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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

"A Rosa de Versalhes": O Feminismo de Riyoko Ikeda e a Luta pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 


Ontem, 25 de novembro, foi o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher. A data foi instituída pela ONU em memória das irmãs Mirabal, ativistas políticas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 1960. Elas são o símbolo inegociável da luta contra a violência de gênero e contra as ditaduras na América Latina.

A urgência da reflexão sobre a violência contra a mulher me levou a revisitar cenas perturbadoras de A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら), de Riyoko Ikeda, que ilustram perfeitamente as raízes patriarcais de muitos problemas que, infelizmente, persistem até hoje. Sem mais delongas, vamos ao post.




A Visão Feminista e Ativista de Riyoko Ikeda

Por trás dessa obra icônica está Riyoko Ikeda, uma autora de mangás abertamente feminista e uma voz ativa na luta pelos direitos das mulheres no Japão. Ikeda usa sua arte como uma ferramenta poderosa para desafiar normas de gênero opressivas e criticar a estrutura patriarcal.

Em entrevistas, ela já solidificou sua posição:

"O que eu quero dizer é que as mulheres têm a capacidade de viver suas próprias vidas, de lutar por seus próprios ideais e de mudar o mundo ao seu redor." — Riyoko Ikeda, sobre a mensagem central de suas obras.

"Eu acredito que o feminismo é sobre a igualdade de oportunidades e a liberdade de escolha para todos, independentemente do gênero." — Riyoko Ikeda

Essas frases ecoam na criação de Oscar, uma personagem que encarna a resistência a essas limitações, desafiando frontalmente a estrutura patriarcal da França pré-revolucionária.

Desafios Impostos pela Violência de Gênero na Obra

A mensagem de Ikeda ressoa através de várias passagens que expõem os desafios enfrentados por mulheres devido à violência de gênero, que vão da intimidação pública e profissional aos abusos nas relações íntimas.

1. A Intimidação e Desvalorização no Quartel (Alain e Soldados)

No mangá e no anime, Oscar enfrenta uma resistência brutal e machista ao assumir o comando da Guarda Francesa. Os soldados, liderados pelo cético Alain (Ailan), planejam desvalorizá-la. O objetivo é claro: "fazer ela entender que ela é apenas uma mulher", um esforço consciente para usar a força simbólica da autoridade masculina como ferramenta de humilhação, buscando recolocá-la em seu "devido lugar".

A cena do mangá onde os soldados questionam a capacidade de Oscar e a subsequente batalha para conquistar o respeito deles é um exemplo potente de como o poder (físico e simbólico) é usado para manter hierarquias de gênero em ambientes profissionais e públicos. Oscar é forçada a provar seu valor através de sua conduta inabalável, algo que seus colegas homens nunca precisaram fazer. 








2. O Desrespeito de André.

Outra passagem que levanta questões importantes, presente tanto no mangá quanto no anime, envolve André, o amigo de infância de Oscar. Em um momento de conflito emocional, André age de forma agressiva. Essa cena, especialmente no mangá, ilustra um espectro diferente e doloroso do desrespeito em relações pessoais e afetivas. Serve como um lembrete de que a violência de gênero não é exclusiva de estranhos; ela pode vir de pessoas próximas, muitas vezes mascarada por desespero ou um sentimento distorcido de direito.






Cenas do Anime 1979:








O Mangá e a Dicotomia com a Realidade

A realidade, infelizmente, é muito diferente da ficção, onde Oscar eventualmente supera esses desafios com sua força de caráter. Fora das páginas e telas, milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam essa mesma mentalidade e esses mesmos desafios, muitas vezes sem a mesma capacidade de resposta.

Ainda hoje, as mulheres são frequentemente objeto de violência que vai muito além do físico. O abuso psicológico, econômico e social são ferramentas sistêmicas usadas para limitar a liberdade, a dignidade e a autodeterminação feminina. São violências silenciosas que corroem a alma e a autonomia, algo que Ikeda sempre combateu veementemente em suas narrativas.

