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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Inspirada em Lady Oscar? A Inegável Conexão entre A Estrela do Sena e a Obra de Riyoko Ikeda

 

Olá, queridos amigos da Lady Oscar,Sejam Bem Vindos!

 

Recentemente, decidi revisitar um clássico absoluto da minha infância: A Estrela do Sena (La Seine no Hoshi), também conhecida na Itália como Tulipano Nero. Ao compartilhar minha resenha do primeiro episódio, recebi um comentário curioso na fan page do blog. Um leitor afirmou categoricamente que a série não foi inspirada em A Rosa de Versalhes, listando as diferenças de enredo e o destino dos filhos de Maria Antonieta como provas.

Será mesmo?  Pois bem, apesar das diferenças narrativas, as duas obras estão conectadas pela própria história da animação japonesa. E "Para quem ainda duvida que Estrela do Sena bebe da fonte de Rosa de Versalhes, preparei este post para mostrar as conexões reais entre as duas obras. Já adianto: a relação vai muito além da Revolução Francesa como pano de fundo. Estrela do Sena não só utiliza o mesmo material histórico, como dificilmente existiria sem o fenômeno criado por Riyoko Ikeda."



Ao contrário do que alguns fãs pensam, a conexão entre as obras não é uma teoria — é um fato de bastidores. No início dos anos 1970, o mangá de Riyoko Ikeda, A Rosa de Versalhes (Berusaiyu no Bara), era um fenômeno cultural sem precedentes.

A Fuji TV tentou desesperadamente adaptar a obra para o anime na época, mas a autora recusou a permissão. Para não perder o "filão" dos dramas históricos de época, o estúdio Sunrise criou A Estrela do Sena em 1975 como um projeto substituto. Eles queriam capturar o mesmo público que buscava tramas sobre a Revolução Francesa e heroínas fortes.

Paralelos que não podem ser ignorados

Embora A Estrela do Sena tenha um tom mais voltado para a aventura de "capa e espada" (inspirado no filme francês A Tulipa Negra), as semelhanças estruturais com a obra de Ikeda são evidentes:



  • Simone Lorène vs. Oscar François: Simone funciona como uma versão mais "pé no chão" da icônica Oscar. Enquanto Oscar, criada como um homem pelo pai, assume uma posição de comando na Guarda Real e vive as dores de uma vida moldada pelo dever militar (sem jamais negar sua essência feminina), Simone utiliza a feminilidade da "simples florista" como o disfarce ideal. Ela equilibra a delicadeza de sua vida comum com a fúria da justiceira mascarada, oferecendo uma perspectiva diferente de resistência feminina dentro do mesmo contexto histórico.
  • Mirard vs. André Grandier: O papel de Mirard é uma clara homenagem ao arquétipo do fiel escudeiro. Assim como André em relação a Oscar, ele é o amigo de infância inseparável e o protetor devoto, representando o suporte emocional e físico da heroína.
  • Tulipa Negra vs. Cavaleiro Negro: A dinâmica do justiceiro mascarado é um ponto de convergência absoluto. O Tulipa Negra assume a função do Cavaleiro Negro de Rosa de Versalhes, trazendo o elemento do vigilante que opera nas sombras para desafiar a tirania da aristocracia.


Principais Diferenças: Drama vs. Aventura

Para sermos justos com o leitor que comentou, as obras divergem drasticamente na execução:

CaracterísticaA Rosa de VersalhesA Estrela do Sena
FocoDualidade entre Oscar (militar) e Antonieta.Simone (justiceira) e a busca por sua origem.
TomDrama político e romântico denso/trágico.Aventura heróica de capa e espada.
FidelidadeMais próxima do destino trágico histórico.Mais lúdica (ex: sobrevivência dos filhos da rainha).

A conclusão é absoluta: sim, A Estrela do Sena foi diretamente inspirada no fenômeno de A Rosa de Versalhes. Negar essa conexão é ignorar os fatos históricos da indústria da animação japonesa dos anos 70. 
A série nasceu em 1975 como um projeto de "contingência" da Fuji TV e da Unimax, criado especificamente para surfar na onda de popularidade do mangá de Riyoko Ikeda, já que a autora ainda não havia autorizado uma adaptação oficial de sua obra para a TV. 
Embora Estrela do Sena tenha seguido um estilo de aventura "capa e espada" (influenciada pelo filme francês  Tulipa Negra), o cenário da Revolução Francesa, o foco em Maria Antonieta e a estética do gênero Shoujo foram transplantados diretamente do sucesso de Rosa de Versalhes.  O próprio diretor Yoshiyuki Tomino admitiu em entrevistas que a obra era uma tentativa de capturar aquele mesmo público. 

Para encerrar qualquer debate: afirmar que A Estrela do Sena não é inspirada em A Rosa de Versalhes é, fundamentalmente, ignorar a história da animação japonesa. Sugiro a quem duvida que aprofunde seus estudos sobre as origens desta produção; os registros históricos confirmam que a série só foi concebida pela Sunrise para capitalizar o fenômeno cultural criado pela obra de Riyoko Ikeda, utilizando exatamente o mesmo pano de fundo histórico.
Gostaria de ressaltar que o conteúdo compartilhado neste blog é fruto de décadas de dedicação. Meu pai e eu possuímos um vasto conhecimento sobre o universo de Rosa de Versalhes e, quando publico algo aqui, faço amparado por fontes de pesquisa rigorosas e conhecimento pessoal consolidado. Jamais veicularia informações que não pudessem ser comprovadas pelos fatos da indústria.
Portanto, sejamos claros: sim, A Estrela do Sena é inspirada em A Rosa de Versalhes. Você tem todo o direito de gostar ou não da animação — o gosto é subjetivo —, mas negar a inspiração técnica e cronológica é, simplesmente, uma falta de conhecimento sobre o gênero.
 Nos próximos posts, seguirei com as resenhas detalhadas de cada episódio de A Estrela do Sena. Se você perdeu o início dessa análise ou quer relembrar os primeiros passos de Simone Lorène, confira os links abaixo:
Fiquem ligados, pois vamos explorar cada detalhe dessa animação clássica e suas conexões com a história!


Espero que tenham gostado! Uma ótima Semana Amigos da Lady Oscar!


ady Oscar diz... Obrigada por sua visita! Volte sempre que quiser.

 


 

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Lady Oscar diz..
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