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quinta-feira, 23 de julho de 2026

🌹 #TBT de Luxo: Relíquias de A Rosa de Versalhes que Parecem Sonho!

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 




Quem acompanha o blog sabe que eu fico caçando tudo quanto é informação, curiosidade, texto ou notícia sobre A Rosa de Versalhes. É um vício bom, eu confesso! E hoje me deparei com uma publicação incrível da página do Facebook Riyoko Ikeda VNFC que inspirou o TBT de hoje.

Eles compartilharam os detalhes de uma edição realmente especial:

"Edição Deluxe com capa dobrável, nome da obra e ornamentos estampados em relevo com folha de ouro. O miolo conta com páginas coloridas. Esta versão foi publicada reunindo os volumes da história principal e o volume Gaiden — sem incluir os volumes extras lançados posteriormente."


 

O Encanto nos Detalhes

Para quem ficou na dúvida, essa versão japonesa com detalhes delicados em tom dourado pastel não é uma edição dos anos 80, mas sim a luxuosa Edição Definitiva / Kanzenban (ベルサイユのばら 完全版 - Berusaiyu no Bara Kanzenban), lançada originalmente entre dezembro de 2005 e junho de 2006 pela editora Shueisha (coleção SG Comics).

É impossível não se apaixonar por um cuidado editorial desse nível! Trazer as ilustrações clássicas de Riyoko Ikeda contornadas por arabescos e molduras ornamentais em relevo e acabamento dourado não é apenas uma escolha estética bonitinha; é uma homenagem direta à opulência e ao luxo que a própria corte de Versalhes representava. É como se a própria essência visual do século XVIII ganhasse vida na estante!

Compilando a história principal clássica junto ao volume Gaiden (distribuídos nos 9 volumes que compõem essa coleção completa do topo da foto), essa Kanzenban resgatou pela primeira vez em alta qualidade as páginas coloridas originais publicadas na revista Weekly Margaret. Para quem ama a estética detalhista e a força dramática de Oscar e Marie Antoinette, uma relíquia dessas em formato A5 é o verdadeiro Santo Graal dos colecionadores!

(Se quiser conferir a data oficial no catálogo da Shueisha, o Volume 1 da Kanzenban foi registrado oficialmente em 19 de dezembro de 2005 no acervo da Shueisha).

🇮🇹 E não para por aí: Uma surpresa no acervo!

Além da Kanzenban, a foto resgata outra grande paixão dos colecionadores: os volumes 11 ao 14 da Margaret Comics (マーガレットコミックス - Margaret Comics), lançados a partir de agosto de 2014 para reunir os novos capítulos/episódios (Episodes / エピソード) publicados 40 anos após o término da série original! (Confira o registro do Volume 11 no site da Shueisha).

E claro, ver essa paixão internacional pela obra só me faz lembrar do carinho enorme com que a Europa e a Itália sempre trataram nossa amada franquia — afinal, ver a nossa destemida Comandante da Guarda Real tratada com tanto esmero em lançamentos comemorativos é aquele tipo de acalento no coração que só quem é fã entende!

🇮🇹 E não para por aí: Uma surpresa italiana no meu acervo!

A mesma página também resgatou outra pérola histórica: uma edição italiana especial que também não é um lançamento atual, mas que tem um lugar extremamente afetuoso no meu coração — afinal, eu tenho essa belezura na minha coleção!

O charme irresistível dessa versão italiana era o brinde inesquecível que vinha junto com ela: uma boneca de papelão da própria Oscar! Ver a nossa destemida Comandante da Guarda Real transformada em uma boneca de papel a e estilizada é aquele tipo de contraste adorável que só as edições especiais proporcionar aos fãs.




Aproveitando que hoje é dia de #TBT, nada melhor do que olhar para trás e relembrar como A Rosa de Versalhes sempre foi tratada com tanto carinho e criatividade ao redor do mundo.

E você, já conhecia essa versão Kanzenban (完全版) com detalhes em relevo dourado? Colocaria essas relíquias na sua estante? ✨

Espero que tenham gostado do #TBT de hoje. Uma linda Quinta feira a todos vocês amigos da Lady Oscar.