Nossa Mensagem: Respeito, Equidade e Ação

Nesta data (e em absolutamente todos os dias do ano), nosso objetivo deve ser promover uma mensagem inegociável baseada no respeito irrestrito entre pessoas, independentemente do seu gênero.

É fundamental garantir que a violência — em qualquer uma de suas formas, seja ela social, profissional ou íntima — não seja mais usada como um instrumento de dominação. O poder nunca, jamais, deve ser um meio de controle, especialmente quando direcionada a indivíduos em condições de vulnerabilidade impostas por um sistema patriarcal.

Que a arte, através de vozes potentes e feministas como a de Riyoko Ikeda, nos ajude a refletir, e que a realidade nos mobilize a lutar por um mundo onde a igualdade e o respeito sejam a regra, não a exceção. A luta continua.





A Rosa de Versalhes permanece como uma obra atemporal porque, através de uma lente histórica e do drama romântico, ela expõe verdades desconfortáveis sobre as relações de poder e o patriarcado. A genialidade de Riyoko Ikeda não está apenas em criar uma heroína inesquecível, mas em nos forçar a confrontar a realidade de que a luta pela dignidade e respeito da mulher é diária e multifacetada. Que possamos usar a reflexão que a arte nos proporciona para inspirar ações reais. A violência contra a mulher não é apenas um problema histórico; é um desafio urgente do presente que exige nosso compromisso constante.

Espero que tenham gostado! Uma Boa semana Amigos da Lady Oscar!


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Quanto assédio! De Ranze Eto, de "Tokimeki Tonight", a Oscar, de "A Rosa de Versalhes"... O clássico e recorrente "harém reverso" das heroínas nos mangás shoujo antigos. (Artigo Traduzido).


Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 


 "Ontem, um artigo do Futaman Futabanet foi compartilhado em um grupo do Facebook e achei que valia a pena a tradução.

O autor, que escreve sob o pseudônimo Dekai Penguin (Grande Pinguim), é um entusiasta de mangás shoujo clássicos dos anos 1970, que ele carinhosamente denomina como 'da Era Showa' (1926-1989). Desta vez, o texto aborda um fenômeno comum nessas obras antigas, conhecido como 'harém reverso' (逆ハーレム - gyaku hāremu), e não o assédio no sentido negativo que entendemos hoje.

A premissa do artigo é que, em mangás das eras Showa e Heisei, era recorrente a heroína — muitas vezes comum ou até desastrada — ser intensamente cortejada por vários homens bonitos e carismáticos simultaneamente. É importante notar que o autor usa a palavra 'assédio' no título original em japonês ('いくらなんでもモテすぎ!', que traduzi como 'Quanto assédio!') em um sentido de excesso de popularidade ou cortejo avassalador e fantasioso. Trata-se de uma situação que representa o sonho de consumo das leitoras, e não uma situação coercitiva ou indesejada."




O texto cita três exemplos principais:

1.Ranze Eto, de Tokimeki Tonight: Uma heroína "desastrada, mas honesta" que atrai príncipes do mundo demoníaco e até chefes da máfia.

2.Tsukushi Makino, de Hana Yori Dango: Uma garota comum que atrai a atenção de garotos super-ricos e bonitos (o F4) em uma escola de elite.

3.Oscar, de A Rosa de Versalhes: Uma personagem andrógina e carismática que atrai homens e mulheres devido à sua beleza e força.

Em resumo, o texto fala sobre como essas situações de "harém reverso" — onde uma única mulher é o centro das atenções de múltiplos pretendentes bonitos — são um clichê nostálgico e uma fantasia comum nesse tipo de mangá. Resovi explicar antes da tradução, pois tem gente que pode não compreender bem, então assim fica mais fácil

"Agora que o conceito está claro, podemos avançar para a tradução! Eu me esforcei para manter a estrutura original do texto e adicionei indicações de imagens (já que o artigo não as possuía) para deixar tudo mais interessante. 

