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segunda-feira, 18 de maio de 2026

O Perfume de Versalhes em Solo Japonês: As Rosas de Riyoko Ikeda no Teatro Takarazuka. (Artigo Traduzido).

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!





Começando a segunda-feira com um assunto que une história, arte e muita paixão! O portal japonês Dmenu publicou um artigo encantador sobre o Takarazuka Revue — o lendário teatro composto exclusivamente por mulheres que foi salvo de uma grande crise nos anos 70 graças ao estrondoso sucesso de A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara) — mostrando como a cidade ainda hoje é repleta de referências à obra-prima de Riyoko Ikeda.

Como uma grande fã de Takarazuka (mesmo acompanhando tudo de longe, aqui do outro lado do mundo), decidi traduzir esse texto na íntegra para mostrar a vocês como a região se veste com as cores e os perfumes de Berubara nesta época do ano.

Um lembrete importante: eu não sou fluente em japonês; sou estudante do nível básico pelo método Kumon. Por isso, utilizei o Google Tradutor para me auxiliar no processo. Se você for nativo, fluente ou um profundo conhecedor do idioma e notar qualquer deslize ou termo que possa ser melhorado, por favor, me avise nos comentários para que eu possa corrigir, combinado? A ajuda e a colaboração de vocês são fundamentais para o blog.

Fiquem agora com a tradução do artigo e, logo em seguida, com as minhas considerações sobre o tema. Boa leitura!





Título: Quando se fala em rosas em Takarazuka, a referência é "A Rosa de Versalhes" — Que tal um passeio totalmente imerso no universo de Berubara?

Assim que entramos no mês de maio, os botões de rosa desabrocharam todos de uma vez e agora estão em plena floração. Depois que as paisagens suaves e delicadas das cerejeiras relaxaram nossas mentes e corpos revigorados do inverno, sinto que as rosas nos dão a energia necessária para seguir em direção ao verão.

A propósito, quando se fala em "rosas" em Takarazuka, a primeira coisa que vem à mente é "Berubara" (apelido japonês para A Rosa de Versalhes). Foi em 1974 que o Takarazuka Revue estreou o musical baseado no mangá de Riyoko Ikeda, A Rosa de Versalhes. Desde então, a peça foi encenada repetidas vezes. Mesmo sem novas apresentações desde 2013, a obra está tão enraizada na cultura local que a maioria das pessoas associa imediatamente o Takarazuka Revue a Berubara (Takarazuka = Berubara).

Por conta dessa forte ligação, você sabia que ao desembarcar na estação Hankyu Takarazuka, tanto na praça em frente à estação quanto no caminho que leva ao Grande Teatro, existem roseiras da coleção oficial de A Rosa de Versalhes plantadas ao longo do trajeto? Atualmente, elas estão no auge da floração, encantando os pedestres com suas belas flores e fragrâncias.

As rosas da coleção A Rosa de Versalhes são variedades criadas pela tradicional empresa francesa de cultivo de rosas Meilland, que, profundamente impressionada pelo mangá, desenvolveu as espécies sob a supervisão da própria Riyoko Ikeda. É possível apreciar rosas batizadas com o nome da obra e também variedades inspiradas nos personagens principais da história: Oscar, André, a Rainha Maria Antonieta, Fersen e Rosalie.

A rosa que leva o nome de Oscar é de um branco puro. É impossível não ficar fascinado por suas flores grandes e imponentes. Já André, o amigo de infância que amou Oscar eternamente, foi representado por uma rosa amarela. Fiquei muito feliz ao ver que elas foram plantadas lado a lado em frente à estação.

A rosa de Maria Antonieta é exatamente como se imagina: um rosa-choque deslumbrante com pétalas lindamente frisadas. Elegante e magnífica. Dizem que tem um aroma maravilhoso, mas infelizmente não consegui senti-lo.





O belo Fersen — que viveu um romance proibido e apaixonado com Maria Antonieta, e que na trama também era admirado por Oscar — é representado por uma rosa roxa, de tom intelectual e sedutor.

