" Lady Oscar Rosa de Versalhes ♥🌹"é um blog dedicado exclusivamente a Lady Oscar, a autora Riyoko Ikeda, notícias, curiosidades, eventos e lugares Oscarianos. Sejam Bem Vindos amigos da Lady Oscar.🌹🌹
Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!
Ontem foi é aniversário de Michi Himeno, uma das mais importantes designers de animação japonesa da história! Nascida na província de Hyogo em 16 de agosto de 1956, a leonina está completando 70 anos. Feliz aniversário! 🎂✨
Quando jovem, Himeno emocionou-se ao assistir a Babel II (1973) e decidiu ingressar no estúdio Araki Pro. Sua estreia oficial ocorreu em UFO Robot Grendizer (1975). Desde então, ela trabalhou ao lado do saudoso e eterno Shingo Araki, formando uma das duplas mais brilhantes do character design e da direção de animação dos animes clássicos.
Entre os seus principais trabalhos estão obras inesquecíveis como A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばらBerusaiyu no Bara / Lady Oscar), Angel, a Menina das Flores (Hana no Ko Lunlun) e Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya).
Arte do Anime Rosa de Versalhes no traço de Michi Himeno
Uma parceria lendária e traços inconfundíveis
Himeno também participou de outras produções de grande sucesso, como Sangokushi (1991), de Mitsuteru Yokoyama, GeGeGe no Kitaro (1996) e Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (2000), entre outros. Além de Cavaleiros do Zodíaco, ela esteve à frente de animações baseadas em outras obras de Masami Kurumada, como Fuma no Kojiro (1989) e a série Ring ni Kakero 1 (2004), sem falar no marcante character design desenvolvido para as máquinas de Pachinko de Saint Seiya.
O design de abertura, de encerramento e da primeira fase da série animada de A Rosa de Versalhes foi inteiramente assinado por Michi Himeno e Shingo Araki. Uma curiosidade interessante sobre a divisão de trabalho entre eles é que Himeno costumava desenhar as personagens femininas, enquanto Araki cuidava dos traços masculinos.
Isso podia ser percebido nitidamente em Cavaleiros do Zodíaco: nos primeiros episódios, os cavaleiros tinham corpos mais musculosos — marca registrada de Shingo Araki —, enquanto na fase seguinte, com silhuetas mais esbeltas e elegantes, o traço de Himeno ganhava mais destaque, conforme apontam artigos especializados.
Infelizmente, na segunda metade de A Rosa de Versalhes, houve uma troca na direção: Osamu Dezaki assumiu o comando e trouxe consigo o artista Akio Sugino. Embora Sugino tenha um traço belíssimo, o estilo era bem diferente, fazendo com que o anime perdesse um pouco da delicadeza visual original de Himeno e Araki, além daquele brilho marcante nos olhos dos personagens. Para muitos fãs, e para mim também, essa dupla é simplesmente insuperável! Shingo Araki nos deixou saudades, mas Michi Himeno continua viva, e seus traços permanecem absolutamente imbatíveis.
Curiosidade: Uma matéria que li há algum tempo revelou que a marcante cena da abertura de A Rosa de Versalhes, em que Lady Oscar aparece presa entre os espinhos como uma verdadeira rosa, foi criada por ele (Shingo Araki). Sem dúvida, um dos momentos mais memoráveis da animação!
O impacto global e a febre no Brasil
Falando sobre A Rosa de Versalhes, vale lembrar que a obra fez um sucesso estrondoso na Europa — com destaque especial para a Itália. Embora não tenha sido um fenômeno de bilheteria no Japão em sua exibição original, a série nunca foi odiada pelos japoneses, como muitos costumam afirmar. Pelo contrário: em 1980, a animação passou por um forte revival no país, impulsionada justamente pelo sucesso estrondoso de Cavaleiros do Zodíaco.
