" Lady Oscar Rosa de Versalhes ♥🌹"é um blog dedicado exclusivamente a Lady Oscar, a autora Riyoko Ikeda, notícias, curiosidades, eventos e lugares Oscarianos. Sejam Bem Vindos amigos da Lady Oscar.🌹🌹
Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!
Hoje é quinta-feira, dia de #TBT por aqui, e eu resolvi recordar um dos episódios mais amados e inesquecíveis de A Rosa de Versalhes: "Coração de Mulher".
Esse marco da história mexe com o coração de qualquer fã porque mostra a nossa Oscar deixando a farda de lado para ir a um baile usando, pela primeira e única vez, um vestido de mulher, realizando o doloroso sonho de dançar com o Conde de Fersen. E para deixar a data ainda mais especial, resolvi trazer este clássico hoje porque amanhã é aniversário do nosso querido conde sueco, inaugurando uma sequência de posts totalmente dedicada a ele!
Vamos relembrar como foi esse momento icônico e ver como ele se reflete no mangá de Riyoko Ikeda?
O TBT do Episódio: A Noite em que a Farda Caiu
A premissa desse momento é de partir o coração. Consumida por um amor secreto por Hans Axel von Fersen — que por sua vez é perdidamente apaixonado pela Rainha Maria Antonieta —, Oscar toma uma decisão corajosa e desesperada. Com a ajuda de sua avó, ela veste um traje feminino deslumbrante, usa maquiagem e uma peruca para esconder sua habitual feição militar, e comparece a um baile da alta nobreza como uma dama.
O ponto alto ocorre na pista de dança. Fersen, sem absolutamente nenhuma pista de que aquela misteriosa e elegante nobre é, na verdade, sua estimada colega da Guarda Real e leal confidente, aproxima-se e a convida para dançar.
Enquanto giram pelo salão, Oscar experimenta o ápice da alegria e a profundidade da angústia: ela está finalmente nos braços do homem que ama, sendo tratada por ele não como uma oficial de farda, mas como uma mulher desejável. No entanto, a ilusão dura pouco. Fersen passa boa parte da dança desabafando justamente sobre o tormento de seu amor proibido pela Rainha. Ouvir aquilo nos braços dele destrói Oscar por dentro, forçando-a a fugir antes que a máscara caia completamente, deixando Fersen intrigado e sem saber quem era a dona daquele olhar melancólico.
Comparação com o Mangá de Riyoko Ikeda
Embora a essência emocional seja fiel em ambas as mídias, existem nuances fascinantes na forma como o enredo se desenrola no papel e na tela:
O Contexto do Baile: No mangá de Riyoko Ikeda, a sequência do baile e o impacto do vestido em Oscar fluem com o ritmo clássico dos shoujos dos anos 70. O traço de Ikeda enfatiza muito o conflito psicológico interno: a rigidez da farda de general/oficial que ela foi forçada a vestir desde a infância pelo pai desaba fisicamente sobre o corpo dela ao vestir tecidos leves e femininos.
A Atmosfera Visual: O anime (especialmente com a direção artística e o traço inconfundível de Shingo Araki) potencializa a dança do minueto como uma verdadeira obra de arte trágica. A trilha sonora dramática, os close-ups nos olhos marejados de Oscar e a fluidez dos passos de dança dão ao episódio um tom operístico que expande o lirismo original dos quadros em preto e branco do mangá.
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Enquanto no papel a descoberta funciona como um marco literário da transição e da dor de Oscar, na animação o episódio ganha status de tragédia lírica, eternizando o dia em que a nossa "Rosa de Versalhes" permitiu-se sangrar por amor sob pétalas de cetim. Enfim, finalizo com um belo vídeo desse inesquecível e amado episódio do anime clássico.
E fiquem ligadas(os), porque amanhã tem mais: o especial de aniversário do conde sueco vai começar com tudo aqui no blog!
Espero que tenham gostado!
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Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
dia 4 é aniversário do conde sueco Axel de Fersen — o provável grande amor de Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena, a última rainha da França. Como Fersen também é um dos protagonistas centrais do mangá A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara) de Riyoko Ikeda, resolvi aproveitar a véspera da data para comentar sobre as correspondências secretas trocadas entre ele e a soberana. Trata-se de um material que foi parcialmente desvendado pela ciência moderna, mas que continua dividindo historiadores sobre a verdadeira natureza do laço que unia os dois..
