Olá,queridos, amigos da Lady Oscar, sejam Bem vindos!
Ainda estamos no Mês de Julho, que é o mês mais lembrado pelos fãs da Rosa de Versalhes, então como eu havia prometido, estou caçando textos atuais e antigos sobre o 14 de julho para os fãs de Lady Oscar, e hoje me deparei com esse artigo de 2025 do site L'Espresso...
...Trata-se de uma matéria italiana cativante que aborda o chamado "Lady Oscar Day", um fenômeno digital que acontece anualmente no dia da Queda da Bastilha. O texto explica como fãs (em especial mulheres com mais de 40 anos) transformam as redes sociais em um grande espaço de memória, nostalgia e debate político/identitário sobre o legado da obra de Riyoko Ikeda. Além disso, o artigo aborda as inspirações estéticas da autora no cinema clássico europeu, o impacto da icônica música de abertura italiana e faz uma breve avaliação crítica sobre a nova animação de A Rosa de Versalhes lançada em 2025. Então decidi fazer a tradução.
Abaixo, confira a tradução completa do artigo:
Lady Oscar Day: Em 14 de julho, as adolescentes dos anos 80 celebram sua heroína
Enquanto a França celebra a Tomada da Bastilha, nas redes sociais explode uma revolução mais íntima e digital: Facebook, Instagram e X se enchem de conteúdos dedicados à protagonista do icônico mangá japonês "A Rosa de Versalhes".
Pontual como em todos os anos — e imune até mesmo ao eclipse de Jannik Sinner, primeiro vencedor italiano do torneio de Wimbledon que ofuscou qualquer outra notícia — o 14 de julho é o dia dedicado à heroína por excelência, Lady Oscar, protagonista do icônico mangá japonês "A Rosa de Versalhes" (Berusaiyu no Bara), criado por Riyoko Ikeda em 1972. A data coincide com um dos momentos mais dramáticos da história: o assalto à Bastilha, no qual Oscar François de Jarjayes — mulher soldada educada como homem por vontade do pai — atinge o ápice de sua própria transformação: de guarda real a símbolo da rebelião do povo. Uma metamorfose que, ano após ano, se reflete nos posts comemorativos que lotam o Facebook, Instagram e X, onde a nostalgia se entrelaça à conscientização política e de gênero.
A história de Oscar é a de uma criança educada para a vida militar, destinada a se tornar guarda pessoal de Maria Antonieta, e que hoje, mais do que nunca, se torna um ícone de gênero e liberdade. O nome Lady Oscar, escolhido para a série animada italiana exibida pela primeira vez na Itália em 1982, permaneceu no imaginário coletivo. E a comunidade online — especialmente entre as mulheres com mais de 40 anos — todos os anos, no dia 14 de julho, lota as redes sociais com hashtags presentes em milhares de posts, reels, fanarts e threads temáticos: #LadyOscar, #LeRoseDiVersailles, #OscarFrançois, #MariaAntonietta, #14luglio e #IoNonDimentico.
Andrógina
Ao desenhar o rosto de Oscar, Riyoko Ikeda inspirou-se, por sua própria admissão, na beleza icônica de Björn Andrésen, que interpretou o jovem Tadzio em "Morte em Veneza" de Luchino Visconti: era 1972. O mangá japonês permanece como uma obra atemporal, mas o mesmo não se pode dizer do recente anime "A Rosa de Versalhes", lançado no Japão em 31 de janeiro de 2025 e disponibilizado nas plataformas ocidentais em 30 de abril. Aguardado e aclamado, não esteve, contudo, à altura das expectativas.
Celebração Atemporal
Lady Oscar marcou gerações de jovens mulheres do século passado, que a cada 14 de julho celebram as garotas que foram e as mulheres que se tornaram. Lady Oscar encarnou os medos e as esperanças de todas as pessoas que se sentiram "nascidas erradas", daquelas que ouviam: "seu pai queria um menino mas, infelizmente, nasceu você; no berço te deram um florete, lady do laço azul", como cantava a inesquecível Cristina D'Avena. Oscar é uma projeção de liberdade, complexidade e contradição. E o fato de seu nome ainda ecoar nos posts de quem a amou quando criança e a redescobre na vida adulta é a prova de que algumas histórias foram feitas para durar.
Fim.
Comentários e Reflexões sobre o Texto:
O Impacto Cultural na Itália vs. Brasil: É fascinante notar como a Itália possui um carinho fervoroso por Lady Oscar muito semelhante ao do público brasileiro. A menção à canção de Cristina D'Avena (a voz clássica das aberturas de animes por lá) mostra como a dublagem e as adaptações locais ajudaram a fincar a obra na memória afetiva de toda uma geração nos anos 80.
Representatividade e Atualidade: O artigo do L'Espresso é muito feliz ao pontuar por que a obra se mantém viva. Oscar transcende o século XVIII para falar diretamente com o século XXI sobre liberdade de escolha, não conformidade com papéis de gênero e a busca por autonomia frente ao patriarcado.
A Referência do Cinema Clássico: A citação sobre o ator sueco Björn Andrésen (que viveu Tadzio no clássico de Luchino Visconti) reafirma o nível intelectual e artístico das autoras do Year 24 Group nos anos 70, que buscavam referências no cinema e na literatura europeia para compor seus mangás.
Sinceridade sobre a Adaptação de 2025: É interessante ver a matéria tocar no lançamento do anime recente de 2025 de forma tão direta. Isso reflete o sentimento de muitos fãs veteranos: embora a nova versão traga um visual moderno e atualize a obra para novos públicos, ela dificilmente consegue capturar a densidade dramática e a atmosfera única da animação clássica de 1979.






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Lady Oscar diz..
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