Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!
"Hoje mergulharemos em um dos simbolismos mais ricos da obra de Riyoko Ikeda: a identidade cromática de suas personagens. Para a autora, as flores não são meros adornos de cenário, mas extensões da alma e do destino de cada figura em Versalhes.
Muitos fãs casuais se referem à obra de Riyoko Ikeda no singular, mas a própria autora já deixou claro em entrevistas: não existe apenas "a" rosa, existem "as" rosas. No original japonês, a ambiguidade do plural permite que cada protagonista floresça com sua própria simbologia e cor, criando um jardim complexo de paixão, traição e revolução.
Se você está acompanhando a edição brasileira (que reúne os volumes originais), já percebeu que Versalhes é um campo de batalha floral. Vamos entender o que cada cor diz sobre essas figuras icônicas?
Pois bem, neste post, analisaremos cada personagem sob a luz de suas personalidades e cores. Além disso, trarei uma reflexão pessoal sobre qual matiz melhor representaria a grande rival de Maria Antonieta: Madame du Barry. Embora Riyoko Ikeda nunca tenha definido oficialmente uma cor para a última favorita de Luís XV, compartilho com vocês meus pensamentos e a minha aposta para completar esse jardim."
As Rosas de Protagonismo
Maria Antonieta (A Rosa Vermelha): A cor da paixão, do sangue real e da tragédia. Antonieta é a rosa em plena floração, vibrante e sedutora, mas cujo destino é ser colhida cedo demais. O vermelho simboliza tanto seu amor ardente quanto o sacrifício final.

Canteiro de Maria Antonieta com Rosas Vermelhas Oscar François de Jarjayes (A Rosa Branca): Frequentemente chamada de White Rose, a cor de Oscar simboliza pureza, integridade e uma nobreza que transcende o gênero. É a luz que brilha em meio à lama da corte, mantendo-se imaculada até o fim.
Rosalie Lamorlière (O Botão de Rosa): Representada pela cor rosa, Rosalie é a promessa de delicadeza. Ela é a "eterna primavera", simbolizando a doçura e a gratidão, mas também a fragilidade de quem cresce à sombra das grandes espinhas.

Canteiro da Rosalie com Rosas cor de rosas Jeanne de Valois-Saint-Rémy (A Rosa Negra): O oposto de Oscar. A rosa negra representa o mistério, o perigo e a ambição desenfreada. Jeanne é a flor que nasce no pântano, disposta a tudo para brilhar sob o sol de Versalhes.
Condessa de Polignac (A Rosa Amarela): Tradicionalmente, o amarelo pode significar amizade, mas em Versalhes ele carrega o peso da inveja e da infidelidade. Polignac é a flor que atrai pelo brilho, mas esconde intenções calculistas.
O Mistério de Madame du Barry: Qual seria sua cor?
Embora Ikeda não tenha definido uma cor oficial para a Madame du Barry no cânone, podemos especular com base em sua trajetória. Se Antonieta é o vermelho real, Du Barry poderia ser associada à Rosa Púrpura ou Carmesim profundo.
Diferente do vermelho vibrante da jovem rainha, o tom de Du Barry seria o de uma rosa que já conheceu o mundo, simbolizando uma sensualidade madura, o luxo e a luta pelo poder de quem veio de baixo e conquistou o topo. Ela é a beleza que desafia a linhagem oficial.
Além das Mulheres: O Jardim dos Cavalheiros
A simbologia das rosas é tão poderosa que transbordou para os personagens masculinos em produtos licenciados e eventos comemorativos no Japão.
No famoso New Reoma World em Kagawa, existe um jardim de rosas dedicado à série onde os rapazes ganharam suas próprias cores definitivas:
André Grandier (Rosas Amarelas): Diferente do sentido negativo de Polignac, aqui o amarelo de André representa a lealdade inabalável, o calor e a luz de quem protege a Rosa Branca (Oscar) sem brilhar mais que ela. É o sol que sustenta a flor.
Hans Axel von Fersen (Rosas Violetas): O lilás ou violeta simboliza o amor impossível, a melancolia e a devoção espiritual. Fersen vive um amor que nunca poderá ser plenamente vivido à luz do dia, e a cor violeta captura perfeitamente essa aura de nobreza triste.

Canteiro do Conde Fersen Rosas Lilas
Conclusão
Ler A Rosa de Versalhes é como caminhar por um roseiral: cada pétala tem um significado e cada espinho uma consequência. Riyoko Ikeda transformou a botânica em narrativa, provando que, no final das contas, a Revolução Francesa foi composta por várias flores, cada uma lutando para não murchar antes do seu tempo.
"Depois de explorar esse jardim de personalidades e cores, a pergunta que fica é: com qual dessas rosas você mais se identifica? Pessoalmente, encontro na Rosa Branca de Oscar o espelho da integridade e da força que admiro.
Para encerrar nossa jornada visual, deixo vocês com um registro histórico e emocionante: o vídeo da inauguração do jardim temático de A Rosa de Versalhes no hotel New Reoma World, em Kagawa. O evento contou com a supervisão atenta da própria mestre Riyoko Ikeda, garantindo que cada canteiro traduzisse a essência de suas criações."





ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser!

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Lady Oscar diz..
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