⚠️ Nota Importante e Pedido de Ajuda!

Como não domino o japonês e utilizei o Google Tradutor como ferramenta principal de suporte, a tradução pode conter imprecisões.

Se você entende o idioma e notar qualquer erro, por favor, deixe sua correção nos comentários! Sua ajuda é inestimável para garantirmos a melhor leitura possível para a nossos leitores. segue a tradução:


Quanto assédio! De Ranze Eto, de "Tokimeki Tonight", a Oscar, de "A Rosa de Versalhes"... O clássico e recorrente "harém reverso" das heroínas nos mangás Shoujo antigos. (Artigo Traduzido).




Em qualquer época, mangás que retratam o doloroso coração apaixonado das mulheres são populares. Os mangás shoujo recentes dão a impressão de que muitos trabalham a relação entre a heroína protagonista e a pessoa por quem ela está apaixonada de forma lenta e cuidadosa.


No entanto, os mangás shoujo que fizeram sucesso da era Showa até a Heisei eram diferentes. Em muitas das obras-primas que foram hits no passado, a trama envolvia todos os tipos de personagens masculinos — desde o garoto mais bonito da escola e príncipes de terras estrangeiras até mesmo os vilões — fazendo investidas apaixonadas pela protagonista. Ou seja, as heroínas de antigamente criavam um estado de "harém reverso" apenas por estarem ali.


Desta vez, vamos relembrar as populares heroínas que exibiram uma popularidade tão invejável que nos faz pensar: "Por que ela atrai tanto assim?!"


A heroína desastrada que atraiu inúmeros homens: Ranze Eto, de "Tokimeki Tonight"


Existe uma heroína que cativou todos os tipos de homens, como um belo príncipe de outro mundo e um charmoso chefe de gangue. Essa é Ranze Eto, a protagonista de "Tokimeki Tonight", de Koi Ikeno, serializado na revista Ribon (Shueisha) a partir de 1982.



Em primeiro lugar, a paixão platônica e dedicada de Ranze é por Shun Makabe, seu colega de classe, que pode ser considerado o "tsundere" original. Os dois acabam se apaixonando mutuamente no final, mas o caminho até lá mostrou a popularidade avassaladora de Ranze.


Primeiro, Aron Luke Warrencer, que é o irmão gêmeo de Shun e príncipe do mundo demoníaco, tenta de todas as formas conquistar Ranze. Além disso, ela também recebe um pedido de casamento fervoroso de um homem bonito chamado Dark Carlo, chefe da máfia romena e parente distante de Shun.


E não para por aí. Ela também é alvo da afeição de personagens secundários delinquentes, enviados por Yoko Kamiya, sua rival no amor que gosta de Shun; e até mesmo George, um shinigami (Deus da Morte) que vive no mundo demoníaco, fica quase apaixonado apenas por receber um beijo na bochecha de Ranze. Além disso, Keigo Tsutsui, o garoto que estrela a adaptação cinematográfica do romance do pai de Ranze, também se apaixona por ela à primeira vista. Muitos desses personagens acabam competindo ferozmente com Shun pelo coração de Ranze.




Ranze é a personificação do arquétipo clássico de heroína comum na era Showa: "desastrada, mas dedicada e honesta". É esse charme puro dela que, sem dúvida, atrai tantos homens, tanto no mundo humano quanto no demoníaco.



■ Jovens bonitos apaixonados por uma garota comum… Tsukushi Makino, de "Hana Yori Dango"


A heroína do grande sucesso de Yoko Kamio, "Hana Yori Dango", Tsukushi Makino, é apresentada como uma garota comum, de classe social média. No entanto, em uma escola de elite frequentada por pessoas extremamente ricas, ela chama a atenção do "F4", um grupo de rapazes bonitos que está no topo da riqueza e do poder, e a partir daí, ela se vê em um harém reverso, desejada por muitos homens, incluindo os membros do grupo.

