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sábado, 30 de agosto de 2025

Entrevista Inédita com dubladora italiana Cinzia De Carolis a voz de Oscar, na primeira animação de 1979.

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem vindos!



Está disponível desde ontem no canal The Man under the Hood do YouTube uma interessante entrevista com  a dubladora italiana Cinzia De Carolis, que emprestou sua bela voz, dando vida à nossa querida, comandante, Oscar François de Jarjayes a protagonista de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), na série animada de 1979. Cinzia, ainda hoje, é muito querida entre os fãs da velha guarda de Lady Oscar, sua voz permanece nas memórias e corações de todos que foram crianças e adolescentes nos anos 1980. Infelizmente, ela não dublou Oscar no novo filme animado e isso desagradou à maioria dos fãs italianos. 




Essa entrevista fopi ao ar ontem, Cinzia sempre bem humorada, interpreta nossa querida comandate, Oscar François de Jarjayes e comenta sobre sua personagem, censura sofrida pelo anime, o sucesso  que a série fez na Itália entre outras coisas interessantes. O Vídeo está abaixo para quem quiser dar uma olhada, o idioma, obviamente é italiano, mas dá para traduzir as legenda.


Espero que tenham gostado!
Um ótimo  Final de Semana Para vocês amigos da Lady Oscar.

ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


sexta-feira, 29 de agosto de 2025

A editora mexicana Devir divulgou a versão final da capa de 'A Rosa de Versalhes'. 🌹

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 


A editora @DevirMexico divulgou recentemente a imagem da versão final da mais nova edição mexicana (*Imagino que essa seja a primeira*) do Mangá A Rosa de Versalhes(ベルサイユのばら), a obra máxima de Riyoko Ikeda. Aparentemente teremos 14 volumes (sendo que 4 volumes são de gaiden) e o formato é A5. A informação veio do Pro Shōjo Spain. O mais interessante dessa edição foi o fato de eles terem adaptado a capa do lançamento original, até mesmo com o “subtitulo” do volume. Uma edição que preciso ter que ter em minha coleção.🌹

 


 

Bonita edição feita sob medida, só estranhei um pouco o fundo em laranja, pois tenho a capa original em japonês, o fundo é  rosa e branco, contudo, é uma belíssima edição, como mencionei, acredito ser a primeira edição mexicana da Rosa de Versalhes. E agora não somente as mulheres espanholas, que estão com muita inveja de terem respeitado a ilustração original, como disse o Shoujo Spain, mas nós, as mulheres brasileiras também, queremos uma nova edição brasileira com as primeiras capas da edição japonesa. JBC por favor, pense com carinho, está bem?

 


E por falar da Rosa, hoje, a primeira adaptação da Rosa de Versalhes, para o musical no Takarazuka Revue, completa 51 anos, e já tem um post especial aqui no blog. Para quem quiser dar uma olhada, clique aqui.


Espero que tenham gostado!
Um ótimo  Final de Semana Para vocês amigos da Lady Oscar.

ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


A PRIMEIRA PEÇA DA ROSA DE VERSALHES DO TEATRO TAKARAZUKA REVUE COMPLETA 51 ANOS. 🌹🌹

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!



Hoje, 29 agosto, é o aniversário de estreia da primeira peça da Rosa de Versalhes feita para o takarazuka Revue (宝塚歌劇団 Takarazuka Kagekidan), um dos teatros mais importantes do Japão. Há exatos 51 anos, a trupe Tsukigumi (Moon Troupe) estrava a primeira adaptação para o musical de Versailles no Bara (ベルサイユのばら, Berusaiyu no Bara) de Riyoko Ikeda, no auge do sucesso da obra, um ano após a finalização do mangá.  Essa primeira montagem foi focada na história de Maria Antonieta e Fersen intitulada, a The Star / The Rose of Versailles (ザ・スター / ベルサイユのばら).Essa data significa muito para o Teatro feminino japonês, pois "A Rosa de Versalhes", através das suas adaptações para o palco da Takarazuka Revue, salvou o teatro de uma crise de audiência na década de 1970 ao popularizá-lo imensamente, estabelecendo o sistema de "Top Star" e gerando um "Boom BeruBara" que atraiu um público de milhões e impulsionou as inscrições na escola do teatro.
🌹



A Takarazuka Revue passou por uma crise de popularidade em 1974, antes da adaptação de "A Rosa de Versalhes E quem diria que um mangá salvaria um teatro?   A peça, baseada no mangá de Riyoko Ikeda, foi um sucesso inesperado, sendo a adaptação para o palco mais notável da história da Takarazuka. A adaptação gerou um enorme aumento na popularidade da revista, um fenômeno conhecido como "Boom BeruBara".