O suposto romance entre Maria Antonieta e o conde Axel von Fersen é um dos motores dramáticos mais potentes da obra de Riyoko Ikeda, mas a cultura pop muito antes já havia se apropriado dessa lenda. O relacionamento foi tema de diversos livros e filmes de peso, incluindo a célebre biografia escrita por Antonia Fraser, que serviu de inspiração direta para o estilizado filme Maria Antonieta (2006), dirigido por Sofia Coppola. As cartas trocadas entre eles — que sofreram intensa censura em época posterior e só puderam ser decifradas recentemente — revelam um nível impressionante de intimidade emocional, embora ainda alimentem o debate acadêmico sobre se a relação permaneceu no campo do platonismo profundo ou se chegou a se consumar fisicamente.
A maior parte dos biógrafos tradicionais da soberana, a exemplo de Antonia Fraser e Stefan Zweig, defende que Antonieta de fato manteve relações íntimas com o nobre em momentos específicos, respaldando-se nas volumosas trocas epistolares que escaparam da destruição ou do extravio. Grande parte dessa documentação sobrevivente, datada de junho de 1791 a agosto de 1792 — período que abrange os meses mais dramáticos que antecederam a derrocada e a morte da rainha —, está hoje preservada e digitalizada no portal dos Arquivos Nacionais Franceses (Archives Nationales), acessível para qualquer entusiasta que queira mergulhar na fonte primária.
Nobre sueco de berço ilustre, Fersen integrou o círculo de amizades mais íntimo da família real em Versalhes e transformou-se em um porto seguro e confidente absoluto de Maria Antonieta conforme a Revolução Francesa avançava para os seus anos mais sombrios. O envolvimento emocional ultrapassou a diplomacia comum, fazendo todo o sentido histórico se lembrarmos que a rainha jamais se casara por afeto, mas por puras contingências de aliança política entre a Áustria e a França. Ter um confidente e um grande amor fora de um matrimônio arranjado era quase uma praxe na corte, e Fersen despontava como o único homem a quem ela dedicou tal devoção.
Um dos marcos históricos mais emblemáticos dessa lealdade extrema aconteceu precisamente no coração da crise revolucionária, quando Fersen desempenhou o papel principal na arriscada e malograda tentativa de fuga da família real em direção a Varennes, em junho de 1791, a bordo de uma carrilhã disfarçada..
A correspondência entre eles foi alvo de uma forte autocensura e mutilação posterior, executada na maior parte das vezes pelo próprio sobrinho-neto de Fersen, que utilizou tinta preta sobre as linhas para proteger a honra e a memória da família da devassa pública. Esse bloqueio físico ocultou por séculos a extensão exata dos sentimentos expressos no papel.
É célebre a passagem escrita por Hans Axel de Fersen à rainha prisioneira no Palácio das Tulheiras, em Paris:
“Eu vivo somente para amar você”
Essas mensagens românticas, endereçadas à rainha em meio ao cerco revolucionário, costumavam ser redigidas com o auxílio de cifras complexas ou tinta invisível, impedindo que os próprios mensageiros ou criados compreendessem a gravidade do que transportavam. Naqueles anos de caos, Fersen atuava incansavelmente como um dos principais agentes monarquistas da Europa, articulando resgates e alianças estrangeiras. Contudo, apesar do tom confessional das cartas trocadas desde 1782, a linha exata entre a amizade devota e o adultério consumado permanece sob um véu de dúvida, alimentado pelos mexericos das cortes europeias da época, que já davam o caso como absoluto.
As inovações tecnológicas mudaram parcialmente esse panorama quando pesquisadores aplicaram técnicas avançadas, como a espectroscopia de fluorescência de raios-X e algoritmos de processamento digital de imagem, para atravessar as camadas de tinta escura aplicadas nas rasuras. O projeto científico liderado pelo Arquivo Nacional Francês conseguiu resgatar palavras como “amado”, “terno amigo”, “adorar” e “loucamente”..