O principal deles a se apaixonar por Tsukushi é Tsukasa Domyoji, o herdeiro de um conglomerado financeiro, por quem ela acaba desenvolvendo uma paixão mútua. Ela também é cortejada por Rui Hanazawa, o melhor amigo de Domyoji, que possui um charme gentil e misterioso. Qual dos dois, com seus tipos diferentes, era o melhor, provavelmente foi um debate comum entre os leitores.



No entanto, a popularidade de Tsukushi não para por aí. Shingo Oribe, seu colega de classe do ensino fundamental, Kazuya Aoike, seu amigo de infância um pouco tímido, e até mesmo Seinosuke Amakusa, o filho de um parlamentar que sonha em ser chef de sushi, são alguns dos homens que aparecem e demonstram afeição por Tsukushi à medida que a história avança.

Embora Tsukushi seja arrastada pelas investidas intensas deles, ela usa sua característica "alma de erva daninha" para superar a situação de harém reverso. E, com o tempo, ela e Domyoji, que deveriam ser inimigos mortais no início, acabam se atraindo fortemente e o amor...


Por ser tão atraente, ela também atrai mulheres! Oscar, de "A Rosa de Versalhes"

Por fim, gostaria de apresentar a protagonista Oscar François de Jarjayes, de "A Rosa de Versalhes", de Riyoko Ikeda, uma obra-prima do mangá shoujo da era Showa. Com sua beleza andrógina e carisma, Oscar cativou muitas pessoas, independentemente do sexo.

Ao falar de Oscar, é indispensável mencionar seu amigo de infância, André Grandier, que a amou incondicionalmente por toda a vida. Os dois acabam juntos após muitos percalços, mas até esse ponto, Oscar foi cortejada por muitas pessoas.

Primeiro, há Girodelle, que serviu como ajudante de ordens de Oscar quando ela era coronel da Guarda Francesa e, mais tarde, se torna seu noivo por um plano do pai dela. Ele se apaixona por Oscar como mulher e a corteja com palavras doces.



Também há Alain de Soissons, sargento e subordinado da Guarda Francesa liderada por Oscar. Embora inicialmente ele se opusesse a ela, com o tempo ele começa a nutrir sentimentos especiais que vão além da lealdade e do respeito. Além disso, até mesmo Sua Alteza Real Louis-Joseph, o Delfim da França, com apenas 7 anos de idade, nutre afeição por Oscar e a beija em seu leito de morte.



Não foram apenas os homens que nutriram sentimentos intensos por Oscar. Rosalie La Morlière, que a apoiou tanto na vida pública quanto privada, também chorou muitas vezes por seu amor não correspondido.

A beleza e o carisma que Oscar possuía tinham o poder de atrair pessoas de todas as idades e sexos.

A situação de sonho em que vários homens bonitos se aglomeram em torno de uma única mulher é um desejo inalterado das jovens, de ontem e de hoje. Justamente porque um estado de "harém reverso" como esse raramente acontece na realidade, é inegável que mangás com esse tipo de premissa proporcionam aos leitores uma sensação de felicidade extraordinária.



Dekai Penguin.


Fim

Agora que já traduzimos, vamos à análise e comentários: A Filosofia do "Harém Reverso"
Olá, leitores!


O artigo nos convida a refletir sobre um fenômeno cultural persistente: o "harém reverso". Conforme explicado acima.
Vamos dissecar a inteligência por trás desse tropo narrativo, oferecendo minha análise e um toque de filosofia sobre o porquê de essa fantasia ressoar tão profundamente conosco.


A primeira coisa que salta aos olhos é a constatação do autor japonês: "A situação de sonho em que vários homens bonitos se aglomeram em torno de uma única mulher é um desejo inalterado das jovens, de ontem e de hoje".

