Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!
Há exatos 42 anos, às 20h, estreava no canal italiano Italia 1 a animação A Estrela do Sena La Seine no Hoshi (ラ・セーヌの星) Conhecida na Itália como Il Tulipano Nero, a obra carrega uma história de bastidores curiosa.
Em 1974, o mangá A Rosa de Versalhes (Lady Oscar) era um fenômeno absoluto. Havia um interesse enorme em adaptá-lo para a TV, mas a autora Riyoko Ikeda recusava todas as propostas. O anime de Lady Oscar só veria a luz do dia em 1979, meses após o lançamento de seu filme live-action.
Aproveitando esse vácuo e o alto interesse pelo tema, a Sunrise e a Fuji TV decidiram criar uma série própria inspirada no cenário da Revolução Francesa. Diferente da obra de Ikeda, A Estrela do Sena apostou em um estilo menos realista e mais focado na aventura de "capa e espada", gênero que dominava as telas entre os anos 70 e 80.
Embora A Estrela do Sena seja considerado por muitos como "inferior" a Rosa de Versalhes — especialmente pela falta do rigor histórico e do realismo dramático da obra de Riyoko Ikeda —, ele está longe de ser um anime ruim. Pelo contrário, a série possui méritos próprios que merecem atenção.
A qualidade da produção é garantida por uma equipe de gigantes da indústria. O design de personagens, por exemplo, é assinado por Akio Sugino, que mais tarde assumiria a direção de arte da segunda metade do próprio anime de Lady Oscar. Além dele, o projeto contou com nomes lendários como Yoshiyuki Tomino (criador de Gundam) e o compositor Shunsuke Kikuchi (de Dragon Ball e Doraemon). Com um time desses, a obra entrega uma experiência visual e sonora de altíssimo nível para a sua época.
Na versão italiana, um detalhe fascinante une as duas obras: a lendária Cinzia de Carolis foi quem emprestou sua voz à protagonista Simone. Para quem não sabe, Cinzia também foi a voz oficial de Lady Oscar na Itália, criando uma conexão vocal icônica entre as duas heroínas.
Apesar de inspirada em Oscar, Simone vivia em uma versão da Revolução Francesa repleta de anacronismos. O mais gritante deles era o seu traje de heroína mascarada: a personagem usava um collant (body) que deixava as pernas totalmente à mostra. No rigoroso século XVIII, seria impensável uma moça circular assim pelas ruas de Paris sem causar um escândalo absoluto!

É claro que, por ser abertamente inspirada em A Rosa de Versalhes, as comparações são inevitáveis — e, sejamos sinceros, ela não alcança a profundidade ou o impacto da obra-prima de Ikeda. No entanto, o anime brilha em seu próprio estilo. Tenho um carinho especial pela protagonista Simone e por seu aliado, o Tulipa Negra. O personagem é claramente inspirado no Cavaleiro Negro, mas traz um charme único com seus trajes de mosqueteiro, reforçando aquele clima de aventura clássica que define a série.
Em muitos momentos, a jornada de Simone me remete ao clássico Zorro da Disney. Assim como o justiceiro mascarado, ela equilibra uma vida dupla: por trás da aparência de uma jovem comum, esconde-se a heroína que luta incansavelmente por justiça.
Além disso, vale desmistificar um boato comum entre os fãs. Muitos afirmam que Riyoko Ikeda odiou o anime de A Rosa de Versalhes e, por isso, barrou novas produções. Na realidade, a autora nunca declarou ódio à série; ela apenas discordou de certas mudanças criativas. O fato é que ela sempre foi cautelosa com adaptações — e foi justamente essa resistência inicial que abriu caminho para o nascimento de A Estrela do Sena (La Seine no Hoshi).
Confira abaixo algumas artes fascinantes do mangá original:
Como muitos de vocês já sabem, a espera acabou: A Rosa de Versalhes finalmente ganhou um novo longa-metragem de animação e fez muito sucesso no Japão.
Para encerrar com chave de ouro, fiquem com imagens e vídeos relacionados.

































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Lady Oscar diz..
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