Olá, Queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!
Quinta-feira, dia de #TBT, e hoje resolvi recordar o filme live-action de A Rosa de Versalhes: Lady Oscar, de 1979. Recentemente, traduzi um artigo sobre adaptações de animes e mangás produzidas fora do Japão que foram consideradas fracassos de bilheteria ou crítica, e este filme costuma encabeçar essas listas.
Mas ó: eu não considero o filme ruim! Como mencionei no post anterior, ele tem um charme muito específico. Ainda não é a resenha completa (continuo devendo!), mas vamos de nostalgia com pitadas de humor baseadas no que essa pérola nos proporcionou. Sem mais delongas, vamos ao nosso #TBT de hoje:
Onde o Século XVIII encontra os Anos 70
Se você é fã raiz do mangá da Riyoko Ikeda ou do anime clássico, prepare o coração (e os olhos). Assistir a Lady Oscar é uma experiência antropológica. O filme foi rodado em Versalhes de verdade, o que dá uma imponência absurda, mas o figurino... ah, o figurino parece ter sido patrocinado por uma loja de cortinas de nylon de 1979.
1. Maquiagem Shiseido no Meio da Revolução
O filme foi literalmente patrocinado pela Shiseido. O resultado? Oscar (interpretada por Catriona MacColl) enfrenta duelos, crises existenciais e a queda da monarquia sem perder o esfumado de sombra azul e o batom rosa cintilante. É o auge do "acordei assim" — e por "assim", entenda "pronta para um editorial da Vogue setentista".
2. O Drama Capilar (e os Babados de Nylon)
Esqueça a precisão histórica absoluta. Enquanto a rainha Maria Antonieta desfila perucas que parecem querer engolir o rosto das atrizes, o André ostenta um corte repicado com uma extensão de rabo de cavalo que desafia as leis da estética. E o que dizer das gravatas? No lugar de tecidos finos, temos babadores de renda sintética que fariam qualquer aristocrata de verdade pedir a guilhotina mais cedo.
3. Oscar: A Guarda Real das Botas de Couro
Uma das coisas mais curiosas é a "logística" da Oscar. Ela dorme de botas acima do joelho, calças montaria e — às vezes — apenas uma camisa aberta para garantir o fan service da época. Ela é tão convincente como homem que, mesmo com quilos de rímel e traços delicadíssimos, todo o exército francês parece acreditar piamente que ela é um "monsieur".
4. Momentos "Oi?"
A trilha sonora: Em certos momentos, você não sabe se está em 1789 ou em um episódio de Miami Vice. As fontes dos créditos e as cores gritam "discoteca".
O romance: O clima entre Oscar e André é construído com cenas em celeiros e diálogos que oscilam entre o épico e o involuntariamente engraçado.
Conclusão (por enquanto)
Apesar de ser visualmente uma mistura de A Noviça Rebelde com um comercial de cosméticos, o filme tem seu valor histórico por ser uma das primeiras grandes tentativas do cinema ocidental de adaptar um material tão sagrado para os japoneses. Pode não ter a genialidade do material original, mas compensa no camp e na coragem.
E você, já teve a coragem de assistir a essa versão ou prefere guardar a imagem da Oscar apenas nos traços da Ikeda?
Espero que tenham gostado!







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Lady Oscar diz..
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