Isso não é apenas um clichê de mangá; é um espelho cultural. A humanidade, por natureza, anseia por validação e atenção. O harém reverso é a materialização da fantasia de ser incondicionalmente desejada. Ele remove a ansiedade da rejeição e a dúvida do "será que ele gosta de mim?". Naquele universo, a resposta é um retumbante sim, vindo de múltiplas direções.
O artigo brinca com a palavra "assédio" (モテすぎ - mote sugi, "popular demais"), mas o ponto filosófico é que a narrativa transforma o que poderia ser opressivo na realidade em um cenário de empoderamento ficcional. A heroína não busca essa atenção; ela simplesmente existe e a atenção a encontra.

O texto destaca que muitas dessas heroínas são "desastradas, mas dedicadas" (Ranze) ou "comuns com alma de erva daninha" (Tsukushi). Isso é crucial para a identificação do leitor.


 Elas não são apenas histórias sobre garotas que atraem muitos homens; são contos sobre ser notado, valorizado e amado de maneiras que a realidade raramente permite. O "harém reverso" pode ser um tropo, mas é um que resiste ao tempo porque toca em um desejo universal. E, na minha opinião, há uma beleza inegável em um gênero que se permite sonhar tão grande. E você, qual dessas heroínas clássicas é a sua favorita? A minha é a Oscar, é claro!


Enfim, é isso!


Espero que tenham gostado! Uma Boa semana Amigos da Lady Oscar!


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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Nostalgia IA: Uma Homenagem a Lady Oscar e Riccardo Zara

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem vindos!




Se tem uma coisa que vocês sabem sobre mim é o quanto adoro compartilhar achados fantásticos de fãs de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) que utilizam a Inteligência Artificial para nos presentear com novas visões da obra. O blog, inclusive, já se transformou em um arquivo dessas preciosidades!

Mais do que apenas vídeos, vejo essas criações como verdadeiras cartas de amor à obra original. Elas demonstram a força e a criatividade da nossa comunidade de fãs, que não se contenta apenas em consumir, mas quer ativamente expandir e celebrar esse universo. Cada nova postagem aqui é uma forma de honrar essa paixão coletiva e a vitalidade da base de fãs.




Acontece que o algoritmo do YouTube resolveu fazer um agrado e tanto hoje! Fui presenteado com outro achado incrível, que mal posso esperar para compartilhar com vocês. Trata-se de mais uma criação de fãs de Berubara (apelido carinhoso de Rosa de Versalhes), que usam a IA para imaginar nossos personagens favoritos como pessoas reais.

E o vídeo de hoje é especialíssimo! Uma verdadeira homenagem que toca diretamente no coração dos fãs que cresceram assistindo ao anime na Itália.

Nostalgia com um Toque Moderno

Este achado resgata a primeiríssima canção tema de abertura italiana, uma música icônica criada e cantada pelo grupo "I Cavalieri del Re" e composta pelo mestre Riccardo Zara. Para contextualizar, a música foi ao ar pela primeira vez em 1º de março de 1982, na emissora italiana Italia 1, e marcou gerações.



Neste vídeo feito com IA, temos uma visualização de uma Oscar mais realista. Embora as roupas escolhidas para as imagens geradas não estejam 100% fiéis ao universo de Rosa de Versalhes, o resultado visual é fascinante. A surpresa fica completa com uma nova versão da canção original de Riccardo Zara, também refeita com o auxílio da inteligência artificial. Vale muito a pena conferir a novidade sonora! Sem mais delongas, deixo o vídeo logo abaixo para vocês matarem a curiosidade e, claro, adicionarem mais essa pérola à nossa crescente coleção de "mimos de Rosa de Versalhes" feitos com essa tecnologia que não para de nos surpreender!



Espero que tenham gostado! Uma Boa semana Amigos da Lady Oscar!


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domingo, 23 de novembro de 2025

Relançamento Exclusivo dos CDs Drama da Rosa de Versalhes no Japão

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
 



A partir de hoje à venda no Japão estes CDs muito particulares, um #gadget definitivamente pouco conhecido, com curadoria do selo Momogre.

É uma reimpressão do "CD Drama", ou seja, a história da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら)  atuada e gravada pelos atores. O elenco de voz não é o do anime de 1979, porque é baseado na história e nos diálogos do mangá. Além disso, todos os dubladores são homens!