Daqui a pouco tem mais.


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 




 


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Lady Oscar Day: Em 14 de julho, as adolescentes dos anos 80 celebram sua heroína (Artigo Traduzido).

Olá,queridos, amigos da Lady Oscar, sejam Bem vindos!


Ainda estamos no Mês de Julho, que é o mês mais lembrado pelos fãs da Rosa de Versalhes, então como eu havia prometido, estou caçando textos atuais e antigos sobre o 14 de julho para os fãs de Lady Oscar, e hoje me deparei com esse artigo de 2025 do site L'Espresso...

...Trata-se de uma matéria italiana cativante que aborda o chamado "Lady Oscar Day", um fenômeno digital que acontece anualmente no dia da Queda da Bastilha. O texto explica como fãs (em especial mulheres com mais de 40 anos) transformam as redes sociais em um grande espaço de memória, nostalgia e debate político/identitário sobre o legado da obra de Riyoko Ikeda. Além disso, o artigo aborda as inspirações estéticas da autora no cinema clássico europeu, o impacto da icônica música de abertura italiana e faz uma breve avaliação crítica sobre a nova animação de A Rosa de Versalhes lançada em 2025. Então decidi fazer a tradução.




Abaixo, confira a tradução completa do artigo:


 Lady Oscar Day: Em 14 de julho, as adolescentes dos anos 80 celebram sua heroína

Enquanto a França celebra a Tomada da Bastilha, nas redes sociais explode uma revolução mais íntima e digital: Facebook, Instagram e X se enchem de conteúdos dedicados à protagonista do icônico mangá japonês "A Rosa de Versalhes".

Pontual como em todos os anos — e imune até mesmo ao eclipse de Jannik Sinner, primeiro vencedor italiano do torneio de Wimbledon que ofuscou qualquer outra notícia — o 14 de julho é o dia dedicado à heroína por excelência, Lady Oscar, protagonista do icônico mangá japonês "A Rosa de Versalhes" (Berusaiyu no Bara), criado por Riyoko Ikeda em 1972. A data coincide com um dos momentos mais dramáticos da história: o assalto à Bastilha, no qual Oscar François de Jarjayes — mulher soldada educada como homem por vontade do pai — atinge o ápice de sua própria transformação: de guarda real a símbolo da rebelião do povo. Uma metamorfose que, ano após ano, se reflete nos posts comemorativos que lotam o Facebook, Instagram e X, onde a nostalgia se entrelaça à conscientização política e de gênero.

A história de Oscar é a de uma criança educada para a vida militar, destinada a se tornar guarda pessoal de Maria Antonieta, e que hoje, mais do que nunca, se torna um ícone de gênero e liberdade. O nome Lady Oscar, escolhido para a série animada italiana exibida pela primeira vez na Itália em 1982, permaneceu no imaginário coletivo. E a comunidade online — especialmente entre as mulheres com mais de 40 anos — todos os anos, no dia 14 de julho, lota as redes sociais com hashtags presentes em milhares de posts, reels, fanarts e threads temáticos: #LadyOscar, #LeRoseDiVersailles, #OscarFrançois, #MariaAntonietta, #14luglio e #IoNonDimentico.

Andrógina

Ao desenhar o rosto de Oscar, Riyoko Ikeda inspirou-se, por sua própria admissão, na beleza icônica de Björn Andrésen, que interpretou o jovem Tadzio em "Morte em Veneza" de Luchino Visconti: era 1972. O mangá japonês permanece como uma obra atemporal, mas o mesmo não se pode dizer do recente anime "A Rosa de Versalhes", lançado no Japão em 31 de janeiro de 2025 e disponibilizado nas plataformas ocidentais em 30 de abril. Aguardado e aclamado, não esteve, contudo, à altura das expectativas.

