Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Quem olha para a grandiosidade de Rosa de Versalhes (Versailles no Bara) hoje, custa a acreditar que a sua versão animada foi recebida com frieza e rejeição em seu lançamento original. No #TBT de hoje, vamos entender por que a Lady Oscar da TV quase não sobreviveu ao peso do próprio nome.
Para os japoneses de 1979, Berubara não era apenas uma história; era uma instituição. O mangá de Riyoko Ikeda havia revolucionado o gênero shoujo, e as adaptações do teatro Takarazuka Revue eram o ápice do glamour e do sucesso comercial.
Quando o anime estreou, o público esperava uma transposição literal daquela magia. Mas o que receberam foi algo diferente. A audiência foi baixíssima desde o início, pois o anime simplesmente não era o que o Japão amava. Não tinha o mesmo brilho do teatro e nem a fidelidade absoluta ao traço original que os fãs exigiam.
✂️ O Fim das "Estrelinhas": A Rebeldia de Osamu Dezaki
A crise chegou ao ápice no episódio 19, quando o lendário Osamu Dezaki assumiu a direção. Ele não veio para agradar os fãs; ele veio para imprimir sua visão.
Uma das mudanças mais polêmicas foi estética e simbólica: Dezaki retirou as icônicas "estrelinhas" do brilho dos olhos dos personagens.
A Tradição: Esse brilho era a marca registrada do mangá e um elemento que o teatro Takarazuka fazia questão de imitar através da iluminação e maquiagem para manter o aspecto lúdico e romântico.
A Visão de Dezaki: Ele aboliu o recurso simplesmente porque achava que não combinava com o tom de uma Revolução Francesa. Para ele, a história era sobre sangue, suor, política e tragédia. Olhos brilhantes eram "fofos" demais para o realismo melancólico que ele queria imprimir.
🌓 O "Patinho Feio" que virou Obra-Prima
Embora essa mudança tenha dado ao anime uma profundidade artística inigualável, ela custou caro na época. O público japonês sentiu que a alma da obra havia sido alterada. O resultado foram baixos índices de audiência e uma recepção morna que quase levou a série ao esquecimento no Japão.
🇮🇹 A Redenção veio da Itália
A ironia? O que o Japão rejeitou por "não ser igual ao mangá", a Itália abraçou como uma obra-prima. Na Europa, onde o anime (sob o título de Lady Oscar) virou uma febre maior que o próprio mangá, a ausência de estrelinhas e o tom sombrio de Dezaki foram vistos como genialidade narrativa. Para os italianos, essa era a versão definitiva, madura e visceral da história.
🌹 Conclusão
O anime de 1979 nos ensina que a fidelidade nem sempre é o caminho para a imortalidade. Ao "apagar" o brilho dos olhos de Oscar, Dezaki iluminou a alma da personagem de uma forma que o Japão da época não estava pronto para ver, mas que o resto do mundo jamais esqueceu.
E você? Acha que as estrelinhas faziam falta ou concorda com Dezaki que a Revolução Francesa pedia algo mais real e sombrio? Comenta aqui embaixo! 👇
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Lady Oscar diz..
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