Fiquei sabendo desta novidade graças à excelente página italiana do Facebook, Lady Oscar fan club Italia.

O primeiro CD drama oferece adaptações de áudio de partes proeminentes da história.

O segundo CD mergulha em outros personagens chave como Bernard, Alain, André, Girodelle e inclui um epílogo e saudações do elenco.

O terceiro CD conta a história da tomada de Bastille e a conclusão dos eventos de Oscar e André. Inclui comentários do elenco e uma faixa vocal exclusiva "FIN".

O mais recente é um CD drama "extra" lançado em 2011, baseado na história paralela/gaiden "The Condess with the Black Mloak" (A Condessa com a Máscara Negra).

Estes CDs estavam esgotados há anos e eram o desejo de um colecionador. Portanto, esta é uma oportunidade de ouro para os fãs da obra original de Riyoko Ikeda que desejam uma experiência diferente do anime clássico.

Infelizmente, ainda não encontrei os CDs disponíveis para compra online. Assim que tiver mais informações — preço, link direto para a loja e detalhes de envio — prometo abrir outro post com todas as atualizações para vocês! 


Espero que tenham gostado! Daqui a pouco tem mais.

Desejo a todos uma linda semana, amigos da Lady Oscar!


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sábado, 22 de novembro de 2025

"Se você quer ser um empresário de sucesso, leia "A Rosa de Versalhes"! Entrevista traduzida com Riyoko Ikeda 2014).✨


Olá,  Queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!

 


Recebemos um presente valioso da nossa seguidora Regiane Thais — um link para uma entrevista fascinante que precisava ser compartilhada com todos vocês.

Trata-se de um diálogo inusitado, publicado originalmente em 2014 no site Diamond Online, que promove um encontro improvável e inspirador entre dois mundos:

·Riyoko Ikeda: A lendária mangaká e musicista, mente por trás da icônica A Rosa de Versalhes (carinhosamente chamada de Berubara).

·Naoki Shigetake: Sócio sênior da Boston Consulting Group (BCG), uma das maiores consultorias estratégicas do mundo.

Embora a entrevista completa tenha sido dividida em duas partes no site da revista, o material é, sem dúvida, precioso. Decidimos traduzir o conteúdo na íntegra e disponibilizá-lo aqui no blog para o deleite dos fãs de mangá, entusiastas de negócios e qualquer pessoa interessada em criatividade e estratégia.



⚠️ Nota Importante e Pedido de Ajuda!

Como não domino o japonês e utilizei o Google Tradutor como ferramenta principal de suporte, a tradução pode conter imprecisões.

Se você entende o idioma e notar qualquer erro, por favor, deixe sua correção nos comentários! Sua ajuda é inestimável para garantirmos a melhor leitura possível para a comunidade. Para a publicação, utilizei as mesmas imagens do artigo original e procurei manter a estrutura do texto o mais fiel possível.

Você pode conferir o texto original no idioma de publicação pelos links: [Parte 1] e [Parte 2].


🎙️ A Entrevista: Parte 1

Mangaká (Musicista)・Riyoko Ikeda × Sócio Sênior da BCG・Naoki Shigetake

Se você quiser se tornar um profissional de negócios competente, leia 'A Rosa de Versalhes'!"

Riyoko Ikeda (à direita), autora do mundialmente famoso romance "A Rosa de Versalhes", e Naoki Shigetake, sócio sênior da BCG.

Aparentemente, os negócios estão se aproximando dos mangás shōjo (para garotas). Afinal, qual é a ideia por trás disso?

Desde o seu lançamento em 1972, A Rosa de Versalhes alcançou um sucesso explosivo, tornando-se um verdadeiro fenômeno social. Tendo a Revolução Francesa como pano de fundo histórico e o amor como tema, Berubara foi traduzido para diversos idiomas ao redor do mundo e continua sendo um best-seller.