A rosa inspirada em Rosalie, que cresceu sendo mimada por Oscar como uma irmã mais nova e acabou se apaixonando por ela, é menor e de um rosa claro delicado. O que acharam? Cada uma delas não combina perfeitamente com a imagem que temos dos personagens?

E, finalmente, há a rosa batizada especificamente como "A Rosa de Versalhes". Esta, logicamente, é uma rosa vermelha intensa e apaixonante. Ela floresce não apenas na praça da estação, mas também ao redor das estátuas de Oscar e André, localizadas em frente ao Grande Teatro.

Se a sua mente ficar completamente preenchida por Berubara, aproveite o embalo e caminhe até o Grande Teatro. Mesmo que você não vá assistir a uma peça, qualquer pessoa pode entrar livremente nas dependências do teatro. No "Salon de Takarazuka Stage Studio", é muito popular tirar fotos de recordação vestindo réplicas dos figurinos do Takarazuka Revue.

Entre esses figurinos, os mais procurados são, sem surpresa, os trajes de Oscar e de Maria Antonieta. É uma ótima oportunidade para se transformar nos personagens por um dia.

Além disso, na "Agência de Correios Takarazuka Revue", que se destaca por uma caixa de correio vermelha na entrada, são vendidos cartões-postais e produtos oficiais de Berubara. Se você comprar um cartão e um selo para enviar dali mesmo, a sua correspondência receberá um carimbo postal original com o desenho da famosa line dance (a dança em linha do teatro). Também é super recomendado pedir o carimbo apenas como lembrança, sem postar o cartão.


Neste início de verão, que tal aproveitar um dia de passeio totalmente imerso no universo de Berubara?

Fim.

URL oficial: https://kageki.hankyu.co.jp/sp/


[Comentários e Minhas Opiniões Pessoais]

É simplesmente fascinante perceber como a ficção e a realidade se fundem de forma tão poética na cidade de Takarazuka. Ler um artigo como esse nos faz entender a real dimensão do impacto cultural que Riyoko Ikeda alcançou. Não estamos falando apenas de um mangá de sucesso que virou peça, mas de uma obra que literalmente moldou a identidade urbana e o turismo de uma região inteira no Japão.

O fato de a tradicionalíssima casa francesa Meilland ter desenvolvido variedades botânicas exclusivas sob a supervisão da autora é a prova definitiva do respeito e do rigor histórico e estético que envolvem A Rosa de Versalhes. Para nós, fãs, os detalhes da plantação descritos no texto são pura poesia pura: a rosa de Oscar (um branco imponente e digno) plantada ao lado da rosa de André (um amarelo quente e leal) na praça da estação não é um mero acaso de jardinagem; é uma homenagem explícita ao companheirismo e ao amor trágico que os uniu até o fim na Bastilha.

Outro ponto que acho inteligentíssimo no gerenciamento cultural japonês é a capacidade de manter o legado vivo na memória do público. Como o próprio artigo aponta, o teatro não encena Berubara regularmente desde 2013, e mesmo assim a associação mental entre a cidade, o teatro e a obra permanece inabalável. Eles transformaram a experiência de ir ao teatro em algo acessível e interativo — você não precisa necessariamente comprar um ingresso para o espetáculo principal para vivenciar a atmosfera. O Stage Studio e a agência de correios com carimbos exclusivos da line dance servem como pontos de peregrinação cultural que mantêm o fã conectado e geram um engajamento contínuo.

Ver que o universo de Oscar François de Jarjayes continua florescendo — literalmente — em pleno ano de 2026 só mostra que clássicos são eternos porque conversam com a sensibilidade humana além do seu tempo. E vocês, qual dessas rosas gostariam de ver de perto? Eu certamente passaria horas admirando a proximidade entre a branca e a amarela!



Espero que tenham gostado! 

