Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Há exatos quarenta anos, em 8 de setembro de 1986, a França abria suas portas para o retorno triunfal de sua heroína mais ilustre. A chegada de Lady Oscar à televisão francesa não foi, contudo, um caminho simples. Jacqueline Joubert, então à frente da programação infantil, resistiu bravamente à ideia de exibir a obra-prima japonesa. Para ela, soava quase como uma audácia: como poderiam os criadores orientais ousar retratar com tanta profundidade um capítulo tão visceral e decisivo da história da própria França?
A relutância logo deu lugar a um fenômeno cultural incontestável. Se os corredores e jardins de Versalhes mantêm hoje um fluxo incessante de visitantes apaixonados, muito se deve à imortalidade dessa narrativa que transformou o palácio em um cenário vivo no imaginário de gerações — um impacto que a própria crítica e o público francês reconhecem com admiração.
Inspirada por essa data redonda, sigo debruçada sobre as linhas de um ensaio em francês dedicado justamente a esse marco: a jornada de volta para casa da figura que personifica, como nenhuma outra, o espírito e a tragédia da corte de Versalhes. Entre as descobertas do processo, a edição francesa se revela de uma beleza impecável, embora a escolha da trilha sonora de abertura deixe um leve rastro de curiosidade, com a nítida sensação de que o tema musical merecia uma ousadia à altura da grandiosidade da série.
Ainda sobre essa conexão com a história real, vale lembrar que Mathieu de Vinha, chefe do Comitê Científico do Palácio de Versalhes, é um admirador confesso de Oscar. Fica aqui o apelo: não seria absolutamente magnífico ver uma exposição dedicada ao tema ganhando vida dentro do próprio Palácio?
Por razões óbvias e afetivas, o meu coração ainda prefere a inesquecível versão italiana, mas é preciso justiça: a edição francesa é admiravelmente bem cuidada. Longe daqueles cortes absurdos de poucos segundos que marcaram as exibições por aqui — como o que mutilou o marcante diálogo entre Oscar e Rosalie no décimo episódio —, a versão francesa brilha com a narração soberba de Jean Topart e culmina em um encerramento simplesmente inesquecível:
"Ela se chama Oscar, é jovem, é linda, viveu numa época injusta, cheia de fúria e lágrimas. Ela é como um sol que brilha intensamente. Estou olhando para ela, ela está destinada ao seu destino."
Daqui a pouco tem mais.







Nenhum comentário:
Postar um comentário
Lady Oscar diz..
Olá,meus queridos amigos, Obrigada por sua visita.
Comentários são Bem vindos! 🌹
Atenção:
1. Comentários anônimos não são aceitos.
2. A curta experiência com os anônimos deu alguns problemas.
3. Peço desculpas aos bem intencionados.
2. Todos os comentários são moderados.
3. A responsável pelo blog Lady Oscar se permite o direito de aprova-los, ou, não.
4. Agradeço a compreensão e o comentário.