Olá, queridos amigos de Lady Oscar, sejam Bem Vindos!
Em 23 de agosto de 1754, nascia em Versalhes Luís Augusto de Bourbon, o futuro rei Luís XVI. Recebendo inicialmente o título de Duque de Berry, ele era o quarto filho de Luís, Delfim da França, e de Maria Josefa da Saxônia, além de neto do rei Luís XV. A morte repentina de seu pai em 1765 mudou completamente o seu destino, colocando-o na linha de sucessão direta ao trono.👑
Mais do que o último monarca do Antigo Regime antes da tempestade da Revolução Francesa, Luís XVI é uma figura de imensa importância para os fãs de A Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), a obra-prima de Riyoko Ikeda — que, vale lembrar, o considerava um de seus personagens masculinos favoritos.
Abaixo, mergulhamos na fascinante dualidade entre o homem real da história e sua representação na ficção que conquistou gerações.
O Monarca Real: Inteligência, Reformas e o Peso de uma Coroa
Luís XVI reinou como Rei da França e Navarra de 1774 até 1791, e posteriormente como Rei dos Franceses até ser deposto em 1792. Contrariando a imagem simplista de um rei tolo, ele era um homem culto e inteligente, profundamente influenciado pelos ideais iluministas.
A primeira fase de seu reinado foi marcada por tentativas corajosas de modernizar a França. Ele tentou abolir a servidão, remover impostos opressivos como a taille e aumentar a tolerância religiosa em relação aos protestantes. No entanto, encontrou uma muralha de hostilidade por parte da nobreza, que se opôs com sucesso a qualquer perda de privilégios. Externamente, sua decisão de apoiar ativamente os colonos norte-americanos em sua busca por independência — consolidada no Tratado de Paris de 1783 — foi um triunfo geopolítico, mas agravou severamente as finanças da coroa.
A crise financeira escalou para o colapso com a convocação dos Estados Gerais em 1789. Visto injustamente como o símbolo máximo da tirania ao lado da rainha Maria Antonieta, a indecisão política de Luís selou seu destino. A tentativa de fuga frustrada da família real em Varennes (1791) destruiu o resto de sua credibilidade pública.
Com a proclamação da Primeira República Francesa, o antigo soberano foi julgado pela Convenção Nacional, considerado culpado de alta traição e executado na guilhotina em 21 de janeiro de 1793, sob o nome civil de "Cidadão Luís Capeto". Ele foi o único rei na história da França a sofrer tal destino, encerrando mais de mil anos de monarquia contínua. (Nota curiosa: se estivesse vivo hoje, o monarca estaria apagando 273 velhinhas!).
Casamento e Alianças: A União com Maria Antonieta
Assim como retratado no anime e mangá de Riyoko Ikeda, o casamento de Luís XVI com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo (sua tia-avó por parte de linhas secundárias e prima de segundo grau) foi puramente estratégico. Após a Guerra dos Sete Anos, França e Áustria selaram uma trégua política unindo os dois jovens. Antonieta tinha apenas 14 anos quando foi enviada para a corte francesa, após uma cerimônia por procuração em Viena onde Luís foi representado pelo cunhado da noiva.
Em 16 de maio de 1770, o Palácio de Versalhes testemunhou as bodas oficiais, celebradas com suntuosos banquetes, joias deslumbrantes e fogos de artifício. Com a morte de Luís XV em 1774, o jovem casal assumiu o trono.
Enquanto Luís tentava governar, Maria Antonieta encontrou refúgio nas excentricidades do Petit Trianon, promovendo festas, bailes mascarados e gastando somas colossais. Seus hábitos extravagantes tornaram-se o estopim da revolta de um povo mergulhado na fome — um contraste perfeitamente capturado por Ikeda em sua narrativa, onde a ficção se mescla de forma tão vívida à realidade que quase podemos ver a Capitã Oscar caminhando pelos corredores do palácio.
Do matrimônio real, nasceram quatro filhos:
Maria Teresa Carlota (1778–1851): A única filha a alcançar a vida adulta.
Luís José (1781–1788): Delfim que faleceu na infância (e que, em Rosa de Versalhes, protagoniza momentos marcantes de admiração por Oscar).
Luís Carlos de França (1785–1795): O trágico Luís XVII, que morreu encarcerado aos 10 anos.
Sofia Helena Beatriz (1786): Viveu apenas alguns meses.
O Rei Luís XVI na Lente de Riyoko Ikeda
Para os fãs de Lady Oscar, a chegada de Maria Antonieta a Versalhes é inesquecível. No mangá de Ikeda, a jovem austríaca sente uma ponta de melancolia ao perceber que precisa abandonar gradualmente seus hábitos e traços de sua terra natal. É nesse momento que avista pela primeira vez a imponente carruagem escoltada por Lady Oscar — descobrindo, estupefata, que a brilhante capitã da Guarda Real é, na verdade, uma mulher.
Há diferenças fascinantes entre o mangá original e a adaptação em anime de 1779:
A Aventura na Caverna: No anime, a jornada de Maria Antonieta para a França ganha contornos de suspense épico. Conspirações inimigas tentam sequestrá-la, levando-a a trocar de roupas com uma sósia. Cabe a Oscar resgatá-la em uma eletrizante luta de espadas dentro de uma caverna — um elemento exclusivo da animação, que aproveitou a moda da época por duelos de capa e espada. No mangá de Ikeda, a transição é muito mais sóbria e focada nos dilemas políticos e psicológicos.
O Primeiro Encontro: Tanto no papel quanto na tela, o príncipe herdeiro é retratado como um jovem tímido, desajeitado e visivelmente despreparado para a imponência do casamento. O primeiro beijo do casal deixa a jovem arquiduquesa visivelmente frustrada com a frieza do noivo.
O Casamento: O famoso detalhe histórico e dramático de Antonieta borrando a assinatura no termo de casamento por nervosismo é fielmente retratado como um sinal de mau agouro.
A Queda de Luís XV: O arco da morte de Luís XV por varíola (Episódios 9 e 10 do anime) é magistralmente conduzido. Enquanto a corte inteira e a Condessa Du Barry entram em desespero para não perder seus privilégios, a jovem Oscar chora discretamente, pressentindo o fim de uma era, logo antes de Luís XVI ser coroado na Catedral de Reims sob imensas expectativas populares.
Considerações Finais
Mais do que simples figuras de um livro de história, Luís XVI e sua corte ganharam uma dimensão humana inesquecível através da genialidade de Riyoko Ikeda. Compreender o homem por trás da coroa — suas boas intenções sufocadas pela incapacidade de lidar com a hercúlea crise do Antigo Regime — enriquece ainda mais a experiência de revisitar A Rosa de Versalhes.
Fontes de pesquisa: Wikipédia, algumas imagem são do Lady Oscar 40 Anni.
E você, qual é a sua lembrança favorita de Luís XVI e da corte francesa, seja nos livros de história ou nas páginas de Rosa de Versalhes?
Espero que tenham gostado! Um Bom Domingo e Uma ótima semana a todos!!!!
























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