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Por que a Netflix adquiriu os direitos de exibição exclusiva mundial do filme "Rosa de Versalhes? ( Artigo Traduzido).
Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Minha amiga Regiane me enviou um link fascinante do site japonês Note sobre o filme animado da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) 2025. Trata-se de um artigo que analisa a fundo a estratégia da Netflix na produção de animes. O texto aborda temas intrigantes: a entrada da plataforma ainda na fase de criação, os planos de expansão internacional e uma pergunta curiosa: por que investir em um formato musical?
Como o novo filme de A Rosa de Versalhes (o nosso querido Berubara) completou recentemente um ano de seu lançamento, decidi traduzir e comentar este artigo da jornalista especializada Yumiko Watanabe.
📝 Nota sobre a Tradução
"Gostaria de compartilhar que ainda não sou fluente em japonês; sigo estudando o básico no Kumon e conto com o apoio do Google Tradutor para desbravar esses conteúdos. Fiz o meu melhor para adaptar o texto de forma clara, mas sei que nuances culturais podem se perder no caminho. Por isso, se você fala o idioma ou é descendente e puder ajudar a refinar algum termo ou interpretação, sua contribuição será muito bem-vinda e celebrada!"
Por que a Netflix adquiriu os direitos de exibição exclusiva mundial do filme "Berubara" (Rosa de Versalhes)?
Por: Yumiko Watanabe (Jornalista de cultura de anime)11 de novembro de 2025
Houve uma grande notícia: o filme "The Rose of Versailles" (Gekijō Anime Versailles no Bara), lançado nos cinemas em janeiro, alcançou a 8ª posição no Top 10 Global da Netflix (Filmes não em inglês) graças à sua distribuição exclusiva mundial. Como redatora de anime, acompanho a indústria e os fãs há muitos anos.
Durante o "Netflix Anime Roundtable" (6 de agosto de 2025), um evento voltado para jornalistas do setor no Japão, ouvi detalhes sobre o avanço de Berubara. Eu mesma questionei os representantes da Netflix sobre a obra durante a sessão de perguntas e respostas.
O que me intrigava em Berubara era a "reação química" entre o streaming e obras baseadas em mangás shoujo clássicos. Quanto mais antiga é a obra (décadas de 70 e 80), maior costuma ser a distância em relação às estratégias atuais de expansão de Propriedade Intelectual (IP). Por outro lado, são verdadeiras "minas de ouro" intocadas.
Até que ponto esses títulos podem se expandir globalmente hoje? Acredito que A Rosa de Versalhes, um título amado por diferentes gêneros, gerações e países, será o teste decisivo.
O Sucesso Global e os Números
O filme estreou nos cinemas japoneses em janeiro de 2025 e chegou à Netflix em abril. Segundo dados da plataforma, o filme entrou no Top 10 em cinco países/regiões: Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Peru e Itália. É fascinante notar a popularidade não apenas na Ásia, mas também na América do Sul e na Europa.。
Fatos importantes revelados no evento:
Obras não em inglês não são "nicho": Mais de 1/3 de todo o consumo na Netflix é de conteúdo não em inglês. No primeiro semestre de 2025, das 25 obras mais assistidas, 10 eram em idiomas estrangeiros.
O Anime é a força motriz: O conteúdo japonês é o segundo mais assistido entre as produções não anglófonas da Netflix, liderado pelos animes.
Crescimento exponencial: O número de visualizações de animes triplicou em 5 anos. Em 2024, 33 títulos de anime apareceram no Top 10 Global, um aumento de quatro vezes em frequência de aparição comparado a 2021.
Por que a Netflix investiu em Berubara?
No Japão, o filme teve um desempenho sólido, arrecadando cerca de 500 milhões de ienes. Embora positivo, não atingiu a marca de 1 bilhão de ienes, que é o indicador atual de um grande "hit". Então, por que a Netflix pagaria caro pelos direitos mundiais de um filme que não "explodiu" nos cinemas?
Yuji Yamano (Diretor de Conteúdo da Netflix) explicou:
"Há cerca de 4 ou 5 anos, conversamos com a Avex e o estúdio MAPPA sobre o desejo de colaborar. Sabíamos que, se a MAPPA estivesse envolvida, a qualidade seria altíssima. Para a expansão global, focamos na localização: criamos dublagens onde até as partes cantadas foram traduzidas (em inglês), mantendo o ritmo da música sem perder o sentido do diálogo."。
Os motivos estratégicos da Netflix:
Parceria desde o início: A Netflix não comprou os direitos depois de ver o resultado do cinema; eles participaram desde o estágio de ideia, apoiando financeiramente a produção.
Busca pelo "Inédito": A Netflix busca formatos diferentes. O toque de musical do filme foi visto como um novo desafio.
Fãs Leais e História: A temática histórica e o visual deslumbrante atraem não apenas fãs de anime, mas também interessados em cultura e história, além de capturar o público jovem.
Agilidade no Streaming: No Japão, lançar no streaming pouco após o cinema manteve o "buzz" vivo e atendeu aos fãs que moram longe dos grandes centros e perderam a exibição nos cinemas.
O papel do Estúdio MAPPA e o fator "Musical"
A MAPPA tem buscado liberdade criativa em projetos como Alice to Therese no Maboroshi Koujou. Ao se aliar à Netflix, o estúdio consegue suporte financeiro para projetos autorais e arriscados, como adaptar um mangá dos anos 70, minimizando o risco de depender apenas da bilheteria.