No Brasil, Cavaleiros do Zodíaco foi uma verdadeira febre nos anos 1990 graças à exibição histórica pela Rede Manchete. Foi embalados por essa onda que tivemos doze episódios da série clássica e o longa-metragem (que resumía os 40 episódios iniciais) lançados em VHS no país pela Europinha.
Seiya com armadura de Sagitário, ilusração de Michi Himeno.
Os Cavaleiros do Zodíaco A Batalha de Abel Traços de Michi Himeno.
Feliz aniversário, Michi Himeno! E muito obrigada por dar vida a A Rosa de Versalhes, Cavaleiros do Zodíaco, Lupin III, Hana no Ko Lunlun e a tantas outras obras-primas que marcaram para sempre a infância (e a vida) de tanta gente. 💖
Arte do anime Rosa de Versalhes no traço de Michi Himeno
Finalizo este post com a abertura, algumas imagens do anime e vídeos especiais relacionados:
Feliz aniversário mestra Michi Himeno e Obrigado Por Lady Oscar e Cavaleiros do Zodíaco.
Espero que tenham gostado! Daqui a Pouco tem mais!
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Hoje, 16 de agosto, é o aniversário de Madonna, a icônica Rainha do Pop. Aproveitando a data e o fato de eu ter visto circulando na internet imagens curiosas da diva vestida como Maria Antonieta — que também é uma das grandes personagens de Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) —, decidi trazer essa curiosidade para cá!
Como não sou da época do surgimento de Madonna, fui pesquisar a fundo e descobri que a cantora adotou essa estética em momentos marcantes:
MTV Video Music Awards (VMA) de 1990: Sua apresentação histórica de "Vogue", com um figurino de época e peruca volumosa, tornou-se lendária e ajudou a popularizar a estética de Maria Antonieta na cultura pop, influenciando diversas produções e artistas posteriores.
Oscar de 2024: Trinta e quatro anos após o VMA, Madonna coapresentou a festa pós-Oscar (The Party) revivendo o visual, em uma homenagem emocionante ao seu próprio legado de estilo, mas com novas nuances.
A icônica performance de "Vogue" em 1990 é amplamente considerada um dos pontos altos da carreira da artista, tanto pela sonoridade quanto pela grandiosidade visual. Já a aparição no Oscar reafirmou sua atemporalidade, provando que sua influência estética continua viva e inspiradora..
Deixo abaixo mais fotos e vídeos relacionados para conferirmos juntos!
Encontrei esse vídeo feito por Fã da Diva do Pop, ao som das canções de Rosa de Versalhes.
Enfim, espero que tenham gostado! Um Bom Domingo e uma ótima semana Amigos da Lady Oscar.
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E chegamos à metade de agosto! Hoje, na Itália, é comemorado o Ferragosto, um feriado nacional repleto de tradição onde a Comunidade Italiana de Santo Egídio promove belíssimas ações de solidariedade destinadas a refugiados, sem-teto e idosos. Mas o dia de hoje também guarda o aniversário de uma data histórica monumental, cujos desdobramentos foram imortalizados nas páginas e telas de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら).
Em 15 de agosto de 1785, há exatos 239 anos, estourava o célebre Escândalo do Colar, um enredo digno de folhetim que envolveu o Cardeal de Rohan, Jeanne de La Motte e seu marido Nicolas de La Motte, o falsificador Retaux de Villette, Mademoiselle d'Oliva e o misterioso Conde de Cagliostro. Aproveitando a data, abro este espaço para comentar como esse episódio na corte de Luís XVI abalou as estruturas da França e moldou a trajetória da Revolução, além de relembrar como tudo isso ecoa no universo de Lady Oscar..
Esse acontecimento fascinante inspirou diversos romances, como O Colar da Rainha, adaptações cinematográficas como O Enigma do Colar (estrelado por Hilary Swank), inúmeros documentários e, é claro, nossa amada senseiRiyoko Ikeda. Em sua obra máxima, Ikeda costura com maestria fatos históricos reais e toques de fantasia. No entanto, a forma como ela tece a trama do colar é tão perfeita que chega a ser difícil separar a realidade da ficção.