Daqui a pouco tem mais!^^

 


 


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domingo, 17 de maio de 2026

Teoria Berubara: Se Oscar tivesse sobrevivido ao ataque à Bastilha, ela salvaria Maria Antonieta?🌹⚔️

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!




 Muitos fãs e leitores que acessam esse blog diariamente me perguntam minha opinião sobre um assunto antigo: o que aconteceria se Oscar tivesse sobrevivido ao ataque à Bastilha? Os eventos a seguir seriam o fim da Monarquia, e a pergunta que muitos fãs fazem é: Oscar tentaria salvar Maria Antonieta, sua amiga de adolescência? Ou deixaria a execução seguir em nome da França, seguindo seus ideais?

Isso de fato daria uma bela fanfic, mas como muitos me perguntam minha opinião como fã e líder do fandom brasileiro de Berubara, resolvi abrir esse post para comentar minhas teorias a respeito.

Para responder a isso com a complexidade que a obra de Riyoko Ikeda exige, precisamos olhar não apenas para o que Oscar defendia em Julho de 1789, mas para a própria essência de sua construção psicológica.🌹⚔️

Fanart de minha autoria.



O Peso da Sobrevivência e o Luto por André

Antes de pensarmos em Maria Antonieta, precisamos lembrar do estado mental de Oscar no momento da queda da Bastilha. Ela já estava gravemente doente da tísica (tuberculose) e, acima de tudo, havia acabado de perder André.

Se Oscar sobrevive ao dia 14 de julho, ela seria uma mulher devastada pelo luto, liderando os Soldados da Guarda em um cenário de caos político generalizado. Sua sobrevivência física não mudaria o fato de que seu coração estava quebrado. No entanto, sua liderança militar e seu status como nobre que renunciou aos privilégios pelo povo a colocariam em uma posição de enorme influência dentro da Assembleia Nacional Constituinte.


A Teoria: O Resgate Impossível vs. O Dever Moral

Conhecendo a personalidade de Oscar, a resposta para o dilema não é um simples "sim" ou "não", mas sim uma trajetória de dor e amadurecimento político. Aqui está como eu teorizo que os eventos se desenrolariam:

1. A Tentativa de Moderação Política

Diferente de figuras históricas radicais como Robespierre ou Saint-Just, Oscar nunca foi uma jacobina sedenta por sangue. Seus ideais eram baseados nos conceitos iluministas de igualdade e liberdade que ela discutia com Bernard Chatelet.

No início da fase republicana, Oscar provavelmente se alharia aos Girondinos (a ala mais moderada da Revolução). Ela lutaria politicamente para que a França se tornasse uma Monarquia Constitucional, onde o Rei e a Rainha perdessem seus poderes absolutos, mas mantivessem suas vidas. Para Oscar, o futuro da França não precisava ser batizado com o sangue de sua antiga amiga.

2. O Ponto de Virada: A Fuga de Varennes

O grande choque de realidade para Oscar seria o mesmo que mudou a história real: a tentativa de fuga da família real em 1791. Ao tentar fugir para a Áustria para buscar ajuda militar estrangeira e esmagar a Revolução, Maria Antonieta e Luís XVI cometeram, aos olhos do povo, alta traição.

Para Oscar, que sacrificou sua família, seu título e o amor de sua vida (André) pela causa do povo, a Fuga de Varennes seria uma traição pessoal e ideológica profunda. Ela perceberia que a Rainha que ela tanto amou na juventude ainda estava cega pelos privilégios e incapaz de entender a nova realidade.

3. O Julgamento e a Execução: A Escolha Silenciosa

Quando o julgamento de Maria Antonieta chegasse, em 1793, o Terror Jacobino estaria no ápice. Oscar tentaria salvar Maria Antonieta? Fisicamente, com uma espada na mão? Não.

Oscar era inteligente demais para saber que um atentado ou uma tentativa de fuga armada contra as forças da Convenção Nacional seria um suicídio inútil e que mancharia a reputação dos Soldados da Guarda que a seguiram. Além disso, ela reconheceria que intervir militarmente a favor de uma monarca que buscou o apoio de exércitos estrangeiros contra os franceses seria trair os próprios homens que morreram na Bastilha.