Apesar de a mídia e alguns portais terem alardeado que a ciência finalmente "comprovou" que os dois foram amantes, os próprios especialistas por trás do estudo freiam conclusões precipitadas. O vocabulário afetuoso atesta a profundidade dos sentimentos da rainha e o grau de confiança extrema que depositava em Fersen, mas não serve como certidão material de um envolvimento carnal. Como bem aponta a arquivista e pesquisadora Isabelle Aristide, o tom inflamado pode refletir o paroxismo emocional de duas pessoas acuadas pelo terror da guillotina e pela iminência da morte, onde o afeto e a camaradagem ganhavam contornos hiperbólicos. É a história sendo contada através da urgência do desespero, e não de manuais de alcova.
A Representação na Cultura Pop
Literatura
Maria Antonieta: A Viagem (Antonia Fraser): A biografia que redefiniu o olhar moderno sobre a soberana, destrinchando com precisão documental a solidão do trono e a complexidade afetiva que a ligava ao conde sueco.
Cinema e Animação
Maria Antonieta (2006): Dirigido por Sofia Coppola e estrelado por Kirsten Dunst, o filme utiliza a obra de Antonia Fraser para retratar a vida abafada da rainha, destacando a figura magnética de Fersen (interpretado por Jamie Dornan) como o refúgio romântico em meio ao tédio e ao protocolo sufocante de Versalhes.
Lady Oscar (filme live-action de 1979): Baseado diretamente na obra de Riyoko Ikeda e dirigido por Jacques Demy, explora o mesmo período histórico, mas coloca o foco na dinâmica entre a protagonista Oscar François de Jarjayes e o próprio Fersen, cujo coração, no entanto, permanece inalcançável por estar devotado à rainha..
A Rosa de Versalhes (filme animado de 2025): Produzido pelo estúdio MAPPA, este longa-metragem musical revisitou a tragédia clássica com uma estética visual deslumbrante, entregando clipes poéticos e abstratos que celebram o amor impossível e doloroso entre Fersen e Maria Antonieta.
O Debate Histórico
A discussão continua em aberto. Enquanto o imaginário popular e os romancistas preferem a certeza da paixão consumada, a historiografia crítica e os projetos científicos recentes — como os exames de raios-X do Arquivo Nacional Francês — preferem a prudência. As cartas revelam esperança, pânico, confiança absoluta e uma devoção mútua inegável, mas a consumação física permanece no campo da probabilidade, nunca da certeza matemática.
Amanhã teremos um post especial dedicado ao aniversário do conde Fersen por aqui, então encerro por hoje deixando essa reflexão sobre uma das correspondências mais fascinantes e trágicas da história europeia.
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Bem-vindo, Setembro!
O mês do aniversário do Conde Fersen já começa a todo vapor e com os olhos voltados para 2027. Para quem é fã de Lady Oscar Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) , o ano que vem será histórico e repleto de celebrações: comemoramos 55 anos de mangá no Japão, 45 anos da chegada do anime à Itália, além dos 60 anos de carreira da nossa amada maestra Riyoko Ikeda — que completará 80 anos com a energia e a jovialidade de sempre!
Mas as novidades começam agora mesmo, em setembro. Conforme nos adiantam portais italianos dedicados à obra, como oLady Oscar 40 Anni da querida Elena Romanello, a nossa inesquecível Comandante da Guarda Real está de volta aos holofotes em Turim.
De 3 a 12 de setembro de 2026, o Museu MIITrecebe a exposição "Explorações Visuais: De Lady Oscar e Candy Candy à Contemporaneidade", sucedendo o sucesso da mostra "Uma Rosa em Turim" realizada em julho. Desta vez, o universo do mangá clássico se expande para incluir outra heroína inesquecível da infância, Candy Candy, ao lado de expressões dos quadrinhos contemporâneos.
Programação de Encerramento
No sábado, 12 de setembro, a partir das 15h, a exposição se despede com a exibição especial do curta-metragem de fãs dedicado a Candy Candy, "QUANDO IL SORRISO INCONTRA IL CORAGGIO", produzido pelo grupo I Giocolieri delle Stelle di Viareggio, com direção de Yatta e animação de personagens reais.
O evento é fruto de uma bela parceria entre o MIIT, a associação artística Virtual Art Workshop Social Group e a organização voluntária Le Tenere Piuma ETS-ODV. Vale destacar que a escritora Elena Romanello também marcará presença na exposição com suas publicações — e eu mesma estarei por lá levando alguns dos meus trabalhos!