O verdadeiro Cardeal de Rohan (Louis René Édouard), nascido em Paris em 25 de setembro de 1734 e falecido em Ettenheim em 16 de fevereiro de 1803, era príncipe de Rohan-Guemenée, bispo de Estrasburgo, político e cardeal católico, pertencendo ao ramo caçula da ilustre Família Rohan, cujas origens remontam aos reis da Bretanha. Na realidade, ele era bem mais charmoso do que o retratado no anime e no mangá. Já a verdadeira Jeanne de Valois-Saint-Rémy, conhecida como Condessa de La Motte (1756–1791), participou ativamente do escândalo, mas estava longe de ser a vilã fria e perversa de Rosa de Versalhes. Na verdade, ela nem amava Nicolas e teve um fim trágico: morreu em Londres, em 23 de agosto de 1791, após cair da janela de seu quarto — seja em uma tentativa desesperada de fugir de seus credores, ou, segundo teorias, assassinada por realistas.
A Coroa, a Rivalidade e a Joia Impossível
A princesa Maria Antônia Josefa Joana de Habsburgo-Lorena, nascida em 2 de novembro de 1755 no Palácio Imperial de Hofburg, ganhou o título de Delfina da França aos 14 anos, em maio de 1770, graças ao seu casamento de razões estritamente políticas com Luís XVI. Entre boatos implacáveis, tensões geopolíticas e revoltas populares, seu reinado culminou na Revolução Francesa e no fim da monarquia. Mas nenhum episódio manchou tanto sua imagem pública quanto o famoso "caso do colar de diamantes".
Tudo começou antes mesmo de Antonieta subir ao trono, durante o reinado de Luís XV. Em 1772, o monarca decidiu presentear sua favorita, a Condessa du Barry, com uma joia sem precedentes. Os joalheiros parisienses Charles Auguste Boehmer e Paul Bassange receberam a missão de criar um colar que superasse todos os outros em beleza e grandiosidade.
O processo de fabricação levou anos e exigiu uma fortuna na busca por diamantes perfeitos. No entanto, antes que a peça estivesse pronta, Luís XV faleceu vítima de varíola, e a Condessa du Barry foi imediatamente banida da corte.
Com uma peça única, caríssima e sem comprador, os joalheiros tentaram oferecê-la à nova rainha. O rei Luís XVI chegou a sugerir a compra a Maria Antonieta em duas ocasiões:
Em 1778, quando a rainha recusou prontamente, argumentando que o dinheiro deveria ser investido em navios para o reino em vez de luxos fúteis.
Em 1781, quando os próprios joalheiros tentaram convencer a soberana como um presente pelo nascimento do herdeiro ao trono, o pequeno Luís José. Novamente, ela recusou.
Muitos historiadores apontam que a recusa de Maria Antonieta estava profundamente ligada à sua inimizade com Madame du Barry, já que a peça havia sido concebida originalmente para a antiga favorita. Como o mangá de Riyoko Ikeda tão bem retrata, a relação entre as duas era insustentável.
A Armadilha de Jeanne de La Motte
A grande confusão ganhou forma quando Jeanne de La Motte, uma condessa caída em desgraça que havia entrado na órbita da corte, tramou um plano mirabolante com a ajuda de seu amante, Rétaux de Villette.
Em março de 1785, Jeanne tornou-se amante do Cardeal de Rohan. Antigo embaixador francês em Viena — figura detestada por Maria Antonieta por ter espalhado boatos maldosos à sua mãe, a Imperatriz Maria Teresa —, Rohan desejava desesperadamente reconquistar o favor da rainha para alcançar o cargo de ministro do rei.
Percebendo essa obsessão, Jeanne convenceu o cardeal de que havia conquistado a amizade íntima de Antonieta e que atuaria como sua intermediária secreta. Acreditando estar agindo sob as ordens da soberana, Rohan passou a financiar os supostos "projetos de caridade" da rainha através de Jeanne. A golpista falsificou cartas apaixonadas e ordens de compra, convencendo o cardeal a adquirir o colar de diamantes em nome de Maria Antonieta, com pagamento parcelado. O golpe estava consumado.