Por que Berubara continua a encantar o mundo? Quais foram os pontos de contato inesperados que surgiram entre o mangá shōjo e os negócios?

A autora, Riyoko Ikeda, e Naoki Shigetake, Sócio Sênior & Diretor Executivo da BCG — que afirma amar mangás shōjo "mais do que as três refeições do dia" (expressão idiomática para "mais do que tudo") — colocaram suas respectivas áreas de especialidade em pauta para debater sobre "Mangá Shōjo e Negócios".

(Texto: Mie Kununuma / Fotos: Toshiaki Usami)


"O Mangaká é, literalmente, a base da sociedade"

"E, entre eles, o mangá shōjo tinha o status mais baixo"

Ikeda: O tema de hoje é "Mangá Shōjo e Negócios"? Eu nunca trabalhei em uma empresa e sou terrivelmente leiga em economia. É realmente uma cultura diferente da minha. Vim pensando se daria tudo certo.

Shigetake: Lembro-me que quando nos encontramos antes, a senhora disse que não fazia ideia se o Gerente de Seção (Kachō), o Gerente de Departamento (Buchō) ou o Vice-Gerente Geral (Jichō) era o cargo mais alto.

Ikeda: E continuo sem saber até hoje (risos). No entanto, em relação ao Sr. Shigetake, estou na posição de casamenteira, em título e fato. Posso ficar com aquele sentimento de "Eis-me aqui!" (orgulhosa).

Shigetake: Posso chamá-la de Riyoko-san hoje, como de costume, em vez de Ikeda-sensei (Professora Ikeda)?

Ikeda: Claro que pode.

Shigetake: Na verdade, nosso relacionamento começou depois que a Riyoko-san me apresentou à minha esposa, mas é a primeira vez que conversamos publicamente assim. E como posso falar de negócios usando meu amado mangá shōjo como tema, vim hoje muito ansioso por essa conversa.


🎙️ A Entrevista: Parte 2


Qual é a chave da "aspiração" que transforma um projeto rejeitado em um sucesso estrondoso ?



O mangá best-seller A Rosa de Versalhes continua a encantar leitores em países de todo o mundo. A verdade é que, por trás de seu nascimento, houve uma batalha desconhecida com os editores. O que exatamente transformou um projeto que foi inicialmente rotulado de "não vendável" não apenas em um sucesso, mas em um "home run" (um sucesso estrondoso) de obra?

Na segunda parte desta entrevista, a autora de Berubara, Riyoko Ikeda, e Naoki Shigetake, Sócio Sênior & Diretor Executivo do Boston Consulting Group, continuam a debater sobre "os pontos-chave para gerar um hit", algo que todo profissional de negócios adoraria saber.

"Um sucesso explosivo não nasce de pesquisas com clientes"

Shigetake: A propósito, quando a Riyoko-san desenhou A Rosa de Versalhes, até que ponto considerou os "leitores"?

Ikeda: Não considerei.

Shigetake: Nem um pouco?

Ikeda: Não, nem um pouco. Especialmente quando era mais jovem, eu desenhava apenas para mim mesma, o que eu queria desenhar.

Shigetake: Isso é interessante. Digo isso porque, em nosso mundo [de negócios], diz-se que "um sucesso explosivo não nasce ao ouvir a voz dos clientes". Os clientes podem opinar sobre o que já existe, mas não conseguem imaginar concretamente um produto ou serviço que ainda não existe e dizer: "Eu quero isso". Por exemplo, o Walkman da Sony, que fez sucesso antigamente. Esse foi um produto que jamais teria nascido se tivéssemos feito pesquisas de opinião com os clientes.

Ikeda: Eu entendo perfeitamente isso na prática. Recentemente, estou desenhando novos episódios de A Rosa de Versalhes para a revista Margaret, para comemorar o 40º aniversário do início da serialização. O novo editor me contou várias impressões dos leitores, mas eu disse a ele: "Não me conte". Pedi para ele não deixar as vozes dos leitores que dizem "Eu quero ler esse tipo de desenvolvimento" chegarem aos meus ouvidos. Afinal, se eu desenhasse de acordo com o que eles querem, o resultado seria algo chato, não é?