Celebração Atemporal

Lady Oscar marcou gerações de jovens mulheres do século passado, que a cada 14 de julho celebram as garotas que foram e as mulheres que se tornaram. Lady Oscar encarnou os medos e as esperanças de todas as pessoas que se sentiram "nascidas erradas", daquelas que ouviam: "seu pai queria um menino mas, infelizmente, nasceu você; no berço te deram um florete, lady do laço azul", como cantava a inesquecível Cristina D'Avena. Oscar é uma projeção de liberdade, complexidade e contradição. E o fato de seu nome ainda ecoar nos posts de quem a amou quando criança e a redescobre na vida adulta é a prova de que algumas histórias foram feitas para durar.

Fim.

Comentários e Reflexões sobre o Texto:

  1. O Impacto Cultural na Itália vs. Brasil: É fascinante notar como a Itália possui um carinho fervoroso por Lady Oscar muito semelhante ao do público brasileiro. A menção à canção de Cristina D'Avena (a voz clássica das aberturas de animes por lá) mostra como a dublagem e as adaptações locais ajudaram a fincar a obra na memória afetiva de toda uma geração nos anos 80.

  2. Representatividade e Atualidade: O artigo do L'Espresso é muito feliz ao pontuar por que a obra se mantém viva. Oscar transcende o século XVIII para falar diretamente com o século XXI sobre liberdade de escolha, não conformidade com papéis de gênero e a busca por autonomia frente ao patriarcado.

  3. A Referência do Cinema Clássico: A citação sobre o ator sueco Björn Andrésen (que viveu Tadzio no clássico de Luchino Visconti) reafirma o nível intelectual e artístico das autoras do Year 24 Group nos anos 70, que buscavam referências no cinema e na literatura europeia para compor seus mangás.

  4. Sinceridade sobre a Adaptação de 2025: É interessante ver a matéria tocar no lançamento do anime recente de 2025 de forma tão direta. Isso reflete o sentimento de muitos fãs veteranos: embora a nova versão traga um visual moderno e atualize a obra para novos públicos, ela dificilmente consegue capturar a densidade dramática e a atmosfera única da animação clássica de 1979.

Espero que tenham Gostado!

 

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Homenagens: 45 Anos de Lady Oscar na Itália: A Voz de Uma Lenda e Uma Amizade Sem Fronteiras

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!



Recuar no tempo para reconstituir a história dos nossos animes favoritos é sempre um exercício fascinante de memória e afeto. Hoje, ao olharmos para trás, celebramos um marco histórico inesquecível: há 45 anos, nos estúdios da Citiemme, os dubladores italianos davam vida pela primeira vez à versão animada de Lady Oscar (TMS).

Uma coincidência maravilhosa torna este momento ainda mais especial para mim. Há 5 anos, nascia uma amizade muito querida através do oceano com a talentosa Elena Romanello, criadora do prestigiado blog Lady Oscar 40 Anni. O blog da Elena cresceu lado a lado com o meu — ambos compartilhamos exatamente a mesma idade e o mesmo amor incondicional por Rosa de Versalhes. É uma honra poder caminhar ao lado de quem dedica tanto carinho à preservação dessa memória!




O Nascimento de um Clássico nos Estúdios de Dublagem

 Vamos falar da dublagem italiana de Lady Oscar ?  Nos meados de 1981, entre a primavera e o outono europeu, a rotina nos estúdios de gravação na Itália ganhava um toque extraordinário. A visão de Isa Barzizza, diretora de dublagem e proprietária da Citiemme, foi fundamental: ela enxergou de imediato que Lady Oscar não era apenas mais uma animação japonesa na programação, mas sim uma obra profunda, envolvente e dramaticamente marcante.

Diferente de produções mais longas da época, o trabalho em Oscar seguiu um ritmo dinâmico. Havia até incertezas sobre qual emissora transmitiria a série. A rede estatal RAI chegou a considerar o projeto — após o sucesso de Remi, outra grande obra de Osamu Dezaki —, mas acabou recuando por julgar a trama forte e madura demais para o público infantil da época. Mal sabiam eles o fenômeno que estava prestes a explodir nas TVs italianas pouco tempo depois.



Músicas, Lendas e Vozes Inesquecíveis

A profundidade da trama era tanta que até a famosa trilha sonora precisou se ajustar ao destino dos personagens. Conta-se que o compositor Riccardo Zara, ao criar a música tema, imaginava um futuro bem mais otimista para a heroína — até ser sutilmente alertado sobre o desfecho emocionante da história, o que o levou a recalibrar os versos da canção!