No entanto, Oscar não assistiria à execução de braços cruzados. Acredito que ela usaria sua influência remanescente nos bastidores para tentar garantir um julgamento justo (o que era impossível na época) ou, no mínimo, para poupar os filhos de Antonieta (o Delfim e Maria Teresa).

O Veredicto do Fandom: Se estivesse viva, Oscar escolheria o futuro da França. Ela choraria lágrimas de sangue nos aposentos escuros de sua casa vazia, lembrando-se da jovem Antonieta sorridente nos jardins de Versalhes, mas aceitaria a execução como a conclusão inevitável e trágica de uma monarquia que se recusou a ouvir o seu povo.

Fanart Digital de Minha autoria.

 


Conclusão: A Tragédia Perfeita

Riyoko Ikeda foi genial ao fazer Oscar morrer na Bastilha. A morte de Oscar nos poupou de vê-la enfrentar esse dilema dilacerante. Se estivesse viva em 1793, Oscar seria uma figura trágica, considerada "nobre demais" pelos revolucionários radicais e "traidora demais" pelos monarquistas.

Ela deixaria a execução seguir, não por crueldade, mas porque sua lealdade final não era a uma coroa, mas à liberdade do povo francês.


Espaço para a Imaginação: A Força do Legado de Ikeda

Lembrando que diferente de Maria Antonieta, que realmente é uma figura histórica, portanto existiu de verdade, Oscar é fictícia, sendo uma personagem imaginada por Riyoko Ikeda. Para mim, ela é a própria Ikeda dentro da história, pois a autora usava Oscar para falar por ela. Em uma época onde as mulheres eram submissas no Japão, Ikeda criou uma personagem feminina que agia, falava e fazia escolhas de um homem.

Sendo Oscar fictícia, ela não nasceu, viveu ou morreu de verdade; ela é parte de uma obra e representa a força da mulher. Então, todos são livres para criar fanfics ou imaginar como seria se Oscar tivesse sobrevivido ao ataque à Bastilha.

Mas e vocês, pessoal do blog? Acham que o amor do passado falaria mais alto e ela tentaria um plano desesperado de fuga no estilo de Axel de Fersen, ou concordam que a Oscar "Cidadã" aceitaria o destino da história? Deixem seus comentários aqui embaixo e vamos debater!

Espero que tenham Gostado! Um bom domingo e uma ótima semana a todos vocês amigos da Lady Oscar.


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sábado, 16 de maio de 2026

Há 256 anos, em um 16 de maio: O casamento de Maria Antonieta entre os fatos reais e as versões de A Rosa de Versalhes

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!

 



 Em 16 de maio de 1770, há exatos 256 anos, Versalhes(ベルサイユのばら). parava para testemunhar um dos casamentos mais emblemáticos da história: a união da arquiduquesa austríaca Maria Antonieta, de apenas 14 anos, com o delfim de França, Luís Augusto (o futuro rei Luís XVI). Muito além do luxo e do romance, esse matrimônio foi o ápice de uma complexa manobra geopolítica e o início de uma trajetória marcada por lendas, desencontros e um terrível acidente que a ficção preferiu esquecer.

Fanart digital de minha autoria.



Peões no Tabuleiro Europeu: A Aliança contra a Prússia

No final da década de 1760, a imperatriz Maria Teresa da Áustria viu na filha mais nova a peça perfeita para consolidar uma reviravolta política. Durante séculos, a França e o Sacro Império Romano-Germânico (liderado pela Áustria) foram inimigos mortais. Contudo, o cenário mudou com a ascensão meteórica de uma nova potência militar: a Prússia.