O Estouro do Escândalo
O castelo de cartas desabou na hora do primeiro pagamento. Quando Jeanne apresentou as notas do cardeal aos joalheiros e o dinheiro não cobriu o montante, Boehmer recorreu diretamente à rainha. Maria Antonieta entrou em choque: ela jamais havia comprado ou recebido a joia.
O caso transformou-se em uma bomba política, alimentando panfletos difamatórios e plantando na mente do povo a ideia de que a rainha liderava conspirações e fraudes.
(Fontes de pesquisa: Wikipedia e Aventuras na História)
O Caso do Colar em Lady Oscar: A Rosa de Versalhes
Episódio 22: O Escândalo do Colar — O colar brilha de forma sinistra
Maria Antonieta dá à luz o tão esperado segundo herdeiro da França. O país celebra, e até Lady Oscar e André compartilham da alegria pelo nascimento do principezinho. Buscando mais privacidade para criar os filhos, a rainha decide se mudar para o Petit Trianon, uma decisão que desperta a ira da nobreza, que passa a ter o acesso negado à soberana. Enquanto isso, na Áustria, a Imperatriz Maria Teresa observa o destino da filha com profunda apreensão.
Paralelamente, Jeanne manipula Rohan para que compre a joia em nome da rainha. O Trianon começa a receber as cobranças enfurecidas dos joalheiros, enquanto Oscar e André se envolvem em uma confusão em uma estalagem frequentada por figuras como Robespierre e Bernard.
Episódio 23: O Processo — Habilidoso e Duro
É neste episódio que assistimos ao julgamento de Jeanne, retratada como uma das antagonistas mais marcantes da obra. Pressionada, ela acusa publicamente a rainha de conspiração e chega a inventar boatos caluniosos sobre Oscar e a soberana. A verdade sobre a farsa envolvendo o Cardeal de Rohan e o falsificador é finalmente revelada.
Condenada à prisão perpétua, Jeanne recebe a infame marca de ferro em brasa com a letra "V" (voleuse, ladra). Ela tenta escapar, mas desmaia após a punição. Enquanto isso, Maria Antonieta vê-se cada vez mais isolada, enquanto o povo e setores da nobreza transformam Jeanne em sua heroína distorcida.
Curiosidade: Embora Lady Oscar seja uma personagem fictícia, ela assume no enredo o papel desempenhado por figuras reais na corte, como a Princesa de Lamballe e a Condesse de Polignac, que também eram amigas íntimas da rainha e alvo constante de maledicências sobre supostos romances com a soberana.
O Caso do Colar no Live-Action de 1979
Dirigido pelo aclamado Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor), o filme live-action de Lady Oscar (1979) também retrata este momento crucial. Logo após o nascimento do príncipe da França, vemos Oscar auxiliando a rainha com o bebê, momento em que os joalheiros aparecem para oferecer a famosa joia — oferta que Antonieta prontamente rejeita..
Curiosidade Final
Recentemente, uma réplica impressionante e luxuosa do colar de diamantes de Maria Antonieta foi recriada utilizando cristais Swarovski, trazendo à vida um dos artefatos mais icônicos da história da moda e da monarquia.
Na época em que se passa A Rosa de Versalhes, o Ferragosto ainda não era comemorado nos moldes atuais que conhecemos, mas, se fosse, o fatídico escândalo do colar teria explodido exatamente em meio às festividades da data!
Infelizmente, a belíssima trama do colar criada por Riyoko Ikeda ficou de fora do filme animado de A Rosa de Versalhes (2025). Um dos arcos mais marcantes do mangá acabou sendo totalmente excluído dessa nova animação — para se ter ideia, nem a Jeanne aparece no filme! Para mim, foi um enorme desperdício, pois a narrativa de Ikeda é tão maravilhosa que chega a confundir nossa cabeça de tão bem costurada que é, unindo fatos históricos reais e ficção com perfeição.
