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terça-feira, 5 de maio de 2026

5 de Maio de 1789: Há exatos 237 anos, Luís XVI convocava os Estados Gerais em Versalhes

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 


 

Há exatos 237 anos, em 5 de maio de 1789, o Palácio de Versalhes foi palco de um evento que selaria o destino da monarquia francesa: a abertura dos Estados Gerais. O que começou como uma tentativa desesperada do Rei Luís XVI para salvar as finanças do reino acabou se tornando o estopim da Revolução Francesa.

A França do século XVIII enfrentava uma crise sistêmica. Colheitas ruins, fome e o endividamento do Estado — agravado pelo apoio à Independência Americana — deixaram o país à beira da falência.

A convocação dos Estados Gerais era uma medida tão extrema que não ocorria desde 1614. O fato de Luís XVI ter que recorrer a essa assembleia após 175 anos de hiato era o sinal mais claro de que o poder absoluto da coroa já não era mais inabalável. Um acontecimento histórico mostrado tanto no mangá Original Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), de Riyoko Ikeda.



Realidade vs. Ficção: O Jogo de Cartas Marcadas

Embora a intenção nominal fosse "salvar a França", o sistema de votação era um convite à revolta. Entenda a dinâmica que gerou o impasse:

  • A Estrutura: A assembleia era dividida em três ordens: o Primeiro Estado (Clero), o Segundo Estado (Nobreza) e o Terceiro Estado (Burguesia, trabalhadores e camponeses, que representavam 98% da população).

  • O Voto por Ordem: Cada estado tinha direito a apenas um voto. Na prática, Clero e Nobreza sempre se aliavam para manter seus privilégios, vencendo o Terceiro Estado por 2 a 1.

  • A Exclusão: Embora o Terceiro Estado fosse liderado por advogados e comerciantes (voto censitário), eles carregavam o peso dos anseios populares.

Quando o rei recusou a proposta de voto por cabeça (individual), o Terceiro Estado rompeu com a coroa e, em 17 de junho, declarou-se em Assembleia Nacional Constituinte. O absolutismo estava morto; a Revolução tinha começado.


A Revolução através das lentes de Riyoko Ikeda

Para muitos fãs de história, o primeiro contato com esses eventos não veio dos livros didáticos, mas da obra-prima de Riyoko Ikeda: Rosa de Versalhes (Versailles no Bara).

No mangá e no anime, somos transportados para os salões de Versalhes através de Lady Oscar. Ikeda é magistral ao misturar o rigor histórico com o drama épico. Um dos momentos mais icônicos é o desfile das Três Ordens, onde a tensão política é palpável através do olhar da nossa Comandante da Guarda Real.

"Enquanto os corredores de Versalhes fervilhavam com as tensões políticas da Assembleia, Ikeda nos mostra o lado mais humano e trágico da coroa. No mangá, o dia 5 de maio não é apenas o início do fim da monarquia, mas um período de agonia pessoal para Maria Antonieta. Enquanto o Terceiro Estado clamava por direitos, a rainha enfrentava a perda iminente de seu filho, o Delfim Luís José, que viria a falecer pouco tempo depois, em junho de 1789. Esse paralelo entre o desmoronamento de um governo e o sofrimento de uma mãe no leito de morte do filho é o que torna Rosa de Versalhes uma obra tão profunda e inesquecível."






 

"Seja através dos documentos de época ou do traço inesquecível de Ikeda, o dia de hoje é um convite à memória.  o 5 de maio nos lembra que a história não é feita apenas de datas, mas de clamores por justiça. Que a coragem de Oscar François de Jarjayes continue a nos inspirar a olhar para o passado não apenas como memória, mas como um espelho para os nossos próprios tempos. Porque, como bem ensinou Riyoko Ikeda, até as rosas mais nobres florescem em meio às tempestades da revolução."


 

 

Espero que tenham gostado!

ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 











 

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