Para conter a ameaça prussiana e unir forças contra o poderio naval da Inglaterra, a diplomacia entrou em ação. Após longas e tensas negociações lideradas pelo ministro francês, o Duque de Choiseul, e pelo enviado austríaco, o Príncipe de Starhemberg, selou-se o acordo. A jovem Antonieta foi enviada para um país estrangeiro para se casar com um completo estranho — um jovem tímido que havia se tornado herdeiro do trono francês após a morte prematura de seu pai, o delfim Luís Fernando, em 1765. Era um casamento sem amor, construído puramente sobre a razão de Estado.




O Borrão de Tinta: Fato Histórico ou Mau Agouro?

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia real em Versalhes envolve a assinatura dos documentos oficiais. Ao assinar o registro de casamento, Maria Antonieta acabou deixando cair uma enorme mancha de tinta sobre o papel, cobrindo parte de seu próprio nome.

Para uma corte profundamente supersticiosa como a francesa, o nervosismo da jovem noiva foi imediatamente interpretado pelos presentes como um mau presságio para o futuro da monarquia. Essa passagem histórica real foi resgatada com maestria por Riyoko Ikeda em sua obra-prima, A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara).


Fanart Digital de Minha autoria.

O Casamento no Anime Clássico (1979)

No clássico anime de 1979, o evento é retratado logo no Episódio 3: O Casamento da Princesa. A direção utiliza o borrão de tinta no livro de registros para construir uma atmosfera de agouro e isolamento. Além do presságio, o episódio estabelece a solidão de Antonieta: ela falha em atrair a atenção de seu jovem marido, que parece ignorá-la, e logo descobre a hostilidade da corte ao colidir com a mulher mais influente de Versalhes na época, a Madame du Barry, amante do rei Luís XV.





A Abordagem no Filme de 2025

Em contrapartida, o longa-metragem de 2025 opta por um caminho diferente. O casamento em si não é mostrado visualmente; a narrativa utiliza uma elipse temporal durante uma das canções, saltando diretamente para três anos após a união.

Em uma belíssima sequência, Antonieta desabafa com Oscar sobre a frieza de Luís Augusto, mencionando ter lido em livros que o amor verdadeiro deveria chegar como uma tempestade. Ao ser lembrada por Oscar de seus deveres como futura rainha, Antonieta declara sua profunda admiração pela guarda, afirmando que se Oscar fosse um homem, ela se apaixonaria por ele. É uma cena que prioriza o desenvolvimento da lealdade e do vínculo afetivo entre as duas personagens, deixando os ritos históricos em segundo plano..


 


A Tragédia Oculta: O Desastre dos Fogos de Artifício em Paris

Embora o mangá e as animações retratem o glamour de Versalhes, as festividades populares em Paris, realizadas no dia 30 de maio de 1770 na Place Louis XV (atual Praça da Concórdia), terminaram em uma das maiores tragédias civis da época — um evento que nem Ikeda, nem os diretores dos animes ousaram mostrar.

Para celebrar as bodas reais, foi organizado um grandioso espetáculo de fogos de artifício. No entanto, o vento forte e a falta de coordenação fizeram com que os fogos incendiassem a própria estrutura de madeira do cenário. No início, a multidão acreditou que o clarão e as explosões faziam parte do show. Quando o fogo saiu de controle, o pânico se instalou. Abaixo mais uma fanart, eu gosto de imaginar como seria se Oscar estivesse tentando conter o pânico durante o incidente, claro sabemos que ela é fictícia, mas podemos imaginar.

Fanart digital de minha autoria.


O Caos na Rue Royale

Milhares de pessoas tentaram fugir desesperadamente em direção à estreita Rue Royale. O fluxo de fuga foi bloqueado por carruagens da nobreza que tentavam sair do local, criando uma barreira intransponível. Centenas de cidadãos foram pisoteados e esmagados na multidão; outros foram empurrados para as valas das obras da praça ou para o rio Sena, onde morreram afogados.

Os relatórios oficiais da época registraram 132 mortos e centenas de feridos, mas historiadores estimam que o número real de vítimas fatais possa ter chegado a 1.200 pessoas. O próprio casal real, chocado com o ocorrido, doou suas pensões pessoais para ajudar as famílias afetadas, mas o desastre marcou profundamente o início do reinado de forma sombria.