 

O espetáculo estabeleceu o sistema de "Top Star", que permanece em vigor até hoje, uma inovação para os papéis principais. Milhares de pessoas assistiram às diferentes montagens da peça, consolidando seu sucesso. O sucesso da "Rosa de Versalhes"  foi tanto, que levou a um aumento na concorrência para entrar na escola do teatro, triplicando as inscrições.



Influência Cultural:A influência de "A Rosa de Versalhes" se estendeu para além do teatro, impactando a moda e a cultura contemporânea no Japão, com exposições e eventos dedicados ao mangá.







 Essa primeira montagem, que hoje completa 51 anos. A peça The Star / The Rose of Versailles (ザ・スター / ベルサイユのばら), teve o roteiro assinado pelo ilustre Shinji Ueda.  No elenco, Yuri Haruna   interpretou a protagonista Oscar, Takiko Dai e Misato Kei ( elenco alternativo) interpretaram Fersen e Maria Antonieta foi interpretada por Hatsukaze Jun e Kizuki Miho ( elenco alternativo). 
 
A Rosa de Versalhes  Takarazuka1974
 
 Em entrevista, Yuri Haruna, que interpretou a primeira Lady Oscar, contou, que quando conseguiu o papel de Oscar, sofreu inúmeras críticas dos fãs da obra original, mas após o sucesso que a peça acabou fazendo, ela passou, a receber todos os dias, várias caixas com cartas de fãs, que queriam seu autógrafo.  Yuri Haruna, disse, que demorou 4 anos para atender a todos os pedidos que as fãs enviavam nas correspondências, algumas delas inclusive pediam o autógrafo de Haruna em seus lenços de bolso. Para quem tiver interesse, eu traduzi a Entrevista com Yuri Haruna, basta clicar no link para ler. 


Takarazuka Rosa de Versalhes 1974

Curiosidade:


No final do ano de 2018 no Japão, a companhia de trem japonesa Hankyu Railway lançou a Hankyu Wrapping Train Collection e resolveu homenagear o clássico mangá Rosa de Versalhes, também conhecido com Lady Oscar, com belíssimas ilustrações de Oscar e seus amigos vestidos de condutores, nos vagões do trem apelidado de Yume (sonho).
 
 
 

 

 
 A linha em questão, é a Takarazuka, que liga as províncias de Hyogo e Osaka. O mais interessante é que cada vagão tem uma ilustração diferente, ou seja, são artes distintas.
 
 


Outra coisa, bem legal, é a estátua de bronze de Lady Oscar e André na entrada do teatro Takarazuka, uma forma de homenagear a peça e maior sucesso da companhia.
 
 

 Não poderia finalizar o post sem ao menos mencionar Kageki Shoujo, um anime, maravilhoso, que é uma verdadeira homenagem ao teatro Takarazuka Revue e a rosa de Versalhes. A protagonista, é a doce, Sarasa Watanabe, uma menina muito alta, pobre que mora no interior com seu avô, e apaixonada por Rosa de Versalhes, sonha em ser atriz e interpretar Lady Oscar. Visando realizar o seu maior sonho, Sarasa, decidi deixar seu avô, e para tentar uma vaga na famosa escola de teatro Kouka, que imita a escola da Takarazuka Revue. E não é só isso existem várias referências a Takarazuka e a Rosa de Versalhes, recomendo muito que assistam o anime e torço para o mangá um dia chegar ao Brasil. O link acima é da minha resenha de Kageki Shoujo, para quem quiser ler.
 
 

 
 
 
 
E para fechar esse post, com chave de ouro, deixo abaixo o vídeo com a apresentação completa de 1974 da rosa de Versalhes, para quem assim como eu é apaixonado por Takarazuka Revue:




 
 




Espero que tenham gostado!


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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

#TBT Relembrando a ilustre visita do Teatro feminino Takarazuka Revue ao Brasil em 1978.

 

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, Sejam Bem Vindos!



 

Hoje é quinta-feira, portanto, é dia de #TBT, e amanhã a primeira peça da Rosa de Versalhes(ベルサイユのば) no teatro Takarazuka Revue completa 51 anos. Todo o aniversário da primeira adaptação da Rosa importa, sim, pois a série de Riyoko Ikeda foi responsável por salvar o teatro, que estava em decadência nos anos 1970. Então, hoje, decidi relembrar um momento do qual queria ter vivido, mas não era nascida, que foi a ilustre visita do Grupo de Teatro deTakarazuka ao Brasil. Então, sem mais delongas, vamos ao nosso TBT de hoje.