Naoki Shigetake


Sócio Sênior e Diretor-Geral do Boston Consulting Group

Naoki Shigetake possui uma sólida formação acadêmica, tendo se formado na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas da Universidade de Waseda. Ele complementou sua educação com um MBA pela Universidade de Chicago.

Sua carreira profissional inclui passagens por empresas de destaque, como a Mitsui & Co. e o escritório de Londres do Boston Consulting Group (BCG). Atualmente, ele ocupa a posição de líder da área de Energia do BCG no Japão.

Como membro fundamental das áreas de Bens Industriais, Organização e Desenvolvimento Corporativo da Plastis, Shigetake presta uma variedade de serviços de consultoria. Seu foco abrange desde a reforma organizacional e gestão de grupos até a gestão de portfólio e a melhoria do valor corporativo, atendendo principalmente empresas dos setores de energia, comércio e bens industriais.

Além de sua expertise em negócios, Shigetake nutre uma paixão duradoura por mangás shojo (para garotas) há 40 anos. Essa fascinação começou quando ele leu secretamente "A Rosa de Versalhes" na revista Weekly Margaret de sua irmã, ainda no ensino fundamental.

Ele compartilha a crença de que "o aprendizado com mangá shojo é profundo" e nunca termina, sendo um entusiasta das habilidades de gestão que podem ser extraídas dessas histórias.




Enfim, essa foi a tradução. Então, como de costume, vamos às minhas análises e comentários sobre o texto:

O trecho sobre a criação de 'hits' é a verdadeira pepita de ouro da entrevista. A fala da Ikeda-sensei — 'Não considerei [os leitores]. Eu desenhava apenas para mim mesma' — valida perfeitamente o argumento do Shigetake sobre o Walkman. Inovação disruptiva raramente nasce de focus groups. Nasce da visão singular do criador. Isso desafia a gestão de produto tradicional e nos lembra que, às vezes, é preciso ignorar o 'barulho' do mercado para criar algo verdadeiramente novo e impactante. Uma lição valiosa para qualquer empreendedor."


"É fascinante como Shigetake-san, um sócio sênior da BCG, utiliza A Rosa de Versalhes como um estudo de caso de gestão. Isso demonstra que as grandes narrativas, com seus conflitos humanos e estratégias (ou a falta delas) em tempos de crise (como a Revolução Francesa), contêm lições de liderança muito mais profundas do que muitos livros de negócios modernos. A atemporalidade de Berubara prova que entender a natureza humana é a estratégia de negócios definitiva."


"Adorei a leveza do início da conversa, onde Ikeda-sensei admite não saber a diferença hierárquica entre Kachō e Buchō. Isso sublinha o abismo cultural entre o mundo corporativo rígido japonês e a liberdade criativa de uma mangaká. O fato de um diálogo franco (Diálogo franco BCG × Pioneiros) conseguir unir essas duas mentalidades já é um sucesso por si só. Mostra que o pensamento lateral — a 'reação química' mencionada no título — é essencial para a inovação."

Como fã de Berubara e alguém que trabalha com estratégia, esse diálogo é inspirador. A paixão de 40 anos do Sr. Shigetake pelo mangá shojo e sua capacidade de extrair insights de gestão disso humanizam a figura do 'sócio sênior' e mostram que as paixões pessoais podem, sim, informar nosso trabalho profissional de maneiras inesperadas. 


"A ideia de que 'o mangaká é, literalmente, a base da sociedade' e, ainda assim, o shojo ter o 'status mais baixo', levanta questões interessantes sobre valorização cultural e impacto social. Shigetake-san parece estar ajudando a corrigir essa percepção, elevando o mangá shojo ao nível de uma ferramenta analítica de negócios. Um crossover genial."





Espero que tenham gostado!

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