Enfim, para fechar este post sobre o Ferragosto e o escândalo do colar, deixo abaixo alguns vídeos que encontrei no YouTube sobre esse caso fascinante!
Espero que tenham gostado desta viagem pela história e pela ficção! Como sou de descendência italiana, aproveito para desejar a todos os amigos e fãs de Lady Oscar um ótimo Ferragosto
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Hoje não é exatamente dia de #TBT, mas celebramos o aniversário de uma data profundamente querida pelos fãs de A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara) e da tradicional Takarazuka Revue.
Em 14 de agosto de 1976 (durante a Era Showa), há exatos 50 anos, Rei Asami, uma das atrizes mais marcantes a dar vida a André Grandier nos palcos da Takarazuka, realizava uma sessão de autógrafos inesquecível na cidade de Koriyama. Para marcar essa data especial e revisitar essa memória, vamos relembrar um pequeno artigo publicado no site Mimpo — acompanhado por um recorte de jornal da época —, que documenta o evento de Asami Rei (麻実 れい) logo após uma apresentação da companhia no teatro feminino.
Essa montagem específica colocou o romance entre Oscar e André no centro das atenções, consolidando ainda mais o clássico criado por Riyoko Ikeda. Falar sobre a Takarazuka é sempre um deleite, mas falar de A Rosa de Versalhes é algo ainda mais especial! Como hoje celebramos o aniversário desse acontecimento e a grandiosa trajetória da Takarazuka Revue — que já acumula 112 anos de história —, traduzi o artigo da época e preparei um panorama sobre as primeiras e icônicas encarnações dessa obra-prima nos palcos..
Artigo da Época: 14 de Agosto de 1976 (Showa 51)
Rei Asami, que interpretou André em “A Rosa de Versalhes”, participa de uma sessão de autógrafos em Koriyama
A exposição "De Mon Paris à Rosa de Versalhes", que recria os momentos marcantes e a grandiosidade da Takarazuka Revue, foi realizada na Second Usui Department Store, na cidade de Koriyama. Como parte das atrações, a estrela principal Rei Asami visitou o espaço e conduziu uma calorosa sessão de autógrafos.
Asami Rei assumiu o papel de destaque como André na produção de A Rosa de Versalhes pela Trupe de Neve (Snow Troupe). No evento, ela surgiu com um visual marcante: cabelo curto, camisa azul-marinho e calça branca. Com simpatia, distribuiu autógrafos em papéis coloridos entregues por fãs entusiasmados que lotaram o espaço para vê-la de perto.
O Fenômeno que Salvou o Teatro Feminino: As Primeiras Montagens de A Rosa de Versalhes.
A Takarazuka Revue (Takarazuka Kagekidan) é uma lendária companhia de teatro japonesa formada exclusivamente por mulheres, figurando entre as instituições artísticas mais importantes do país. Fundada em 1913 em Takarazuka, Hyōgo, por Kobayashi Ichizo (presidente da Hankyu Railways), a companhia construiu um legado incomparável.
O célebre mangá Berusaiyu no Bara (A Rosa de Versalhes), criado por Riyoko Ikeda, foi adaptado para os palcos pela primeira vez em 1974, logo após a conclusão de sua serialização na revista Margaret. Mais do que um sucesso comercial, a chegada da obra ao musical salvou o teatro feminino da Takarazuka, que enfrentava um período de forte decadência havia anos.
Nas primeiras versões, o enredo concentrou-se nas figuras de Maria Antonieta e do Conde de Fersen, abrindo caminho posteriormente para tramas profundamente focadas no romance arrebatador entre Oscar e André.
Da Resistência ao Sucesso Histórico
A primeira peça alcançou um sucesso inimaginável. Na época, filas quilométricas se formavam para a compra de ingressos. Além disso, a concorrência para ingressar na rigorosa escola de treinamento da Takarazuka — que tradicionalmente registrava cinco candidatas por vaga — disparou vertiginosamente para 20 candidatas por vaga no auge da febre gerada por A Rosa de Versalhes.