Mas o verdadeiro motor que transformou Lady Oscar em um patrimônio cultural na Itália foi o trabalho impecável do seu elenco de dublagem. Vozes lendárias como:

  • Cinzia de Carolis (Oscar)

  • Massimo Rossi (André)

  • Luciano Roffi (Fersen)

  • Laura Boccanera (Rosalie)

...e tantos outros talentos entregaram atuações impecáveis, repletas de alma e sensibilidade. Fotos de Lady Oscar 40 Anni:

Eles, naquela época


AppleMark

Homenagens de Federica Scilla



Um Impacto que Atravessa Gerações

Eles não apenas traduziram diálogos; eles moldaram a identidade dos personagens para gerações de fãs. Até hoje, os dubladores se mostram genuinamente emocionados e surpresos com o carinho gigante e contínuo que recebem do público nas convenções e encontros. Um carinho mais do que merecido!

Costuma-se dizer que o bater de asas de uma borboleta pode mudar o rumo das coisas. Há 45 anos, quando aquele grupo de artistas se reuniu diante dos microfones para gravar uma série de apenas 40 episódios, eles não estavam apenas trabalhando: estavam criando ídolos e marcando para sempre a história da cultura pop.

Às vozes eternas da Itália e à querida Elena Romanello, do Lady Oscar 40 Anni: muito obrigada por manterem essa chama reluzindo com tanto brilho! E  No site de Elena, algumas reuniões desses artistas em eventos italianos. Deixo abaixo como parte da Homenagem: .


Uma Homenagem e um Viva à Amizade!

Este post é mais do que um resgate histórico: é uma sincera homenagem a todos os artistas que tornaram essa obra inesquecível. Como ontem foi o Dia do Amigo, a data não poderia ser mais apropriada.

O blog Lady Oscar Rosa de Versalhes completa 5 anos no ar mantendo acesa uma linda rede de amizade com os fãs e com os sites italianos — em especial com a querida Elena Romanello, do Lady Oscar 40 Anni. É a prova de que a paixão pela arte não conhece fronteiras nem idiomas.

Às vozes eternas da Itália, à Elena e a todos os nossos leitores e amigos italianos: um feliz Dia do Amigo! Muito obrigado por caminharem conosco ao longo destes 5 anos e por manterem essa chama reluzindo com tanto brilho! 🌹✨.


 
Daqui a pouco tem Mais! ^^


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Feliz Dia Internacional da Amizade! Celebrando o laço eterno entre Oscar e André.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


Feliz dia do Amigo!!!

Hoje é um dia muito especial. Segundo o site Calendar, o Dia do Amigo e Internacional da Amizade é comemorado em 20 de julho. Esta data foi primeiramente adotada em Buenos Aires, na Argentina, onde é celebrada oficialmente desde 1999, tornando-se uma das festas mais queridas do país.

O argentino Enrique Ernesto Febbraro (1924–2008) foi o responsável pela criação da data. A ideia surgiu com a chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, pois ele acreditava que aquele feito provava que, juntos, os povos poderiam superar desafios quase impossíveis. Para Febbraro, a conquista lunar era um símbolo máximo de união entre todos os seres humanos. Graças às suas campanhas de divulgação, a comemoração foi gradualmente adotada em outras partes do mundo, e hoje quase todos os países celebram a data.

E, como este é um blog sobre A Rosa de Versalhes, nada melhor do que recordar a trajetória de Oscar e André, que, antes de se tornarem namorados, foram melhores amigos.




A Amizade na Infância através dos Sonhos

Existe um episódio que considero muito especial, pois nos oferece um breve vislumbre da amizade de infância do nosso casal favorito. Tudo é mostrado rapidamente através de um lindo sonho da protagonista, que funciona como uma lembrança de sua infância feliz.

