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Em 10 de maio de 1774, falecia aos 64 anos o rei Luís XV, vítima de varíola no Palácio de Versalhes (ベルサイユのばら)., o mesmo local onde nasceu. Também conhecido como "O Bem-Amado", Luís XV foi o Rei da França e Navarra de 1715 até sua morte. Ele é também um dos personagens centrais que aparecem no anime e mangá A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara). A sua morte é um acontecimento histórico crucial, mostrado com dramaticidade tanto no mangá original de Riyoko Ikeda quanto na animação, e por isso não poderíamos deixar de comentar um pouco sobre o monarca sob a lente da realidade e da ficção.
A imagem que abre este post é uma colagem feita por mim, capturando o momento do rei no mangá.
Entre a História e os Traços de Riyoko Ikeda
O Rei Luís XV governou a França por impressionantes 59 anos. Forçado a suceder o trono de seu bisavô (Luís XIV) com apenas cinco anos, em 1715, ele viveu uma infância sob regência até alcançar a maioridade. Na vida real, Luís XV foi um homem complexo: culto e inteligente, mas frequentemente melancólico e criticado por sua vida privada escandalosa e pelas crises econômicas que começavam a assombrar o reino.
No universo de A Rosa de Versalhes, Ikeda utiliza a figura do Rei para estabelecer a atmosfera de decadência e etiqueta rígida da corte francesa.
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Príncipe Luís Fernando (Louis Ferdinand; Versalhes)
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1. A Varíola: O Inimigo Invisível
Tanto na história real quanto na ficção, a morte de Luís XV é retratada como um momento de horror e isolamento. A varíola era uma doença devastadora e altamente contagiosa.
Na Realidade: O corpo do rei deteriorou-se tão rapidamente que o palácio foi tomado por um odor insuportável, forçando uma sucessão e um funeral apressados.
Na Obra: Ikeda utiliza este momento para ilustrar a súbita fragilidade do poder absoluto. O "Bem-Amado" termina seus dias temido não mais pela sua autoridade real, mas pelo perigo invisível do contágio. É uma transição cruel: enquanto os nobres se afastam apressadamente pelos corredores de Versalhes, voltando seus olhos (e interesses) para o jovem casal, Luís XVI e Maria Antonieta, o Rei é deixado à própria sorte.
No mangá, o traço de Riyoko Ikeda não poupa o leitor do horror da doença. As ilustrações mostram o monarca completamente deformado e irreconhecível sob as pústulas da varíola. Essa representação visual é poderosa, pois desmitifica a aura de divindade do rei, reduzindo o homem que governou a França por décadas a uma figura fragilizada e desfigurada diante da morte.
2. O Conflito com Madame du Barry
Um dos pontos altos da narrativa de Rosa de Versalhes é a rivalidade entre a jovem Maria Antonieta e a favorita do rei, Madame du Barry.
Ficção: O rei é mostrado como um homem dominado pelos encantos de sua amante, o que gera tensões diplomáticas e sociais. A morte do rei significa a queda imediata de Du Barry.
Realidade: De fato, no leito de morte, Luís XV foi obrigado a confessar seus pecados e afastar Du Barry para receber a extrema-unção. No mangá, essa despedida ganha um tom melancólico e quase trágico, marcando o fim de uma era de excessos..
3. O Legado da "Duge de Versailles"
A morte de Luís XV em 10 de maio de 1774 é o divisor de águas na trama. É o momento em que Oscar François de Jarjayes vê a transição do poder para um rei inseguro e uma rainha estrangeira que ainda não compreendia a fúria do povo.
"Le Roi est mort, vive le Roi!" (O Rei está morto, longa vida ao Rei!)
Essa frase, que ressoa nos corredores de Versalhes tanto nos livros de história quanto nas páginas de Ikeda, selou o destino da França. Luís XV deixou um trono instável e uma dívida astronômica. Se na realidade ele previu que "depois de mim, o dilúvio" (Après moi, le déluge), na ficção de Rosa de Versalhes, nós testemunhamos as primeiras gotas dessa tempestade que culminaria na Revolução Francesa.
Ao revisitarmos essa data, percebemos como a obra de Riyoko Ikeda não é apenas um romance, mas uma ponte emocional que nos faz sentir o peso da história através da arte.
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Antes de encerrar, para os apaixonados pela história da França, deixo uma recomendação imperdível: o filme "Jeanne Du Barry" (2023). A produção mergulha na trajetória real da última e mais polêmica amante do Rei Luís XV na corte de Versalhes.
Nesta versão, o monarca é interpretado por Johnny Depp. O "eterno Capitão Jack Sparrow" traz uma camada interessante ao papel, equilibrando a imponência de um soberano com o lado excêntrico e levemente cômico que já é marca registrada do ator. É uma excelente oportunidade para ver, sob uma estética cinematográfica moderna, os escândalos amorosos e a etiqueta rígida que também serviram de pano de fundo para as tramas de Rosa de Versalhes.
Considerações Finais
Em suma, Luís XV foi muito mais do personagem que vemos no mangá; ele foi uma figura histórica fundamental, cujas decisões e estilo de vida moldaram os rumos da França e prepararam o terreno para o que viria a ser a Revolução. Esta é a minha singena homenagem a esse monarca tão complexo e fascinante.
Finalizo o post com um vídeo e uma galeria de imagens de Luís XV em A Rosa de Versalhes::
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