Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Para começar bem a semana, me deparei com um artigo instigante publicado recentemente no Yahoo! Japão. O texto aborda as adaptações de animes e mangás para live-action produzidas fora do Japão que, por diversos motivos, não caíram no gosto do público japonês.
Entre os citados, temos o polêmico Lady Oscar (1979), dirigido por Jacques Demy. Já adianto a minha opinião: eu não o considero um filme ruim! Por isso, resolvi traduzir o artigo original na íntegra, mantendo sua estrutura, para que possamos analisar e comentar esses pontos de vista.
Vale o lembrete: como estudante de japonês básico no Kumon, conto com o auxílio de ferramentas de tradução para trazer esse conteúdo. Se você domina o idioma e notar qualquer imprecisão técnica, peço a gentileza de me avisar nos comentários para que eu possa corrigir.
Segue a tradução do artigo:
Isto é imperdoável... Versões live-action estrangeiras de animes japoneses: os fracassos do século.
Fãs da obra original ignorados... Qual a causa por trás desse grande fiasco?
Os mangás e animes japoneses, que gozam de popularidade mundial, têm sido adaptados para o cinema em todo o mundo, especialmente por Hollywood. No entanto, existem muitas obras cujo resultado final é, para dizer o mínimo, desastroso. Desta vez, selecionamos um desses títulos "marcantes". Analisaremos detalhadamente o conteúdo do filme e os pontos de alteração. (Texto por: Redação)
【Sinopse da Obra】
O cenário é a Paris do século XVIII. Oscar, nascida na família Jarjayes, é criada como homem por seu pai, que desejava um herdeiro masculino. Criada como militar, Oscar ascende ao posto de Capitã da Guarda Real, responsável pela proteção de Maria Antonieta. Contudo, ela acaba se apaixonando por Fersen, o amante da rainha.
Por outro lado, André, neto da ama de leite e criado como um irmão para Oscar, sofre por um amor proibido devido à diferença de classe social. Em pouco tempo, a era mergulha na Revolução Francesa, e Oscar e seus companheiros são arrastados pelo redemoinho da história...
【Pontos de Atenção】
Com um orçamento de 1 bilhão de ienes — um valor astronômico para a época —, filmagens no próprio Palácio de Versalhes e a direção de Jacques Demy (conhecido por Os Guarda-Chuvas do Amor, 1963), além da trilha sonora do renomado compositor francês Michel Legrand, este filme gerou grandes expectativas na época de seu lançamento.
Entretanto, ao "abrir a caixa", a obra não apenas falhou em obter sucesso de bilheteria, como também recebeu as costas dos fãs do material original, terminando como uma completa decepção.
O maior motivo para o filme ter sido considerado um fracasso reside, provavelmente, no roteiro. Diferente da obra original, neste filme Oscar e André não lutam na Revolução Francesa, e a morte de Oscar sequer é retratada. Além disso, tentar condensar os 10 volumes do mangá original em apenas duas horas de duração resultou em um ritmo inevitavelmente apressado.
Apesar disso, por ter sido filmado no Palácio de Versalhes, as imagens são, de fato, belíssimas. Em particular, a cena que mostra os arredores de Versalhes no dia da Revolução em um único plano sequencial demonstra a genialidade do mestre Demy. Se assistido hoje em dia, o filme pode se revelar surpreendentemente interessante.
Fim.
Bem, essa foi a tradução, vamos aos comentários com minhas observações e opiniões pessoais.
Para começar, precisamos fazer justiça a essa obra. Embora o artigo japonês seja rigoroso (o que é compreensível, vindo de uma cultura que preza pela fidelidade extrema ao material original), o live-action de 1979, dirigido por Jacques Demy, tem um valor que muitas vezes é ignorado: ele é uma preciosa coprodução nipo-francesa e o primeiro grande esforço de levar uma obra desse porte para o cinema com atores reais fora do Japão.
O Valor da Autenticidade Visual
O artigo critica o ritmo, mas admite que "as imagens são belíssimas". E como não seriam? Ter o privilégio de ver uma história baseada em Berubara filmada nos corredores reais do Palácio de Versalhes é algo que CGI nenhum no mundo consegue replicar com a mesma alma. A fotografia aproveita a luz natural da França, dando um tom de "pintura viva" que combina muito com a estética setentista.
Uma Perspectiva Diferente (e Válida)
É verdade que o filme "tira a Oscar da ação" e foca muito mais no romance e nos dramas de corte do que nas batalhas épicas da Revolução. No entanto, se pensarmos no contexto de Jacques Demy — um diretor mestre em musicais e dramas românticos —, faz sentido que ele tenha escolhido focar no lado humano e melancólico dos personagens.
A Oscar de Catriona MacColl: Pode não ter a "grandiosidade" da Oscar do anime, mas traz uma vulnerabilidade interessante, especialmente no conflito interno sobre sua identidade e o amor por Fersen.
O André de Barry Stokes: Ele entrega um André protetor e sofrido que, visualmente, parece ter saído diretamente dos traços de Riyoko Ikeda.
A Importância Histórica
Não podemos esquecer que esse filme foi um marco. Ver investidores japoneses e produtores franceses se unindo em 1979 para adaptar um mangá shoujo mostra o quão gigante a obra da mestre Ikeda já era na época. O filme serviu como uma ponte cultural, levando a estética japonesa para o coração da Europa.
Conclusão
Sim, o roteiro corre para comprimir 10 volumes em 2 horas. Sim, sentimos falta do clímax épico da Tomada da Bastilha com a participação direta da Oscar. Mas, como entretenimento e peça histórica, o filme é muito bom e divertido. Ele funciona como uma "visão alternativa" ou um tributo poético à história que tanto amamos.
Para quem é fã de carteirinha, assistir a essa versão com os olhos de quem aprecia o cinema clássico francês é uma experiência única. Pode não substituir o mangá ou o anime, mas com certeza os complementa com charme e elegância.
Uma Linda semana todos Vocês amigos da Lady Oscar.



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Lady Oscar diz..
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