Um Casamento sob Pressão e a Linha de Sucessão

Os primeiros anos da vida conjugal foram marcados pela cobrança sufocante por um herdeiro. Luís XVI, tímido e com bloqueios psicológicos (e possivelmente físicos, como a fimose, embora historiadores ainda debatam se ele passou ou não por uma cirurgia), demorou sete anos para consumar o casamento. Durante esse período, a corte francesa fervilhava com panfletos satíricos que acusavam falsamente a rainha de esterilidade e promiscuidade.

O casal eventualmete teve quatro filhos, mas a tragédia continuou a persegui-los:

  • Maria Teresa Carlota (1778–1851): A primogênita, carinhosamente chamada de Madame Royale. Foi a única dos filhos do casal a sobreviver aos anos turbulentos da Revolução Francesa e chegar à idade adulta.

  • Luís José (1781–1789): O tão esperado primeiro herdeiro homem (o delfim). Infelizmente, faleceu de tuberculose aos 7 anos, às vésperas da queda da Bastilha.

  • Luís Carlos (1785–1795): Tornou-se o novo delfim após a morte do irmão. Durante a Revolução, foi separado da mãe e mantido em cativeiro em condições subumanas, falecendo aos 10 anos de idade.

  • Sofia Helena Beatriz (1786–1787): A filha caçula, que faleceu antes de completar um ano de vida devido a complicações de saúde.

O casamento que começou como uma promessa de paz eterna entre duas potências acabou se tornando o prelúdio de uma das maiores transformações sociais e políticas do mundo ocidental.



Encerramos este artigo com um vídeo especial que detalha ainda mais os bastidores e as curiosidades sobre o histórico casamento de Maria Antonieta, começando com o print do Paint Toll sai, pois agora tenho que provar que uma faanrt digital é realmente minha.





 

 


 Espero que tenham Gostado!


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Lady Oscar de A Rosa de Versalhes ganha Belissima figura da Good Smile Company para setembro de 2026

 

Olá queridos, amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!



O portal japonês Dengeki Hobby trouxe a notícia: os fãs do clássico "A Rosa de Versalhes" (Versailles no Bara) têm um novo motivo para celebrar. Impulsionada pelo sucesso e pela revitalização da franquia com o recente filme em anime lançado em 2025, a icônica protagonista, Oscar François de Jarjayes, será transformada em uma figura pela linha POP UP PARADE, da Good Smile Company, com lançamento previsto para setembro de 2026!!!



Oscar, a filha caçula de uma prestigiada família nobre, foi criada como herdeira e treinada como soldado, tornando-se uma bela mulher que se veste e vive como homem. Sua presença imponente e sua jornada de coragem — que ganharam as telas de cinema no ano passado com uma animação modernizada — foram meticulosamente capturadas nesta peça de coleção acessível e fácil de exibir.

Cada detalhe da líder da Guarda Real, desde seus olhos expressivos e penteado volumoso até suas roupas militares detalhadamente ornamentadas com medalhas, foi reproduzido com precisão. A escultura consegue transmitir perfeitamente a dignidade e o charme andrógino da personagem..






Detalhes do Produto:

  • Nome: POP UP PARADE Oscar François de Jarjayes

  • Fabricante: Good Smile Company

  • Especificações: Figura de plástico pintada, sem escala, com base inclusa.

  • Altura: Aproximadamente 190 mm.

  • Preço: 7.500 ienes (incluindo impostos).

  • Previsão de Lançamento: Setembro de 2026.



A linha POP UP PARADE é conhecida por oferecer figuras de ótima qualidade a preços competitivos. Esta peça se torna um item obrigatório tanto para os fãs nostálgicos do mangá original de Riyoko Ikeda quanto para a nova geração de admiradores conquistada pelo filme de 2025. As pré-vendas já estão abertas no mercado japonês!