Na trama, Oscar sofre um acidente com cavalos ao tentar salvar Maria Antonieta e acaba ferindo gravemente o braço. André, injustamente, é culpado pelo ocorrido, correndo o risco de ser condenado à morte. Oscar corre contra o tempo para mudar a decisão do rei Luís XV, esforçando-se tanto que perde muito sangue. O rapaz acaba sendo inocentado graças à intervenção de Oscar, Fersen e da própria Maria Antonieta. Contudo, devido à gravidade do ferimento e à perda de sangue, Oscar desmaia. O médico informa que ela só sobreviveria se passasse daquela noite.

André permanece ao lado de Oscar durante toda a noite, junto com a avó Nanny. É nesse momento que vemos o sonho da jovem comandante: ela, ainda criança, diverte-se e vive aventuras ao lado de seu inseparável André. Eles parecem ser apenas duas crianças felizes e despreocupadas.



O Valor dessa Conexão

Este é um dos episódios que mais gosto, porque, no início, André chega a pensar que Oscar não tem mais tempo para ele e que a amizade de infância havia desaparecido. Mas ele estava enganado. Oscar, aos 14 anos, ainda menina, carregava a imensa responsabilidade de proteger alguém da sua idade — uma criança arriscando a vida pela outra.

Embora André tenha se sentido deixado de lado, ao final do episódio ele percebe que Oscar se importa, e muito, com ele. A comandante, mesmo ferida, arriscou-se para que a vida de seu amigo, quase um irmão, fosse poupada. Ao despertar, Oscar conta a André sobre o sonho que teve enquanto estava inconsciente. É um dos poucos momentos em que vemos nossos heróis como crianças; infelizmente, essa cena não foi contemplada no novo filme animado de A Rosa de Versalhes. ^^ 



O Filme Live Action de 1979

Não podemos esquecer da animação e do Live Action de 1979 (lançado meses antes do anime). O belíssimo filme Lady Oscar (ベルサイユのばら, Berusaiyu no Bara), uma comédia dramática e romance franco-japonês baseado no mangá de Riyoko Ikeda, explora um pouco mais dessa amizade de infância.

Ver Oscar e André se divertindo ainda pequenos foi algo que muito me agradou. A pequena Oscar foi interpretada pela fofíssima Patsy Kensit, enquanto o pequeno André foi vivido por Andrew Bagley. O filme também revela que Oscar era uma criança como qualquer outra, sem perder seu lado feminino, ao esconder uma boneca de seu pai. A cena termina com Oscar abraçada à boneca, deitando-se ao lado de André — um exemplo clássico de como ele sempre guardou os segredos dela.

Muitos não gostam desse live action, mas eu discordo; acho um filme muito bonito. As mudanças não me incomodam tanto, embora o Gerodelle tenha mudado demais sua personalidade, perdendo o charme e o cavalheirismo original. Ainda assim, valorizo o destaque dado à infância dos protagonistas. Gostei muito da atuação de Andrew Bagley como André; ele combinou perfeitamente com o personagem. Infelizmente, eles só aparecem no início, mas a cena em que o pequeno André promete proteger Oscar é encantadora.


Seja no mangá original ou nas adaptações, antes de se tornarem namorados, ou até mesmo marido e mulher, Oscar e André foram, acima de tudo, grandes amigos!

Feliz dia do amigo! Espero que tenham gostado! Uma ótima semana a todos os amigos da Lady Oscar.



Feliz dia do amigo!

Espero que tenham gostado!Uma òtima semana amigos da Lady Oscar.

 


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 




domingo, 19 de julho de 2026

O Legado de André Grandier: O Protetor que Mudou o Coração das Leitoras

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!


Estava navegando por um grupo de fãs de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら)  e me deparei com um debate apaixonado sobre André Grandier. É curioso observar como, mesmo décadas após a publicação da obra-prima de Riyoko Ikeda, este personagem ainda desperta reações tão viscerais e profundas em nós. André é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais amadas e complexas da série, transcendendo o papel de simples coadjuvante para se tornar a alma da narrativa. Mais do que um personagem de papel, ele é o protótipo absoluto do "Protetor" dentro do universo dos Shoujo Mangás, um arquétipo que definiu gerações de leitores e estabeleceu o padrão para o que buscamos em um companheiro na ficção.