Serviço: Exposição "Explorações Visuais"
Onde: Museu MIIT (Corso Cairoli 4, Turim, Itália)
Quando: De 3 a 12 de setembro de 2026
Vernissage (Abertura): Quinta-feira, 3 de setembro, às 18h
Horário de visitação: De terça a sábado, das 15h30 às 19h30
Entrada: Gratuita
Informações: 011.8129776 / 334.3135903
Setembro começa em grande estilo com Fersen, os marcos históricos de 2027 e a arte clássica brilhando em Turim! Que esta exposição seja um sucesso absoluto e que inspire ainda mais corações apaixonados por esses universos inesquecíveis. Se você estiver na Itália, não deixe de conferir de perto — e quem sabe não nos encontramos por lá entre uma página e outra?
Espero que tenham gostado!
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No dia 29 de agosto, a primeira adaptação de A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) para musical no famoso teatro feminino japonês Takarazuka Revue completou 52 anos. Muitos portais japoneses trouxeram matérias especiais comentando o chamado "Dia de Berubara" (como carinhosamente chamam a obra), então decidi que vou traduzir todos os artigos que encontrar e disponibilizá-los aqui no blog!
Para começar, trago um artigo curto, porém muito bonito e informativo, publicado no portal japonês Infoseek News. O texto aborda um breve panorama histórico de como essa superprodução marcou a cultura pop japonesa, salvando a companhia de teatro em um momento de forte expansão da televisão e transformando-se em um fenômeno multigeracional que arrasta fãs até os dias de hoje.
Como estou aprendendo japonês em um método lento de memorização pelo Kumon e ainda não sou fluente, acabo utilizando o tradutor para me auxiliar. Mas, caso você seja japonês, conheça bem o idioma e encontre algum pequeno erro de tradução, por favor, deixe nos comentários para que eu possa corrigir!
Abaixo, segue a tradução:
29 de agosto de 1974: A Estreia Histórica de "A Rosa de Versalhes" no Grande Teatro Takarazuka. ( Artigo traduzido.)
Em 29 de agosto de 1974, a célebre Companhia de Teatro Takarazuka encenou pela primeira vez o musical "A Rosa de Versalhes" (Berusaiyu no Bara). Mesmo com a transição da era Showa para a era Heisei, as récitas e reencenações continuaram a se suceder, alcançando a marca histórica de 5 milhões de espectadores acumulados em junho de 2014.
A obra original é o aclamado mangá de Riyoko Ikeda, ambientado na França do século XVIII. Tratando-se da adaptação para os palcos de uma obra que já era imensamente popular na época, o espetáculo foi recebido com enorme entusiasmo e sucesso estrondoso pelo público.
A Companhia Takarazuka tem suas origens na "Trupe Vocal Takarazuka", formada em 1913. Após passar por mudanças de nomenclatura, como a Companhia de Ópera Feminina de Takarazuka, o grupo passou a liderar as artes cênicas e o entretenimento teatral no Japão. Contudo, na época da estreia de "A Rosa de Versalhes", a televisão passava por um período de rápida e massiva expansão nos lares japoneses. Chegou-se a questionar, nos bastidores, se o modelo de ir até o teatro para apreciar artes cênicas conseguiria sobreviver.
Graças ao estrondoso e retumbante sucesso de "Berubara", a Companhia Takarazuka viveu um novo e grandioso período de prosperidade. Em 1976, encenaram também com enorme êxito "E o Vento Levou" (Gone with the Wind), desencadeando um frenesi e uma febre sem precedentes em torno de Takarazuka. O público da companhia é extremamente amplo, sendo comum encontrar famílias frequentando as peças em três gerações (avós, pais e netos). Até hoje, a atração mantém uma popularidade tão colossal que adquirir ingressos continua sendo um verdadeiro desafio.