Capa do programa da apresentação de Takarazuka no Teatro Municipal de São Paulo

 

A visita do teatro Takarazuka no nosso país ocorreu por ocasião do 70º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil. A Fundação Japão possibilitou a primeira e única vinda do Grupo de Teatro de Takarazuka ao Brasil.

 


Para quem não conhece o teatro e caiu de paraquedas nesse artigo, a principal característica é o fato de todos os papéis serem interpretados por mulheres, baseado no modelo original do Kabuki antes que as mulheres fossem banidas do teatro no Japão. As atrizes que interpretam homens são chamadas de otokoyaku (literalmente "papel masculino") e as que interpretam, mulheres, musumeyaku (literalmente "papel de moça" ou "papel de filha"). O figurino e o cenário costumam ser excessivamente chamativos e as performances têm um toque melodramático.  

Escola Musical de Takarazuka em 1919


 O grupo da takarazuka fez sua única apresentação no Teatro Municipal de São Paulo no período de 3 a 12 de novembro de 1978, portanto, em novembro, a visita do teatro ao Brasil completará 47 anos.  Segundo o site, Cultura Japonesa, a mesma apresentação também foi realizada na França, nos Estados Unidos e na União Soviética, e foi muito bem recebida.

 


A primeira parte do espetáculo foi dedicada às tradições japonesas e recebeu o nome de “Fantasia do Japão”. As atrizes apresentaram números musicais usando quimonos tradicionais, lembrando o período Genroku (1688 – 1703), mas apresentando músicas de várias regiões. Já na segunda parte, a apresentação foi no estilo ocidental, como são normalmente as apresentações desse grupo, e recebeu o nome de “na cadência de Takarazuka”. Como uma homenagem para o público brasileiro, a cantora Mao Daichi apresentou a música “Mas que Nada”, composta e gravada em 1963 pelo brasileiro Jorge Ben e regravada em 1966 pelo Sérgio Mendes, tornando-se um sucesso internacional.


Assim nasceu o teatro feminino japonês.

O Takarazuka Revue começou em Takarazuka, em HyōgoJapão, em 1913, fundado por Kobayashi Ichizo, presidente da Hankyu Railways, que teve a ideia de aumentar as vendas dos bilhetes da linha de trens da cidade promovendo apresentações musicais de estilo Ocidental usando apenas garotas solteiras. A companhia de teatro fez sua primeira apresentação em 1914, e em 1924 já havia se tornado popular e obteve seu próprio teatro, o Dai Gekijō. Atualmente, o Takarazuka se apresenta para cerca de 2.5 milhões de pessoas por ano. A maior parte dos fãs é composta por mulheres.


Um teatro que inspirou o Mesre Osamu Tezuka.



E se você também é um fã de mangá, deve saber que esse grupo teatral é o que teria influenciado o mestre Osamu Tezuka, autor de A princesa e o cavaleiro, a criar personagens com olhos grandes e brilhantes. Sim, isso mesmo! Osamu Tezuka, ainda quando criança, vivia na cidade Takarazuka, e uma das atrizes era amiga de sua mãe. Por conta disso, eles sempre assistiam às apresentações do grupo. Como o teatro é muito grande e ele sentava atrás, não podia ver muitos detalhes, mas sempre percebia que os olhos pareciam muito grandes e expressivos devido à maquiagem teatral. O grande mestre do mangá viu ali uma característica que se tornaria uma marca registrada do mangá.



Rosa de Versalhes Trouxe uma nova Luz ao teatro feminino:



O teatro passou por uma terrível fase, onde ele foi perdendo seu público, e no início da década de 1970, como a popularização da televisão. O grupo estava com as contas negativas. Quem salvou o Takarazuka? A obra mais famosa de Ikeda, A Rosa de Versalhes. Pois é, e quem diria, foi um shoujo mangá. Ao ser levada para o palco, a adaptação do mangá “A Rosa de Versalhes”, de Ikeda Riyoko, alcançou um inimaginável sucesso. A concorrência para ingressar na escola de Takarazuka, que era de cinco vezes o número de vagas, depois do sucesso da “Rosa de Versalhes”, saltou para 20 vezes. Takarazuka entrou na moda e até hoje continua encenando temporadas desse sucesso originário do mangá feminino. Takarazuka continua na moda até hoje e, além do teatro original na cidade, possui um teatro em Tóquio. Mesmo assim, é preciso reservar o ingresso com bastante antecedência.





A apresentação do Takarazuka Revue no Brasil teve o patrocínio da Japan Foundation e a colaboração da Embaixada do Japão, Comissão Organizadora do 70 Aniversário da Imigração Japonesa no Brasil, Consulado Geral do Japão em São Paulo e da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.