Além disso, músicas atravessam fronteiras. O sucesso de filmes com elementos musicais (como o caso de K-Pop Demon Hunters) mostra que canções facilitam o engajamento nas redes sociais e diminuem a barreira do idioma. Para o público que gosta de séries como Bridgerton, a estética de Berubara (nobreza, bailes, drama social) é um par perfeito.
Conclusão: O poder do formato "Filme"
O fato de ser um filme de 2 horas, e não uma série longa, ajudou no "pico de audiência". É fácil de consumir em um fim de semana, fácil de recomendar nas redes sociais e gera um impacto concentrado que impulsiona o ranking global.て
Segundo meus estudos de Japonês (Kumon):
Termo IP (知的財産): No texto, ela usa "IP" (Intellectual Property). No Japão, é muito comum usarem termos em inglês para falar de negócios de anime.
Expressão "石杖" (Ishizue/Testemunho): Ela usa a palavra 試金石 (Shikinseki), que traduzi como "teste decisivo" ou "pedra de toque". É um termo clássico para algo que testa o valor de uma ideia.
Partículas e Contexto: O japonês omite muitos sujeitos. Quando o texto diz "MAPPAさんが手がけるのであれば" (Se a MAPPA for quem vai colocar as mãos/produzir), o contexto sugere confiança na qualidade técnica do estúdio.
Enfim, essa foi a tradução agora vamos aos comentário.
🧐 Comentário e Análise Profunda: O "Efeito Berubara" e a Nova Era dos Animes no Streaming
O artigo de Yumiko Watanabe não é apenas um relatório de audiência; é um raio-x de como a indústria de animes está mudando. Abaixo, destaco os pontos cruciais para entendermos por que o sucesso de A Rosa de Versalhes na Netflix é um marco histórico.
1. O Streaming como "Salva-Vidas" e Alavanca Financeira
Um dos pontos mais reveladores é a disparidade entre a bilheteria japonesa e o sucesso no streaming. No Japão, o filme arrecadou 500 milhões de ienes — um valor respeitável, mas longe dos "blockbusters" de 1 bilhão.
Antigamente, isso poderia significar um fracasso comercial. Hoje, com a Netflix entrando como co-investidora desde a fase de planejamento, o risco financeiro diminui para o estúdio (MAPPA). A Netflix não comprou o filme porque ele foi um sucesso; ela investiu para que ele pudesse existir com alta qualidade.
2. A "Mina de Ouro" dos Clássicos Shoujo
Watanabe toca em uma ferida da indústria: obras das décadas de 70 e 80 costumam ser ignoradas pelas estratégias modernas de marketing. No entanto, A Rosa de Versalhes provou ser uma IP (Propriedade Intelectual) resiliente.
O fator nostalgia: Atrai a geração que leu o mangá original.
O fator estético: Atrai os jovens que consomem a estética "Vintage/Royalcore" nas redes sociais.
O fator geográfico: Peru e Itália no Top 10 confirmam que o drama histórico europeu de Riyoko Ikeda tem um apelo universal que ignora fronteiras.
3. Por que Musical? A Quebra da Barreira Linguística
A escolha pelo elemento musical, citada por Watanabe, é uma jogada de mestre da Netflix.
Engajamento Viral: Músicas geram reels, tiktoks e covers.
Universalidade: Como a jornalista bem pontuou, a música comunica emoção mesmo quando você não entende a letra. Ao investir em dublagens musicais de alta qualidade (como a versão em inglês mencionada), a Netflix transforma o anime em um espetáculo da "Broadway animada", competindo diretamente com produções da Disney.
4. O Modelo MAPPA + Netflix: Qualidade Autoral
A parceria com o estúdio MAPPA (de Chainsaw Man e Jujutsu Kaisen) mostra que a Netflix quer "grife". O artigo deixa claro que a plataforma busca o "nunca visto antes". Ao apoiar a visão artística do estúdio sem a pressão esmagadora das bilheterias de cinema, a Netflix permite que obras mais adultas, sofisticadas e visualmente ricas cheguem ao grande público.
Conclusão: O Futuro é Curto e Veloz
A análise termina com uma observação sagaz sobre o formato de filme. Em um mundo saturado de séries de 24 episódios, um filme de 2 horas é o "conteúdo ideal para propagação". Ele permite o fenômeno do "pico de audiência" (o momentary maximum wind speed citado no texto), onde todos assistem e comentam ao mesmo tempo, empurrando a obra para o topo dos algoritmos.
A Rosa de Versalhes não é mais apenas um clássico do passado; através dessa estratégia da Netflix, ele se tornou o protótipo de como reviver grandes lendas do mangá para o público do século XXI.
Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.
Desejo a todos um ótimo domingo e uma linda semana, amigos da Lady Oscar!
ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.
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Lady Oscar diz.. Olá,meus queridos amigos, Obrigada por sua visita. Comentários são Bem vindos! 🌹 Atenção: 1. Comentários anônimos não são aceitos. 2. A curta experiência com os anônimos deu alguns problemas. 3. Peço desculpas aos bem intencionados. 2. Todos os comentários são moderados. 3. A responsável pelo blog Lady Oscar se permite o direito de aprova-los, ou, não. 4. Agradeço a compreensão e o comentário.
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Lady Oscar diz..
Olá,meus queridos amigos, Obrigada por sua visita.
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