Como pudemos ver neste artigo, a importância de A Rosa de Versalhes para o Takarazuka Revue vai muito além de um simples sucesso de bilheteria; ela foi o grande marco de sobrevivência e renovação da companhia em um momento em que a televisão ameaçava esvaziar os teatros do Japão. Ao unir a estética dramática dos mangás de Riyoko Ikeda à grandiosidade dos palcos, o espetáculo não apenas garantiu a relevância do teatro revistado nas décadas seguintes, como criou um laço afetivo intergeracional único que perdura até os dias de hoje. É fascinante perceber como uma história ambientada na França revolucionária acabou por revolucionar e reescrever a própria história do entretenimento japonês!
Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Quem acompanha esse blog dedicado a Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら) , que já tem meia década no ar, sabe bem como funciona: a gente mal respira e o mercado japonês já nos atinge com uma nova leva de lançamentos irresistíveis. A nossa sempre antenada página parceiraLady Oscar Fan Club Italiansoltou mais um spoiler precioso sobre o que está por vir para os colecionadores, e é claro que a gente traduziu tudo por aqui para conferir os mínimos detalhes!🌹👑
Tradução da publicação:
"É novamente aquele período do ano (em que não se consegue acompanhar o ritmo de anúncios e novidades).
Também desta vez, assim como em 2025, é possível adquirir o calendário e a agenda de 2027 de #ladyoscar, com a adição opcional, para quem quiser, de um conjunto de adesivos.
Todos os itens vêm rigorosamente do Japão e são baseados nas imagens de Riyoko Ikeda."
É incrível ver como a majestade de Oscar François de Jarjayes continua movimentando o mercado de colecionáveis com tanta força. Para quem é fã de carteirinha e não abre mão de ter o traço inconfundível e dramático de Riyoko Ikeda por perto, esses itens importados diretamente do Japão são verdadeiros tesouros para a estante — ainda mais com a opção do kit de adesivos para personalizar tudo com muito estilo.
E por aí? Você já está com os cofrinhos preparados para garantir a agenda e o calendário de 2027, ou prefere admirar de longe? Conta aqui nos comentários o que você achou dessa novidade! Créditos Imagens da página Lady Oscar Italian fan Club. Abraços querida Rafaella e obrigado pela informação. ^^
Enfim, espero que tenham gostado!
Um Bom Domingo e uma ótima semana Amigos da Lady Oscar.
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Há exatos 52 anos, a icônica trupe Tsukigumi (Moon Troupe) subia ao palco para estrear a da primeira peçade Beruaiyu no Bara (ベルサイユのばら - A Rosa de Versalhes), obra-prima atemporal de Riyoko Ikeda. A montagem, intitulada The Star / The Rose of Versailles, estreou no auge absoluto do sucesso do mangá, marcando para sempre não apenas a trajetória da Takarazuka Revue (宝塚歌劇団) — um dos teatros mais tradicionais, rigorosos e prestigiosos do Japão —, mas a própria cultura pop e cênica do país.
O impacto dessa estreia foi simplesmente monumental. Na década de 1970, a companhia enfrentava uma fase delicada de queda de público e relevância. Apostar em um mangá shoujo recém-concluído parecia uma ousadia arriscada, mas transformou-se em um fenômeno sem precedentes conhecido carinhosamente como o "Boom BeruBara". Os ingressos para as apresentações esgotaram rapidamente, atraíram multidões e salvaram a instituição de uma crise profunda, injetando uma vitalidade vibrante que reverbera até os dias de hoje.🌹
👑 A revolução nos palcos e o nascimento da "Top Star"
O sucesso estrondoso de A Rosa de Versalhes não se limitou aos bilhetes vendidos; ele reestruturou a própria dinâmica interna da Takarazuka Revue. Foi exatamente a partir desse marco que o moderno sistema de "Top Star" se consolidou e ganhou força total, destacando as grandes estrelas principais na condução das trupes.
A concorrência para ingressar na rigorosa Escola de Música de Takarazuka disparou da noite para o dia, com o número de inscrições triplicando impulsionado pelo sonho de milhares de jovens garotas que queriam vestir a farda de Lady Oscar.
O roteiro dessa primeira montagem histórica levou a assinatura do brilhante dramaturgo Shinji Ueda. No palco, o elenco principal traz nomes que entrariam para a lenda:
Oscar François de Jarjayes: Interpretada por Yuri Haruna.
Hans Axel de Fersen: Dividido no elenco alternativo entre Takiko Dai e Misato Kei.