Saiba mais sobre o Teatro Takarazuka, no http://www.japop.com.br/index.php/opera-takarazuka-takarazuka-kagekidan/

Mais sobre o Teatro Takarazuka, no http://www.culturajaponesa.com.br/index.php/teatro-takarazuka-se-esforca-para-atrair-publico-no-exterior/

Mais sobre “A Rosa de Versalhes”, no http://www.culturajaponesa.com.br/index.php/revivendo-50-anos-depois-rosa-de-versalhes/

Espero que tenham gostado! 

Daqui a pouco tem mais!^^

 


 


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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

E Mais uma vez Parabéns André Grandier! Segunda e ultima parte do Especial do aniversário do nosso heroi.

Olá,queridos amigos da Lady Oscar, sejam bem vindos!



 E como sabemos, ontem foi 26 de agosto o aniversário de André Grandier, par romântico de Oscar François de Jarjayes, a protagonista de Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら).e também o segundo personagem, mais amado pelos fãs da série de Ikeda.  Como prometi, um especial de duas partes, eis a parte 2. Para quem não leu a primeira, clique aqui.  Nessa segunda parte, estaremos relembrando duas cenas de André, a primeira, considero o ponto de partida para Oscar perceber que seu amigo de infância é, na verdade, o grande amor de sua vida. Falo, é claro, da cena do André sem camisa, enxugado na sala da comandante. Oscar, sem saber, abre a porta e vê seu servo, sem camisa. Embora seja uma linda visão, hahaha (risos), a comandante morre de vergonha (Eu também morreria de vergonha), e os traços de Ikeda, para dar vida aos sentimentos de Oscar, para mim, valem mais que palavras. Sim, Oscar, nós meninas te entendemos! Já a segunda cena, que decidi relembrar no dia do aniversário do herói, é do mangá da camisa de Oscar rasgada que termina com um beijo roubado, no anime de 1979, mas no mangá, é mais forte e deu o que falar! No mangá, muitos leitores chegaram a se assustar, já que tiveram a impressão de que ele seria um tanto violento, mas não chega a tanto, afinal, Rosa de Versalhes é um Shoujo mangá e Ikeda não ousou ir tão longe.




Primeira cena a ser relembrada hoje, André sem camisa:.



 Essa cena  é cômica,  mas é o ponto de partida para o amor deles e o inicio dos beijos antes da noite de amor. Oscar e os soldados de sua tropa haviam se molhado após ficarem debaixo de uma forte tempestade, e André entre na sala da comandante quando ela não estava e tira a camisa para se enxugar, nunca entendi o motivo de André estar justo na sala e Oscar se enxugando, mas é assim que Ikeda desenhou no mangá original. Na sequência, abre a porta de sua sala e encontra o belo André sem camisa e quase morre de vergonha. É uma cena engraçada, Oscar acaba descomposta, mas a partir desse momento, temos diversos beijos apaixonados do casal mais querido pelos fãs da Rosa de Versalhes. Até o momento da cena românica entre os dois, que é maravilhosa, já que o amor de Oscar e André, é algo que vem da Infância e muito puro. Oscar sempre diz que jamais se casaria, mas logo após perceber que ama André, ela diz ao rapaz que após a guerra eles finalmente poderiam se casar.
 


Uma Rosa é sempre uma  Rosa! A Polêmica cena da mangá da heroína rasgada e o beijo roubado.


Vamos falar do episódio 28, quando acontece polêmica cena que André rasga a camisa de Lady Oscar. Nesse episódio o filho da rainha Maria Antonieta, pequeno príncipe José já estava muito doente, Fersen vai ver a rainha, mas a encontra chorando sob o altar e sai sem ser notada por ela. Então o conde resolve visitar sua melhor amiga Oscar. Os dois começam a conversar em frente à fogueira bebendo vinho e em um determinado momento ele pergunta a ela sobre aquela maravilhosa condessa, que ele conheceu no baile. Claro que Oscar não responde, como poderia dizer a ela que essa condessa era ela própria? Então ele segura Oscar pelo pulso e a obriga a olhá-lo nos olhos. Ela se sente acuada e foge. André, nessa parte já muito ciumento, vê toda a cena.

Você é a condessa que dançou comigo!


Fersen a segue e faz uma declaração: ele basicamente diz a ela que se ele soubesse que Oscar era tão bonita e que se ele soubesse que ela estava apaixonada por ele, talvez fosse diferente. Infelizmente é tarde, então Oscar o silencia e diz: "Eu já apaguei certos sentimentos do meu coração. 

