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domingo, 25 de janeiro de 2026

"A Rosa de Versalhes" aparece no Exame Nacional de Admissão à Universidade no Japão; mídia chinesa comenta: "Animes podem render frutos inesperados" (Artigo Traduzido).

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar, sejam Bem Vindos!

 

Quem acompanha o blog sabe bem: no último dia 13 de janeiro, o mangá A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara) surpreendeu ao aparecer em uma questão do vestibular nacional japonês, tornando-se instantaneamente o grande assunto da semana.

Diversos portais nipônicos destacaram que o Exame Comum de Admissão à Universidade (Daigaku Nyuugaku Kyoutsuu Test) — o rigoroso certame realizado anualmente em janeiro — apresentou uma questão sobre a Revolução Francesa inteiramente fundamentada na obra de Riyoko Ikeda. A aplicação dessa questão reafirma a imensurável relevância cultural da série no Japão, mas carrega uma ironia deliciosa: ela contrasta com uma declaração da própria Ikeda, que, no passado, afirmou categoricamente que os mangás não deveriam ocupar espaço no ambiente acadêmico. O destino (e a banca examinadora) parece ter discordado da autora, provando que sua obra tornou-se um pilar educativo incontornável.

E se você acha que o burburinho acabou, engana-se. Ontem, o portal Livedoor News repercutiu um artigo da mídia chinesa comentando o fenômeno. Como estou acompanhando cada detalhe, resolvi traduzir esse texto na íntegra para vocês. Afinal, como o único blog brasileiro ativo dedicado a A Rosa de Versalhes com posts diários, não poderíamos deixar de registrar nossa opinião. A presença de Lady Oscar em um exame desse porte é um marco histórico e continuaremos comentando o assunto quantas vezes for necessário — essa é a missão deste espaço: informar e debater tudo o que acontece no universo de nossa eterna comandante.

Uma observação importante: Como vocês sabem, ainda estou no processo de aprendizado do japonês (estudando o básico no Kumon) e utilizo o auxílio de ferramentas de tradução. Por isso, o texto pode conter imprecisões. Se você domina o idioma, sinta-se à vontade para me ajudar com correções nos comentários; o objetivo é sempre oferecer o melhor conteúdo para a nossa comunidade.



Confira abaixo a tradução do artigo:



"A Rosa de Versalhes" aparece no Exame Nacional de Admissão à Universidade no Japão; mídia chinesa comenta: "Animes podem render frutos inesperados" (Artigo Traduzido).



No dia 20 de janeiro de 2026, o portal chinês Sohu publicou um artigo intitulado "A Rosa de Versalhes aparece no Exame Nacional de Admissão à Universidade no Japão".

O artigo destaca que o debate sobre se o universo ACG (Animes, Comics e Games) é uma perda de tempo costuma gerar discussões acaloradas. "Há quem defenda que a imersão excessiva em mundos virtuais faz as pessoas perderem competitividade na sociedade real. Por outro lado, há quem acredite que, em uma sociedade de alto estresse, as pessoas têm o direito de escolher como passar seu tempo livre para serem felizes. Se isso ajuda a relaxar e aliviar a tensão, não deve ser visto como desperdício, mas como um ajuste essencial para manter a saúde mental, livre de qualquer sentimento de culpa."

O autor do artigo manifestou seu apoio à cultura ACG: "No fim das contas, é uma forma de entretenimento, não muito diferente de passar horas assistindo a vídeos ou passeando em um shopping. O excesso, claro, nunca é bom. Mas não faz sentido criticar alguém por jogar videogame se você mesmo não larga o celular o dia todo. O ponto é que o tempo dedicado ao ACG pode, por vezes, trazer alegrias e benefícios inesperados."

Como exemplo recente, o texto mencionou a realização do "Exame Comum de Admissão à Universidade" (Kyotsu Test) no Japão. Para muitos estudantes, esta é a prova mais decisiva de suas vidas. Surpreendentemente, na disciplina de "História Geral e Exploração da História Mundial", surgiu uma questão baseada no popular mangá "A Rosa de Versalhes" (Berubara), que retrata a Revolução Francesa no século XVIII. Uma das questões utilizava a premissa da protagonista, Oscar — que foi criada como homem — para levar o candidato a refletir sobre o status social das mulheres e o sistema patriarcal da época.

Sobre a obra, o artigo recorda: "Criado pela mangaká Riyoko Ikeda, este mangá shoujo conquistou uma popularidade imensa, sendo adaptado para anime, filmes em live-action e musicais. Ao lado de Black Jack, de Osamu Tezuka, e Devilman, de Go Nagai, é considerado uma obra-prima imortal dos anos 70. O título causou fenômenos sociais repetidas vezes e, em 2025, ganhou um novo filme de animação. Embora sua presença em um exame nacional seja surpreendente, não é algo incompreensível."

Após a repercussão, internautas japoneses que prestaram o exame comentaram: "Consegui ganhar pontos graças à Rosa de Versalhes, foi incrível!", "Deveria ter assistido antes" ou "Ainda bem que eu li o mangá". Por outro lado, houve quem questionasse a equidade das regras: enquanto a mídia noticiava o conteúdo da prova, candidatos foram advertidos sobre compartilhar detalhes nas redes sociais. Na China, o artigo comparou o impacto a ver obras como Black Myth: Wukong ou A Will Eternal em um vestibular — se acontecesse, o alvoroço seria o mesmo.

