarde, o choque: Rosalie descobre ser filha biológica da própria Polignac (fruto de um caso extraconjugal com o Barão de Saint-Rémy, o que a tornaria descendente direta da dinastia Valois e meia-irmã de Charlotte). Dividida entre o luxo aristocrático que passa a odiar e o desejo de justiça social, ela escolhe o lado do povo, casando-se com o jornalista revolucionário Bernard Châtelet (o Cavaleiro Negro).


 

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A Rosalie da Realidade: Rosalie Lamorlière (1768 – 1848)

Se na obra de Ikeda Rosalie carrega o sangue real dos Valois oculta em suas veias, a realidade histórica nos apresenta uma mulher de origem muito mais modesta, cuja importância não reside em sua genealogia, mas no seu profundo senso de humanidade.

1. Uma Origem Sem Segredos de Nobreza

Rosalie Hughes Lamorlière nasceu na Picardia em 1768. Ela era filha de François Lamorlière, um humilde sapateiro, e de Marguerite, uma governanta. Não havia carruagens luxuosas em seu passado, nem mães nobres secretas. A família Lamorlière mudou-se para Paris em busca de oportunidades, e a jovem Rosalie começou a trabalhar cedo para garantir o próprio sustento.

2. O Trabalho na Conciergerie

Antes de se tornar a última servente da rainha, Rosalie trabalhava como copeira e atendente em uma estalagem perto do Palácio de Justiça. Foi graças a esses contatos no setor de serviços que, no início da década de 1790, ela conseguiu um emprego na Conciergerie — a terrível prisão parisiense conhecida como "a antessala da guilhotina". Ela foi contratada por Richard, o concierge (diretor) da prisão, e sua esposa.

Quando a ex-rainha, agora tratada de forma humilhante apenas como "a viúva Capeto", foi transferida para a Conciergerie em agosto de 1793, o casal Richard designou Rosalie para ser a responsável direta por atender às necessidades diárias da prisioneira mais vigiada e odiada da França.



O Paralelo Histórico: Os Últimos Dias de Maria Antonieta

É justamente aqui, no momento mais sombrio da Revolução Francesa, que a ficção de Riyoko Ikeda encontra a realidade de forma quase perfeita. A devoção, a doçura e a compaixão que a Rosalie do mangá demonstra por Maria Antonieta foram diretamente extraídas dos relatos reais da própria Rosalie Lamorlière..



O Testemunho que Moldou a História

Anos após o término do Terror e a restauração da monarquia, já idosa e vivendo em um asilo para idosos carentes, Rosalie ditou suas memórias para o seu filho. Esse documento tornou-se uma das fontes históricas mais preciosas e tocantes sobre o fim da monarquia francesa.

Em suas memórias, Rosalie descreve uma Maria Antonieta completamente devastada:

  • A ex-rainha sofria de hemorragias constantes e estava quase cega de um olho devido à umidade extrema da cela subterrânea.

  • Ela não tinha direito a privacidade, sendo vigiada dia e noite por dois guardas (os gendarmes) separados apenas por um biombo rasgado.

  • Suas roupas estavam em frangalhos, e ela possuía apenas duas mudas de vestidos pretos (o luto por Luís XVI).

Pequenos Atos de Heroísmo Diário

Enquanto o Tribunal Revolucionário tentava desumanizar Maria Antonieta, a jovem Rosalie arriscava a própria pele para devolver um mínimo de dignidade à prisioneira.

A Rosalie real relatou que trazia secretamente água limpa para a rainha beber, ajudava-a a remendar seus sapatos gastos e limpava suas feridas. Em um dos episódios mais célebres de suas memórias, Rosalie conseguiu trazer um caldo de galinha um pouco mais nutritivo para a monarca, que não conseguia engolir a comida azeda da prisão.

O Fim e a Lembrança: No dia 16 de outubro de 1793, dia da execução, foi Rosalie quem ajudou Maria Antonieta a vestir sua última roupa (um vestido branco simples) e cortou seus cabelos para que a lâmina da guilhotina fizesse o seu trabalho de forma limpa. Em sinal de profunda gratidão por ter sido tratada como um ser humano em seus momentos finais, a rainha ofereceu a Rosalie um laço de fita de seu chapéu.

Análise Comparativa: As Duas Rosalies

Para entender como Riyoko Ikeda estruturou seu blog de personagens, veja este confronto direto entre o mito e o fato:

Critério HistóricoRosalie no Mangá/AnimeRosalie Lamorlière Real
Linhagem BiológicaFilha secreta da nobreza (Polignac / Saint-Rémy).Filha legítima de um sapateiro e uma governanta.
Relação com a CorteFrequentou Versalhes como fidalga sob a tutela da Família Jarjayes.Nunca frequentou Versalhes; era uma trabalhadora da classe operária de Paris.
Casamento e DestinoCasa-se com Bernard Châtelet; sobrevive à Revolução como revolucionária ativa.Nunca se casou. Teve uma filha que faleceu cedo e um filho de pai desconhecido.
Acesso à RainhaConsegue entrar na Conciergerie por lealdade a Oscar para proteger Antonieta.Foi escalada para o cargo simplesmente por ser a funcionária civil disponível na prisão.
O Legado FinalO símbolo da reconciliação e da transição entre a monarquia e a república.Deixou o relato manuscrito mais importante sobre a intimidade e o sofrimento final de Antonieta.



O Legado de Rosalie Lamorlière

A Rosalie real viveu até os 80 anos, falecendo em 1848. Ela passou o resto da sua vida de forma humilde, quase anônima, recebendo uma pequena pensão dos membros sobreviventes da família real (como a Duquesa de Angoulême, a filha sobrevivente de Maria Antonieta) em agradecimento aos cuidados que teve com a rainha na Conciergerie.

Ao escrever A Rosa de Versalhes, Riyoko Ikeda demonstrou uma sensibilidade artística genial. Ao fundir a complexa trama política da filha de Polignac com o nome e o papel histórico de Rosalie Lamorlière, a autora não apenas criou uma personagem inesquecível, mas também imortalizou o espírito da jovem copeira.

Se Oscar e André representam o idealismo trágico da Revolução, Rosalie representa a empatia pura. Seja chorando nos braços de Oscar ou limpando as lágrimas de Maria Antonieta na solidão da prisão, Rosalie nos lembra que, acima de qualquer ideologia política, dinastias ou revoluções, a compaixão humana é o maior tesouro que podemos preservar.




Enfim, esse foi um post de curiosidades e espero que tenham gostado! A próxima personagem que trarei para cá, cruzando a linha entre a realidade e a ficção, será Jeanne, a vilã de Rosa de Versalhes, que também é uma figura histórica fascinante.

Finalizo com alguns vídeos relacionados e imagens de Rosalie em Rosa de Versalhes:













 





 

 

 

Espero que tenham gostado.

 

 
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