Por que estou recapitulando os episódios anteriores? Para provar que André já estava atormentado com tudo, principalmente por Oscar estar apaixonada por Fersen, portanto ele não foi malvado, apenas estava sofrendo por amor não correspondido e com sua cegueira. Então agora vamos ao que interessa, ao episódio 28 e a cena que acontece a briga de Oscar e André que termina com a manga da camisa da nossa loira favorita sendo rasgada.

Esquecendo os sentimentos por Fersen.
 

Continuando, pouco depois, André vai até Oscar e a vê em pedaços. André é a sombra de Oscar e mesmo sofrendo em ver a mulher que ama apaixonada por outro homem, ele nunca sai de perto dela. Cego de um olho e enxergando muito pouco com o único olho funcional. Como mencionei acima, ele foi ferido em uma luta com o Cavaleiro Negro, que cortou seu olho esquerdo com sua espada (mas ele também está perdendo a visão em seu olho direito, porque ele forçou demais). André, então, começa a beber com certeza para esquecer dos problemas. Neste episódio, aliás, o vemos em uma taverna com seus outros amigos soldados festejando.  Também é importante pontuar, que nesse é mesmo episódio, que Lady Oscar, vai até a rainha Maria Antonieta para dizer que ela quer deixar a guarda real. Essa decisão é mal interpretada por André. Ele se irrita e pergunta se o motivo de Oscar querer deixar a guarda de Sua Majestade é para nunca ver Maria Antonieta, a mulher que Fersen ama. E sim, esse é um dos motivos, o outro motivo é que Oscar considerou sua paixão por Fersen um momento de fraqueza e quer esquecer esses momentos em campo de batalha. Mas nessa parte, André, após ter bebido, faz uma declaração de amor a ela: se fugir é a solução, então ele teve que fugir dela há muito tempo. Claro que Oscar ignora, afinal ela quer viver como um homem, já que passou por uma desilusão amorosa com seu primeiro amor Fersen.

Uma Rosa jamais será um Lírio e mulher será sempre uma mulher.




E nessa hora, acontece a famosa frase que só existe no anime"uma rosa é uma rosa, mesmo que seja branca ou vermelha: uma rosa nunca será uma Lilas (lilás). Na nossa versão dublada que aparece apenas no filme que resume os 40 episódios da série, a frase ficou "Uma Rosa jamais será um Lírio". O que ele quis dizer? Simples, Uma mulher é sempre uma mulher, independentemente da roupa que use. Oscar não aceita, claro, ela é militar e orgulhosa, dá um tapa nele e ele a agarra pelo pulso e se aproxima do rosto dela e Lhe rouba um beijo. Ela grita, tenta afastá-lo e ele acaba sem querer rasgando a manga da camisa da moça.

André  e Oscar discutem.
  

Pouco depois, André percebe vê Oscar chorando, se arrepende e pede desculpas a ela. Antes de partir, ele diz a ela que a ama e sempre a amou… Mas, como sempre, ela não responde. Em minha opinião, André tinha medo que Oscar fosse transferida para o exército, afinal é algo muito mais arriscado e perigoso, a vida da nossa heroína poderia estar em risco. Sem contar que um bando de soldados machistas poderia não aceitar uma mulher comandando a tropa, o que de fato acontece e Oscar precisou provar seu valor e conquistar a liderança.  Tirando isso, André sofreu até demais, nos episódios anteriores que mencionei ao ver a mulher que sempre amou apaixonada por um homem nobre. Apensar de ser um homem doce, sensível e apaixonado, André é humano e ninguém é perfeito, nesse momento tivemos sim um descontrole do mocinho, mas foi por amor, por estar apaixonado e não ser correspondido, por ciúme, insegurança e principalmente por medo de perder Oscar e tentar declarar esse amor escondido durante tanto tempo.  Muitos dizem que essa cena foi censurada, na verdade, recentemente assisti ao episódio italiano e descobre que não foi. Não há partes de nudez e as imagens da versão original japonesa são idênticas à italiana.  

 
 






Embrora André tenha seus momentos de total descontrole, entendemos que


 E  ontem, comemoramos o aniversário do nosso eternamente jovem André Grandier, mesmo ele já tendo completado 271 anos. E para que comemorar o aniversário de um personagem fictício? Bem, sempre achei que a imaginação é fundamental para nós, em qualquer idade. Então, continuo tendo Oscar e André como meus velhos amigos do universo da imaginação. Afinal, as histórias que amamos são.
 Parte de nós tornamos nossas vidas, portanto, desejamos novamente um feliz aniversário ao nosso André.

Espero que tenham gostado!


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