O texto também citou precedentes no Japão. Em um exame de história da Universidade Meiji, foi perguntado o nome da esposa do Príncipe Rama, da cidade de Ayodhya, protagonista do épico indiano Ramayana. Para um candidato comum, a pergunta seria difícil; porém, para jogadores de Fate/Grand Order (FGO), foi uma "questão de graça", já que Rama e sua esposa, Sita, são personagens extremamente populares no jogo.

Concluindo, o artigo afirma que, para os estudantes, essas questões são benefícios inesperados por consumirem animes e mangás. Para o público geral, o fato ajuda a quebrar o preconceito de que "ACG é sinônimo de falta de seriedade". O episódio demonstra que obras de qualidade podem servir como pontes entre entretenimento, história, cultura e realidade. "Assim como A Rosa de Versalhes usou o mangá para abordar temas profundos como a Revolução Francesa e igualdade de gênero, e FGO trouxe épicos indianos para o horizonte dos jovens, essa forma de 'esconder o conhecimento dentro do entretenimento' é, talvez, a forma mais viva de educação."

Fim.



"Acima você conferiu a tradução, mas resolvi trazer uma análise extra porque esse tema ainda está 'pegando fogo' no Japão. Mesmo uma semana após o exame, A Rosa de Versalhes continua nos trending topics e portais de notícias, provando que o legado de Riyoko Ikeda está mais vivo do que nunca."


A recente inclusão de A Rosa de Versalhes (Versailles no Bara) no "Exame Comum" (Kyotsu Test) de 2026 gerou um burburinho que atravessou fronteiras. Para muitos, pode parecer apenas uma curiosidade, mas, na minha opinião, estamos diante de um divisor de águas cultural.

Este evento valida décadas de produção intelectual no mundo dos mangás e prova que a obra de Riyoko Ikeda transcende o entretenimento. Abaixo, analiso os motivos que tornam essa presença no vestibular tão significativa:



1. O Pioneirismo de Lady Oscar nos Anos 70

Diferente de obras contemporâneas que utilizam a ambiguidade de gênero como um recurso puramente estilístico, a criação de Oscar em 1972 foi uma manobra narrativa audaciosa. Ikeda utilizou a personagem para explorar a psicologia da identidade sob a pressão de uma linhagem aristocrática em declínio e das expectativas sociais.

Ao colocar Oscar em uma prova de História e Sociologia hoje, o Japão reconhece que Ikeda já debatia estruturas de poder e gênero muito antes desses termos se popularizarem no debate público japonês.

2. Rigor Histórico como Motor Narrativo

Um dos grandes trunfos de Ikeda foi não apenas "ilustrar" a Revolução Francesa, mas interpretá-la com profundidade. A precisão ao descrever eventos como o Caso do Colar de Diamantes ou a Queda da Bastilha é fruto de uma pesquisa bibliográfica rigorosa, algo raríssimo para mangakás daquela época.

Isso justifica a obra ser citada em exames oficiais: ela possui valor documental. Em Berubara, a história da França não é um simples cenário, mas o motor implacável que molda o destino e o drama pessoal de cada personagem.



3. A Maturidade da Tragédia Épica

Nos anos 70, o público de mangás shoujo (femininos) estava habituado a romances com desfechos tradicionais. Ikeda rompeu esse paradigma ao introduzir o conceito de tragédia épica, onde o desejo individual é frequentemente esmagado pelo peso da História (com "H" maiúsculo). Essa densidade intelectual permitiu que a obra transitasse das páginas das revistas de entretenimento para as salas de aula e, finalmente, para os vestibulares nacionais.



4. Uma Reconciliação Geracional

Por que, afinal, esse assunto ainda rende tantos comentários, principalmente no Japão? Porque A Rosa de Versalhes é um dos pilares da identidade cultural do país. A presença da obra no vestibular promove um encontro de gerações:

  • Os Examinadores: Que cresceram sob o impacto cultural avassalador do lançamento original de Berubara.

  • Os Alunos: Que estão redescobrindo a saga através do novo filme de 2025 e percebendo que os temas de desigualdade social e a busca por liberdade permanecem urgentes.


Conclusão

Essa conexão prova que a obra de Riyoko Ikeda não envelheceu como um "conteúdo datado". Pelo contrário, ela se cristalizou como um clássico absoluto, comparável às grandes obras da literatura mundial que frequentemente figuram nessas provas. A Rosa de Versalhes não é apenas sobre o passado da França; é sobre a permanência da arte que nos faz questionar a nossa própria realidade.


Espero que tenham gostado! Um Bom Domingo e Uma linda Semana a todos vocês amigos da lady Oscar.



ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 







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Lady Oscar diz..
Olá,meus queridos amigos, Obrigada por sua visita.
Comentários são Bem vindos! 🌹
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2. A curta experiência com os anônimos deu alguns problemas.
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