Maria Antonieta: Interpretada por Hatsukaze Jun e Kizuki Miho no elenco alternativo...
💌 O peso da coroa: Os desafios de Yuri Haruna
Interpretar a primeira Lady Oscar nos palcos não foi uma tarefa simples — exigiu coragem e resiliência. Em entrevistas concedidas anos mais tarde, Yuri Haruna relembrou que, ao ser escalada para o papel principal, sofreu forte resistência e inúmeras críticas dos fãs mais puristas da obra original de Riyoko Ikeda.
No entanto, a qualidade impecável de sua atuação e o triunfo absoluto do musical viraram o jogo de forma espetacular. Haruna passou a receber pilhas diárias de cartas de fãs apaixonados do mundo inteiro pedindo autógrafos. A demanda era tanta que ela levou cerca de quatro anos para conseguir responder a todas as correspondências — muitas delas enviadas com pedidos curiosos, como fãs que solicitavam o autógrafo da atriz diretamente em seus lenços de bolso!
(Para quem tiver interesse em mergulhar mais fundo nessa história, eu traduzi a entrevista com a Yuri Haruna — basta clicar no link para conferir).
A Rosa de Versalhes Takarazuka1974
🚆 Ecos na cultura e nas ruas do Japão
A influência de Beruaiyu no Bara (ベルサイユのばら) extravasou as cortinas de veludo do teatro, moldando a moda, exposições de arte e o imaginário coletivo japonês de maneiras belíssimas. Duas homenagens urbanas e culturais mantêm esse legado vivo de perto:
O Trem dos Sonhos (Hankyu Wrapping Train Collection): No final de 2018, a tradicional companhia ferroviária Hankyu Railway lançou uma linha especial decorada com ilustrações deslumbrantes de Oscar e seus companheiros vestidos de condutores de trem. A linha Takarazuka, que conecta as províncias de Hyogo e Osaka, ganhou vagões personalizados conhecidos carinhosamente como Yume (Sonho), onde cada vagão exibe artes exclusivas dos personagens..
A linha em questão, é a Takarazuka, que liga as províncias de Hyogo e Osaka. O mais interessante é que cada vagão tem uma ilustração diferente, ou seja, são artes distintas.
A Estátua de Bronze: Na entrada oficial do complexo do teatro Takarazuka, os visitantes são recebidos por uma imponente estátua de bronze de Lady Oscar e André, eternizando o maior sucesso comercial e artístico da história da companhia..
🩰 De Takarazuka aos animes: A herança viva em Kageki Shoujo!!
É impossível falar sobre a atmosfera mágica da Takarazuka Revue sem mencionar uma das maiores cartas de amor modernas a esse universo: o maravilhoso anime Kageki Shoujo!!.
A trama acompanha a doce Sarasa Watanabe, uma jovem alta, de origem humilde do interior, que mora com o avô e é profundamente apaixonada por A Rosa de Versalhes. Alimentando o sonho dourado de interpretar a lendária Lady Oscar nos palcos, Sarasa decide deixar seu avô para trás e prestar vestibular para a rigorosa e prestigiosa Escola de Artes Kouka — uma clara e apaixonada referência à escola da Takarazuka Revue.
Repleto de nuances sobre os bastidores do teatro feminino, a dedicação artística e referências profundas à obra de Riyoko Ikeda, Kageki Shoujo!! é uma recomendação obrigatória para quem deseja entender a paixão que move essas atrizes..
Enfim, um post para celebrar e recordar essa data que moldou para sempre a história dos palcos. Afinal, Beruaiyu no Bara (ベルサイユのばら) literalmente resgatou a Takarazuka Revue da beira do abismo, quando a companhia enfrentava bilheterias vazias e uma crise financeira sufocante. Graças a essa ousadia, ela se consagrou como a obra mais vital da história da trupe — e, para a nossa alegria, continua ganhando novas e deslumbrantes montagens até os dias de hoje.
Infelizmente, registros em vídeo daquela primeiríssima apresentação de 1974 parecem perdidos no tempo, mas encontrei um tesouro: um trecho precioso extraído de um documentário de 1976 que nos transporta direto para aquela época dourada. Deixo ele aqui embaixo para fecharmos o nosso post com chave de ouro! 🌹✨
Espero que tenham gostado!
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