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Enfim, mais um lindo produto do filme da Rosa de Versalhes; um ano já se passou e a franquia continua rendendo lucros. Essa figura da Oscar eu com certeza vou comprar! Estou tão encantada com ela que vou tentar garantir logo na pré-venda, pois está realmente muito perfeita e rica em detalhes.


Espero que tenham gostado!

 


 


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quinta-feira, 14 de maio de 2026

#TBT: A Troca de Diretor de Rosa de Versalhes e o "Fracasso" que Ganhou o Mundo

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!






Quem olha para a grandiosidade de Rosa de Versalhes (Versailles no Bara) hoje, custa a acreditar que a sua versão animada foi recebida com frieza e rejeição em seu lançamento original. No #TBT de hoje, vamos entender por que a Lady Oscar da TV quase não sobreviveu ao peso do próprio nome.

Para os japoneses de 1979, Berubara não era apenas uma história; era uma instituição. O mangá de Riyoko Ikeda havia revolucionado o gênero shoujo, e as adaptações do teatro Takarazuka Revue eram o ápice do glamour e do sucesso comercial.

Quando o anime estreou, o público esperava uma transposição literal daquela magia. Mas o que receberam foi algo diferente. A audiência foi baixíssima desde o início, pois o anime simplesmente não era o que o Japão amava. Não tinha o mesmo brilho do teatro e nem a fidelidade absoluta ao traço original que os fãs exigiam.



✂️ O Fim das "Estrelinhas": A Rebeldia de Osamu Dezaki

A crise chegou ao ápice no episódio 19, quando o lendário Osamu Dezaki assumiu a direção. Ele não veio para agradar os fãs; ele veio para imprimir sua visão.

Uma das mudanças mais polêmicas foi estética e simbólica: Dezaki retirou as icônicas "estrelinhas" do brilho dos olhos dos personagens.

  • A Tradição: Esse brilho era a marca registrada do mangá e um elemento que o teatro Takarazuka fazia questão de imitar através da iluminação e maquiagem para manter o aspecto lúdico e romântico.

  • A Visão de Dezaki: Ele aboliu o recurso simplesmente porque achava que não combinava com o tom de uma Revolução Francesa. Para ele, a história era sobre sangue, suor, política e tragédia. Olhos brilhantes eram "fofos" demais para o realismo melancólico que ele queria imprimir.



🌓 O "Patinho Feio" que virou Obra-Prima

Embora essa mudança tenha dado ao anime uma profundidade artística inigualável, ela custou caro na época. O público japonês sentiu que a alma da obra havia sido alterada. O resultado foram baixos índices de audiência e uma recepção morna que quase levou a série ao esquecimento no Japão.

🇮🇹 A Redenção veio da Itália

A ironia? O que o Japão rejeitou por "não ser igual ao mangá", a Itália abraçou como uma obra-prima. Na Europa, onde o anime (sob o título de Lady Oscar) virou uma febre maior que o próprio mangá, a ausência de estrelinhas e o tom sombrio de Dezaki foram vistos como genialidade narrativa. Para os italianos, essa era a versão definitiva, madura e visceral da história.




🌹 Conclusão

O anime de 1979 nos ensina que a fidelidade nem sempre é o caminho para a imortalidade. Ao "apagar" o brilho dos olhos de Oscar, Dezaki iluminou a alma da personagem de uma forma que o Japão da época não estava pronto para ver, mas que o resto do mundo jamais esqueceu.

E você? Acha que as estrelinhas faziam falta ou concorda com Dezaki que a Revolução Francesa pedia algo mais real e sombrio? Comenta aqui embaixo! 👇

#LadyOscar #RosaDeVersalhes #VersaillesNoBara #OsamuDezaki #Manga #Takarazuka #AnimeHistory #TBT #RiyokoIkeda #HistoriaDosAnimes

Daqui a pouco  tem mais!



Uma ótima  semana a todos vocês amigos da Lady Oscar!


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