O Arquétipo do "Protetor": Muito além do Bom Moço


Muitos poderiam chamar André de "bom moço", mas isso simplifica demais a magnitude do que ele representa. O Protetor no Shoujo é uma peça-chave: ele é a sombra necessária da heroína, existindo em uma órbita de devoção silenciosa. Ele a ama com uma intensidade devastadora, mas, tolhido por barreiras sociais — como a intransponível diferença de classe entre ele e Oscar — ou por circunstâncias da vida, ele mantém seu amor nas sombras.

O "estilo André" de amar é definido pela entrega total. O Protetor é aquele que, mesmo vendo a heroína suspirar por outro ou seguir caminhos perigosos, não vira as costas. Ele zela, resguarda e cuida das feridas que ninguém mais vê. Em muitos casos, acaba dando a própria vida por ela. Esse arquétipo se eternizou em figuras como Yurios (Paros no Ken) e Seiran (Saiunkoku Monogatari), mas foi André quem estabeleceu o manual.




O Marido Ideal: Por que André conquistou gerações?


Não é por acaso que, durante a serialização original, André arrebatou o coração de uma geração de leitoras. Ele personificava o ideal de companheirismo: um homem cuja força não residia na dominação, mas na capacidade de proteger sem sufocar.

Naquela época, as leitoras começaram a vislumbrar em André o parceiro definitivo: aquele que, embora estivesse sempre presente, jamais tentou diminuir a autonomia da mocinha. André protege, mas ele respeita. Ele compreendia o espaço de Oscar, respeitava as decisões difíceis que ela tomava como comandante da Guarda Real e nunca exigiu que ela sacrificasse sua essência para se adequar a ele. Ele é o homem que escolheu ser o porto seguro que permite que a heroína brilhe, sem nunca tentar ofuscá-la. É esse equilíbrio entre a proteção feroz e o respeito inabalável que transformou André no padrão-ouro de parceiro ideal.


Uma jornada de reconhecimento

Enquanto preparo as próximas resenhas da Rosa, algo me parece cada vez mais gritante: o mangá é uma longa jornada de André ganhando seu devido espaço. Ele deixa de ser apenas uma constante periférica — o "criado" — para se tornar o único homem capaz de enxergar Oscar além da farda.

A trajetória de André é um estudo sobre a paciência transformadora. O momento em que Oscar finalmente percebe que ele é o amor da sua vida não é apenas um desfecho romântico; é uma compensação necessária para todos os anos de devoção silenciosa e sacrifício. É o momento em que a heroína finalmente enxerga que o destino que ela tanto procurou esteve sempre ali, em forma de olhar, de cuidado e de entrega incondicional.



Considerações Finais

André Grandier é a prova de que o amor mais puro não é aquele que reclama posse, mas aquele que escolhe a permanência. Ele nos ensina que a verdadeira força de um homem está na sua capacidade de ser o alicerce de quem ele ama, sem nunca sufocar a sua liberdade. Mais do que um personagem de papel, ele se tornou um símbolo de lealdade eterna — aquele que, mesmo diante da escuridão da história, provou que o maior ato de amor é estar presente, proteger, e se necessário, caminhar até o fim ao lado de quem se ama.

Para fechar este post, gostaria de compartilhar algo muito especial: o desenho que ilustra o encerramento é uma criação minha, feita em 2021. Para minha grata surpresa, ele ganhou uma vida própria na internet, percorrendo fóruns e portais italianos dedicados à obra. Hoje, ao pesquisar por "André e Oscar" no Google, é emocionante ver que ele figura como uma das primeiras imagens a aparecer. Fico imensamente feliz que um trabalho feito há tanto tempo tenha se tornado tão querido pela comunidade — é a prova de que, assim como o amor de André, a nossa paixão por A Rosa de Versalhes também é eterna.

Desenho digital de Minha autoria, Oscar e André 2021



Espero que tenham gostado!

"Desejo a todos um excelente domingo de final de Copa do Mundo e uma semana maravilhosa. Um abraço a todos vocês, amigos da Lady Oscar!"


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