A atriz pioneira a encarnar a inesquecível Oscar François de Jarjayes foi Yuri Haruna. Em uma entrevista traduzida anteriormente, Haruna relembrou as dificuldades iniciais, revelando que a escolha gerou forte resistência e oposição de alguns puristas e fãs mais radicais do mangá. Ela chegou a receber cartas ameaçadoras; contudo, com talento e coragem, entregou uma atuação impecável que transformou a peça em um triunfo absoluto. Como prova de sua dedicação, Haruna passou dias respondendo a cartas e autografando fotografias enviadas por legionários de fãs da obra de Ikeda.
No ano seguinte, em 1975, Haruna assumiu o papel de André Grandier, o par romântico da protagonista, enquanto o papel de Oscar passou a ser interpretado por Anna Jun, outra grande estrela da companhia.
Curiosidade: Entre os itens colecionáveis da época, destacavam-se peças exclusivas, como um charmoso lenço com a estampa de Oscar assinado pela própria Yuri Haruna.
Um lenço com a estampa de Oscar assinado Yuri Haruna.
A Expansão do Universo de Berubara em 1976
O sucesso estrondoso garantiu novas temporadas. Em 1976, estreou Berusaiyu no Bara III (A Rosa de Versalhes III), contando novamente com Yuri Haruna no papel de Oscar.
E foi também em 1976 que floresceu a produção focada estritamente em Oscar e André: Berusaiyu no Bara - Andore to Osukaru (A Rosa de Versalhes: André e Oscar), o espetáculo diretamente homenageado no artigo de jornal que abriu esta postagem.:
Nesta montagem, André foi magistralmente interpretado por Rei Asami, e Oscar por Migiwa Natsuko. A sessão de autógrafos realizada em Koriyama — que hoje completa exatamente 50 anos — aconteceu justamente na esteira desse sucesso, coroando o carinho do público por Asami em um dos papéis mais amados de toda a saga.
Tradição Viva que Atravessa Gerações
As adaptações de A Rosa de Versalhes continuam a ocupar um lugar de honra na programação da Takarazuka, mantendo-se como um dos pilares artísticos mais famosos e duradouros da companhia.
Cada nova montagem — como a grandiosa releitura focada em Fersen e Maria Antonieta — reafirma a força atemporal dessa obra-prima que uniu para sempre a genialidade de Riyoko Ikeda à magia cintilante dos palcos de Takarazuka.
"Em 2024, a primeira montagem de A Rosa de Versalhes celebrou seu cinquentenário. Para marcar esse jubileu histórico, a Takarazuka Revue presenteou o público com uma nova e grandiosa produção, revisitando a essência da versão original ao focar, mais uma vez, no épico romance entre Fersen e Maria Antonieta. É um testemunho da atemporalidade da obra que a companhia a mantenha em seu repertório com tamanha frequência; afinal, A Rosa de Versalhes não é apenas a peça mais famosa da trupe, mas o coração pulsante que mantém viva a magia deste teatro feminino há décadas."
A Rosa de Versalhes - edição Fersen 2024 Takarazuka Trupe Neve.
"Ao olharmos para trás, para aquele 14 de agosto de 1976, percebemos que a devoção de atrizes como Rei Asami e o entusiasmo de fãs em cidades como Koriyama foram os alicerces desse fenômeno cultural que atravessa gerações. Que a elegância de Oscar, a lealdade de André e o esplendor da Takarazuka continuem a nos inspirar a buscar o belo e o extraordinário em cada novo dia.
Com essa dose de nostalgia e admiração por essa história que se recusa a envelhecer, encerramos nossa semana. Que o seu final de semana seja tão marcante quanto os 50 anos de sucesso desta obra-prima. Au revoir e até a próxima!"
Espero que tenham gostado!
Daqui a pouco tem mais!^^
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